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sábado, 4 de maio de 2013

Mulheres fumantes - duas vezes mais risco de Câncer de Intestino


Para a mulherada que ainda se deleita dando longas baforadas e fazendo lindos círculos de fumaça, más notícias.

Um estudo recente, publicado na Cancer Epidemiology Biomarkers & Prevention (uma publicação da The American Association for Cancer Research) aponta evidências de que mulheres fumantes tem maior risco de desenvolver câncer colorretal do que homens fumantes.

Responsável pela pesquisa, a Dra. Inger Torhild Gram (Professora do departamento de medicina comunitária da Universidade de Troms, Noruega) pesquisava a explosão dos casos de Câncer Colorretal nos últimos 50 anos, quando se deparou com o achado. Segundo Gram, “essa contatação nos mostra que um número cada vez maior de mulheres que fumam um número moderado de cigarros diariamente desenvolverão câncer de cólon no futuro”. O estudo mostra que mulheres fumantes tiveram 19% mais câncer de cólon do que mulheres não fumantes, enquanto que o índice entre os homens foi de 9%. Porém não foi possível observar outros fatores de risco combinados, como álcool e a dieta dos pacientes.

O câncer colorretal é o 3º diagnostico mais comum de câncer nos EUA e a segunda causa de morte, segundo o National Cancer Institute (NCI). No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Cãncer (INCA), a taxa é de 15 casos para cada 100 mil habitantes/ano, sendo que as mulheres apresentam maior número de casos do que os homens.

O estudo reforça a  tese de que as mulheres podem ser mais suscetíveis aos efeitos deletérios do cigarro do que os homens. A maior incidência se deu principalmente entre as que começaram a fumar por volta dos 16 anos e aquelas que fumaram por muitos anos.

fonte: Fox News.com e Folha de São Paulo 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O Câncer de próstata - um vilão mascarado pelo preconceito


A falta de cuidado com a prevenção do Câncer de Próstata tem nome - preconceito e ignorância 

Preconceito e falta de informação são a combinação que mascara o Câncer de Próstata no Brasil. Uma doença cuja incidência é de 62,5 casos para cada 100 mil brasileiros tem que ser observada com olhos mais atentos. Quer saber o tamanho do problema em números? A Sociedade Brasileira de Urologia realizou uma pesquisa com 1061 homens de 10 capitais brasileiras, na faixa entre 40 e 70 anos. 76% dos entrevistados reconhece a importância do exame de toque na prevenção da doença, mas só 32% já haviam realizado o exame. E o toque é o exame capaz de detectar com imensa precisão a existência ou não do Câncer de Próstata. Mas o cara não faz, porque tem medinho ou vergonha do que a galera do serviço ou da cerveja possa dizer da famosa “dedada”. “Aqui, só sai, nada entra.” Quem já não ouviu essa pérola em mesa de amigos? Resignação pode matar...

E é preconceito mesmo, porque a pesquisa também aponta que 77% apontam que quem não faz o exame é por preconceito, mas só 8% admitem tê-lo. É belo e bonito fazer campanha pregando para que as mulheres façam o exame preventivo do Câncer de Mama - 52 casos pra cada 100 mulheres em 2012, segundo pesquisa do INCA. Mas, quando o assunto é a fragilidade masculina, entra em cena o politicamente correto, essa praga nossa do dia a dia. Há quem defenda que faz o PSA (o exame de sangue) e que isso já seria prevenção. O PSA é um marcador tumoral detectável no sangue. Seus níveis apontam para a presença ou não do Câncer de Próstata. Porém segundo os especialistas, o protocolo mais seguro é a conjugação dos dois exames – PSA e toque. Os dois exames juntos são o pacote seguro para a ação preventiva.

E ignorância pode parecer agressivo, mas deixando o pejorativo de lado, é isso mesmo. Quanto mais escolarizado o camarada, mais ele sabe sobre a doença (o que não quer dizer que mova sequer um dedo pela prevenção). Os dados mostram que 79% dos entrevistados com nível universitário já foram a um urologista enquanto apenas 46% do pessoal que tem até o ensino fundamental já procurou o médico. O desconhecimento completo sobre a doença e qualquer tipo de exame é maior nas classes C e D (38%), enquanto que nas classes A e B apenas 5% nunca ouviram falar.

Jogue o machismo de lado e sê dê essa chance. Homem que é homem enfrenta isso e faz o exame. Ou vai ficar com essa de “aqui tudo saí, nada entra...”? Depois, vai ser tarde demais pra bancar de machão. 

fontes: Portal do INCA, Portal da Saúde, Wikipedia, Instituto Oncoguia

quinta-feira, 28 de junho de 2012

"Seu Câncer curado ou seu dinheiro de volta" - faz sentido?

Imagine o quadro – uma empresa lança um medicamento inovador para tratar determinado tipo de Câncer. O médico prescreve o medicamento e, caso o paciente tenha índice de melhora inferior ao mínimo esperado, será reembolsado do custo do tratamento. Se o dispensador do remédio for o governo, o paciente só continuará sendo reembolsado se o resultado, após três meses, também for o aquém do esperado. Isso me parece algo como “eu, laboratório, pretendo dividir o risco com o paciente caso meu medicamento não seja tão eficaz quanto nós imaginávamos...”. Isso faz sentido?
Velcade - estudo mostra que a doença avançou mais rápido
em pacientes que tomaram
Medicamentos pra Câncer são caros. Esse fato leva governos e sociedade a considerar alternativas aparentemente bizarras para que pacientes acometidos por diversos tipos de câncer possam se tratar. Na Europa, acordos do tipo “Cure seu Câncer ou tenha seu dinheiro de volta” se tornam cada vez mais comuns. A frase parece gozação macabra, mas o tema é sério. As farmacêuticas Onyx e Pfizer fecharam acordos com o governo italiano justamente nesse sentido. Pacientes em tratamento com o Nexavar (Câncer de Rim e Fígado) e Sutent (Câncer de rim) obtém a medicação gratuitamente nos primeiros três meses de tratamento. Porém antes do início do tratamento, é acordado um nível de resposta esperado. Passados os três meses, o paciente seguira sendo reembolsado apenas se o resultado ficar abaixo dos níveis acordados. O problema é a imprevisibilidade do Câncer. Contar com resultados de curto prazo é um tiro no escuro nesse tipo de acordo.

A Janssen-Cilag e o governo francês fizeram algo parecido com o Velcade (pra câncer ósseo) em 2007. O medicamento era o Velcade e, caso os resultados fossem modestos, haveria reembolso do custo. Dois anos depois, um estudo publicado no British Medical Journal mostrou progressão mais rápida da doença em pacientes que tomaram o remédio em comparação aos que não tomaram.
Segundo a matéria, Arthur Caplan, do Centro de Bioética da Universidade da Pensilvânia, pondera: "Nos cuidados de saúde, o mais necessário são evidências sólidas e comprovadas em ensaios clínicos sobre o que funciona. Não precisamos de programas de desconto, garantia ou um vale. Isso é praticar a má medicina."
fonte: Bol Saúde

sábado, 10 de março de 2012

Câncer de Próstata - Além do Horizonte

Dr. Howard Scher
MDV3100 - promissora alternativa
para o CA de Próstata
Uma nova droga para tratamento do Câncer de Próstata está em fase três de estudos e com resultados surpreendentes. O MDV3100, como é conhecido, vem sendo desenvolvido em regime de parceria pelas empresas Medivation e Astellas Pharma e faz parte do estudo clínico AFFIRM – os resultados deste estudo foram apresentados no último Genitourinary Cancers Symposium em São Francisco (fevereiro 2012).
O estudo foi interrompido em novembro de 2011 após a constatação de redução em 37% do risco de morte dos pacientes que tomaram a droga, comparado com o placebo. Na prática, isso representa um ganho de cinco meses na vida de um paciente em estágio avançado da doença e com histórico de falha terapêutica com o quimioterápico Docetaxel. Também houve inibição do crescimento da célula tumoral em mais de 50% dos pacientes em tratamento com quimioterapia. Os pacientes também toleraram muito bem o MDV3100, o que representa um ganho revolucionário nesse tipo de tratamento. Um dos grandes obstáculos para o paciente é resistir aos efeitos colaterais, situação comum no tratamento de qualquer tipo de câncer.
Segundo o Dr. Howard I. Scher, (M.D.) Chefe do Serviço de Oncologia Geniturinária do Memorial-Sloan Kattering Cancer e um dos principais investigadores do estudo AFFIRM,  “Estes resultados, combinados com a facilidade da dose única diária, fazem do MDV3100 uma promissora alternativa para homens com câncer de próstata que vem sendo tratados a base de hormônio e quimioterapia”.
O câncer de próstata é o segundo mais comum no Brasil e o sexto no mundo, o que representa 10% dos casos de câncer na população mundial. O curioso é que sua incidência é seis vezes maior em países desenvolvidos (certamente tem a ver com a evolução dos métodos para o diagnóstico) e três quartos dos casos em pacientes acima de 65 anos. Alimentação saudável, exercícios regulares e check ups anuais ajudam na prevenção. O fator genético tem papel importante na probabilidade de se ter a doença. Ter pai ou irmão com Câncer de Próstata, pode aumentar de três a dez vezes o risco de aparecimento, se comparado com a população em geral. O exame preventivo feito por toque retal é abominado pela maioria dos homens de mais de 45 anos, mas é o jeito. Inevitável. A vergonha e a o sentimento de “invasão” não são nada comparado com o benefício clínico que proporciona. Já pro médico!
fonte: reuters.com, site do INCA e FAQs Próstata

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Guerra ao tabagismo à Australiana

Novo "Marketing" de cigarro nas prateleiras australianas
A derrota mais dura do tabagismo começou em 2011. A Austrália aprovou no Senado o que talvez seja a lei mais pesada sobre propaganda de cigarros. Maços de cigarro sem logomarca, ilustrações ou qualquer arquétipo de marketing que possa induzir o hábito de fumar. A lei aprovada passa pela Câmara baixa daquele país e, uma vez sentenciada, vigora a partir de dezembro de 2012. Claro que tanto a British Amarican Tobbacco quanto a Philip Morris vão tentar reverter na justiça, mas o Ministério da Saúde australiano já disse que não tem medo de ação judicial e que não tem volta. Os novos maços são de um verde oliva desanimador e com fotos ainda mais desanimadoras - essas, já circulando no Brasil e em outros países.

É sabido que parar de fumar é uma missão inglória pra um fumante. Mas é inegável que com um "estimulo" destes, dá pra, no mínimo, pensar em tentar. Quinze mil australianos morrem por ano por causa do vício do cigarro. 

Esse tipo de movimento só depende de um país considerado ético o suficiente pra começar uma tendência, questão de tempo. Galera que trabalha com Marketing de cigarros, não quero ser desmancha prazeres, mas se precisarem de uma ajuda com os curriculuns, contem comigo.

fonte: Revista Exame & Opinião e Notícia website

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Quimio - Porque o cabelo cai

Por que quimioterapia provoca queda de cabelos - A queda do cabelo durante o tratamento de câncer, por causa da quimioterapia, é o segundo impacto sentido pelo paciente no enfrentamento da doença, depois do diagnóstico, segundo a psicóloga Samantha Moreira, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira. "Significa perceber-se doente e perder a imagem corporal", afirma o oncologista João Paulo Lima, do Hospital de Câncer de Barretos. Esse efeito colateral abala mais as mulheres, que, sem os cabelos, podem sentir uma perda da feminilidade. Mas os homens também ressentem a perda de cabelo e barba. É o caso do bancário Leandro Ferreira, 26, que trata um câncer de testículo. Ao ver o cabelo cair em tufos e ficar cheio de falhas por causa da quimioterapia, ele preferiu raspar a cabeça para se antecipar ao efeito dos medicamentos.
"É dolorido, cheguei a chorar. Por mais que eu tivesse pouco cabelo, ele estava ali, e tirá-lo foi algo imposto, não foi uma opção minha." Uma dificuldade, conta Leandro, é enfrentar os olhares das pessoas na rua. "Acho que a careca de quem tem câncer é diferente. A pele fica mais fina. As pessoas olham, medem e pensam: 'Ele está com câncer'." Segundo Lima, o que mais preocupa os homens é a manutenção da independência e a impotência sexual.
João Marcelo Knabben, 26, faz tratamento contra um tumor que apareceu na língua e atingiu o olho esquerdo. Ele temia mais a náusea e a diarreia, também efeitos colaterais da químio, do que a queda dos cabelos. "Acho até que fiquei melhor com a cabeça raspada." A dermatologista do Inca (Instituto Nacional de Câncer) Fernanda Tolspoy afirma que a reação depende da vaidade de cada paciente. "Para muitos homens, a perda da barba que cultivam há anos é traumática."

POR QUE CAI - Os remédios usados contra câncer atacam as células que estão se dividindo mais rápido, característica das células do tumor. Mas as células que dão origem ao cabelo também se replicam em alta velocidade e, por isso mesmo, são mortas pelo tratamento por tabela. Na radioterapia, a queda dos cabelos é rara, mas a pele pode ficar envelhecida.

Na químio, o cabelo pode cair de forma mais rápida ou gradual, em forma de tufos. Para evitar as falhas, muitos raspam o cabelo. "É uma forma de encarar a doença de frente, dizer: 'É isso, estou com câncer'", diz Tolspoy. Foi assim que Rosimeire Venturini, 44, que se trata de um câncer de mama, encarou a perda dos cabelos. "Você tem de tomar decisões, e é preciso ter coragem para assumir que tem câncer e dizer: 'É hora de lutar'." Ela conta que, no início do tratamento, deixou o cabelo bem curto. Ao se olhar no espelho, teve uma crise de choro. "Agora que voltou a crescer, pensei: 'Estou chegando à fase final do tratamento, estou vencendo'."

fontes: folha.com - matéria na íntegra

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Estudo ajuda a entender como tumores reagem à quimioterapia

Um novo estudo pode ajudar a estabelecer em quais casos a quimioterapia será bem sucedida, mostra um artigo publicado na Science conduzido por cientistas do Dana-Farber Cancer Institute, nos Estados Unidos.
Segundo o texto, células cancerosas que estão à beira da autodestruição são mais propensas a sucumbir a certos agentes quimioterápicos do que aquelas que ainda precisam alcançar esse estágio.
A descoberta sugere que pode ser possível predizer quais pacientes têm mais chance de se beneficiar da quimioterapia, assim como fazer drogas mais efetivas, capazes de estimular as células doentes a chegar ao ponto do suicídio. "Muitos quimioterápicos agem danificando estruturas nas células cancerosas, particularmente DNA e microtúbulos", explica um dos autores do estudo, Anthony Letai. "Quando o dano é extenso e não pode ser reparado, as células iniciam um processo chamado de apopotse, em que se sacrificam para não passar o dano a seus descendentes."
Os pesquisadores descobriram que células cancerosas que estão mais próximas desse ponto são mais suscetíveis à químio do que as demais. Eles também desenvolveram uma técnica para avaliar em que estágio se encontram. Para chegar ao resultado, os autores estudaram tumores de 85 pacientes, incluindo mielomas, leucemias e tumores de ovário. A relação entre suscetibilidade à quimioterapia e proximidade da apoptose celular foi encontrada em todas.
Segundo os pesquisadores, a descoberta muda a forma de entender como a químio funciona. Até agora, sabe-se que ela afeta células de crescimento rápido, caso das tumorais. Mas isso seria insuficiente para explicar, por exemplo, por que algumas respondem ao tratamento e outras não.
A descoberta mostra que as razões do sucesso da químio são mais complexas do que o imaginado, dizem os autores.
fonte: estadao.com (Matéria na Íntegra - das agências de noticias)

sábado, 10 de setembro de 2011

Acredite - Papai Noel fumava PALLMALL


Propaganda de Malboro:
"Ei, pai, você sempre tem o melhor de tudo...
até do Marlboro"

Houve sim um tempo em que a regulamentação publicitária não existia. Qualquer coisa era panaceia e as pessoas acreditavam. Pra vender falsas verdades, valia tudo. Até usar o Papai Noel e bebês pra vender cigarros. A indústria do tabaco focou um enorme esforço promocional na família, nos esportes e no status social. Atletas famosos também encorpavam o côro, defendendo o hábito de fumar. O “emagrecimento” causado pelo fumo era vendido como ganho adicional – “Para alcançar um corpo esbelto, ninguém pode negar. Alcance um Luky (cigarro Luky strike) ao invés de um doce”. A sutileza passava longe dessas mensagens ególatras, agressivas e sem o menor pudor. Há que se reconhecer a ousadia. E que tal, pra dar mais legitimidade pseudocientífica, alguns médicos como perfeitos garotos-propaganda? -“20.679 médicos dizem que Lucky Strike não irrita a garganta”. Durante a 1ª guerra, uma propaganda incitava a que as pessoas tirassem qualquer moeda de suas bolsas e enviassem aos “rapazes” nas trincheiras e precisavam de tabaco. Chegou a citar uma manifestação de aprovação do Secretário de Guerra americano Newton Baker: “O Departamento de Guerra aprova a iniciativa e agradecemos a eles em nome dos homens feridos, soldados e marinheiros que se alegrarão não só pelos presentes em si, mas principalmente pelo espírito de cordialidade que os inspira”. Isso tudo não é piada (mas dá vontade de rir) - é triste e aconteceu. Literalmente um esforço de guerra. Todo esse histórico se transformou numa exposição itinerante, criada pelos médicos americanos Robert K. Jackler e Robert N. Proctor, da Universidade de Stanford (EUA). Eram 90 peças, expostas durante os meses de agosto a outubro de 2011 no ICESP (Instituto do Câncer de São Paulo, Brasil). A exposição abriu justamente no dia em que se sempre se comemora no Brasil o Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto). 
Até hoje a indústria do cigarro vem se superando. Segue criando artifícios pra tornar o vício sempre presente na vida de seus consumidores e os cigarros saborizados são a prova recente disso.  Grandes cidades, como São Paulo, Londres, Paris, por serem berços cosmopolitas, acabam ditando tendências. E por isso mesmo, nessas regiões se concentra o esforço para fazer frente, criando mecanismos de restrição ao fumo. Mas é ainda uma batalha longa e sem final. Porém o atual empenho pró tabagismo é quase nada se comparado a todo esse lixo fascinante de propaganda antiga. 
Papai Noel também relaxava
fumando um Pallmall
Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda de Adolf Hitler, foi quem cunhou a expressão: "Uma mentira cem vezes dita, torna-se verdade". Ponto pra ele. Num passado não muito remoto era assim que a selvageria funcionava. Hoje, propagandas de cremes de abacate para estrias e de mangueiras pra jardim Flat Hose em canais de venda pela televisão parecem absurdamente ingênuas. É o tipo de enganação que não acaba com o pulmão de ninguém, só com o bolso. Concordo com Matt Ridley - o mundo está melhorando. Que assim seja. 
fontes: ICESP website, Uol Notícias, Fashion Bubbles website, Stanford University website.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Tratamento do Câncer - vencendo a guerra com apenas uma pílula

Dr. Jorge Reis-Filho,
o pai dos Inibidores de PARP
Temos uma enzima em nosso organismo chamada PARP - Poly (ADP-ribose) polymerase. A função desta enzima é “consertar” partes danificadas do nosso DNA. Os danos são resultado das inúmeras mudanças e readaptações pelas quais o nosso organismo passa diariamente, coisa normal e necessária num individuo sadio (como leigo, me parece que tem alguma similaridade com o “defrag” de um computador). Pois está em franco desenvolvimento uma droga que seja capaz de inibir de forma seletiva a PARP das células cancerosas. Os inibidores de PARP, como são chamados, impediriam a reconstituição dessas células, levando-as à apoptose celular (auto-destruição celular programada). Seria como matar o “mecânico”, apenas nas células ruins e de uma forma bem menos agressiva do que os tratamentos convencionais. Pacientes que passam por quimioterapia também podem ser beneficiados, pois destruindo o poder de reconstituição dessas células, o tratamento se torna ainda mais efetivo. Laboratórios como Astra Zeneca, Abbott, Pfizer e Merck estão na corrida para o desenvolvimento de inibidores de PARP para tratamento de vários tipos de câncer, como o de ovário, próstata, de mama e de pulmão. 

O que pouca gente sabe é que por trás de tudo isso tem um brasileiro e sua equipe: O Dr. Jorge Reis-Filho, professor de patologia do Institute of Cancer Research (Londres, Inglaterra). Reis-Filho e seu time foram os responsáveis pelo estudos que comprovam a ação dos inibidores de PARP no tratamento do câncer. Ser o pai daquilo que pode ser a maior evolução dos últimos tempos na briga contra um dos maiores inimigos do homem moderno não é pouca coisa. Sucesso, Dr. Jorge. 

fonte: ICR website, Bloomberg website, veja.com, americalatina website, parp inhibitor website.

sábado, 9 de outubro de 2010

Olhem para o OUTUBRO ROSA o ano inteiro

Nunca tinha dado muita atenção ao Outubro Rosa, confesso. Até o dia em que comecei a me envolver com o tema detecção do câncer de mama e percebi que  tem um batalhão de gente que trabalha em silêncio por essa causa. Não dá pra deixar passar isso.
O Outubro Rosa surgiu nos EUA, em meados de 1990. Ações isoladas ocorridas em vários estados americanos motivaram o congresso a eleger o outubro como o mês  nacional da prevenção ao Câncer de Mama. As atenções se voltaram fortemente para a data quando aconteceu a Primeira Corrida da Cura em 1990, nos EUA, onde foi oficialmente lançado e distribuído o famoso laço cor de rosa.  Não se sabe ao certo quem criou e quando começou o ato de iluminar de rosa monumentos, pontes, prédios oficiais, mas essa passou a ser a “cara” do Outubro Rosa, tornando-se uma linguagem entendida em todo o mundo. No Brasil, as primeiras manifestações pelo Outubro Rosa aconteceram em 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera ficou rosa, em comemoração aos 70 anos da Revolução Constitucionalista. De lá para cá, diversos monumentos foram iluminados e realizaram-se diversos mutirões de mamografia através do envolvimento de governos estaduais e da iniciativa privada.  
Sobre a doença em si, informação na web é o que não falta e tem gente muito forte pra opinar e orientar a respeito, como o Doutor Dráuzio Varella em seu blog (clique sobre o nome dele). Então, me chamou a atenção a existência da FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), entidade criada em 2006 e que congrega as ONGs focadas na luta pela prevenção, detecção e tratamento do Câncer de Mama no Brasil. A FEMAMA está por trás das iniciativas envolvendo o Outubro Rosa, versão brasileira.  Mas eles fazem muito mais, desde trabalhar pelo acesso da população à mamografia, encurtar o período entre a detecção da doença e o tratamento e pleitear políticas públicas focadas no Câncer de Mama. Não é pouca coisa, pena que se veja tão pouca informação exposta a respeito. Pena mesmo. 


fontes: estadão.com, FEMAMA website & blog dr. Dráuzio Varella

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Medicina de Plasma - um futuro para tratamento de doenças complexas

A palavra “Plasma” lembra o quê (Físicos, Biólogos e Médicos não vale, seria covardia)? Se a resposta for Sangue, você não é o único. Normalmente é a primeira lembrança, por causa do Plasma Sanguíneo (componente líquido do sangue no qual as células sanguíneas estãos suspensas). Mas Plasma tem outro significado bem diferente. Na física, é o que se chama de 4º estado da matéria, gás ionizado – sol é plasma(partículo ionizada), por exemplo. Mas o que isso tem a ver com este post?
Tem a ver com Medicina de Plasma, especialidade nova e revolucionária na medicina. Esse segmento foca a utilização do plasma para combater doenças cujos microorganismos causadores não respondem aos esquemas terapéuticos convencionais. No New Journal of Physics (nov/2009), um artigo chamado “Plasma Medicine, a introdutory review” defende o uso do plasma segundo esta perspectiva. No estudo, pesquisadores citam o uso de plasma frio (partículas em temperatura ambiente) em altas doses para destruir basctérias, vírus e matar por exemplo, células cancerígenas responsáveis pelo câncer de mama – tudo depende da intensidade e da duração das aplicações.
A luta contra vírus e bactérias está ganhando um aliado tão complexo quanto importante. Veja o estudo na intrega (passe o mouse em cima): PlasmaMedicine
fontes: wikipédia & New Journal of Physics e Revista América Economia (jan/2010)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Vacina para câncer da mama é testada com sucesso em ratos

Cientistas americanos dizem ter desenvolvido uma vacina que impediu o desenvolvimento do câncer da mama em ratos. Os pesquisadores planejam agora fazer testes da droga em humanos. Eles avisam, no entanto, que pode levar alguns anos até que uma vacina esteja disponível para o público.
O imunologista que chefiou a pesquisa, Vincent Tuohy, do Cleveland Clinic Learner Research Institute, disse que a vacina age em uma proteína encontrada na maioria dos tumores da mama.
"Acreditamos que esta vacina será usada um dia para prevenir o câncer da mama em mulheres adultas da mesma forma como vacinas vêm impedindo muitas doenças da infância", disse Tuohy. "Se (a vacina) funcionar em humanos da mesma forma como em ratos, vai ser monumental. Poderíamos eliminar o câncer da mama".
Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Nature Medicine. No estudo, ratos com grande probabilidade genética de desenvolver câncer da mama foram vacinados. A metade recebeu vacinas contendo a droga a-lactalbumina, a outra metade foi vacinada com uma droga que não continha a substância. Nenhum dos animais vacinados com a-lactalbumina desenvolveu o câncer da mama. Todos os outros ratos apresentaram a doença. Os Estados Unidos aprovaram duas vacinas para a prevenção do câncer, uma contra o câncer do colo do útero e outra contra o câncer do fígado. Entretanto, essas vacinas atuam em vírus - o vírus do papiloma humano (HPV, na sigla em inglês) e o vírus da hepatite B (HBV) - e não na formação do câncer.
Câncer é um crescimento desordenado de células do corpo. Por isso, ao contrário de um vírus, não é reconhecido pelo organismo como um invasor ou um corpo estranho. Isso dificulta a criação de uma vacina preventiva. Vacinar o corpo contra o crescimento excessivo de células significa vacinar o paciente contra seu próprio organismo, provocando a destruição de tecidos saudáveis.
Caitlin Palframan, representante da entidade beneficente Breakthrough Breast Cancer, disse que o estudo pode ter implicações importantes na prevenção contra o câncer da mama no futuro.
"Entretanto, o estudo está em fase inicial e nós aguardamos com interesse os resultados de experimentos em grande escala para verificar se essa vacina seria segura e efetiva em humanos", acrescentou.
Ela disse que há medidas que mulheres podem adotar para reduzir os riscos do câncer da mama, entre elas, diminuir o consumo do álcool, manter um peso saudável e fazer exercícios regulares.

fonte G1 website (31/05/2010 - matéria na íntegra)

domingo, 2 de maio de 2010

Prozac e Ecstasy para o tratamento do Câncer

Um time de pesquisadores da Universidade de Birmingham, Inglaterra, está testando o uso de drogas moderadoras do apetite, anfetaminas (como Ecstasy) e antidepressivas (dentre elas, Prozac) no tratamento de alguns tipos de câncer e com resultados surpreendentes. O estudo focou 17 amostras de leucemia linfoblástica e myeloma múltiplo e mostrou que as drogas efetivamente reduziram o crescimento das células cancerosas. No caso do grupo tratado com antidepressivos, houve redução em 9 das 17 amostras, ou seja, mais de 50% dos casos e no caso dos pacientes expostos a derivados de anfetaminas, essa relação foi de 11 para 17.
Já no caso do Ecstasy, seria necessária uma dose muito alta para bloquear o crescimento das células cancerígenas, e isto poderia matar o paciente. Mas segundo o Dr. Nick Barnes, também envolvido no estudo, se um dia fosse possível quebrar a ação desta droga, talvez as propriedades anticancerígenas do Ecstasy possam ser separadas do seu efeito tóxico.
De acordo com o Pesquisador e Professor John Gordon, vários psicotrópicos atualmente usados, inclusive de forma abusiva às vezes, por razões as quais em breve saberemos, poderão ajudar na luta contra alguns tipos de câncer:
“Nós estamos muito animados que drogas como o Prozac se mostrem eficientes na eliminação desses tipos de células cancerosas, que assim como este antidepressivos, andam por toda a grande circulação”.
“Na Inglaterra são diagnosticados mais de 10.000 casos de linfoma por ano. A possibilidade de alguns desses pacientes poderem ser tratados com anti-depressivos que possuem propriedades anticencerígenas é algo verdadeiramente fantástico”, afirma o Dr. David Grant, Diretor Científico e porta voz da Leukaemia Research Fund, comemorando a novidade. Segundo ele, ainda há muito trabalho até que essa descoberta se torne realidade cotidiana, mas que é muito excitante saber que existe um caminho muito menos agressivo para tratar esse tipo de câncer.

sábado, 16 de janeiro de 2010

FDA dá sinal verde para Votrient® e Arzerra® da GSK

O laboratório farmacêutico britânico GSK (GlaxoSmithKline) teve duas das suas novas drogas aprovadas pelo FDA (Food and Drug Administration) nos EUA: o Votrient (pazopanibe - inibidor de angiogênese) e o Arzerra (ofatumumabe - anticorpo moniclonal). Os medicamentos são indicados para terapia oral para carcinoma de células renais (CCR) - para leigos, câncer no rim - e para terapia intravenosa para o tratamento de leucemia linfocítica crônica (LLC), respectivamente.
Segundo Rafael Amado, (VP da Unidade R&D da GSK Oncologia), a recomendação do Comitê em apoiar o pazopanibe é um importante passo em direção em disponibilizar uma nova opção em tratamento oral para pacientes com câncer renal avançado. Já sobre o Arzerra, segundo Kathy Rouan (VP e Líder no Desenvolvimento de Medicamentos da GSK), o medicamento é um grande passo no suporte aos pacientes e médicos diante na LCC refratária, pois significa uma nova chance.
A GSK é hoje uma das grandes referências mundiais em pesquisa para entender o cancêr e buscar soluções para melhorar a qualidade de vida de seus pacientes.
(fonte: Saúde Business Web - 17/12/2009 & SNN notícias - 16/01/09)

domingo, 4 de outubro de 2009

Maioria de casos de câncer colorretal é diagnosticada em fase avançada


Agência Estado - Abril.com
30/09/2009 - 10:35

São Paulo - Uma pesquisa da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, baseada em dados da Fundação Oncocentro de São Paulo (Fosp), aponta que 55% dos casos de câncer do cólon e do reto diagnosticados no Estado são detectados nas fases mais avançadas da doença. Foram analisados 2.636 casos novos de câncer colorretal do ano de 2007, obtidos junto ao Registro Hospitalar de Câncer (RHC), que armazena informações dos casos de câncer diagnosticados e tratados em um grupo de hospitais públicos do Estado. O número corresponde a 6,9% do total de casos de câncer computados no RHC. A faixa etária a partir dos 50 anos foi responsável por 81,3% dos registros. Os números apontam que apenas 13% dos casos de câncer colorretal são diagnosticados na fase 1. São 32% dos registros detectados no nível clínico 3 e outros 23%, no nível 4 da doença. A pesquisa mostra ainda que a taxa de mortalidade desse tipo de câncer no Estado é maior entre os homens, com 10,1 por 100 mil habitantes. Entre as mulheres, a taxa fica em 8,12 por 100 mil. Para o médico Michel Naffah Filho, do Grupo Técnico de Avaliação e Informações de Saúde da secretaria, responsável pelo levantamento, o estilo de vida da pessoa pode ser determinante para prevenir o câncer colorretal. Segundo ele, é preciso manter uma dieta equilibrada e rica em frutas, verduras e fibras, limitar o consumo de carne vermelha, gorduras de origem animal e carnes processadas, moderar o consumo de álcool, não fumar e realizar atividades físicas regularmente. As informações são da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. (Abril.com - AE)