Ninguém melhor pra nos dizer
isso do que uma empresa cujo sucesso (ou o insucesso) é testado todos os dias,
dependendo da qualidade do serviço de internet prestado por outras empresas.
Com certeza a NETFLIX vive no fio da navalha. Veja medição abaixo realizada por eles sobre qual a velocidade média da web no Brasil e qual operadora consegue
a melhor performance.
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terça-feira, 22 de abril de 2014
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Buscar emprego - ATITUDE vale mais que a palavra
Se colocar no mercado de
trabalho nos dias de hoje significa mostrar o que você é capaz de fazer pra
quem interessar possa. É óbvio? Claro. O detalhe aqui é saber mostrar. Antigamente uma boa entrevista e uma boa indicação eram
80% do caminho andado. Hoje, você precisa provar
o que sabe fazer. Atitudes, ações, testemunhos francos, aval por meio de
realizações e conquistas que trouxeram ganho comprovado para a sua última empresa, por exemplo. Aí sim você começa a justificar pra quem interessar possa, a que
veio.
E é comum não lembrar de um fator importante: a concorrência. Basta alguém que saiba fazer tudo isso supostamente melhor que você e aí a
coisa fica mais desafiadora. Não estou aqui jogando balde de água fria. Mas não
dá pra procurar emprego hoje começando apenas pelos métodos tradicionais e sem
olhar pra concorrência. Pra provar o que
digo, dou um exemplo: Philippe Dubost, Gerente de Produtos no Mercado de Web. Ele seria apenas mais um job seeker, se não fosse por uma atitude apenas.
O estratégico Philippe criou
uma página na web, cópia do Amazon.com pra se vender como se fosse um produto.
Com direito à opinião de “compradores satisfeitos" (cinco estrelas) e “insatisfeitos”
(uma estrela). Por achar que curriculuns normalmente não são divertidos (nem
pra quem o escreve e nem pra quem o lê), resolveu apostar nisso pra se
destacar. Investiu dois dias na criação do site que rapidamente virou notícia.
Segundo ele, após o “curriculum” se espalhar com um viral, recebeu 100 mails
com propostas de supostos empregadores.
Veja abaixo a atitude de
Philippe. Fala por si só. E visite o site dele: (aqui)
fonte: Época Negócios
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Novas idéias não sobrevivem às velhas atitudes
Yahoo muda layout e o usuário, marido traído, fica sabendo pela imprensa.
| Marissa Mayer, do Yahoo bonito layout, mas comunicação fraca |
13 de dezembro, 2012. Abro meu Yahoo e “voilá”,
o layout mudou completamente. Pensei que fosse bug ou outra das diversas falhas apresentadas
vez por outra pelo Yahoo. Ou quem sabe um racker, não duvido nada. Procuro no
Google e está lá – “Presidente do Yahoo apresenta nova versão do serviço de
e-mail”. Puxa, mas um serviço que lida justamente com comunicação...será que eu
não merecia um mail dela no meu mail pessoal anunciando a mudança? Diz o texto
da matéria que veicula em vários sites que Marissa Mayer apresentou a nova
versão “no post de um blog”. Que blog e pra quem?
A sutil diferença entre o erro
e o desastre é a forma como nos movemos em direção a um para evitar o outro.
Estamos carecas de ver pessoas e empresas pisarem feio na bola e serem
redimidas pelo próprio cliente (ou colega, ou chefe...) só porque a postura na
reparação foi digna de aplauso. Essa é a diferença entre velhas e novas
atitudes. O Yahoo tem tomado paulada do Facebook e do Google há anos. A fama da
nova presidente, vinda do Google, é de criar produtos para a internet de
natureza prática, coisa que a web mais
precisa nesse momento. Mas não dá pra atropelar coisas básicas: comunicação - falar com os
usuários dá ibope e nisso a
concorrência tem sido campeã. O layout ficou bonito, mas a comunicação, pra variar, nem tanto...
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Hoax – só compartilha quem cai no conto
Você sabe o que é um Hoax? É uma farsa, traduzindo em bom português.
Aquelas mentiras que alguém inventa, bota nas redes sociais e todo mundo sai
compartilhando. Dureza isso. Pior que receber tantos compartilhamentos de
utilidade duvidosa, é receber coisas cujo conteúdo o emissário nem leu ou, se
leu, não entendeu. E, pior: leu, entendeu, acreditou e era um “hoax”. Só que, em alguns casos, a pessoa está sendo usada como inocente útil, pra multiplicar links maliciosos e malwares. O caso
mais emblemático (que, volta e meia, ressuscita) é o aviso “o Facebook agora é
uma empresa de capital provado....”. Já recebi isso várias vezes, tanto por mail quanto no
próprio Facebook. Resolvi então reproduzir na integra matéria no
blog Gizmodo sobre esse assunto. Outros hoax famosos são aquelas fotos de crianças estropiadas precisando de cirurgia, apelos dramáticos sobre jovens desaparecidos e outras tantas bobagens - não caia nessa, infelizmente tem gente afim de gozar da com a sua boa fé, só que via web (tudo normal, vida real). E sobre o Facebook, leia com atenção e, por Deus, não compartilhe
mais o famoso aviso. Seus amigos agradecem!
No Facebook, “aviso de
privacidade” é mais um viral enganoso
(por Felipe Ventura, na íntegra – Gizmodo)
Nos últimos dias, mais um boato viral começou a se espalhar
no Facebook. Dizem que, se você publicar a mensagem abaixo – um “aviso de
privacidade” – você protege todos os seus dados na rede social de qualquer
pessoa ou entidade, inclusive do governo americano. Claro que isso não adianta
de nada. Na verdade, este hoax é meio antigo: ele circulava em inglês desde o
final de maio. Mas, traduzido para o português, agora ele ganhou força entre
brasileiros. Só que o hoax foi desmentido há meses. O Snopes, conhecido por
analisar farsas da web há mais de 15 anos, já deu o seu veredito: o tal “aviso
de privacidade” é falso. Vamos analisar por partes: O texto começa afirmando que o
Facebook agora é uma entidade de capital aberto, sem dizer se isso é
importante. E não é: “capital aberto” significa apenas que as ações do Facebook
são negociadas em bolsa de valores – não muda em nada a política de
privacidade. Depois, o texto sugere que o Facebook pode usar todas as suas
informações de forma pública – mas não pode. Nos termos de uso, um dos seus
principais direitos é: “você é proprietário de todo o conteúdo e informações
que publica no Facebook”. Além disso, na política de privacidade, fica claro
que só será público o que você tornar público, mais os seguintes dados: nome;
sexo (M/F); nome e ID de usuário; e imagem de perfil e capa. O Facebook pode
não ser dono dos seus dados, mas pode usá-los para diversos fins, que eles
detalham na seção “como usamos as informações que recebemos“. Um post no seu
perfil não vai mudar isso: ao entrar na rede social, você já concordou com
todas as regras. E, no fim, ele ainda termina com “UCC 1-103 1-308″: isto se
refere a um conjunto de leis comerciais nos EUA, que nada têm a ver com
privacidade. Basicamente, se você usa o Facebook, você já concordou com os
termos de uso, que incluem a política de privacidade – leia-os aqui e aqui.
Mesmo que você esteja realmente paranoico, achando que alguém está espionando
você, pare de importunar seus amigos com esse hoax – ele não serve de nada.
[Snopes via Slate via CBS News]
O hoax:
O Facebook é
agora uma entidade de capital aberto. Recomenda-se a todos os membros que
afixem um aviso semelhante a este, ou se preferir pode copiar e colar esta
versão. Se não publicar tal declaração pelo menos uma vez, então está
indirectamente permitindo o uso público de itens como suas fotos e as
informações contidas em suas actualizações de status.
AVISO DE
PRIVACIDADE: Aviso – qualquer pessoa e / ou instituição e / ou agente e / ou
Agência de qualquer estrutura governamental, incluindo, mas não limitado ao
Governo Federal dos Estados Unidos, também usando ou monitorando este site ou
qualquer um dos seus sites associados, NÃO tem a minha permissão para utilizar
qualquer uma das informações do meu perfil, nem qualquer parte do conteúdo aqui
contida, incluindo, mas não limitado às minhas fotos, e / ou os comentários
feitos sobre as minhas fotos ou qualquer outra “imagem” de arte publicado no
meu perfil.
Você está aqui
notificado que está estritamente proibido de revelar, copiar, distribuir,
divulgar ou tomar qualquer outra ação contra mim com relação a este perfil e os
conteúdos do mesmo. As proibições anteriores também se aplicam a seu empregado,
agente de estudante, ou qualquer pessoal sob sua direção ou controle. O
conteúdo deste perfil é privado e as informações confidenciais e sigilosas. A
violação da minha privacidade pessoal é punível por lei. UCC 1-103 1-308
terça-feira, 8 de maio de 2012
Saiba se você está viciado no Facebook
Assunto importante e preocupante
A escala de vício no Facebook desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Bergen, na Noruega, é baseada em seis critério básicos, onde todos os itens são pontuados da seguinte forma:
(1) muito raramente; (2) raramente; (3) às vezes; (4) com frequência; (5) sempre:
Você passa muito tempo pensando no Facebook ou planejando usá-lo?
Você usa o site para tentar esquecer os problemas pessoais?
Você tem tentado diminuir a frequência do uso da rede social sem sucesso?
Você fica inquieto ou impaciente se é proibido de usar o Facebook?
Você usa tanto o site que ele tem atrapalhado seu rendimento no trabalho e/ ou nos estudos?
O estudo mostra que quem marca "geralmente" ou "sempre" em pelo menos quatro dos sete itens pode estar viciado na rede social.
fonte: O Globo - matéria na íntegra
fonte: O Globo - matéria na íntegra
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Camisinhas que "twittam" quando entram em ação
Eu pensava que twittava-se coisas escritas (até arremedos de idéias, vai). Você também? Ok, me sinto melhor agora. Mas acredite, agora twitta-se coisas. Semana Nacional da Camisinha nos Estados Unidos (National Condom Week, 09 de abril 2012). No estado de Washington, 55 mil camisinhas foram distribuídas universidades afora. Parece nada, comparado com as mais de 500 mil distribuídas pelo governo brasileiro. Só que essa camisinha tem um “a mais”, um “Q” tecnológico. Elas têm um código de resposta rápida – um twitt. Assim que a camisinha entra em ação, ela “twitta” para um site e passa a fazer parte de uma espécie de mapa do “rala e rola” no estado. Os “twitteiros” podem fazer comentários sobre a qualidade – se foi legal, sem graça, etc...
![]() |
| Camisinhas que "twittam" |
Esbocei um riso quando li isso, mas engoli de pronto. Não dá pra rir disso. A idéia vale e vale muito. Em saúde pública vale tudo, se for pra arrancar uma reação decente de quem tem meio neurônio e, quando funciona, pensa com a cabeça de baixo – vale sim. Perdão, mas não tem outra razão pra alguém simplesmente transar sem se proteger e não vejo outra forma de expressar isso. Tem mais de oito mil referências sobre a “camisinha que twitta” no Google e acho pouco, considerando que tudo o que gira em torno da web é hiperativo. Criar motivos divertidos pra que os adeptos se protegessem cada vez mais foi a idéia de quem idealizou o movimento. Mas tem que usar direito, respeitando a finalidade. Ou você duvida que vai ter "mané" abrindo embalagem de camisinha só pra ficar contando as "twittadas"? Não vale. Mil vezes qualidade que quantidade.
No Brasil, país modelo em distribuição de medicamentos anti-HIV na Rede Pública, temos o tímido Dia do DST-AIDS, em 01 de dezembro - aquela campanha do lacinho vermelho, indefectível. Nada é tão bom que não possa ser imensamente melhorado. Boa chance pra aprendemos um algo a mais com as camisinhas que twittam. Ou não?
Veja o site com o “foursquare” dos festeiros - clique aqui.
fontes: F5, Were did you weare it website, folha.com
fontes: F5, Were did you weare it website, folha.com
sábado, 24 de março de 2012
Facebook - a luxúria e o dragão da maldade
O submundo tecnológico está cheio de mascarados na web, gente que se passa por outra pessoa pra conseguir informações ou apenas pra bagunçar seu perfil em redes sociais. Isso não é novo, desde que o Orkut surgiu, esse tipo de pirataria veio crescendo junto. Foi, aliás, o motivo de eu ter caído fora do Orkut anos atrás. Meu perfil tinha sido clonado, apareceram umas mensagens estranhas, bagunçaram tudo. Me senti abestalhado e ingênuo quando vi aquilo. "Puf", deletei o perfil e vida que segue.
Então surge o Facebook com a promessas de mais filtros, mais privacidade, menos riscos. Pode até ser, mas isso não existe sem a atitude preventiva do usuário. É como na vida real, sexo sem camisinha não tem garantia alguma de nada. Nas redes, se aceitamos tudo quanto é amigo, estamos aceitando também o risco de spams e ataques virais. É o que nos diz uma pesquisa da empresa Barracuda Networks, especializada em segurança na web – eles identificaram um padrão na conduta dos perfis falsos. Veja os números:
· Cerca de 97% são de mulheres. No mundo real, apenas 40% dos perfis são femininos.
· 60% dos perfis se revelam bissexuais enquanto que no mundo dos perfis verdadeiros essa média cai pra 6% (repito: DOS PERFIS, não das mulheres).
· Um perfil falso também é pródigo em amigos. Enquanto um amigo de verdade tem média de 130 amigos, os falsos extrapolam os 700, quase sempre.
· 68% dizem ter curso superior, quando a média real é de 40% dos perfis.
· 43% desses falsos amigos nunca atualizam seus perfis.
· A cada 4 fotos, o fake aparece marcado 136 vezes. No mundo real, a marcação é de uma para cada quatro fotos.
Caso queira ver o infográfico da pesquisa, acesse aqui. Pesquisa é uma amostra da realidade e ponto. Não tem como ficar analisando todo mundo que entra na minha rede. Mas é importante saber que, se você aceita todo mundo como eu (principalmente em função do Blog – awareness), corre muito mais risco do que pessoas de comportamento mais restritivo. Somos uma porta pra malwares e propagandas indesejadas. Cuidado com aquela gata de parar o trânsito, com curso superior, tem um monte de amigos, que curte uma relação bissexual, aparece marcada em um monte de fotos e cujo status nunca muda. A ameaça em forma de dragão da luxúria deseja morar no seu perfil. Vai aceitar?
fontes: código fonte website, estadao.com, barracuda labs website, wikipedia e tecmundo website
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Cuidado, alguém está te olhando
Com esse assunto, serei sempre chato e repetitivo. E não me sinto culpado por isso, porque não estou sendo chato sozinho - se você bater no Google a frase "cuidado com as redes sociais", vai achar quase 4 milhões de resultados. E se você bater "crimes virtuais", que envolve todo tipo de difamação, injúria, mal uso de informações sigilosas até pedofilia, etc..., são mais de 15 milhões de referências.
Uma pesquisa da Norton aponta que 77 mil brasileiros são vítimas de crimes virtuais diariamente. Os crimes mais comuns são vírus e ataques à redes sociais. E 70% das pessoas que possuem perfil em redes sociais desconhecem os filtros de segurança que elas dispõem, isso é grave. E sua vida pessoal fica lá exposta pra quem quiser e não falo aqui só de atitude e postura. Cuidado, falo de segurança mesmo. Sutileza nas postagens também não faz mal a ninguém. As pessoas postam inocentemente as fotos das últimas férias, do carrão que comprou, de familiares em festas legais. Tudo isso é "dar milho pro bode" como diz o ditado. Cuidado. Já existem estatísticas de roubos à residências onde o ladrão usou redes sociais como suporte. Parece coisa de filme, não é. Achei esse link 24 HORAS NA REDE (clique aqui) com dicas muito legais sobre postura em redes sociais com foco em preservação do usuário. Vale observar cada dica. Cuidado, nada a ver com paranóia, mas você jamais vai saber quem está te observando. Pra que facilitar?
fonte: INFO Online e 24 horas na rede wesite
sábado, 10 de dezembro de 2011
Badoo - feito pra badalar
O Facebook reúne amigos, o Linked In lembra trabalho e os sites de encontro convencionais querem aproximar gente que busca juntar as escovas de dentes, o caso do ParPerfeito. O Badoo é outra coisa, vai além. Bilhetes em pára-brisas, guardanapos com telefone, a apresentação de um amigo, cantadas ensaiadas e muquiranas, a “deixa” na porta de um banheiro. O Badoo quer ser tudo isso hoje, mas com outra dinâmica. Um point de gente que quer conhecer gente não para compromisso, muito pelo contrário. Querem ser vistos e badalar, só. É pra paquerar, ficar em evidência. E a lógica do site leva a isso, estimula a conhecer pessoas interessantes. Você preenche seus dados e vai tendo acesso a informações de perfis também. O site rankeia fotos, pessoas e seus perfis conforme a popularidade. E quem quer ser mais visto tem que pagar. O crédito vai depender da vontade de aparecer e ser acessado.
Fundado em 2006 pelo empresário russo Andrey Andreev, em 2011 bateu na casa dos quase 130 milhões de usuários. Com aplicativos para smartphones, o Badoo pode aproximar pessoas totalmente desconhecidas que estejam a menos de um quilômetro de distância. “O que fazemos é acelerar experiências e vivências naturais das pessoas”, filosofa Lloyd Price, Diretor de Marketing do Badoo. No Brasil, o site já conta com 15 milhões de pessoas.
fonte: Revista Exame
terça-feira, 15 de novembro de 2011
O Fim do Download tem nome - Streaming
Há cinco anos, depois de muito resistir, comecei a baixar músicas pela internet. Me senti moderno, "I've got the Power!" - "agora sim estou conectado com as tendências". Qual nada. Rapidinho, fiquei velho de novo e não demorou muito.
Existe um ambiente imaginário chamado “nuvem” em algum lugar um pouco acima da terra, que nos permite resgatar o que nos dá prazer a hora que quisermos. O tom etéreo da frase é exagerado, mas é assim que vamos ouvir música. Vamos não, porque já estamos atrasados. Isso já existe no cotidiano de muita gente – é o Streaming. No Streaming, um catálogo enorme de músicas fica disponível num servidor de internet, em núvem. Mediante uma assinatura mensal, você pode ouvir quais músicas quiser sem a necessidade de baixá-las. Creio que a Last FM, uma empresa inglesa, foi uma das pioneiras – você criava a lista e podia ouvi-las quando quisesse. Eles se auto intitulam "um site de recomendações musicais". De inicio, o acesso podia ser “free” para um pacote sem limite de músicas, mas com navegação restrita. Outro pacote mais robusto, era pago (3 euros) e com acesso ilimitado. O legal da Last é que se encontra muita música nova, bandas as quais não seria possivel ter acesso não fosse por eles. Mas a Last FM, seguindo a tendência do mercado, vem restringindo gradativamente o acesso – desde fevereiro de 2011 o usuário que quiser acessar por smart phones, por exemplo, tem que criar uma conta Premium e pagar.
Existe um ambiente imaginário chamado “nuvem” em algum lugar um pouco acima da terra, que nos permite resgatar o que nos dá prazer a hora que quisermos. O tom etéreo da frase é exagerado, mas é assim que vamos ouvir música. Vamos não, porque já estamos atrasados. Isso já existe no cotidiano de muita gente – é o Streaming. No Streaming, um catálogo enorme de músicas fica disponível num servidor de internet, em núvem. Mediante uma assinatura mensal, você pode ouvir quais músicas quiser sem a necessidade de baixá-las. Creio que a Last FM, uma empresa inglesa, foi uma das pioneiras – você criava a lista e podia ouvi-las quando quisesse. Eles se auto intitulam "um site de recomendações musicais". De inicio, o acesso podia ser “free” para um pacote sem limite de músicas, mas com navegação restrita. Outro pacote mais robusto, era pago (3 euros) e com acesso ilimitado. O legal da Last é que se encontra muita música nova, bandas as quais não seria possivel ter acesso não fosse por eles. Mas a Last FM, seguindo a tendência do mercado, vem restringindo gradativamente o acesso – desde fevereiro de 2011 o usuário que quiser acessar por smart phones, por exemplo, tem que criar uma conta Premium e pagar.
Existem montes desses serviços fora do Brasil e que ainda não operam por aqui. No Brasil, estamos ainda engatinhando e o potencial é enorme. A Terra Sonora foi a pioneira brazuca. Disponibiliza um catálogo de mais de 12 milhões de músicas a um custo de R$ 9,90/mês. Como a cultura de ouvir música sem ter o arquivo é uma coisa nova, você tem duas opções: 10 dowloads/mês ou ouvir ilimitado sem baixar. Achei o site um pouco confuso, até pra mostrar claramente quanto pagar pelo serviço. Muito poluído. E eu ainda gosto de ter a músiquinha só pra mim, esse negócio de ouvir direto, sem baixar, não me arrebatou. Nossa internet no Brasil é muito ruim, o que contribui pra essa resistência. Lembro que, mesmo tendo pago, me retirei da Last FM por não conseguir ouvir uma música que não tivesse uns cinco travamentos enquanto carregava (assim como Youtube).
Segundo o Jornal O Estado de São Paulo, o Streaming já participa com 8% de tudo que foi faturado no mercado de música online no mundo e deve quintuplicar até 2015. A tendência é que ocorra o mesmo com videos. Está sendo considerada a segunda revolução digital depois do Napster e mais um passo pra minimizar os estragos feitos pela pirataria no negócio mundial da música. Tomara que dê certo.
Veja o video abaixo!
Veja o video abaixo!
fonte: O Estado de São Paulo on line, Last FM website e Terra Sonora website
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
BranchOut - nas Redes Profissionais, um "me too"
O Linked In, famosa rede social profissional, já não está sozinha. Apareceu o BranchOut. Essa rede mora no Facebook e usa os dados profissionais de facers para ligar pesssoas a empregos e empresas. Apesar de estruturalmente não ser tão rica e complexa, pretende incomodar - em um ano de existência, 50 mil pessoas acessam o BranchOut por dia. Até julho de 2011, já tinham mais de 2 milhões de usuários. Mas não gostei dela não. Não gosto de redes que premiam com selos a quem mais coloca gente pra dentro (os tais dos Badges). O objetivo, ao menos pra mim, não é esse. Por estar no Facebook, adiciono as pessoas que me acessam no BranchOut mais para ser gentil.
Como referência inovativa nesse campo, vejo que o Linked In não se esgotou, segue cumprindo bem o papel e é até bom que surja um concorrente. Isso valoriza o que já existe. Enfim. BranchOut, você não me conquistou. Pelo menos, ainda.
domingo, 18 de setembro de 2011
Quer alugar meu carro?
Já
foi o tempo em que canal alternativo de compra era só o Shoptime. Brasileiro
adora comprar pela web, cada vez mais. Os sites de compra coletiva estão aí pra
provar que a web está ganhando massa muscular e confiança brazuca na hora de
passar o cartão. A consultoria GS&MD-Gouvêa de Souza pesquisou o
mercado entrevistando gente: 98% declararam que já comprou pela web. Foram
pesquisados mais de 10 mil internautas em 15 países (o Brasil estava nessa) e a
média mundial ficou em 88%. Então
bizarrices que vão se tornando viáveis lá fora acabam chegando por aqui. Posso alugar
o meu carro em horários ociosos pra um desconhecido ou o inverso, locar o carro
de alguém que não conheço. Posso alugar
até uma torradeira ou emprestar minha furadeira pra quem precise. Alugar uma
casa por diária, como se fosse um hotel, no Brasil isso já é comum. Cidades como o Rio de
Janeiro, em eventos pontuais tais como Ano Novo ou mega shows a beira mar, as pessoas
alugam seus apartamentos. Mas lá fora, uma empresa transformou isso em negócio virtual também. Começaram então a surgir algumas empresas para explorar o chamado “consumo colaborativo” via web.
| Relay Rides, posso alugar meu carro a um estranho por algumas horas |
A Relay Rides
administra o aluguel de carros entre pessoas comuns, a AirBnB intermedia imóveis
e a brasileira Descola Aí trabalha na intermediação de tranqueiras domésticas, tanto pra aluguel como pra trocas.
Sinal de que a confiança nas relações virtuais está aumentando. Os maiores usuários deste tipo de serviço são justamente pessoas que fazem parte de grandes redes sociais. Sinal também que a web é e vai ser sempre apenas veículo. No final, as relações (e as garantias) são humanas mesmo. Pro bem e pro mal.
fontes: exame.com, relay rides.com, airbnb.com, descolaí.com & hitmidia.com.br
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Redes Reais, Vidas Virtuais
sexta-feira, 29 de julho de 2011
"+1" - O que é bom, recomenda-se
| +1: o botão de "curtir" do Google |
Um dia, navegando na rede e observando a formatação do próprio blog, percebo o aparecimento de um ente novo: um quadrinho azul com um ”+1” dentro. Veja o símbolo ao lado. O que é isso? É uma nova funcionalidade oferecida pelo Google – ao clicar no “+1” ao lado de um post ou site o qual se interessou, a pessoa se torna recomendadora daquele link na pesquisa do Google. É mais um indicativo de interatividade e de atratividade de um determinado conteúdo, onde você está dando uma certificação sobre aquele site ou post para o Google – quanto mais certificações, mais aquele site ou conteúdo passa a ser mais interessante que outros. Não deixa de ser também uma bela pesquisa de mercado disfarçada de função. É similar ao botão “curtir” do Facebook, só que quando se trata de Google, a expectativa se multiplica e o buraco é mais embaixo. Quem tem blog pode disponibilizar o “+1” pra que seguidores possam compartilhar links. Na verdade, os blogs já estão oferecendo o “+1” em suas formatações.
O Google está pra lançar em âmbito mundial sua nova rede social, que promete navegabilidade e algumas funcionalidades que hoje são o calcanhar de Aquiles do Facebook. Lançar uma funcionalidade como o “+1” nesse momento, me parece um movimento de pré-marketing bastante conveniente e bem pensado.
O Google está pra lançar em âmbito mundial sua nova rede social, que promete navegabilidade e algumas funcionalidades que hoje são o calcanhar de Aquiles do Facebook. Lançar uma funcionalidade como o “+1” nesse momento, me parece um movimento de pré-marketing bastante conveniente e bem pensado.
Caso tenha interesse em acrescentar um botão de “+1” no seu blog, clique aqui.
fontes: wikipedia, ferramentas de blog.com, gizmodo.com, arrobazona.com
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Linked in - 100 milhões de motivos para acessar
No começo de tudo, o Linked in era uma mera ferramenta de conexão entre as pessoas e seus interesses em comum. Até que empresas começaram a observar perfis e comportamentos – hoje, são mais de 100 milhões de perfis cadastrados e, segundo pesquisa da Revista Forbes, 73 das 100 maiores empresas do mundo usam Redes Sociais como parte importante do seu processo de seleção de talentos. Lembro que, há alguns anos atrás, estava brifando uma agência de recrutamento para que rastreassem um vendedor pra minha equipe. Pedi que um dos pré-requisitos fosse uma pesquisa em redes sociais e a recrutadora me olhou de um modo estranho, como se eu tivesse pedindo algo fora do normal. E era, mas isso é passado. Embora seja uma parte apenas do processo, o futuro de Redes como o Linked In é ser um grande depósito de informações profissionais, integradas para conectar interesses e interessados. Isso torna cada vez menos aceitáveis coisas do tipo “não tenho tempo pra estas coisas”. Quem gosta de se esconder atrás desse jargão, precisa saber: as empresas e os ambientes de negócios sim é que não terão mais tempo nem espaço pra esse tipo de pessoa.
fonte: Revista Exame
sábado, 30 de outubro de 2010
Redes Sociais - uma nova ordem na cadeia de valor
Chris Hughes, co-fundador do Facebook, declarou que dentro de dois anos no máximo, “qualquer questão sobre qual rede social uma pessoa usa será irrelevante” porque todas as mídias serão sociais. Ou seja, não vamos ter outra linguagem ou forma de comunicação interativa que não seja através de uma rede social. Marque essa data – estamos em 2010. Em dezembro de 2009, foi publicado aqui no blog:
- e já foi falado inclusive a respeito da morte do e-mail, um modelo que está fadado à pré-história. Puxa vida, só me falta descobrir um novo Facebook e ficar multimilionário, mas isso não precisa ser tão rápido, temos tempo.
Smartphones – são uma praga, é verdade. Não uso nem metade de tudo o que o meu oferece, mas isso vai mudar, pois as funcionalidades estão virando commodity – ou seja, cada vez que você trocava de celular por qualquer motivo, tinha que aprender tudo de novo e não dava tempo de assimilar tudo até a próxima troca. Só que eles estão ficando muito iguais, essa dificuldade está com os dias contados. Superada essa etapa e, no caso do Brasil, o custo com internet para smartphones ficar ainda mais acessível, um candidato a virar “tiozinho” é o notebook. Logo, vamos poder acessar do celular o site do nosso jornal preferido e ver os artigos mais acessados...por amigos, colegas de trabalho, o chefe. Que tal?Head Hunters usando o Linked In em entrevistas de seleção, as campanhas de coalizão em eleições majoritárias nos países e bandidos brasileiros em presídios usando o MSN dos Blackbarries para driblar grampos telefônicos da polícia – isso nos diz o que? Redes sociais deixaram de ser, há algum tempo, “coisa de quem mata tempo no escritório ou fica fazendo hora na internet com futilidades”. Lembre-se de que, se você pensa assim, seus filhos não pensam. E isso é o mesmo que negar os riscos de um mundo por eles habitado e amplamente frequentado sem que você esteja por perto ou demonstre ao menos interesse. Se isso acontecer, você e sua família correm perigo.
sábado, 16 de outubro de 2010
Cooperativas de Desconto - vieram para ficar
Se eu sei como funciona o Peixe Urbano? Como uma cooperativa de descontos - você se cadastra num site que te manda mensagens com mega descontos em serviços os quais você indicou que seriam do seu interesse. Esse é o propósito do Peixe Urbano e de outro, o Groupon. Como eles conseguem descontos tão inacreditáveis? Fecham com um fornecedor de uma determinada cidade um número mínimo de compradores garantidos em troca de um desconto bastante agressivo. Ao receber o mail, você mobiliza seus amigos para comprar também. Atingido aquele número de “reservas”, o desconto passa a valer. É como um “vôo charter”, baratinho, mas só sai do chão se as poltronas estiverem ocupadas. E onde o site ganha com isso? Fechado o grupo, eles levam uma comissão sobre o vendido. Caso o grupo mínimo de compradores para financiar a promoção não seja atingido, o site comunica o cliente por e-mail, a compra é cancelada e o dinheiro, devolvido.
O americano Groupon foi o pioneiro – surgiu em 2008 e já atraiu mais de 3 milhões de usuários só nos EUA. O modelo não é novo para produtos, mas em se tratando de serviços, tem atraído cada vez mais gente. Segundo Júlio Vasconcelos (dono do Peixe Urbano e representante do Facebook no Brasil), o Peixe Urbano, no ár desde março de 2010, procura oferecer o que tem de melhor nas cidades, o que atrai assinantes e satisfaz os anunciantes. É a extrapolação por trás da lógica das redes sociais, sem as quais esse processo coletivo talvez fosse improvável. Se o modelo vai dar certo? Só esse ano no Brasil já existem, no mínimo, 5 empresas concorrentes: Peixe Urbano, Groupon, Clickon, Citybest, We Go e Coletivar.
Não é segredo que nos últimos anos, a classe “C” tem sido o estrato da sociedade que mais tem aumentado seu poder de consumo. Pois nos últimos 3 anos, 45 milhões de pessoas pertencentes à classe “C” passaram a ter acesso à internet e a desfrutar das compras “on line”. Alguém ainda duvida que as cooperativas de descontos são e serão sucesso? Mas..o porque do nome “Peixe Urbano”? se alguém souber, comente, por gentileza.
Não é segredo que nos últimos anos, a classe “C” tem sido o estrato da sociedade que mais tem aumentado seu poder de consumo. Pois nos últimos 3 anos, 45 milhões de pessoas pertencentes à classe “C” passaram a ter acesso à internet e a desfrutar das compras “on line”. Alguém ainda duvida que as cooperativas de descontos são e serão sucesso? Mas..o porque do nome “Peixe Urbano”? se alguém souber, comente, por gentileza.
Fonte: Readwrite website.& Revista Exame
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Redes Sociais - A Exposição pode lhe custar um Empregão
A consultoria Nielsen andou investigando hábitos de uso de redes sociais e detectou que 86% dos brasileiros usuários de internet transita em redes sociais e blogs. Só pra se ter uma idéia, os brasileiros somam 20% dos usuários do Twitter do mundo, não é pouca coisa. Pois uma coisa puxa a outra. A Robert Half, uma das maiores e mais respeitadas empresas de recrutamento e seleção em âmbito mundial realizou pesquisa com cerca de 2.800 executivos contratantes de diversos países. O Brasil lidera o ranking dos países cujas empresas, no momento de uma contratação, pesquisam redes sociais para conhecer melhor os candidatos – 21% delas. Já no outro extremo, estão Bélgica e República Tcheca, com menos de 5%.Dá pra entender a dimensão disso pra quem busca um espaço no mercado de trabalho? Pelo que tenho visto, infelizmente não. É só dar uma fuçada em algumas dezenas de perfis em redes como Facebook e Orkut, pra notarmos os absurdos que as pessoas colocam lá, depondo contra o próprio patrimônio. Hoje, aderir a comunidades como “eu odeio isso ou aquilo”, “durmo no emprego” e essas bobagens, já virou lugar comum, a coisa é mais complexa que isso. A exposição inadequada pode assumir um caráter muito mais sutil e perverso: fotos estranhas ou inadequadas, excesso de intimidade, frases e textos mal escritos, diálogos sem fundamento ou com duplo sentido, tudo isso é “dar milho pro bode” fácil, fácil. Vejo amigos meus, gente comum, distinta, dando um mole danado na frente do teclado, sem o menor sentido. E as redes estão se conversando, o que deixa tudo mais emocionante – hoje, se você está cadastrado no facebook, seu perfil é acessível no plaxo, por exemplo, basta clicar em um link. Aquela coisa de ter um perfil comportadinho numa rede e deixar rolar na outra, já foi - uma hora, a máscara cai.
Não fiz parte da pesquisa da Robert Half, mas certamente faço parte da extrapolação da amostra: para conhecer o candidato, mais que Currículum e bate papo, viajo mesmo nas redes pra saber quem é a pessoa. Se você é contratante ou candidato, faça o teste e navegue em perfis aleatórios – você vai tomar um susto. Sou a favor de redes sociais, estou em várias delas e pra mim é claro como respirar que esse é o futuro, a morte dos e-mails. Mas o primeiro mandamento pra usar isso de forma saudável e produtiva é entender a diferença entre a atitude virtual e a atitude real. No mundo real, o que você faz ou diz, uma, duas, talvez dez pessoas vejam e, com o tempo, esqueçam. Na web, nossos movimentos e atitude deixam uma marca, um rastro acessado por milhares de pessoas. E o que está lá, fica. Se Espirrar, Saúde!
fonte: Metro website
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Foursquare - A Novidade está nas Redes Geossociais
O Marketing Viral se renova mais uma vez, inventa novos meios. Imagine o potencial mercadológico desse negócio. Nos EUA, bares e restaurantes, por exemplo, dão descontos e regalias a quem faz “check in” nesses estabelecimentos. O jornal Financial Times distribui assinaturas grátis a quem acessa determinados lugares e vira “Mayor”. E pra dar uma mãozinha no ímpeto de botar o pé na rua, se você acessar depois do expediente junta mais pontos.
Para ingressar no Foursquare, basta entrar no site deles (o link está logo abaixo, em "fontes"), fazer o “check in”, baixar o aplicativo para o seu Iphone, Blackbarry, Windows Mobile (ou Android, webOS) e começar a interagir. Dalí pra frente nada de novo, vá convidando e sendo convidado, vida que segue.
fontes: Fontes: wikipedia, Revista América economia– jornalista Rodrigo Guayquil (maio/2010) & Foursquare website.
terça-feira, 16 de março de 2010
Vovó Viu a WEB
Escrevendo um mail, percebi dois olhos miúdos e atentos por cima dos meus ombros. Puta susto! Minha avó: "- Mandei uma carta pra Francisca em Maringá. Era pelo aniversário dela de 94 anos. Faz um mês, mas só recebeu agora." Recobrei o fôlego: “- É mesmo vó? É muito tempo pra uma carta, né?”Um psiquiatra e teórico em psicosociologia chamado Erik Erikson defendia a existência do conflito entre a integridade e o desespero na 3ª idade. Segundo ele, a integridade diz respeito à satisfação de ver a vida em retrospecto e sentir-se realizado. Em contrapartida, existe também a sensação de muitas oportunidades perdidas, o desespero. Isso foi a primeira coisa que li quando pesquisei “inclusão digital do idoso” no Sr. Google. Mas minha pesquisa veio depois, sob o efeito da razão, passado o efeito daquele comentário resignado.
Cocei a cabeça: “- Vó, senta aqui comigo. Olha, tem uma carta que não precisa nem selo, nem envelope, nem papel de carta. A senhora pode mandar quantas quiser por dia que as respostas chegam rapidinho.” O olho dela brilhava. Crocheteira de mão cheia, faz caça-palavras como ninguém, nunca me enganou - uma mente pronta pro bote, bastava espanar a poeira.
Pesquisando um pouco mais, achei um estudo do CINTED que buscou saber porquê o idoso gostaria de aprender a usar o micro: “Acho importante saber para não pedir ajuda para ninguém”, “para pesquisar na internet e ter mais desenvoltura nos caixas dos bancos.” ou “para comunicação entre amigos e filhos". Precisa dizer mais?
Sem saber muito por onde começar, abri uma conta pra ela no hotmail. “- Vó, esse “rótmail” é como se fosse a agência do correio e esse nome cumpridão é como se fosse o endereço da tua casa, entende?” Ela entendia tudo atentamente. Informação tanta, como jamais sequer tinha sonhado encontrar em todos os caça-palavras do mundo. E fomos assim, tecla por tecla, um pouco por dia, por 3 dias. Para miúdos olhos cansados, um “zoom” na tela e o mundo crescia. Impossível descrever a expressão daquele rosto vivido descobrindo que tinha enviado “3 cartas” no mesmo dia, uma pra cada filha. “- Meu filho, vieram 3 respostas, tudo hoje!” Sim vó, a senhora nem imagina quantas podem vir. A vida exige de nós as perguntas (e não dá trégua nem para quem tem 84 anos). Vou estar sempre aqui pra te ajudar com elas. Saúde Sempre, Vó.
fontes: IG Educa website, blog da Shirley Queiroz, CINTED UFRGS website e wikipedia, enciclopédia livre.
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