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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Travesseiro da NASA nunca saiu do chão


O tal travesseiro da NASA na verdade é mais uma lenda urbana. A espuma viscoelástica foi realmente o resultado de uma pesquisa da agência americana, na busca de uma espuma capaz de absorver choques e desta forma poder ser usado em revestimentos de naves espaciais. Mas a espuma não passou no teste, seu cheiro foi considerado muito forte. Mesmo assim o projeto não foi abandonado. Um dos engenheiros viu nela uma oportunidade e abriu uma empresa pra comercializar o produto mirando outras utilidades. Ao longo do tempo, a espuma foi ficando mais barata, o problema do odor foi contornado, o que fez o artefato ser utilizado em milhares de aplicações, desde capacetes de futebol, estofamentos de carros, aviões, travesseiros, etc.

Ok? É bom, é fofinho e se ajusta ao formato da cabeça, mas daí a ser o travesseiro da NASA, muitos pontos pra quem adotou essa história como assinatura de Marketing dos produtos. Nota 10, mas é só Marketing. A matéria da Superinteressante alerta pra os falsos travesseiros de viscoelástico, que na verdade vendem espuma comum revestida com o nobre material na parte externa e cobram menos por isso. Um travesseiro de puro viscoelástico não é tão barato. Cuidado.

fonte: revista Superinteressante.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Como seria o consumo se o mundo tivesse apenas cem carros?

Imagine como seriam os carros se no mundo tivéssemos apenas cem automóveis. O que o consumidor preferiria? Uma curiosa pesquisa realizada pela Buy Auto Insurence avaliou e mostrou esse cenário. Se tivéssemos apenas cem carros:

  • 54 seriam de montadoras asiáticas dos quais 42 seriam vendidos na Ásia. E 29 seriam japoneses. O mundo realmente assimilou a credibilidade dos carros feitos por lá.
  • 54 teriam câmbio manual e 43 carros seriam movidos a gasolina – apesar dos EUA terem a preferência pelo câmbio automático, a população dos países pertencentes às BRICS tem a simpatia pelo câmbio manual. China e EUA, juntos, são grandes consumidores de gasolina, o que pesou estatisticamente.

Por fim, o estudo revela também qual seria o carro que estaria na maioria das garagens do mundo: Corolla, branco, câmbio manual e movido a gasolina.


Fonte: Notícias Automotivas 

sábado, 7 de setembro de 2013

Nanocomplex - Uma pílula pode cortar o efeito do álcool

Que o efeito nefasto de uma noite de bebedeira tira a pessoa do planeta terra, ninguém tem dúvida. Bem, mesmo quem pega um pouco mais leve sabe que o famoso “pilequinho”, não tem nada de inocente, tanto na questão social quanto em relação à saúde. Mas, se depender de um grupo de Cientistas da Universidade da California, os dilemas relativos ao álcool vão ganhar um poderoso aliado. Liderados pelo Professor Yunfeng Lu, esta turma está desenvolvendo um antídoto contra a intoxicação pelo álcool. O antídoto é a junção entre duas enzimas, álcool oxidase e catalase. A combinação, chamada Nanocomplex, reduziu drasticamente os efeitos do álcool em ratinhos intoxicados.

O processo de metabolização do álcool pelo fígado é muito lento, na razão aproximada de uma gota de álcool por hora. O resultado disso é a permanência no sangue, por um longo tempo, de tudo o que foi “bebido”.  O truque é justamente reproduzir esse processo no organismo só que num tempo muitíssimo mais rápido, efeito conseguido com camundongos: após 10 minutos, notou-se uma redução de 10% na concentração de álcool, 32% após uma hora e 37% após 3 horas.  
Segundo Lu, a combinação poderá ajudar enormemente na redução da lesão hepática alcoólica, podendo diminuir as chances de evolução para uma cirrose hepática. O cientista acredita que será possível reproduzir os achados em testes com humanos, o próximo passo da pesquisa. Em dois ou três anos, no máximo, o Nanocomplex estará pronto para ser consumido.

Pensando em termos mais práticos, pode a luz no fim do túnel para a diminuição drástica de risco de morte no trânsito, fruto da inconsequência de motoristas embriagados.  Se a conscientização frente aos maus hábitos é lenta ou pouco eficaz, vem a ciência dar uma mãozinha.  

A pesquisa já foi publicada na revista Nature Nanotechnology.

fonte: policymic.com e superinteressante.com

domingo, 25 de agosto de 2013

Kite Patch - fique "invisível" aos mosquitos

O mosquito é um bicho que dá medo. Pequeno, não tem nada de insignificante. Porém a lista de doenças cujo mosquito é o principal protagonista (ou vetor) ao longo do tempo é enorme e um eventual desaparecimento de suas espécies (aleluia), não ia deixar saudades. Salvo algumas espécies de peixes de água doce e sapos, a praga não chega a ser parte importante do cardápio de outras espécies relevantes. Se entrasse em extinção, rapidamente a “iguaria” seria substituída por outro alimento.

Ao que parece, nem todo o tipo de mosquito traz doenças, mas os mais envolvidos com a tarefa são os do gênero Anopheles, justamente os que têm mais intimidade com a rotina de humanos. Ou seja, eles estão entre nós o tempo todo. Voltando à lista, doenças como malária, febre amarela e dengue são as mais importantes. Pra se ter uma idéia do estrago, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de milhão de pessoas morre todo o ano de malária, principalmente nos países africanos. A Dengue acomete cerca de 100 milhões de pessoas por ano em mais de 100 países e a Febre amarela já teve seus dias de glória (hoje, tanto no Brasil quanto mundialmente, o combate à doença tem produzido estatísticas cada vezes menores). E parou aí a aula de biologia.

Tudo isso pra dizer o quanto fiquei feliz ao saber que existe um laboratório americano independente que, por meio de doações busca um feito notável: pesquisar, desenvolver e dar forma comercial a modelos científicos e tecnologias capazes de afastar os mosquitos dos humanos. Só por isso, o Olfactor, de Riverside (CA), deveria receber ajuda financeira de todos os alérgicos do mundo (esses, por certo fazem parte da oposição mais “soft” ao mosquito).


Segundo pesquisas já publicadas, nosso corpo emite dióxido de carbono, substância irresistível para os mosquitos. Nessa linha de pesquisa, a equipe de cientistas do Olfactor desenvolveu um patch com um principio ativo que desorienta o “radar” do mosquito para detecção de dióxido de carbono. Isso torna a pessoa invisível “aos olhos” do bicho.  

Nos site de crowdfunding Indiegogo, o laboratório pediu 75 mil dólares pra testar o invento em Uganda (África). Conseguiu mais de 250 mil – prova de que o ódio aos mosquitos é maior do que se pensa. Aperfeiçoado o invento, a equipe do Olfactor vai partir para a exploração comercial do patch. Daí pra frente, é morte anunciada aos inceticidas, tais quais os conhecemos hoje em dia. 

fontes: Newsweek.com, exame.com, olfactor website, folha.com, OMS website, Blomberg Businessweek website.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ficção é bom pra você

Estimular ou não as crianças a irem fundo no mundo dos livros e filmes de ficção? Assistir a um filme faz mais bem do que mal? E quanto a nós, adultos? Se faz bem, em que circunstâncias?

Perguntas como estas sempre surgem e os pesquisadores da Universidade de Toronto, Keith Oatley, Maja Djikic e Raymond Mar estudaram pra nos dar uma resposta. Conduziram um estudo que mostra que a ficção é sim um benefício para todos nós. Mas de que forma?

A ficção estimula áreas do nosso cérebro responsáveis pela compreensão da humanidade e suas diferenças. Com o acesso à livros e filmes de ficção podemos melhorar aspectos como empatia e entendimento da realidade alheia sobre diversas perspectivas.  Foram realizados exames de ressonância magnética em 252 participantes do estudo. Oatley observou-os lendo um romance e identificou a ativação do córtex pré-frontal, sempre que o personagem do romance estava para tomar uma decisão importante. A área ativada é justamente a responsável pela tomada de decisões. Segundo Oatley, para o cérebro a ficção não deixa de ser uma simulação da realidade (ou sonho), ideia defendida e trabalhada por Shakespeare em seu remoto tempo.

Dr. Keith Oatley - ficção faz muito bem a todo nós
Mais do que mera distração, o Dr. Oatley afirma que a ficção pode sim ajudar executivos a tomarem decisões melhores, sendo assim mais eficientes em suas atividades mais complexas. 

fonte: huffingtonpost e Época Negócios

domingo, 26 de maio de 2013

Seu celular carregado em 30 segundos - quem não quer?

Eesha Khare - celulares carregados em 30 segundos
Seu celular carregado em 30 segundos? Bom demais e a caminho, pelas mãos de Eesha Khare, estudante de 18 anos, 2º lugar no Intel Awards Winner 2013. Ela criou um dispositivo que, uma vez acoplado à bateria do celular, permite que a recarga seja feita em 30 segundos. 

Eesha recebeu 50 mil dólares de prêmio, com os quais pretende pagar a faculdade e investir em outras pesquisas para desenvolvimento de super baterias. Excelente, mas...porque o 2º lugar deu muito mais o que falar do que o 1º (!?). Porque Gordon Moore criou algo igualmente maravilhoso, porém ainda distante da nossa realidade rotineira: um tipo de inteligência artificial que permite a um automóvel se “auto-controlar” (lembra da Super Máquina, o K.I.T.T.?), minimizando acidentes e engarrafamentos.

Fantástico, mas me interessa mais nesse momento, a urgente perspectiva de nunca mais ficar sem celular em momentos importantes. Por isso a segundona virou primeirona. Graaande Eesha...veja video




fontes: Época Negócios.com e INTEL Website.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Comer insetos pode ajudar a combater obesidade, diz ONU


Por Catherine Hornby (Agência Reuters, matéria na integra)

ROMA , 13 Mai (Reuters) – A simples ideia de comer besouros, lagartas e formigas pode dar arrepios, mas os autores de um relatório das Nações Unidas publicado nesta segunda-feira afirmam que os benefícios do consumo de insetos nutritivos podem ajudar a combater a obesidade.

Mais de 1.900 espécies de insetos servem de alimento a seres humanos em todo o mundo, principalmente na África e na Ásia. Mas em países do Ocidente, geralmente as pessoas torcem o nariz para o sabor de gafanhotos, cupins e outros pratos crocantes como esses.

Os autores do estudo realizado pelo Departamento Florestal, que faz parte do órgão da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), dizem que muitos insetos contêm a mesma quantidade de proteínas e minerais das carnes e gorduras mais saudáveis que os médicos recomendam em dietas balanceadas.
“No Ocidente temos um viés cultural tendencioso e pensamos que, como os insetos vêm de países em desenvolvimento, não podem ser bons”, disse o cientista Arnold van Huis, da Universidade de Wageningen, na Holanda, um dos autores do relatório.

Eva Muller, da FAO, observou que restaurantes na Europa começaram a oferecer pratos à base de insetos, apresentando-os aos clientes como iguarias exóticas.
O restaurante dinamarquês Noma, por exemplo, apontado em uma pesquisa como o melhor do mundo por três anos consecutivos, é conhecido por oferecer pratos com ingredientes como formigas e gafanhotos.

Além de ajudar na batalha contra a obesidade – que, segundo as estimativas da Organização Mundial de Saúde, quase dobrou desde 1980 e afeta cerca de 500 milhões de pessoas – a produção de insetos depende de menos terra do que a pecuária tradicional, e gera menos gases relacionados ao efeito estufa, diz o relatório.

Essa seria também uma oportunidade de negócios e de exportação para pessoas pobres nos países em desenvolvimento, especialmente as mulheres, que na maioria das vezes são as responsáveis pela coleta de insetos nas comunidades rurais.

Segundo Van Huis, as barreiras para desfrutar alimentos como iogurte com larva de abelhas são psicológicas. Em um teste às cegas realizado por sua equipe, nove em cada dez pessoas preferiram almôndegas feitas em parte com carne e em parte com larvas em relação àquelas somente.

sábado, 4 de maio de 2013

Mulheres fumantes - duas vezes mais risco de Câncer de Intestino


Para a mulherada que ainda se deleita dando longas baforadas e fazendo lindos círculos de fumaça, más notícias.

Um estudo recente, publicado na Cancer Epidemiology Biomarkers & Prevention (uma publicação da The American Association for Cancer Research) aponta evidências de que mulheres fumantes tem maior risco de desenvolver câncer colorretal do que homens fumantes.

Responsável pela pesquisa, a Dra. Inger Torhild Gram (Professora do departamento de medicina comunitária da Universidade de Troms, Noruega) pesquisava a explosão dos casos de Câncer Colorretal nos últimos 50 anos, quando se deparou com o achado. Segundo Gram, “essa contatação nos mostra que um número cada vez maior de mulheres que fumam um número moderado de cigarros diariamente desenvolverão câncer de cólon no futuro”. O estudo mostra que mulheres fumantes tiveram 19% mais câncer de cólon do que mulheres não fumantes, enquanto que o índice entre os homens foi de 9%. Porém não foi possível observar outros fatores de risco combinados, como álcool e a dieta dos pacientes.

O câncer colorretal é o 3º diagnostico mais comum de câncer nos EUA e a segunda causa de morte, segundo o National Cancer Institute (NCI). No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Cãncer (INCA), a taxa é de 15 casos para cada 100 mil habitantes/ano, sendo que as mulheres apresentam maior número de casos do que os homens.

O estudo reforça a  tese de que as mulheres podem ser mais suscetíveis aos efeitos deletérios do cigarro do que os homens. A maior incidência se deu principalmente entre as que começaram a fumar por volta dos 16 anos e aquelas que fumaram por muitos anos.

fonte: Fox News.com e Folha de São Paulo 

sábado, 13 de abril de 2013

SANOFI E AMYRIS ANUNCIAM UMA REVOLUÇÃO NO TRATAMENTO DA MALÁRIA

Bill e Melinda Gates

O LABORATÓRIO FRANCÊS E A EMPRESA DE BIOTECNOLOGIA AMERICANA COMEÇAM A PRODUZIR ESTE ANO EM ESCALA INDUSTRIAL A DROGA MAIS EFICAZ CONTRA A DOENÇA
O laboratório francês Sanofi anunciou ontem (11/4) que está pronto para produzir em escala industrial o tipo de droga mais eficaz no tratamento da malária, um flagelo social em países tropicais. A doença mata 650 mil pessoas por ano, a maioria crianças em países pobres. O medicamento foi desenvolvido em parceria com a Amyris, uma empresa de biotecnologia americana, com sede em Emeryville, na Califórnia. A pesquisa — uma odisseia — durou dez anos. O projeto foi bancado pela Fundação Bill e Melinda Gates, criada pelo fundador da Microsoft.
A Sanofi pretende produzir este ano, em uma fábrica na Itália, 60 milhões de doses da artemisinina, uma substância essencial no combate à malária. Esse volume corresponde a um terço da demanda mundial. A droga atua de maneira rápida no organismo e é indicada como referência para o tratamento da doença pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O problema: até agora, sua extração era precária, feita a partir de uma planta. Assim, a produção, limitada, também estava sujeita à sazonalidade.
O novo processo de síntese da matéria prima pode ocorrer durante todo o ano e demora cerca de três meses. Tal prazo representa um quinto do tempo consumido pelo método convencional, à base de plantas
O pulo do gato da Amyris foi alterar geneticamente o DNA de uma levedura, que se tornou capaz de processar a artemisinina com eficácia inédita. Ganhos extraordinários de produtividade foram obtidos recentemente em laboratório e anunciados pela empresa na quinta-feira (11/4). O rendimento na produção foi multiplicado por 15. Isso numa só tacada. Pra completar, o novo processo de síntese da matéria prima pode ocorrer durante todo o ano e demora cerca de três meses. Tal prazo representa um quinto do tempo consumido pelo método convencional, à base de plantas. Agora, espera-se que a atuação da dupla Sanofi-Amyris estabilize a oferta da droga no mercado mundial.

O preço do produto também deve cair. A artemisinina será produzida pela Sanofi em um sistema "sem lucro, sem prejuízo". Hoje, a cotação da substância oscila entre US$ 350 e US$ 1,2 mil por quilo. Inicialmente, o laboratório francês pretende vender a droga pelo valor mais baixo praticado no mercado. Caso reduzisse ainda mais o preço, poderia quebrar os pequenos produtores que atuam nesse segmento.

Embora o desenvolvimento da droga esteja embalado em um megaprojeto social, sem fins lucrativos, a Sanofi e a Amyris tendem a se beneficiar com a produção. Ambas ganham em prestígio — dentro e fora da indústria farmacêutica. Isso sem contar com a valorização das ações. Ontem, por exemplo, os papéis da Amyris subiram nos Estados Unidos. Passaram de US$ 2,87 para US$ 3,17 no instante de maior pico. Na tarde desta sexta-feira (12/04) estavam cotados a US$ 2,92. Em maio, eram comercializados a US$ 1,69. Os da Sanofi avançaram de US$ 48,99 em meados de março para US$ 52,50, na tarde de ontem. Faz sentido. Como dizem os executivos da Amyris, este é um dos primeiros projetos de grande porte da biologia sintética no planeta, com potencial impacto no mundo real.
Época Negócios, matéria na íntegra - POR CARLOS RYDLEWSK

Super anticorpos contra o HIV


Pesquisadores relatam um avanço na geração de anticorpos poderosos que podem neutralizar o HIV

A partir do momento em que o vírus HIV infecta a sua vítima, inicia uma guerra entre sistema imunológico e vírus. Os anticorpos encarregados de combater e destruir o HIV são eficazes apenas nas primeiras semanas. A medida que o vírus vai sendo combatido, os que sobram sofrem mutações e esse é um processo contínuo - quem vence o confronto final é sempre o vírus. Só que isso acontece em 80% dos casos. Mas e os outros 20%? Segundo estudo da Duke University School of Medicine (publicado na revista Nature) existe uma gama anticorpos de chamados “saqueadores virais” que são capazes de virar o jogo na guerra imunológica, podendo neutralizar a ação do HIV. Estimular o corpo a produzir esses anticorpos não tem ajudado muito – ao assumir uma forma diferente, tais anticorpos podem se voltar contra o próprio sistema imunológico ou se ligam também á células saudáveis, tentando destruí-las.

Mas, segundo o líder da pesquisa, Professor Barton Haynes, um mapeamento cuidadoso das mutações provocadas pelo HIV pode estimular o corpo a produzir anticorpos verdadeiramente neutralizantes.

"Rastreamos os indivíduos a partir do momento da infecção pelo HIV até o momento em geraram anticorpos neutralizantes. Então mapeamos e isolamos o vírus, acompanhando cada passo ao longo do eliminando as dúvidas sobre o que induziu os anticorpos. Nós temos um mapa sobre como recriar as versões [do HIV] sequenciais que poderiam dirigir linhagens de anticorpos específicos”, afirma Haynes.

O estudo foi realizado com amostras de sangue de 400 pacientes observados por 3 anos, desde o momento da infecção pelo HIV. Foi possível observar que a primeira linhagem de anticorpos surge após 14 semanas desde a infecção. Esses anticorpos se mostraram capazes de se ligar a partes pouco mutáveis do vírus e, por isso, serão a base para a produção de uma possível vacina.

Segundo o Professor Heynes, cada pessoa infectada reage de uma forma diferente, o que os leva a ter que produzir diferentes versões do anticorpo neutralizante. Mas, a exemplo das drogas anti-retrovirais utilizadas atualmente, esse é um caminho viável e mais um avanço importante contra o HIV.
fonte: TIME Health & Family 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Pastor Silas Malafaia - A Fúria da Ciência contra o Dragão da Leviandade

Entrevista com o "Pastor" Silas Malafaia feita por Marília Gabriela em "Frente com Gabi". E verdades contestadas com fatos e dados por Eli Vieira.


A ciência, com um grande empurrão da tecnologia e da velocidade com que a informação se pronuncia não permite mais espaço para "achismos", "determinismos" e tentativas de manipulação. A questão passa a milhares de quilômetros de qualquer juízo de valor quanto a diferenças entre crenças. É a negação da vida como ela é e, o que pior, sem qualquer argumento que se sustente...

A régua está subindo contra o besteirol. Tem uma luz no final do túnel contra a leviandade. Tem que ter muita paciência. Até para uma Marília Gabriela. 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Pessoas introvertidas - Quando o silêncio pode ser uma benção

Susan Cain - justiça aos contemplativos
Que me desculpem os “extrovertidos”, mas o que seria do mundo sem os reservados?  Pessoas que apreciam mais ouvir que falar, sem tiques pra chamar a atenção sobre si. Gente que preza o som do silêncio e, nas entrelinhas, percebe o outro. Pessoas que, com poucas palavras e muito senso de observação, podem dar importantes contribuições em grupos de trabalho, por exemplo. Preferem pensar antes de responder, sem dramaticidade, mas com efetividade. Não há qualquer correlação científica comprovada entre ser uma usina de idéias e falar muito. No entanto temos um desvio cognitivo enorme, pois nossas escolas, nossos locais de trabalho, nossos ambientes religiosos, enfim nossa cultura social preza e dá força apenas a quem é extrovertido. É como se a sobrevivência da raça humana dependesse de “quem tem boca, vai a Roma”.

Inquietações como estas motivaram a Advogada e Consultora de Negócios Susan Cain a escrever Quiet: The Power ofIntroverts in a World That Can't Stop Talking – o livro não existe ainda em português, mas em tradução livre seria – Silêncio: a Força dos Introvertidos em um Mundo que não Cala a Boca.

Por meio de intensa pesquisa envolvendo estudos e entrevistas com Psicólogos e Neurobiologistas, Susan quer mostrar o quanto os introvertidos são capazes de realizar não apesar da introversão, mas justamente por causa dela.

Coisa mais comum e fácil nas organizações é rotular. Ví gente realmente talentosa sendo marginalizada nas empresas, por ser "pouco agressiva" ou "que não vibra" só porque não está nela fazer o "show up". Lidar com as mazelas do ser humano  exige um tempo e uma profundidade não cabível no senso de urgência das organizações. Mais fácil dar nome aos bois. Todo mundo tem ou teve um colega que se destaca por se falante. Não quer dizer que diga a que veio. Então, se você é o "tímido", o "reservado" do grupo, não se preocupe em forçar a barra, a justiça está sendo feita. 

Veja vídeo com entrevista com Susan Cain.


fonte: TED

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Já ouviu falar de Crackphone? Se é vício não pode ser bom


Chame do que quiser, Crackberry, Crackphone, Cracksung...o assunto é sério.

Antes era só chato ir numa festa, num barzinho ou num churrasco com amigos e reparar em quem não tira os olhos (e os dedos) dos Smartphones. Já virou clichê falar em deselegância, falta de educação, ninguém dá a mínima mesmo. Você vai num churrasco e a pessoa tá lá, com a cara enterrada. Ao invés de falar contigo, fica no joguinho, no bate papo via MSN ou de bobeira na internet. Repito, VOCÊ ESTÁ NUM CHURRASCO. Tome tento!

Já que falar em falta de educação já não resolve, quem sabe falar de doença serve de chacoalhão. E não falo só das crianças que só curtem joguinhos, esse é o menor dos males. São adolescentes e adultos mesmo, gente de barba, bigode e contas pra pagar. Todos viciados, como a galera do crack. Experimente pedir a essas pessoas que passem um dia sequer sem ver mensagens ou navegar na web. E você? Com sinceridade, consegue se imaginar um dia sem olhar o Blackberry? Pois um estudo americano (Universidade de Stanford) comprova que existe sim dependência de smartphones. Foram mais de 200 entrevistados - 85% dos jovens compraram seus aparelhos a menos de um ano. E que tal esquecer a carteira mas JAMAIS o celular? Pois 69% afirmaram que isso certamente poderia ocorrer. O Pew Research Center fez sua pesquisa também – 2.254 pesquisados, dos quais 44% dos emptrevistados declararam dormir com o celular na mesa de cabeceira. O mais alarmante é que 67% destes já acordaram no meio da noite com a impressão de que receberam uma mensagem.  

Cada geração tem o vício que merece. Meus pais cruzaram pela terra de Malboro, onde quem não acendesse um cigarro naquele tempo não era desse planeta. E qual a desculpa agora? Se esconder atrás de um joguinho ou ficar vendo o tlin-tlin das mensagens entrando pode ser tão ruim quanto entupir os pulmões e fazer anéizinhos de fumaça no ar. Antes de olhar pras crianças e seus joguinhos, vá pra frente do seu espelho – sua vida ta tão chata que não sobra nada mais normal e divertido pra se fazer? 

fonte: istoé e folha.com

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

SUS distribui novas drogas para tratar a Hepatite C

Atualmente a Ribavirina e o Interferon Peguilato são as drogas que fazem parte do protocolo de tratamento da Hepatite C. Novos medicamentos vão reforçar o arsenal terapêutico e começam a ser distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2013. O Victrelis (Bocetrevir – Merck Sharp & Dhome) e o Incivek (Jansen) são inibidores de protease e permitem tratamentos mais curtos com menos efeitos colaterais. Até então, com os medicamentos existentes, a taxa de sucesso era de 40%. Com os novos medicamentos associados, a taxa de sucesso sobre para 90%. Porém esses medicamentos precisam ser tomados como parte do coquetel já existente, o que faz com que o paciente tenha que combinar muitos comprimidos e apresente efeitos colaterais tais como anemia, alterações do paladar, náuseas, vômitos e diarréias. Em função disso, o novo coquetel terá como alvo os pacientes em estágio mais avançado da doença.

Fonte: Folha.com e Veja.com

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

As Bactérias que engordam


Pesquisa comprova que bactérias alteradas em nossa flora intestinal causam obesidade

Certa vez um médico amigo resumiu bem o que é a obesidade: “tratá-la é como um daqueles cubos mágicos.” É uma doença intrincada, que não vem isolada, dependente de diversos fatores tais como genéticos, hormonais e comportamentais. E quanto mais complexa, mas novidades aparecem: recentemente, um artigo publicado na Revista Nature mostrou uma outra novidade: a influência das bactérias existentes em nossa flora intestinal também tem relação direta com a obesidade. Segundo o artigo, o desequilíbrio dessas bactérias faz com que fragmentos de micróbios passem para a corrente sanguínea. As defesas do organismo detectam o “intruso” e desencadeia um processo inflamatório. Este processo inibe a ação da insulina no transporte de glicose para as células e na absorção desta insulina no pâncreas. Este processo altera o metabolismo das células de gordura, favorecendo o seu acúmulo.

Descobertas como essa favorecem o surgimento de mais uma frente de ataque: o tratamento da obesidade também com bactérias, regulando a flora intestinal, os chamados probióticos (quem não lembra das propagandas de Yacult? Lactobacilos vivos). O processo pode envolver o uso de antibióticos específicos. Ainda que essa indicação precise ser pesquisada e estudada intensamente antes de virar realidade, é mais uma luz no final do túnel, pra quem sofre com a balança. A luta continua. 

veja a série de artigos relacionados na revista Nature (clique aqui)

fonte: Revista Veja e revista Nature

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O Câncer de próstata - um vilão mascarado pelo preconceito


A falta de cuidado com a prevenção do Câncer de Próstata tem nome - preconceito e ignorância 

Preconceito e falta de informação são a combinação que mascara o Câncer de Próstata no Brasil. Uma doença cuja incidência é de 62,5 casos para cada 100 mil brasileiros tem que ser observada com olhos mais atentos. Quer saber o tamanho do problema em números? A Sociedade Brasileira de Urologia realizou uma pesquisa com 1061 homens de 10 capitais brasileiras, na faixa entre 40 e 70 anos. 76% dos entrevistados reconhece a importância do exame de toque na prevenção da doença, mas só 32% já haviam realizado o exame. E o toque é o exame capaz de detectar com imensa precisão a existência ou não do Câncer de Próstata. Mas o cara não faz, porque tem medinho ou vergonha do que a galera do serviço ou da cerveja possa dizer da famosa “dedada”. “Aqui, só sai, nada entra.” Quem já não ouviu essa pérola em mesa de amigos? Resignação pode matar...

E é preconceito mesmo, porque a pesquisa também aponta que 77% apontam que quem não faz o exame é por preconceito, mas só 8% admitem tê-lo. É belo e bonito fazer campanha pregando para que as mulheres façam o exame preventivo do Câncer de Mama - 52 casos pra cada 100 mulheres em 2012, segundo pesquisa do INCA. Mas, quando o assunto é a fragilidade masculina, entra em cena o politicamente correto, essa praga nossa do dia a dia. Há quem defenda que faz o PSA (o exame de sangue) e que isso já seria prevenção. O PSA é um marcador tumoral detectável no sangue. Seus níveis apontam para a presença ou não do Câncer de Próstata. Porém segundo os especialistas, o protocolo mais seguro é a conjugação dos dois exames – PSA e toque. Os dois exames juntos são o pacote seguro para a ação preventiva.

E ignorância pode parecer agressivo, mas deixando o pejorativo de lado, é isso mesmo. Quanto mais escolarizado o camarada, mais ele sabe sobre a doença (o que não quer dizer que mova sequer um dedo pela prevenção). Os dados mostram que 79% dos entrevistados com nível universitário já foram a um urologista enquanto apenas 46% do pessoal que tem até o ensino fundamental já procurou o médico. O desconhecimento completo sobre a doença e qualquer tipo de exame é maior nas classes C e D (38%), enquanto que nas classes A e B apenas 5% nunca ouviram falar.

Jogue o machismo de lado e sê dê essa chance. Homem que é homem enfrenta isso e faz o exame. Ou vai ficar com essa de “aqui tudo saí, nada entra...”? Depois, vai ser tarde demais pra bancar de machão. 

fontes: Portal do INCA, Portal da Saúde, Wikipedia, Instituto Oncoguia

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Celular para crianças: "- dou, não dou?" parte II


Sigo pensando no post anterior, tão rico e perturbador que chamou outro post. Coisa rara aqui no blog. Dar celular pra crianças de 13 anos ainda não me convence, faltam argumentos. A Dra. Wendy Sue Swanson foi cuidadosa em não assumir posições no artigo do The New York Times, focando-se em dados de pesquisa. Isso me traz um certo alívio. É natural titubear quando uma liderança de opinião tem um posicionamento diferente do seu e vem com alguma base. Me pergunto se na rotina de uma criança de 13 anos existe algum compromisso ou evento imprevisto que torne necessário carregar um celular full time. Me transporto ao dia em que fui à minha primeira festa, tinha 13 anos. Meu pai não dormiu naquela noite, mas não se opôs a me dar uma carona, ida e volta. E assim foi até que ele adquirisse confiança suficiente pra deixar que saísse e voltasse no carro dos amigos, todos eles conhecidos e “filmados” de perto.

Escola da Flórida - estímulo ao uso didático
Quando a criança adquire o direito de ir a uma festa, leva de brinde a carona dos pais. Normal, faz parte do pacote chamado “direito de ir e vir”. Mas não leva o direito de uso da ferramenta (o carro). Uma criança não tem maturidade, prática, comedimento e muito menos carteira de habilitação (ao menos no Brasil, onde o mínimo exigido é 18 anos).  E, um detalhe importante: não tem condições de pagar a gasolina que seja (por conta própria). Estou tentado a ver o celular sob a mesma perspectiva – à medida que vão surgindo situações as quais exijam comunicação em tempo real, vou prover isso: um celular “da casa” com restrição de recursos (sem web ou quaisquer aplicativos supérfluos) e com uma restrita lista de chamadas (casa, parentes, polícia, bombeiros, amigo próximo da família). Esse aparelho fica “no hangar” até haver consenso (meu com minha esposa) sobre se, para aquele evento “x”, o celular pode ser útil. Um chip pré-pago será o combustível e qualquer necessidade a mais de uso poderá ser descontada da mesada, mediante outro consenso. É a velha máxima motivacional de que só é possível desfrutar a pleno daquilo que posso pagar, é assim com tudo na vida.

Aguardo que uma nova tendência possa me surpreender - o uso produtivo do celular em sala de aula, por exemplo. Em algumas escolas americanas, a criançada é incitada a participar de jogos interativos na sala de aula. Também recebe SMS da escola com lembretes de suas tarefas de casa e de suas provas. É a área pedagógica se moldando aos novos tempos. Se isso for um caminho sem volta, prometo rever tudo.  

Você concorda? Não? Viva a diversidade...

fontes: Kajeet website, New York Times website, Folha online, The Pwe Research website.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Celular para crianças: "- dou, não dou?


O dilema hi-tech do momento - vai dar um celular pro seu filho?

Vendo o quanto o “senso de urgência” ficou avacalhado com o aparecimento dos celulares e smartphones, me dá um frio na espinha. A atitude irracional de qualquer um de nós adultos enquanto usamos nossos telefones mostra claramente como isso pode ser potencializado na mão de uma criança. Vendo a forma como filhos de amigos meus ostentam seus aparelhinhos quando chegam na escola ou como mostram o pequeno troféu numa festa de aniversário - perco o humor.

Cresci numa época em que “dar ou não dar uma bicicleta” e, pouco depois, “tirar ou não tirar a rodinha de apoio da bicicleta” tirava noite de sono de qualquer pai. Hoje essa aflição (e, porque não dizer, pânico) me assombra quando o assunto é dar celular pra filho. E quando? A pediatra americana Wendy Sue Swanson cita uma pesquisa realizada pelo The Pew Research Center & American LifeProject. Na pesquisa, a grande maioria das respostas aponta para 13 anos como sendo a idade ideal. E sugere que o modelo de aparelho seja o mais otimizado possível - a criança não tem ainda a menor condição de julgar o que seria o melhor uso e dar um smartphone nesse caso seria uma completa insensatez.

Dra. Wanson
"nada é mais saudável que
o acompanhamento dos pais"
Uma empresa americana chamada Kajeet (Chicago, Illinois/EUA) aponta para o que vai ser o futuro próximo – se especializou em ser uma empresa de telefonia para crianças. Vendem aparelhos e planos customizados para dar às crianças o que els precisam e aos pais a tranqüilidade e segurança necessárias. Com um celular Kajeet, é possível restringir funções, tempo de uso, ou sites e aplicativos não autorizados. E ainda vem com localizador em tempo real. Vendo essa realidade, fico pensando em que patamar vivemos - uma agência reguladora precisa cortar a venda de planos de telefonia num pais inteiro pra que as respectivas empresas invistam em estrutura básica de comunicação – a briga no Brasil é por conseguir fazer ligações. Mantenho minha posição sobre ficarmos nos diminuindo frente ao que vem de fora: patético absurdo. Mas tem coisas que não dá. 

A própria Dra. Swanson adverte que não existe controle mais saudável do que o acompanhamento dos pais. O dilema dos celulares com a criançada não é um evento novo. Foi assim com a TV, com o videocassete, videogames e computadores. É tudo tela. E há que se dar sentido a isso, impondo limites saudáveis para que a criança possa ter uma diversidade de experiências, inclusive tecnológicas. Mas sigo achando que perder a noite de sono pensando se "tira ou não a rodinha da bicicleta" dava bem menos menos medo...

fontes: Kajeet website, New York Times website, Folha online, The Pwe Research website.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Sobre Alzheimer


Cientistas criam técnica para detectar Alzheimer antes de sintomas

Um grupo de cientistas americanos desenvolveu uma técnica para detectar sinais do mal de Alzheimer 25 anos antes de a doença apresentar seus primeiros sintomas. A pesquisa é a porta de entrada para tipos de tratamentos precoces que podem se tornar a melhor chance da medicina para combater a enfermidade. Os cientistas, da Escola de Medicina da Universidade de Washington, selecionaram para o estudo pacientes britânicos, americanos e australianos que possuem risco genético de desenvolver a doença. Dos 128 pacientes examinados, 50% têm chances de herdar uma das três mutações genéticas conhecidas pela ciência que provocam o mal de Alzheimer. O grupo também tem chance aumentada de começar a sofrer da doença a partir dos 30 ou 40 anos - muito mais cedo que a maioria dos pacientes de Alzheimer, que em geral desenvolvem o mal na casa dos 60 anos. Pacientes com tendência a Alzheimer possuíam níveis anormais de uma proteína no cérebro. 
Os pesquisadores analisaram os pais dos pacientes para descobrir com que idades eles haviam desenvolvido a doença. A partir disso começaram a tentar avaliar quanto tempo antes disso era possível detectar os primeiros sinais da enfermidade. Foram realizados exames de sangue, de líquor (fluído cerebrospinal), de imagens do cérebro e também avaliações de habilidades mentais nos pacientes. Os pesquisadores descobriram, então, que era possível detectar pequenas mudanças no cérebro de quem possuía alguma das mutações que no futuro levarão ao surgimento do Alzheimer. Eles sugerem que a primeira mudança, uma queda nos níveis da proteína conhecida como amiloide - componente-chave dos neurônios - no fluido cerebrospinal, pode ser detectada 25 anos antes do aparecimento dos sintomas da doença.
 
Por volta de 15 anos antes do aparecimento da doença, pacientes já apresentavam níveis anormais de placas b-amiloides. Além disso, imagens do cérebro revelaram encolhimento em algumas regiões do cérebro desses pacientes. Dez anos antes dos primeiros sintomas foram detectados problemas de memória e um processamento anormal da glicose no cérebro dos estudados. Em pacientes que não possuíam as mutações, não foram detectadas alterações nesses marcadores. Os resultados da pesquisa foram publicados no New Englando Journal of Medicine."Essa importante pesquisa mostra que mudanças-chaves no cérebro, relacionadas à transmissão genética da doença, acontecem décadas antes do aparecimento dos sintomas. Isso pode gerar grandes implicações para o diagnóstico e o tratamento no futuro", afirmou Clive Ballard, diretor de pesquisa da Sociedade de Alzheimer. "Os resultados de pacientes com Alzheimer herdado por fatores genéticos parecem similares às mudanças provocadas em casos não-genéticos, na forma comum da doença", disse Eric Karran, diretor de pesquisa da Sociedade Britânica do Alzheimer. "É provável que qualquer novo tratamento para Alzheimer deverá ser iniciado mais cedo para ter a melhor chance de sucesso". "A habilidade para detectar os primeiros estágios da doença de Alzheimer não só permite que as pessoas planejem e tenham acesso aos cuidados e tratamentos existentes mais cedo, mas também permitirá que novas drogas sejam testadas nas pessoas certas, na hora certa".

fonte: BBC Brasil (matéria na íntegra)

sábado, 30 de junho de 2012

Quero ser Grande (mas nem tanto...!)

Marmanjos e Marmanjas que ainda vivem confortavelmente sob a barra da saia de mamãe alimentam a farsa de um dia se tornarem economicamente independentes

Não teve arrego da concorrência o novo programa da jornalista Fátima Bernardes (Rede Globo). Cairam de pau. Chegou a anunciar vitória dos desenhos do SBT no Ibope daquele horário. Então minha curiosidade me levou pro Youtube. Realmente o programa não entusiasma. Morno, denuncia um desejo mal contido da âncora de ser Oprah. Não rola. Mas teve um tema interessante e cujo desenrolar da matéria seria cômico se não fosse trágico – independência financeira da juventude brasileira. E ela começa perguntando a uma psicóloga se criança que ganha mesada aprende a lidar melhor com o dinheiro. O detalhe sórdido é que em toda a matéria não se vê uma criança sequer, só marmanjos que continuam pendurados na barra da saia da mãe e do pai. São adultos-crianças, que ainda ganham mesada e não pensam em sair da casa dos pais tão cedo. Gente que acha normal, aos 23 anos, ganhar "insuficientes" mil reais de mesada ou que a mãe pague a coleção de sapatos de festa. A criatura vai morar sozinha, mas leva a carteira da mãe – vida fácil. Estágio, um trabalhinho honesto nem pensar. Mas o mais chocante foi uma mãe que resolveu bancar o filho, a nora e o neto. O argumento dela: “- Mãe é mãe, né...eu ajudo até ele se estabilizar?”. E o cara de pau do filho engroça o côro: “– ...uma ajuda de custo é sempre bem vida, eu ficaria constrangido de ficar devendo”.

Fátima Bernardes, a carioca Lilian e seu marmanjo: " -Mãe é mãe, né..."
Isso explica porque metade dos brasileiros entre 18 e 29 anos ainda não alcançou a maioridade financeira. Sempre pensei que educação financeira fosse assunto prá criançada – leituras como “A Cigarra e a Formiga” ou “João e o Pé de Feijão” sempre ajudaram na formação da atitude quando o assunto é a criança e o dinheiro. Mas e quando a criança tem mais de 20 anos? Querem tudo o que a maturidade pode proporcionar sem sair do conforto da adolecência. Pais que fizeram o favor de dar asas a uma fantasia de sucesso tardio pros filhos estão criando um batalhão de acomodados, uma geração que consome sem gerar renda. Num mundo em que, enquanto seu filho gasta seu dinheiro em balada se achando "o cara", um japonês ou um coreano é incitado a estudar 12 horas por dia e começar a trabalhar cedo. Estamos mal mesmo. Fátima, uma pena que o seu programa tenha arrancado fraquinho, mas valeu pelo tema. Tomara que melhore.
Caso queira ver a matéria, clique aqui.
fonte: youtube, uol noticias.