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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Buscar emprego - ATITUDE vale mais que a palavra


Se colocar no mercado de trabalho nos dias de hoje significa mostrar o que você é capaz de fazer pra quem interessar possa. É óbvio? Claro. O detalhe aqui é saber mostrar. Antigamente uma boa entrevista e uma boa indicação eram 80% do caminho andado. Hoje, você precisa provar o que sabe fazer. Atitudes, ações, testemunhos francos, aval por meio de realizações e conquistas que trouxeram ganho comprovado para a sua última empresa, por exemplo. Aí sim você começa a justificar pra quem interessar possa, a que veio.

E é comum não lembrar de um fator importante: a concorrência. Basta alguém que saiba fazer tudo isso supostamente melhor que você e aí a coisa fica mais desafiadora. Não estou aqui jogando balde de água fria. Mas não dá pra procurar emprego hoje começando apenas pelos métodos tradicionais e sem olhar pra concorrência.  Pra provar o que digo, dou um exemplo: Philippe Dubost, Gerente de Produtos no Mercado de Web. Ele seria apenas mais um job seeker, se não fosse por uma atitude apenas.

O estratégico Philippe criou uma página na web, cópia do Amazon.com pra se vender como se fosse um produto. Com direito à opinião de “compradores satisfeitos" (cinco estrelas) e “insatisfeitos” (uma estrela). Por achar que curriculuns normalmente não são divertidos (nem pra quem o escreve e nem pra quem o lê), resolveu apostar nisso pra se destacar. Investiu dois dias na criação do site que rapidamente virou notícia. Segundo ele, após o “curriculum” se espalhar com um viral, recebeu 100 mails com propostas de supostos empregadores.

Veja abaixo a atitude de Philippe. Fala por si só. E visite o site dele: (aqui)
fonte: Época Negócios

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Networking - só os "malas" são infelizes

Nessa coisa do networking, se criou uma fantasia de tudo o que essa expressão não é: trocar cartões, mandar spans pro e-mail dos “amigos”, ficar mandando mensagens do tipo: “e aí? Tudo bem? Mande noticias”. Quando eu recebo uma mensagem destas pedindo noticias, dá vontade de responder “compre um jornal”, mas claro que não faço. Não sou assim, de sair destratando. A pessoa que faz isso, na maioria das vezes não faz por mal. E às vezes são amigos ou ex-colegas pelos quais a gente nutre simpatia, não é legal ser grosso. Mas que dá vontade, dá. Como Coach, tenho encontrado alguns casos interessantes de quem não sabe como lidar com sua rede de contatos. Pois achei um artigo do Jornal "O Globo" com dicas bem legais de como construí-la forma saudável, duradoura e principalmente, pertinente – hoje em dia ninguém tem tempo pra perder.
1)     Cuidado com o uso do mail – não mande mails gerais pra aquela big-lista o tempo todo, pois vira spam. Se vai fazer um mail, personalize. Uma mensagem curta, consistente, enviada pessoa a pessoa. Se a lista é grande, selecione. Ninguém é tão querido para ter “500 exclusivos amigos”. Nas redes sociais faça o mesmo.
2)     Não seja vago – se vai acionar a sua rede, seja específico no que pretende. Seja claro também na forma como essa pessoa pode te ajudar. Num almoço ou cafezinho, valorize o tempo que ela está te oferecendo.

3)     Não pare – eu tenho um amigo que diz: “Eu sei direitinho quando fulano ou beltrano estão desempregados – é quando me ligam pra almoçar”. Dar a percepção de você só dá as caras quando precisa de ajuda é horrível. Vez por outra troque idéias, deixe-as saber que está por perto.

4)     Não seja egoísta - Networking é sempre uma via de dupla mão, ajude pra ser ajudado. Vai pegar um projeto, tente lembrar a quem também pode interessar. Tem que mostrar que se interessa mesmo pela pessoa.

5)     Não canse a beleza dos seus contatos – ficar mandando mail toda semana é um porre. E mandar informações demais sobre seus passos, como se fosse um “foursquare”, também. Mande poucas informações e que sejam relevantes pra ambos.
      Não custa observar um pouco esses hábitos. Modere a ansiedade e evite virar a figurinha carimbada da chatice. Sua rede (e seu emprego) agradecem.
fonte: O Globo

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O Emprego do Futuro

Nos meus tempos de executivo de multinacional, nunca parei pra pensar em como seria o emprego no futuro, de forma estruturada. Um executivo tem a estrutura mental focada no mês seguinte, ação e reação. Mas o emprego do futuro existe e vem sendo construído por mudanças e atitudes estruturais das próprias empresa.

De Masi
"Se trabalho fosse positivo,
no Paraiso se trabalharia."
Viver o ambiente corporativo não vai ser mais a prioridade. As pessoas vão focar menos as empresas, deixar o emprego e passar a prestar serviços, por empreitada. Ainda que não seja o mais comum, isso já é fato. O emprego do futuro também depende de se ter redes sociais consistentes e duradouras pra servirem de suporte – como na vida real, bons profissionais caem “na boca da rede” rapidinho. Como as web companies vão comprando umas às outras, somente as redes com finalidade clara ficarão. E uma rede que se preze está no ar 24 horas por dia - as interações não terão mais horário específico em função dos fusos – com isso, vai indo pro ralo o conceito de carga horária e horário fixo. Vai ser cada vez mais raro uma empresa onde os ex-funcionários (e agora freelancers) entram as 8hs e saem as 17hs – os poucos que frequentarem a empresa, claro. E já que o sujeito vai ser mesmo o dono do nariz (e das contas) dele, o trabalho tem que ser envolvente, apaixonante e jamais atrapalhar as horas de lazer e prazer – esse fator vai ser determinante na escolha dos projetos. Lynda Gratton, professora da London Business School e autora de livros e estudos sobre o futuro do emprego no mundo, afirma que é da pessoa a responsabilidade por criar valor para seu próprio trabalho – esse diferencial vai definir os melhores profissionais para os melhores projetos. Taí a chave para as transformações que virão.
Como tudo tem o lado negro da força, esse “novo emprego” vai exigir que as pessoas definitivamente assumam o controle – não vai ter mais nenhum ombro por perto pra por a culpa se o faturamento do mês não vier e as contas são o patrão mais severo, sempre. Rodolfo Araújo, colunista de VOCÊ S/A, comenta uma pesquisa onde dois grupos distintos tinham que dar valor ás ações de duas empresas distintas mediante análise do relatório de desempenho de cada uma – cada grupo recebeu o relatório de apenas uma empresa. Pois a empresa que atribuía o próprio fracasso à ações equivocadas e estratégias mal formuladas foi a mais valorada. À empresa que botou a culpa em fatores externos e alheios à própria vontade (economia, concorrência, se estava chovendo, fazendo sol...), recebeu valor menor por ação. Não vejo como possa ser diferente com pessoas – gente que assume erros e trata de resolvê-los, vale sempre mais. Antes que eu esqueça, uma boa notícia - OS CHEFES DE HOJE VÃO SUMIR DO MAPA. A hierarquia terá que ser bem mais flexível e colaborativa, ou não vai conseguir acompanhar a dinâmica do trabalho globalizado. Resta resolver o eterno dilema – você sabe o que vai fazer aos 50 anos? E aos 60? A expectativa média de vida é de 73 anos e subindo. Então quem não nasceu em berço dourado, precisa pensar nisso urgente.

No final das contas, parece que "o basquete" nunca foi instríseco ao ser humano. Domênico Demasi, no livro "O Ócio Criativo", observa que "Tenha o Paraíso sido criado por Deus, tenha sido inventado pelos homens, se o trabalho fosse um valor positivo, no Paraíso se trabalharia". Parece que esse é um ponto comum entre as religiões. Se "emprego" é uma palavra em extinção, o que vier vai depender da nossa capacidade de adaptação. Que venha então.
fonte: Revista Você S/A 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

BranchOut - nas Redes Profissionais, um "me too"

O Linked In, famosa rede social profissional, já não está sozinha. Apareceu o BranchOut. Essa rede mora no Facebook e usa os dados profissionais de facers para ligar pesssoas a empregos e empresas. Apesar de estruturalmente não ser tão rica e complexa, pretende incomodar - em um ano de existência, 50 mil pessoas acessam o BranchOut por dia. Até julho de 2011, já tinham mais de 2 milhões de usuários. Mas não gostei dela não. Não gosto de redes que premiam com selos a quem mais coloca gente pra dentro (os tais dos Badges). O objetivo, ao menos pra mim, não é esse.  Por estar no Facebook, adiciono as pessoas que me acessam no BranchOut mais para ser gentil.
Como referência inovativa nesse campo, vejo que o Linked In não se esgotou, segue cumprindo bem o papel e é até bom que surja um concorrente. Isso valoriza o que já existe. Enfim.  BranchOut, você não me conquistou. Pelo menos, ainda.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ano novo, TRABALHO NOVO!

Flávia Muraro 
Diretora da Movere Consultoria
Flávia Muraro é Consultora nas áreas de Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas. É Diretora da Movere Consultoria, especializada em preparar talentos para construir resultados, além de publicar artigos periódicos na VOCÊ S/A. A seguir, ela nos aponta dicas importantíssimas sobre como construir as próprias perspectivas, num mercado agitado e cheio de oportunidades para esse ano:
Começou o ano sem emprego? Será essa uma boa época para procurar trabalho? É comum que quem está em busca de um novo emprego, se queixe de que nessa época do ano nada acontece. A cidade está vazia e grande parte dos profissionais contratantes está em férias. Por outro lado, é também em janeiro que ocorre um grande número de contratações. As empresas agora precisam começar a executar todo o planejamento realizado nos últimos meses do ano e para isso, devem estar com seus quadros completos. De qualquer modo, não temos o poder de influenciar essa questão. Ela está relacionada ao mercado. São fatores externos e não podemos controlá-los. O que está em nossas mãos é o nosso preparo para assim que surgir a oportunidade estar pronto para encará-la!
Em um momento como esse, ao invés de mergulhar de cabeça na TV e nas redes sociais ou se jogar no sofá o dia todo, que tal investir seu tempo no que realmente importa? Se você não teve a oportunidade de passar por um processo de outplacement patrocinado pelo seu ex-empregador, que tal fazê-lo por sua conta? Em primeiro lugar, defina sua opção de carreira. É mesmo um novo emprego? Outras opções incluem prestar serviços de consultoria, investir no negócio próprio ou carreira acadêmica. Lembro que as chances de sucesso são maiores se você atuar na área que conhece e na qual tem expertise.
Feita a opção, o próximo passo é ir ao mercado e mostrar a ele suas qualificações e aptidões. Ir ao mercado significa fazer com que seu preparo encontre as oportunidades que ele oferece. Alguns chamam isso de sorte, porém, na minha opinião sorte é outra coisa. Mas isso é assunto para outro artigo. É importante se cadastrar nos sites de empresas idôneas de hunting, porém não devemos nos limitar a elas. Mais de 80% das contratações são feitas por meio de sua rede de contatos. Então, mãos à obra! Aproveite que a cidade está mais calma e marque encontros com seus amigos que não estão viajando. Obviamente a receptividade deles será maior se você já os procurava quando estava empregado.
Vale também aproveitar o tempo mais livre para estudar e se atualizar na sua área de atuação. Justamente aquilo que você nem sempre fazia por falta de tempo, lembra? Atualmente, um terço dos contratos de trabalho com carteira assinada é encerrado por iniciativa do empregador. Em levantamento feito pelo Dieese, mais de 40% dos desligamentos são feitos quando o funcionário tem menos de 6 meses de casa. O tempo de permanência no emprego também mostra tendência de queda. Em 2000 essa média era de cinco anos e meio contra apenas cinco anos em 2009. Que conclusões podemos tirar desse cenário? Estando empregado ou não é sempre importante estarmos preparados para buscar novas oportunidades.
Feliz 2011 para todos!
para contatos com Flávia Muraro: Flavia@movereconsultoria.com.br

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Redes Sociais - A Exposição pode lhe custar um Empregão

A consultoria Nielsen andou investigando hábitos de uso de redes sociais e detectou que 86% dos brasileiros usuários de internet transita em redes sociais e blogs. Só pra se ter uma idéia, os brasileiros somam 20% dos usuários do Twitter do mundo, não é pouca coisa. Pois uma coisa puxa a outra. A Robert Half, uma das maiores e mais respeitadas empresas de recrutamento e seleção em âmbito mundial realizou pesquisa com cerca de 2.800 executivos contratantes de diversos países. O Brasil lidera o ranking dos países cujas empresas,  no momento de uma contratação, pesquisam redes sociais para conhecer melhor os candidatos – 21% delas. Já no outro extremo, estão Bélgica e República Tcheca, com menos de 5%.
Dá pra entender a dimensão disso pra quem busca um espaço no mercado de trabalho? Pelo que tenho visto, infelizmente não. É só dar uma fuçada em algumas dezenas de perfis em redes como Facebook e Orkut, pra notarmos os absurdos que as pessoas colocam lá, depondo contra o próprio patrimônio. Hoje, aderir a comunidades como “eu odeio isso ou aquilo”, “durmo no emprego” e essas bobagens, já virou lugar comum,  a coisa é mais complexa que isso. A exposição inadequada pode assumir um caráter muito mais sutil e perverso: fotos estranhas ou inadequadas, excesso de intimidade, frases e textos mal escritos, diálogos sem fundamento ou com duplo sentido, tudo isso é “dar milho pro bode” fácil, fácil.  Vejo amigos meus, gente comum, distinta, dando um mole danado na frente do teclado, sem o menor sentido. E as redes estão se conversando, o que deixa tudo mais emocionante – hoje, se você está cadastrado no facebook, seu perfil é acessível no plaxo, por exemplo, basta clicar em um link. Aquela coisa de ter um perfil comportadinho numa rede e deixar rolar na outra, já foi - uma hora, a máscara cai.
Não fiz parte da pesquisa da Robert Half, mas certamente faço parte da extrapolação da amostra: para conhecer o candidato, mais que Currículum e bate papo, viajo mesmo nas redes pra saber quem é a pessoa. Se você é contratante ou candidato, faça o teste e navegue em perfis aleatórios – você vai tomar um susto. Sou a favor de redes sociais, estou em várias delas e pra mim é claro como respirar que esse é o futuro, a morte dos e-mails. Mas o primeiro mandamento pra usar isso de forma saudável e produtiva é entender a diferença entre a atitude virtual e a atitude real. No mundo real, o que você faz ou diz, uma, duas, talvez dez pessoas vejam e, com o tempo, esqueçam. Na web, nossos movimentos e atitude deixam uma marca, um rastro acessado por milhares de pessoas. E o que está lá, fica. Se Espirrar, Saúde!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O Emprego e os maiores de 50 anos

Boa notícia pra quem tem mais de 50 anos e está na ativa – pode continuar afiando o machado. Se o país continuar crescendo a uma taxa mínima de 5% ao ano, vai ter mais emprego pra esta população. Segundo matéria da revista Exame, experiência, qualificação e o fato de que a população brasileira tem parado de crescer estão criando o ambiente favorável para isso. Faz todo o sentido. Não raro vemos gente genial conduzindo negócios e empresas, mas sem o mínimo de vivência para lidar com ambientes turbulentos e suas sucetibilidades. Gente é um bicho complicado, certas atitudes em gestão só são possíveis com vivência, nem tudo está no manual. Na hora do "pulo do gato" nem aquela super Pós-Graduação faz milagres, mas "ter ralado o cotovelo", às vezes, faz a grande diferença.
De quebra, a maior entrada de pessoas com mais de 50 anos no mercado de trabalho aliviaria o caixa da previdência social, pois gente empregada aumenta a arrecadação e permite ao governo direcionar investimentos à outras áreas importantes. Segundo IBGE (junho 2010), os brasileiros com mais de 50 anos já são 29,4% da população.
fonte: Revista Exame, jul 2010.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Confiança no Emprego - Pesquisa ManPower

Economia em ritmo de crescimento alavanca empregos. Pois a consultoria ManPower fez uma pesquisa em 36 países, com 61.000 empregadores para saber o quanto estavam confiantes sobre o futuro da economia em seus países e as perspectivas de geração de Empregos a partir do trimestre abril, maio e junho de 2010. A pergunta feita aos empregadores é simples:
“Qual a sua previsão de variação no número total de funcionários em seu local de trabalho, comparando o trimestre atual (janeiro, fevereiro e março de 2010) com o seguinte (abril, maio e junho de 2010)?”
O Brasil aparece na cabeceira da pesquisa - 43% dos empresários brasileiros pesquisados acreditam que teremos grande oferta de empregos nos próximos meses. Por aqui, a região com melhores pespectivas é o estado do Paraná, com 44% e o Rio de Janeiro aparece como o mais conservador: 31%. Os setores mais otimistas são Administração Pública e Eduacação (48%) e Agricultura, Pesca e Mineração se mostram menos empolgados (23%).
Pelo mundo afora, os Espanhóis, Italianos e Irlandeses aparecem como os "nuvem preta" - são os mais pessimistas quanto às boas perspectivas macroeconômicas e, consequentemente, quanto às possibilidades de geração de emprego no curto e médio prazo.
A ManPower realiza essa pesquisa trimestralmente há 47 anos, sendo esta considerada uma das mais confiáveis pesquisas sobre espectativa de emprego no mundo.
fonte: Pesquisa de Expectativa de Empregos Manpower (abril 2010) e Você S/A (abril 2010)