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sábado, 4 de maio de 2013

Mulheres fumantes - duas vezes mais risco de Câncer de Intestino


Para a mulherada que ainda se deleita dando longas baforadas e fazendo lindos círculos de fumaça, más notícias.

Um estudo recente, publicado na Cancer Epidemiology Biomarkers & Prevention (uma publicação da The American Association for Cancer Research) aponta evidências de que mulheres fumantes tem maior risco de desenvolver câncer colorretal do que homens fumantes.

Responsável pela pesquisa, a Dra. Inger Torhild Gram (Professora do departamento de medicina comunitária da Universidade de Troms, Noruega) pesquisava a explosão dos casos de Câncer Colorretal nos últimos 50 anos, quando se deparou com o achado. Segundo Gram, “essa contatação nos mostra que um número cada vez maior de mulheres que fumam um número moderado de cigarros diariamente desenvolverão câncer de cólon no futuro”. O estudo mostra que mulheres fumantes tiveram 19% mais câncer de cólon do que mulheres não fumantes, enquanto que o índice entre os homens foi de 9%. Porém não foi possível observar outros fatores de risco combinados, como álcool e a dieta dos pacientes.

O câncer colorretal é o 3º diagnostico mais comum de câncer nos EUA e a segunda causa de morte, segundo o National Cancer Institute (NCI). No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Cãncer (INCA), a taxa é de 15 casos para cada 100 mil habitantes/ano, sendo que as mulheres apresentam maior número de casos do que os homens.

O estudo reforça a  tese de que as mulheres podem ser mais suscetíveis aos efeitos deletérios do cigarro do que os homens. A maior incidência se deu principalmente entre as que começaram a fumar por volta dos 16 anos e aquelas que fumaram por muitos anos.

fonte: Fox News.com e Folha de São Paulo 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Fim aos Fumódromos no Brasil

Fumar ficou ainda mais difícil no Brasil. Presidente Dilma Rousseff sancionou lei que acaba com os fumódromos. Cigarro em ambiente fechado, ainda que reservado a fumantes, jamais.

E já tem data marcada o fim da propaganda de cigarros nos rótulos das embalagens aqui no Brasil. Os avisos sobre os projuizos causados pelo cigarro deverão ocupar 30% da parte frontal das embalagens a partir de 1º de janeiro de 2016. A propaganda de cigarros também fica restrita aos locais de venda apenas. Vai demorar um pouco mais, mas a Austrália é aqui...
fonte: estadao.com

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Guerra ao tabagismo à Australiana

Novo "Marketing" de cigarro nas prateleiras australianas
A derrota mais dura do tabagismo começou em 2011. A Austrália aprovou no Senado o que talvez seja a lei mais pesada sobre propaganda de cigarros. Maços de cigarro sem logomarca, ilustrações ou qualquer arquétipo de marketing que possa induzir o hábito de fumar. A lei aprovada passa pela Câmara baixa daquele país e, uma vez sentenciada, vigora a partir de dezembro de 2012. Claro que tanto a British Amarican Tobbacco quanto a Philip Morris vão tentar reverter na justiça, mas o Ministério da Saúde australiano já disse que não tem medo de ação judicial e que não tem volta. Os novos maços são de um verde oliva desanimador e com fotos ainda mais desanimadoras - essas, já circulando no Brasil e em outros países.

É sabido que parar de fumar é uma missão inglória pra um fumante. Mas é inegável que com um "estimulo" destes, dá pra, no mínimo, pensar em tentar. Quinze mil australianos morrem por ano por causa do vício do cigarro. 

Esse tipo de movimento só depende de um país considerado ético o suficiente pra começar uma tendência, questão de tempo. Galera que trabalha com Marketing de cigarros, não quero ser desmancha prazeres, mas se precisarem de uma ajuda com os curriculuns, contem comigo.

fonte: Revista Exame & Opinião e Notícia website

sábado, 10 de setembro de 2011

Acredite - Papai Noel fumava PALLMALL


Propaganda de Malboro:
"Ei, pai, você sempre tem o melhor de tudo...
até do Marlboro"

Houve sim um tempo em que a regulamentação publicitária não existia. Qualquer coisa era panaceia e as pessoas acreditavam. Pra vender falsas verdades, valia tudo. Até usar o Papai Noel e bebês pra vender cigarros. A indústria do tabaco focou um enorme esforço promocional na família, nos esportes e no status social. Atletas famosos também encorpavam o côro, defendendo o hábito de fumar. O “emagrecimento” causado pelo fumo era vendido como ganho adicional – “Para alcançar um corpo esbelto, ninguém pode negar. Alcance um Luky (cigarro Luky strike) ao invés de um doce”. A sutileza passava longe dessas mensagens ególatras, agressivas e sem o menor pudor. Há que se reconhecer a ousadia. E que tal, pra dar mais legitimidade pseudocientífica, alguns médicos como perfeitos garotos-propaganda? -“20.679 médicos dizem que Lucky Strike não irrita a garganta”. Durante a 1ª guerra, uma propaganda incitava a que as pessoas tirassem qualquer moeda de suas bolsas e enviassem aos “rapazes” nas trincheiras e precisavam de tabaco. Chegou a citar uma manifestação de aprovação do Secretário de Guerra americano Newton Baker: “O Departamento de Guerra aprova a iniciativa e agradecemos a eles em nome dos homens feridos, soldados e marinheiros que se alegrarão não só pelos presentes em si, mas principalmente pelo espírito de cordialidade que os inspira”. Isso tudo não é piada (mas dá vontade de rir) - é triste e aconteceu. Literalmente um esforço de guerra. Todo esse histórico se transformou numa exposição itinerante, criada pelos médicos americanos Robert K. Jackler e Robert N. Proctor, da Universidade de Stanford (EUA). Eram 90 peças, expostas durante os meses de agosto a outubro de 2011 no ICESP (Instituto do Câncer de São Paulo, Brasil). A exposição abriu justamente no dia em que se sempre se comemora no Brasil o Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto). 
Até hoje a indústria do cigarro vem se superando. Segue criando artifícios pra tornar o vício sempre presente na vida de seus consumidores e os cigarros saborizados são a prova recente disso.  Grandes cidades, como São Paulo, Londres, Paris, por serem berços cosmopolitas, acabam ditando tendências. E por isso mesmo, nessas regiões se concentra o esforço para fazer frente, criando mecanismos de restrição ao fumo. Mas é ainda uma batalha longa e sem final. Porém o atual empenho pró tabagismo é quase nada se comparado a todo esse lixo fascinante de propaganda antiga. 
Papai Noel também relaxava
fumando um Pallmall
Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda de Adolf Hitler, foi quem cunhou a expressão: "Uma mentira cem vezes dita, torna-se verdade". Ponto pra ele. Num passado não muito remoto era assim que a selvageria funcionava. Hoje, propagandas de cremes de abacate para estrias e de mangueiras pra jardim Flat Hose em canais de venda pela televisão parecem absurdamente ingênuas. É o tipo de enganação que não acaba com o pulmão de ninguém, só com o bolso. Concordo com Matt Ridley - o mundo está melhorando. Que assim seja. 
fontes: ICESP website, Uol Notícias, Fashion Bubbles website, Stanford University website.

sábado, 27 de agosto de 2011

Dia Nacional de Combate ao Fumo no Brasil - passe adiante

Tenho falado sistematicamente sobre o hábito de fumar. Um comentário de um amigo meu, dia desses: “Faz um mês que parei de fumar. Acordo com vontade, durmo com vontade, até quando transo dá vontade, mas vou ser firme, vou resistir, não dá mais pra fumar”.  Não vou dar o nome dele pra preservá-lo, mas me solidarizo muito com essa luta. Uma luta dura, que é dele e de milhões de pessoas. É um guerreiro. E é médico. É ser humano. 
No Brasil, todo o dia 29 de agosto é o Dia Nacional de Combate ao Fumo. E a SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) está em campanha, batendo forte na forma como a indústria do cigarro está cooptando novos consumidores – mudando a percepção do sabor através do uso de aditivos (menta, morango, cravo e outros). Já falamos nisso por aqui (é só clicar: Cigarro com Sabor - Não é Sorvete), o caso é sério e nefasto. Um fato novo foi saber que, segundo a SBC, o tabagismo é considerado uma doença pediátrica, pelo fato de a maioria dos fumantes terem iniciado no vício antes da fase adulta. Então, dizer à criançada o quanto o fumo prejudica a vida do indivíduo é uma tarefa nossa e sempre prioritária. Pra isso, a SBC disponibiliza uma cartilha em seu site dirigida especialmente à criançada. São dicas e passatempos enfocando a prevenção ao hábito de fumar e informando seus malefícios de forma muito didática. Através de um passo a passo, instrui os inciados sobre a melhor forma de largar o fumo. Dê aos seus filhos e passe aos amigos. É mais uma oportunidade de fazermos a nossa parte na educação dessa garotada. Eles merecem e agradecem. 
Abaixo, veja a cartilha. Caso queira baixar direto do site, clique aqui.
Cartilha anti fumo
View more presentations from Daniel Souza.
fonte: site da Sociedade Brasileira de Cardiologia e SEGs.com.br

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Dia Nacional do Combate ao Fumo - 29 de agosto

Pra comemorar o 29 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Fumo, nesse 30 de agosto de 2010, o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini, faz a entrega para o representante do Comitê Internacional da GATS (Global Adult Tobacco Survey), o relatório final do país produzido a partir das informações da Pesquisa Especial de Tabagismo em pessoas de 15 anos e mais – PETab. 
De acordo com os resultados da PETab, o total de fumantes correspondeu a 17,2% da população acima de 15 anos. Os percentuais de fumantes foram maiores entre os homens (21,6%), entre as pessoas de 45 a 64 anos de idade (22,7%), estão na região Sul (19,0%), maioria em área rural (20,4%), menos escolarizados (25,7% entre os sem instrução ou com menos de um ano de estudo) e os de menor renda (23,1% entre os sem rendimento ou com menos de um quarto de salário mínimo).
Não condeno quem fuma, porque vício é vício, não tem tradução. Tem pessoas que se comprazem dele, alegando que “fumam porque gostam” mas aí é de cada um entender o problema da auto-destruição (tem gente que não vê desta forma, eu respeito). Mas para aquelas pessoas que fazem um esforço sobre humano pra largar o vício, dia após dia, meu profundo respeito, admiração e apoio (não desista nunca!).

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sobre Vícios - a quem cabe a verdadeira Consciência

Durante uma aula sobre DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), pensava o quanto esta doença é degradante, não importa sobre qual perspectiva. Um colega que assistia à mesma aula se virou e disparou:
“Um absurdo, como é que um fumante vê um negócio destes e não se conscientiza?”.
Fiquei ali parado, pensando, matutando. Peraí, como assim, “não se conscientiza”?
Não sou a favor da postura tipo “brigada antitabagista”, assim como não apoio qualquer tipo de patrulha. Fumar é cientificamente um vício, uma prisão onde o carcereiro é a própria pessoa com suas próprias motivações. Assim como beber demais, comer demais, transar ou jogar demais e toda a lista enorme de compulsões, normalmente relacionadas com algum distúrbio ou predisposição psicológica (ou até mesmo hereditária).
A atitude patrulheira denota, sobretudo, um grande desrespeito pela circunstância do outro. Segregar não é cristão, é desumano. Então prefiro por a mão na massa, ajudar de alguma forma (inclusive respeitando o desejo de não ser ajudado), do que segregar, pôr terra de cemitério sobre a pessoa. Se não gosto de cigarro, peço que não fume se estivermos em lugar fechado. Se não gosto de bebida, peço que pegue leve, que não passe do limite na minha festa, por exemplo. Se não posso ajudar, que minha incompetência não atrapalhe e que minha consciência não condene. Jura que nunca fez isso? Nunca segregou ninguém? Então lembre da frase "fulano está fumando demais, é um cigarro atrás do outro" que você mandou no cafezinho para um outro colega. É sim, isso é maledicência. Eu já fiz isso, não faço mais - certa vez me dei conta e espero um dia ser perdoado.
Está no àr a expressão da moda: “bulling” nas escolas, um ato cruel – sempre existiu só que não com este nome – uso óculos desde os quatro anos e só eu sei o que isso me custou até mais ou menos os dez. Aliás, é na espontaneidade da criança que a crueldade materializa seu lado mais perverso, mas isso pode ser assunto pra outros bate papos. E as patrulhas são o que? A evolução cronológica do “bulling”? Que droga! não podemos ceder esse ponto pra hipocrisia. Fica a pergunta sobre quem tem que se conscientizar do que...