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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Etanol de Vaca (?!)

Soro Lácteo, na industria do leite, é tido como lixo – um dos subprodutos mais contaminadores da indústria alimentícia e estamos falando de coisa grande: pra fazer 1 quilo de quejo, desperdíça-se 9 litros de Soro, segundo produtores argentinos.
Pois o Ceprocor (Centro tecnológico dependiente del Ministerio de Ciencia y Tecnología de Cordoba) conseguiu com que 37 litros de soro se transformacem em etanol. Isso mesmo, los hermanos lograran exitos.
Com uma produção de mais de 10 milhões de litros de leite/ano, isso “significaria mais de 50% da demanda de etanol da Argentina”, segundo Tulio Del Bono (Secretário da Ciência e Tecnologia). Mas o Sr. Del Bono só vai contar todo o segredo para o mega investidor que vier abanando o cheque.
Apesar de representar uma verdadeira inovação, os argentinos não foram os primeiros. Na Nova Zelândia, 3 refinarias já operam processando o Soro Lácteo em Etanol. Como tudo na vida, a primeira vez assusta, mas logo entra na pauta do dia a dia dos países e aì ninguém segura. Mais uma alternativa interessante no admirável mundo dos biocombustíveis.
fonte: biodiesel website, Revista América Economia e Energia Innovativas blog;

sábado, 22 de maio de 2010

Instituto Butantã - Eu ví, meu filho não (e o seu também não).

Queria levar meu filho ao Instituto Butantã. Vinha fazendo planos, queria que ele visse o que eu ví com a idade dele, quando meus pais me levaram. A gente vai empurrando com a barriga, coloca outras coisas como prioridade, afinal o Instituto está lá há tantos anos, vai continuar lá. Não deu tempo. O fogo chegou primeiro e, em 15 de maio, consumiu tudo o que minha memória e algumas fotos de época conseguiram registrar. Achei a repercussão estranhamente pobre e restrita às pessoas ligadas ao meio acadêmico, às áreas de pesquisa. Pra mim já foi suficiente, pois vejo o desespero nos depoimentos dando a dimensão da perda e o reflexo disso para o futuro da pesquisa no mundo, visão essa que infelizmente nós leigos não temos. Mas o pouco espaço e barulho em torno do ocorrido mostra claramente o valor dado aos registros históricos e ao trabalho de centenas de milhares de pessoas que dedicaram uma vida por aquilo.
E a caravana segue, a vida segue. Roubaram quadros importantes do MASP, toda a obra de Helio Oiticica vira fuligem e vida que segue. É normal, “acidentes” com quadros velhos acontecem (!?). Um incêndio em um museu com um monte de cobras e aranhas secas não seria diferente. Como dizer pro mundo científico que 450 mil espécimes de aracnídeos e mais de 75.000 espécimes raros simplesmente queimaram em um incêndio por causa de um curto circuito? Mais de 100 anos de herpetologia guardados em um prédio sem sistema de detecção de fogo e os espécimes alí, conservados em potes...com álcool.
No Louvre paga-se 9 euros (cerca de 20 reais) por um ingresso. No Butantã, custa 6 reais e estudante paga meia. E a vida inteira conheci mais gente se gabando de ter visitado o Louvre, mesmo sem ter tido qualquer afinidade ou conhecimento profundo sobre obras de arte. Herança colonialista.
No site, o Butantã agradece as manifestações de solidariedade e avisa que os 42 livros com registros de todos os espécimes perdidos felizmente estavam em outro prédio e estão preservados, assim como os arquivos digitalizados. Pelo menos a informação está salva, pra consolo da memória do Dr. Vital Brasil. Com estes registros, a esperança de localizar novos exemplares de espécimes perdidos é uma possibilidade. Meu profundo respeito ao herpetólogos brasileiros, que terão essa missão.
Meu filho não viu o Butantã. Pelo menos as fotos de quando eu tinha a idade dele salvarão a lavoura. Não são mais do que doze ou quinze, mas ao menos estão em lugar seguro e tratadas com carinho. Parece pouco, mas acho que meus pais fizeram a parte deles, prometo fazer a minha. Ao meu amigo Ednei Fernandes, um abraço e obrigado por levantar a bola para o tema!

domingo, 4 de abril de 2010

NOKIA "green" Phone - será que ainda vamos ter um?

Baterias (o dispositivo que armazena energia, não as musicais, claro) são um dos infernos do mundo moderno, isso todo mundo já sabe há séculos. Ninguém sabe o que fazer com elas, enterrar não resolve. E não importa o quão menores vão ficando, pois o volume vai aumentando. Mas surgiu uma idéia que me parece genial e ela é PRÁTICA – a “bio-bateria” do desingner Daizi Zheng. Desafiado pela Nokia, seu estúdio em Londres desenvolveu o Nokia “green” Phone, que pode ser alimentado até com COCA-COLA (veja imagens ao lado). Na verdade a bio-bateria extrai energia limpa de bebidas doces usando enzimas catalizadoras.

Segundo Daizi, a bateria duraria 3 a 4 vezes mais que as de íon lítio por nós conhecidas, além de ser completamente bio-degradável, liberando ao final apenas água e oxigênio do reservatório. Será que funciona com bebidas docemente alcoólicas? Cá entre nós, se o reservatório for um pouquinho maior, o que vai ter de gente mandando ver de canudinho no pré-pago.
Prepare-se para recarregar seu celular em vending machines!

fontes: Daizi Zheng website, revista Galileu março/2010, Fuel Cell works website