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sábado, 7 de setembro de 2013

Nanocomplex - Uma pílula pode cortar o efeito do álcool

Que o efeito nefasto de uma noite de bebedeira tira a pessoa do planeta terra, ninguém tem dúvida. Bem, mesmo quem pega um pouco mais leve sabe que o famoso “pilequinho”, não tem nada de inocente, tanto na questão social quanto em relação à saúde. Mas, se depender de um grupo de Cientistas da Universidade da California, os dilemas relativos ao álcool vão ganhar um poderoso aliado. Liderados pelo Professor Yunfeng Lu, esta turma está desenvolvendo um antídoto contra a intoxicação pelo álcool. O antídoto é a junção entre duas enzimas, álcool oxidase e catalase. A combinação, chamada Nanocomplex, reduziu drasticamente os efeitos do álcool em ratinhos intoxicados.

O processo de metabolização do álcool pelo fígado é muito lento, na razão aproximada de uma gota de álcool por hora. O resultado disso é a permanência no sangue, por um longo tempo, de tudo o que foi “bebido”.  O truque é justamente reproduzir esse processo no organismo só que num tempo muitíssimo mais rápido, efeito conseguido com camundongos: após 10 minutos, notou-se uma redução de 10% na concentração de álcool, 32% após uma hora e 37% após 3 horas.  
Segundo Lu, a combinação poderá ajudar enormemente na redução da lesão hepática alcoólica, podendo diminuir as chances de evolução para uma cirrose hepática. O cientista acredita que será possível reproduzir os achados em testes com humanos, o próximo passo da pesquisa. Em dois ou três anos, no máximo, o Nanocomplex estará pronto para ser consumido.

Pensando em termos mais práticos, pode a luz no fim do túnel para a diminuição drástica de risco de morte no trânsito, fruto da inconsequência de motoristas embriagados.  Se a conscientização frente aos maus hábitos é lenta ou pouco eficaz, vem a ciência dar uma mãozinha.  

A pesquisa já foi publicada na revista Nature Nanotechnology.

fonte: policymic.com e superinteressante.com

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Cientistas desenvolvem pele cibernética


Pesquisadores da universidade de Harvard produziram pela primeira vez uma espécie de pele cibernética. O avanço foi anunciado depois do primeiro teste funcional de nanofios elétricos colocados com sucesso dentro de carne cultivada em laboratório.
De que serve isso? Os fios embutidos tornam mais fácil a medição de atividade no interior da pele, uma vez que o uso de sondas elétricas normalmente danifica o tecido. De acordo com a equipe de pesquisa, a técnica, em primeiro lugar, será utilizados na indústria farmacêutica para melhor estudar como drogas interagem com os tecidos em três dimensões. Teoricamente, a tecnologia pode um dia ser colocado dentro de uma pessoa viva, a fim de estudar e administrar o tratamento de drogas sem danificar a pele.

“Em última análise, trata-se de fusão de tecidos com a eletrônica de maneira que torna-se difícil determinar onde as extremidades de tecidos começam e das eletrônicos terminam”, disse Charles Lieber, professor de química na Universidade de Harvard.

Para atingir esse objetivo, os pesquisadores passaram a cultivar os nanotubos dentro da carne em formação. A nova técnica é semelhante à que é utilizada para fazer microchips.
fonte: mundobit (matéria na íntegra)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Acupuntura - tratando a dor com critério, qualidade e credibilidade

Pergunte a um leigo de bate e pronto: “o que é acupuntura?” e a resposta não vai fugir muito à regra: um especialista, normalmente chinês ou japonês, espeta umas agulhas fininhas em você e isso vai curar um monte de dores. Esta visão leiga perpetuada, junto com o fato de a regulamentação da prática no Brasil ser confusa, torna difícil o entendimento da acupuntura e sua dimensão como benefício à saúde.  A Acupuntura é uma intervenção de origem milenar chinesa, onde o especialista perpassa a pessoa com dezenas, às vezes centenas de pequenas agulhas da finura de um cabelo. O local exato é chamado ponto de acupuntura e pode ser estimulado por meio de manipulação ou corrente elétrica. Acredita-se que este processo estimule a liberação de endorfinas, um opióide natural produzido pelo organismo sempre que temos sensação de prazer. A endorfina age como um analgésico para dores das mais variadas, o que explicaria o sucesso de determinados tratamentos com as agulhas.
Chamou a atenção uma recente decisão judicial em Brasília. O Tribunal Regional Federal da 1ª região determinou que apenas médicos podem praticar Acupuntura. Então até hoje não era assim no Brasil? Basta fazer um curso e sair espetando? Acupuntura é um procedimento evasivo e ponto. Pode até ser minimamente evasivo, mas é fato. Existem diversos estudos comprovando os efeitos benéficos dessa prática, muito embora a elaboração dos mesmos seja extremamente complexa. Um documento da OMS reconhece a Acupuntura como medicina complementar e lista uma série de patologias cujos pacientes poderiam obter benefícios comprovados. São elas: dor cervical (melhora em 67% dos casos), renite alérgica (melhora em 97% dos casos), cólica Biliar (eficácia em 72% dos casos), insônia (normalização do sono em 98% dos casos), dores faciais (analgesia em 100% dos casos), enchaqueca (eficácia em 80% dos casos), dores lombares e no ciático (melhora em 72% dos casos) e dor no joelho (melhora em 65% dos casos).  E o mesmo documento é cauteloso em separar também doenças para as quais já existe percepção de melhora, porém faltam comprovações científicas complementares. E, da mesma forma, separa indicações para as quais o acupunturista precisaria ter os conhecimentos de um médico para gerenciar o tratamento.  
Há quem defenda que só um profissional capaz de fazer anamneses e diagnósticos precisos sobre o estado do paciente deveriam ter licença pra a prática – nesse caso, ficariam os médicos, dentistas e veterinários. Não vejo aí a solução. A procura cresce e simplesmente restringir só aumenta o interesse de quem quer ser tratado, um prato cheio para o “mercado paralelo” das práticas ilegais. Em países os quais o tema é levado a sério, existem cursos superiores de acupuntura, tal qual enfermagem ou medicina. Só nos Estados Unidos, são cerca de 50 escolas acreditadas pelo Accreditation Commission for Acupuncture and Oriental Medicine (ACAOM), uma espécie de “OAB”(*) da medicina oriental no país.
Resumo da ópera, quem quiser exercer tem que provar que sabe, estudando muito -  vai pra faculdade.  Acreditação é por mérito, não por pressão política ou social. Nada mais justo, nada mais milenar.
fontes: Guidelines o Basic Traning and Safety in Acupunture, Acupunture reviews, analysis of reports and controlled clinical trials (OMS), Acupunture Today, ACAOM website, e Revista época.

(*) OAB - Ordem dos Advogados do Brasil - tradicional entidade encarregada de regulamentar e fiscalizar de forma rigorosa o exercicio da advocacia no Brasil.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Cientista holandês premiado admite fraude em pesquisa

Psicólogo teria inventado dados e manipulado resultados de trabalhos. Revista Science publicou nota de preocupação sobre estudos.

Diederik Stapel
Dados forjados
Após ser alvo de uma investigação, o psicólogo Diederik Stapel, um dos mais proeminentes e premiados pesquisadores da Universidade de Tilburg, na Holanda, admitiu ter forjado dados em suas pesquisas. "Cometi erros, mas eu estava e estou honestamente preocupado com o campo da psicologia social. Lamento a dor que causei a outros”, disse o cientista em nota divulgada em holandês. Em abril deste ano, Stapel teve uma pesquisa publicada na respeitada revista Science, sobre o impacto da bagunça em um ambiente no estereótipo das pessoas. Embora não existam ainda provas de que esse trabalho em particular tenha tipo manipulação de resultados, o editor-chefe da publicação divulgou uma nota expressando “preocupação” sobre as conclusões divulgadas.
“O relatório inicial [da Universidade de Tilburg] (...) indica que a extensão da fraude de Stapel é grande. No aguardo de mais detalhes das descobertas do comitê de Tilburg, a Science publica esta Expressão Editorial de Preocupação para alertar nossos leitores de que sérias preocupações foram levantadas sobre a validade das descobertas desse trabalho”, diz a nota.
Segundo o líder das investigações contra Stapel, Pim Levelt, há pelo menos 30 trabalhos que certamente têm resultados falsos, e mais são esperados. Os erros foram detectados quando três alunos de Stapel detectaram irregularidades em dados publicados. Eles avisaram o chefe do departamento, que começou a investigação. Stapel foi suspenso da universidade e colaborou com as investigações inicialmente. Depois se disse “fisicamente e emocionalmente incapaz de continuar”. Os resultados finais da investigação ainda devem ser divulgados, mas o comitê ressalta que o cientista agiu sozinho e que seus coautores não sabiam do que estava acontecendo.
fontes: G1 Ciência e Saúde (matéria na íntegra)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Olho por Olho, Dente por Dente - sob nova perspectiva

Não tem nada a ver com a milenar Lei de Talião. Me perguntei o porque de termos duas dentições - existem em razão do crescimento dos ossos. Os primeiros dentes aparecem e, com o crescimento dos ossos do rosto, os chamados dentes de leite (decíduos) não crescem mais, não acompanham esse crescimento – precisam ser substituídos pelos permanentes. São então empurrados e caem. Natureza preciosista, mas a história não acaba aí. Dentes de leite podem ajudar na recuperação da visão em pessoas com lesão da córnea por queimadura ou doenças genéticas e imunológicas. 
O uso de células-tronco da polpa do dente de leite foi pesquisado e desenvolvido por cientistas brasileiros e a patente é do Instituto Butantan (São Paulo, Brasil). O uso da técnica em humanos é inovadora e a casuística é de 12 olhos com mais de dois anos de tratamento com alta taxa de sucesso. Diversos tipos de células-tronco podem ser usadas, mas a célula-tronco da polpa dente de leite é uma célula considerada muito plástica sendo muito adequada pra esse fim. A obtenção da matéria prima se dá por doação de dentes de leite. As células são retiradas do tecido mole do dente e depositadas na placa de cultura pra que se multipliquem rapidamente e possam assumir a forma da córnea.  Segundo o pesquisador Nelson Foresto Lizier, esse tipo específico de célula-tronco é imunoprivilegiada (de baixa resposta auto imune) - o risco de rejeição é muito baixo, o que permite o fornecimento por familiares ou doadores comuns. 
fonte: Globo News.com, Jornal Odonto e Nexbio.com

terça-feira, 5 de abril de 2011

Cientistas encontram gene ligado ao consumo de álcool

Cientistas identificaram um gene que aparentemente influencia no quanto alguém consome de álcool, aponta estudo com mais de 47 mil pessoas publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). O achado poderá ajudar no entendimento do  O gene, chamado "candidato 2 de suscetibilidade autista" (AUTS2), foi anteriormente, como o nome sugere, ligado ao autismo e ao distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade, mas não se sabe ao certo qual é a sua função. Este estudo, conduzido por cientistas do Imperial College London e da King's College London, revelou que há duas versões do gene AUTS2, um deles é três vezes mais comum que o outro. Pessoas com a versão menos comum bebe cerca de 5% menos bebida alcoólica do que as demais. O gene é mais ativo em partes do cérebro associados com o mecanismo neuropsicológico de recompensa. Já se sabia que os genes tinham um papel neste processo, mas único conhecido por fazer uma contribuição no quanto as pessoas bebem era o gene de codificação da desidrogenase, enzima que quebra as moléculas de álcool no fígado. "Claro que há vários fatores que afetam quanto de álcool um pessoa bebe, mas sabemos que os genes desempenham um papel importante. A diferença que este gene em particular faz é pequena, mas descobrindo isto nós abrimos uma nova área de pesquisa nos mecanismos biológicos de controle do consumo de bebidas alcoólicas", disse o professor Paul Elliott, da Escola de Saúde Pública da Imperial College London. Os pesquisadores analisaram amostras de DNA de mais de 26 mil voluntários procurando pelo gene que aparentemente afeta o consumo de álcool, e depois verificaram os achados com as descobertas em outras 21 mil pessoas. Os voluntários reportaram o quanto beberam por meio de questionários. Uma vez identificado o AUTS2, foi examinado o quanto do RNA mensageiro, uma cópia do código genético usado na produção de proteína, estava presente em amostras de tecido cerebral doados para a pesquisa. A equipe então descobriu que aqueles que tinham a versão do gene associada com o baixo consumo de álcool produz mais RNA mensageiro, o que significa que o gene é mais ativo. Os pesquisadores também investigaram cepas de camundongos que foram escolhidos de acordo com o quanto de álcool consumiam voluntariamente. Eles descobriram que havia diferenças nos níveis de atividade dos genes AUTS2 entre as diversas raças que ingerem mais ou menos álcool. Uma observação em gene relacionado em moscas das frutas também foi levado em consideração e mostrou que o AUTS2 influencia o consumo de álcool em várias espécies. "Nestes estudos nós combinamos pesquisas genéticas com investigação do comportamento animal. Como as pessoas bebem por motivos diferentes, entender o comportamento influenciado pelo gene nos ajuda a entender a base biológica destes motivos. Este é um passo importante em direção ao desenvolvimento da prevenção individual e tratamento para o alcoolismo, avalia o professor Gunter Schumann, do Instituto de Psiquiatria do King's College London.
fonte: Estadao.com - matéria na íntegra 

sábado, 20 de novembro de 2010

Sobre Fittipaldi, laranjas e seus multiprocessadores

Emerson Fittipaldi
O maior exportador brasileiro
de suco de laranja
Nunca fui fã de suco de laranja. É colorido, mata a sede, mas se não tiver, não me faz a menor falta no cardápio. Pensava em laranjas, me vinha o Emerson Fittipaldi, que exporta rios da fruta pros EUA desde sempre. Esse pseudo-desdém veio de uma certa vez, durante uma reunião de trabalho, em que só me dei conta de que tinha ingerido um suco azedo quando tive que sair correndo, no meio de uma apresentação – o mundo todo girava e eu lá abraçado à privada.  Um dia, chego em casa e me deparo com um “trambolho” sobre a pia da cozinha – um daqueles multiprocessadores imponentes. Tenho que dizer que “pessoalmente” é mais bonito do que na televisão e nos sites de compra. A “chefa” da casa se enamorou por um desses e aí muita coisa mudou no cardápio do dia. Daí para a entrada em casa de uma “saca” de laranjas, direto pra gaveta do refrigerador, foi um passo até o supermercado.
Descobri, por exemplo que, além de existirem no Brasil mais de 180 milhões de pés de laranja (uma pra cada brasileiro – o meu já está plantado e tem plaquinha de identificação), a laranja tem Hesperidina. A Hesperidina tem sido estudada em profundidade e, segundo estudo conduzido por Nancy Bonifácio (Pesquisadora e Professora de Nutrição Humana na UNESP – Araraquara, São Paulo/Brasil), tem atividade hipotensiva e diurética em animais experimentais, fator que impacta diretamente na diminuição da pressão arterial.
Outras referências e artigos da web falam de melhoria da função endotelial, mas aí vale mais à pena dar uma lida nos comentários da Dra. Nancy, estão mais didáticos (Agrofit website). Fiz as pazes com o suco de laranja, mas ninguém mais me pega em hotéis, restaurante e outros lugares públicos. Suco, só no "master-super-fantastication" multisuperprocessador...CHEARS!

sábado, 12 de junho de 2010

Soldados de Plástico para defender organismo

Quando um anticorpo se liga à uma toxina específica no nosso organismo, ele interrompe a ação dessa toxina, nos defendendo dos seus efeitos. Produzidos pelo sistema imune, os anticorpos são capazes de se ligar a uma infinidade de toxinas, vírus e bactérias, além de se comunicarem com outras células, informando sobre o agente externo e prevenindo assim futuras invasões (memória imunológica).
Pois um estudo publicado no "Journal of the American Chemical Society", do professor Kenneth Shea (Universidade da Califórnia – Irvine/CA) apresentou o primeiro teste com anticorpos de plástico, capazes de imitar o comportamento dos anticorpos naturais. O alvo foi a melitina, o componente mais abundante e tóxico contido no veneno da abelha. Estes anticorpos conseguiram interromper o efeito da melitina em camundongos, sendo que é a primeira vez que o processo é testado em animais. Dos camundongos que receberam o tratamento, 40% morreram. No grupo dos que não receberam tratamento, todos morreram.
O teste com anticorpos de plástico representa a primeira etapa para a produção de anticorpos específicos, no combate a envenenamentos até doenças complexas de difícil contra-ataque. Sem dúvida, uma grande novidade para a medicina moderna. Super soldados sob encomenda não acontecem só em filmes de ficção.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Etanol de Vaca (?!)

Soro Lácteo, na industria do leite, é tido como lixo – um dos subprodutos mais contaminadores da indústria alimentícia e estamos falando de coisa grande: pra fazer 1 quilo de quejo, desperdíça-se 9 litros de Soro, segundo produtores argentinos.
Pois o Ceprocor (Centro tecnológico dependiente del Ministerio de Ciencia y Tecnología de Cordoba) conseguiu com que 37 litros de soro se transformacem em etanol. Isso mesmo, los hermanos lograran exitos.
Com uma produção de mais de 10 milhões de litros de leite/ano, isso “significaria mais de 50% da demanda de etanol da Argentina”, segundo Tulio Del Bono (Secretário da Ciência e Tecnologia). Mas o Sr. Del Bono só vai contar todo o segredo para o mega investidor que vier abanando o cheque.
Apesar de representar uma verdadeira inovação, os argentinos não foram os primeiros. Na Nova Zelândia, 3 refinarias já operam processando o Soro Lácteo em Etanol. Como tudo na vida, a primeira vez assusta, mas logo entra na pauta do dia a dia dos países e aì ninguém segura. Mais uma alternativa interessante no admirável mundo dos biocombustíveis.
fonte: biodiesel website, Revista América Economia e Energia Innovativas blog;

sábado, 12 de dezembro de 2009

Albert Barabási - Como um Cientista vê a Internet

Que a web imita e se confunde cada vez mais com a vida real, não é novidade. Mas ainda não tinha visto um artigo ou livro onde um leigo pudesse ter uma visão mais clara, estruturada e não folclórica sobre o assunto.

As redes sociais são como plantas, vírus, pessoas – se comportam à imagem e semelhança da nossa sociedade e à evolução natural. Como a gripe suína, se propagam através de redes de contato com pessoas e lugares os quais não conhecemos, rapidamente. Apesar de a internet ser uma estrutura de comunicação técnica criada pelo homem, a forma como navegamos e nos comportamos lembra à de uma rede orgânica, como as células, por exemplo. E uma célula precisa se alimentar, sobreviver e crescer e isso não pára, é cíclico.
O defensor disso se chama Albert-László Barabási, professor de física na Universidade de Notre Dame. Já publicou seu trabalho em quase tudo que é mídia científica e comercial, incluindo Science e The New York Times.

Barabási afirma que a internet não é tão democrática quanto se supõe, pois todos conhecem o Google, mas se você publica um site, quanto tempo levará para se tornar conhecido? Ou seja, você vira refém do Google, um super “hub” que “centraliza” tudo que está conectado (mais um repeteco da vida real). Gente só quer saber de gente bem conectada, cheia de links. Além disso, Barabási é taxativo em dizer que para ser competitivo, um site precisa ser simples, útil e atraente (senão, quem iria querer conectar?).
Albert-László Barabási está lançando no Brasil o livro “Linked – A Nova Ciência dos Netwoks” (Editora Hemus/2009), onde detalha a sua tese. Pra quem gosta de acompanhar o tema, vale a pena conferir (basta clickar no título e você o encontra na Saraiva).
(fontes: revista Galileu - Caiu da Rede é Gente - nov 2009/Administradores.com - o portal dos administradores).

sábado, 21 de novembro de 2009

Farmacêuticas dos EUA desenvolverão vacina contra tabagismo

NOVA YORK - As farmacêuticas GlaxoSmithKline (GSK) e Nabi Biopharmaceuticals informaram nesta segunda-feira, 16, que chegaram a um acordo para desenvolver uma vacina para o tratamento da dependência à nicotina, que evite as recaídas dos fumantes.

A GSK pagou US$ 40 milhões a Nabi que trabalha no desenvolvimento de uma vacina chamada "NicVAX", e em troca receberá uma opção para desenvolver um fármaco de segunda geração, como parte de uma operação avaliada em US$ 500 milhões, informaram ambas as companhias em comunicado distribuído em Nova York.

A vacina faz com que o sistema imunológico do paciente desenvolva anticorpos necessários que rejeitem a nicotina e bloqueiem seus efeitos.

A farmacêutica Nabi, uma empresa americana com sede em Rockville, em Maryland, está na última fase de um estudo sobre essa vacina e planeja continuar as pesquisas. "Se esta for concluída com sucesso, a britânica GSK será responsável por desenvolver e comercializar o remédio", indicou o comunicado.

As duas farmacêuticas lembraram na nota que o tabaco é a principal causa de mortes previsíveis no mundo e que o tabagismo é uma epidemia global que afeta 1,2 bilhões de fumantes, que a cada ano acaba com a vida de 5,4 milhões de pessoas. (Fonte: Estadão On line - 16/11/2009)

sábado, 14 de novembro de 2009

Dançando Pelo Clima - "Magnificent"

O clip (ou cine-manifestação) “Dançando no Clima” (Dance For The Climate) tá circulando na internet. Em 26 de agosto, em Ostende Beach (Bélgica) o diretor Belga Nic Balthazar reuniu 11 mil voluntários para dançar ao som de “Magnificent” da banda Irlandesa U2 (Bono autorizou o uso da música especialmente pro evento). A idéia de Balthazar com o vídeo era engrossar o coro na briga junto aos líderes mundiais durante a Convenção do Clima (agosto/09 - Copenhague) sobre a necessidade de redução das emissões de CO2. O filme é curto, 1:40 minutos de música vibrante e impecáveis cenas de interação com a causa.

Filme: Dance for the Climate /Diretor: Nic Balthazar/ Agosto 2009

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Estudo diz que mau humor e tristeza afiam inteligência

Pessoas mal-humoradas possuem uma inteligência mais afiada, de acordo com o estudo realizado por um cientista australiano e publicado na última edição da revista científica "Australasian Science", informou nesta terça-feira a rádio ABC.

"A tristeza e o mau humor melhoram a capacidade de julgar os outros e também aumentam a memória", assegura o professor Joseph Forgas, da Universidade de Nova Gales do Sul, em Sydney.
"Enquanto um estado de ânimo positivo facilita a criatividade, a flexibilidade e a cooperação, o mau humor melhora a atenção e facilita um pensamento mais prudente", explica o artigo.

"Nossa pesquisa sugere que a tristeza melhora as estratégias para processar a informação em situações difíceis", acrescenta. Forgas ressaltou que as pessoas com um estado de ânimo mais decaído possuem maior capacidade de argumentar suas opiniões por escrito, pelo que concluiu que "não é bom estar sempre de bom humor".

A pesquisa consistiu em uma série de experimentos nos quais se manipulava o estado de encorajamento dos participantes por meio de filmes e lembranças positivas ou negativas.

(fonte: Folha online - 03/11/09)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

GRIPE – A História da Pandemia de 1918

Esse eu acabo de reler depois de 4 anos. Um livro preciso, meticuloso, extremamente bem pesquisado e escrito. Pra quem está acostumado aos roteiros como os de “Os 12 Macacos”, “Ebola” e outros, vai o recado – o livro é sério. Nada contra ficção bem feita, mas não se trata disso. A narrativa remonta, de forma muito didática, o início de tudo desde a Gripe Espanhola, que matou milhões de pessoas durante a primeira Guerra Mundial (existe melhor lugar pra uma Epidemia do que no meio de um monte de soldados com frio e mal alimentados do início do século XX??). Traçando um denso e envolvente quebra cabeças histórico-científico da gripe e de epidemias anteriores, Gina chega até os dias de hoje e busca colocar em perspectiva os avanços futuros na pesquisa desta doença. Jornalista do caderno de Ciência do New York Times, ela escreveu o livro no auge da gripe asiática, em torno de 1999. Ter lido o livro quando a Epidemia de Gripe era uma possibilidade e agora em tempos de H1N1, me deu uma certeza: ela sempre soube o que dizia e isso, por si só, faz do livro tão mais impecavelmente bem feito quanto realista – o H1N1 não foi o primeiro e não será o último. Sugiro que todo profissional ligado direta ou indiretamente área da Saúde leia este livro. Vai ajudar a eliminar 80% do que circula de informação alarmista na sua caixa de entrada ou na web. Caso queira adquirir, é só passar o mouse sobre o livro - está linkado com a Saraiva (o blog não leva um centavo, é apenas pela gentileza de facilitar o seu acesso). Boa leitura!.