Mostrando postagens com marcador trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trabalho. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Networking - só os "malas" são infelizes

Nessa coisa do networking, se criou uma fantasia de tudo o que essa expressão não é: trocar cartões, mandar spans pro e-mail dos “amigos”, ficar mandando mensagens do tipo: “e aí? Tudo bem? Mande noticias”. Quando eu recebo uma mensagem destas pedindo noticias, dá vontade de responder “compre um jornal”, mas claro que não faço. Não sou assim, de sair destratando. A pessoa que faz isso, na maioria das vezes não faz por mal. E às vezes são amigos ou ex-colegas pelos quais a gente nutre simpatia, não é legal ser grosso. Mas que dá vontade, dá. Como Coach, tenho encontrado alguns casos interessantes de quem não sabe como lidar com sua rede de contatos. Pois achei um artigo do Jornal "O Globo" com dicas bem legais de como construí-la forma saudável, duradoura e principalmente, pertinente – hoje em dia ninguém tem tempo pra perder.
1)     Cuidado com o uso do mail – não mande mails gerais pra aquela big-lista o tempo todo, pois vira spam. Se vai fazer um mail, personalize. Uma mensagem curta, consistente, enviada pessoa a pessoa. Se a lista é grande, selecione. Ninguém é tão querido para ter “500 exclusivos amigos”. Nas redes sociais faça o mesmo.
2)     Não seja vago – se vai acionar a sua rede, seja específico no que pretende. Seja claro também na forma como essa pessoa pode te ajudar. Num almoço ou cafezinho, valorize o tempo que ela está te oferecendo.

3)     Não pare – eu tenho um amigo que diz: “Eu sei direitinho quando fulano ou beltrano estão desempregados – é quando me ligam pra almoçar”. Dar a percepção de você só dá as caras quando precisa de ajuda é horrível. Vez por outra troque idéias, deixe-as saber que está por perto.

4)     Não seja egoísta - Networking é sempre uma via de dupla mão, ajude pra ser ajudado. Vai pegar um projeto, tente lembrar a quem também pode interessar. Tem que mostrar que se interessa mesmo pela pessoa.

5)     Não canse a beleza dos seus contatos – ficar mandando mail toda semana é um porre. E mandar informações demais sobre seus passos, como se fosse um “foursquare”, também. Mande poucas informações e que sejam relevantes pra ambos.
      Não custa observar um pouco esses hábitos. Modere a ansiedade e evite virar a figurinha carimbada da chatice. Sua rede (e seu emprego) agradecem.
fonte: O Globo

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Jamais confie em quem não ama o que faz

Encostar num balcão e ver que a pessoa que vai me atender se arrasta pela vida é muito triste. Me sinto uma coisa chatinha que resolveu parar e que a pessoa tá ali não pra me socorrer, mas pra me fazer um favor. Gente cansada trabalhando no comércio é um perigo e isso é o mais comum, infelizmente. O crescimento contínuo do e-comerce em mais de 30% ao ano, mesmo com os riscos, pode ser uma boa resposta a isso...

Há dois anos parei numa loja do Ponto Frio pra comprar um laptop – não dá pra dizer que é um negócio barato, são mil e poucos contos assim...puf. Mas eu entrei disposto a “comprar” mesmo, não estava em dúvida. Um cliente assim é uma baba – o vendedor só precisa seguir o script, pois a venda já tá feita e eu sabia disso. Por isso minha expectativa de ser bem atendido era mínima. Conversei com o vendedor e o cara me surpreendeu. Conhecia bem o equipamento, me mostrou as diferenças sutis entre dois modelos e, na hora de negociar, foi firme. Pedi um desconto maior, joguei pesado. Ele mostrou até onde poderia ir, em compensação me vendeu mais duas vantagens: o seguro contra roubo pra um ano e a garantia estendida – e fez algo que jamais tinha visto um vendedor fazer: me mostrou o contrato da seguradora, apontando as cláusulas que reforçavam o que ele estava dizendo. Tudo isso sem jamais baixar os ombros, sem ser submisso e nem ser arrogante. Jamais esqueci o nome dele: Márcio. No fim, já com a caixa do laptop, deixei um cartão meu com ele, pra o dia que ele resolvesse deixar o comércio. Ele, meio constrangido, recebeu o cartão e sorriu: “- Puxa, muito obrigado, a gente nunca sabe o futuro, mas eu adoro o que eu faço.”
Um tempo depois, voltei na mesma loja e não vi o Márcio. Tinha deixado a loja e ninguém conhecia ele. Só tinha uns novatos que vieram com a postura de sempre: ou muito elétricos (os tais burros motivados) ou cansados demais pra atender. Perguntei se tinha virado Gerente. “- Dessa loja, não” - respondeu alguém de quem jamais lembraria o nome. De quantos “Márcios” uma grande empresa abre mão sem perceber? E ninguém nem conhecia o cara... Dei as costas, fui vasculhar outras lojas e não voltei mais lá. Ok, em homenagem ao Márcio, veja o vídeo abaixo (enviado pela nossa parceira de blog Ana Paula Falk, de Zurique). Está em alemão, mas você não vai precisar entender uma palavra.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ano novo, TRABALHO NOVO!

Flávia Muraro 
Diretora da Movere Consultoria
Flávia Muraro é Consultora nas áreas de Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas. É Diretora da Movere Consultoria, especializada em preparar talentos para construir resultados, além de publicar artigos periódicos na VOCÊ S/A. A seguir, ela nos aponta dicas importantíssimas sobre como construir as próprias perspectivas, num mercado agitado e cheio de oportunidades para esse ano:
Começou o ano sem emprego? Será essa uma boa época para procurar trabalho? É comum que quem está em busca de um novo emprego, se queixe de que nessa época do ano nada acontece. A cidade está vazia e grande parte dos profissionais contratantes está em férias. Por outro lado, é também em janeiro que ocorre um grande número de contratações. As empresas agora precisam começar a executar todo o planejamento realizado nos últimos meses do ano e para isso, devem estar com seus quadros completos. De qualquer modo, não temos o poder de influenciar essa questão. Ela está relacionada ao mercado. São fatores externos e não podemos controlá-los. O que está em nossas mãos é o nosso preparo para assim que surgir a oportunidade estar pronto para encará-la!
Em um momento como esse, ao invés de mergulhar de cabeça na TV e nas redes sociais ou se jogar no sofá o dia todo, que tal investir seu tempo no que realmente importa? Se você não teve a oportunidade de passar por um processo de outplacement patrocinado pelo seu ex-empregador, que tal fazê-lo por sua conta? Em primeiro lugar, defina sua opção de carreira. É mesmo um novo emprego? Outras opções incluem prestar serviços de consultoria, investir no negócio próprio ou carreira acadêmica. Lembro que as chances de sucesso são maiores se você atuar na área que conhece e na qual tem expertise.
Feita a opção, o próximo passo é ir ao mercado e mostrar a ele suas qualificações e aptidões. Ir ao mercado significa fazer com que seu preparo encontre as oportunidades que ele oferece. Alguns chamam isso de sorte, porém, na minha opinião sorte é outra coisa. Mas isso é assunto para outro artigo. É importante se cadastrar nos sites de empresas idôneas de hunting, porém não devemos nos limitar a elas. Mais de 80% das contratações são feitas por meio de sua rede de contatos. Então, mãos à obra! Aproveite que a cidade está mais calma e marque encontros com seus amigos que não estão viajando. Obviamente a receptividade deles será maior se você já os procurava quando estava empregado.
Vale também aproveitar o tempo mais livre para estudar e se atualizar na sua área de atuação. Justamente aquilo que você nem sempre fazia por falta de tempo, lembra? Atualmente, um terço dos contratos de trabalho com carteira assinada é encerrado por iniciativa do empregador. Em levantamento feito pelo Dieese, mais de 40% dos desligamentos são feitos quando o funcionário tem menos de 6 meses de casa. O tempo de permanência no emprego também mostra tendência de queda. Em 2000 essa média era de cinco anos e meio contra apenas cinco anos em 2009. Que conclusões podemos tirar desse cenário? Estando empregado ou não é sempre importante estarmos preparados para buscar novas oportunidades.
Feliz 2011 para todos!
para contatos com Flávia Muraro: Flavia@movereconsultoria.com.br

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

"Ouquêi, Dániel. Let's speak english..."

Já fiz zilhões de cursos de inglês. Privado, em sala de aula, curso caro, curso barato, bem ruins, muito bons, de todo o tipo. Por onde passei, testei no mínimo 3 escolas diferentes. Numa das tentativas, sentei em frente à “professora” e começamos a conversar – contei 22 palavras as quais ela não conhecia o significado e ficava toda envergonhada por não ter um dicionário a mão. Claro que não voltei mais. Numa outra vez, uma professora resolveu achar cármico eu tê-la escolhido pra me dar aulas. Minha esposa não gostou nada disso, não durou 2 aulas (e sinceramente, minha mulher tinha razão). Há 10 anos fui estudar 2 meses fora do Brasil. Foi inesquecível, mas com uma boa preparação antes da viagem teria aproveitado mais. Digo isso pra todo mundo que me pergunta – se prepare antes, ou vai ser o turismo mais caro que você já fez. O meu foi, mas não reclamo. Se permitir uma experiência destas não tem preço. E também digo mais: não crie falsa esperança de que o idioma de Shakespeare vai baixar como um exú sagrado e te fazer falar se você não brigar por isso – aulas não fazem milagre, tem que querer muito falar...e falar. Errado mesmo, mas falar.
Nesses últimos tempos, empenhei um novo desafio: aulas via Skype com meu professor e amigo Nigeriano. No início, Darlington (foto, canto superior) aceitou por ser um gentleman: “Ouquêi, Dániel, vamos fazer um teste por uns dias.” Mas na segunda aula eu mesmo já achava uma completa loucura. A conexão cai, a imagem congela e aquela impressão de que enxergando a pessoa via webcam vai ficar melhor foi pro espaço, fica só a voz. Mas logo parece que o ouvido se torna amigo do idioma, você relaxa. E começamos a ver uma enorme vantagem. Uma ligação de fora, por exemplo, deixou de ser aquele tabu, fiquei bastante abusado.  
Via Skype, o inesperado acontece. Afinal em qual curso eu teria um intensivo sobre a roubalheira dos políticos Nigerianos no caso Hallyburton e cairia na gargalhada no final?
A inconstância da web passou a ser um aprendizado também, pois ficou mais parecido com o mundo real, sua atenção fica mais aguçada. E o teste por uns dias? Até aqui, 5 meses e tudo bem, graças a Skype e ao Darlington, com sua imensa paciência tibetana e um senso de humor levemente cáustico. “Ouquêi, Daniel, see you on the next class!” Com certeza Darlington.

sábado, 8 de maio de 2010

Se "PROCRASTINAR", não dirija!

Do Aurélio: PROCRASTINAR é: “adiar, delongar, demorar, espaçar”.
O Conselheiro do Banco Central e Professor Mário Simonsem Filho (obrigado, Professor Mário), levantou essa bola e fez aquela pergunta que nunca cala “e aí? Como você tem usado seu tempo?” Lí, pensei e comecei a montar o perfil dum bom procrastinador, um Robocop dos que conheci, que sempre procuram empurrar tudo com a barriga, aquela pessoa que deixa pra depois tudo o que pode ser feito já ou com prazo certo. Fiz uma listinha básica dos comportamentos mais comuns:
Tem medo de exposição, do que vão dizer ou pensar – por isso não diz “não” e aceita o que vem, depois avalia o que vai cumprir ou não.
Não consegue eleger o que é urgente e importante, seja separado ou junto. Na dúvida, tenta fazer tudo ou trava de vez e fica quietinho, até que alguém perceba - na hora da cobrança, prepara as justificativas.
Raramente anota a tarefa na agenda, ou se anota, é num local qualquer (normalmente num pedaço de papel que será perdido), mas esquece de atrelar a prazo.
Tem extrema dificuldade de trabalhar com Objetivos e Metas, pois normalmente tropeça no acaso, não consegue traçar um plano de vôo e cumprí-lo.
Sofre de falta de objetividade – por não lidar bem com metas claras, perde o foco, tende a divagar.
Tem extrema facilidade pra se justificar - Quando aceita um compromisso, sabe que provavelmente não vai atender no prazo e pra isso, já tem as desculpas, normalmente muito parecidas com outras anteriores.
Taí a minha resposta Professor Mário. E pra quem se enxergou na listinha, nem tudo tá perdido. Olhe-se no espelho e repita “Eu sou um Procrastinador” - esse é o primeiro passo, levanta-te e anda. Mas saiba que você nunca esteve sozinho - pesquisando o assunto, encontrei alguns ilustres candidatos a procrastinadores. Segundo Rodolfo Araújo (administradores.com), Da Vinci deixou diversos projetos inacabados (talvez pelo seu perfecciconismo) e Truman Capote levou mais de 20 anos pra acabar seu livro (e não acabou) Aswered Players. E acho melhor eu acabar esse post, senão fica comprido demais e procrastrinante demais...Saúde!
fontes: adminsitradores.com, dicionário Aurélio & wikipedia

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sistemas de Saúde - Inovação é o Caminho

A revista Harvard Business Review de abril trouxe um tema quente e de difícil abordagem,vamos tentar "dissecá-lo":
Dilema dos atuais Sistemas de Saúde no mundo – como criar novos modelos, adaptáveis à realidade contemporânea de “LEI DO LIVRE MERCADO” e, ao mesmo tempo, conseguir melhorar a qualidade do atendimento, reduzindo custos que só fazem crescer? Missão Impossível? Que balança é essa? É a balança da vida moderna.
Não é segredo que existem alertas vermelhos pra que mudem os Sistemas de Saúde mundiais. Por essas e outras que a reforma da Saúde dos EUA tem dado alguma dor de cabeça ao Mister Obama.
Hoje, todo o enorme o conhecimento médico sobre como se comportam as doenças pode tranquilamente caber num HD de alguns terabites e ser organizado em procedimentos padronizados, servindo de apoio à decisão do médico. No entanto, as organizações de saúde parecem não acompanhar o avanço rápido da ciência –o conhecimento existe, mas está lá disperso em cabeças e falta rapidez para aplicar. Um indício disso é uma pesquisa do Rand Corporations, instituto de pesquisas americano,onde temos que um americano tem apenas “55% de chance de receber um atendimento médico dentro de padrões geralmente aceitos”.
Outro ponto sensível é sobre o tratamento multidisciplinar de pacientes complicados, normalmente acompanhados por vários especialistas em diversas clínicas. Não existe convergência de opiniões, uma rede de ação estratégica sobre a doença e suas co-relações. Resultado provável? Retrabalho, sobreposição de procedimentos e mais custos. O mesmo que se fez com doenças de abordagem mais simples, como o Sistema Minute Clinic, ainda não ocorreu nesses casos mais complexos. Mas o artigo cita atitudes isoladas de Organizações de Saúde americanas que adotaram um modelo onde o conhecimento médico está atrelado a protocolos, tais como o Virginia Mason Médical Center (os médicos são assalariados da empresa), Intermountain Healthcare, Utah (são parte assalariados, parte autônomos) e outros. O artigo cita 4 princípios que se bem observados, representariam um SALTO rumo à inovação:
Planeje o atendimento – Só a padronização de procedimentos clínicos consegue este feito. Os procedimentos clínicos da Intermountain são realizados por rígidos protocolos (diagnóstico, tipo de exames, local de tratamento, medicamentos, etc).
Contenha a Variabilidade – Só sair dos procedimentos clínicos padronizados em situações ambíguas, separando esse paciente complicado e tratando-o em ambulatório reservado.
Reorganize Recursos – Para reinventar, é preciso repensar infraestrutura, pessoas, TI, rever Silos de trabalho e processos. Isso vai garantir tomada de decisão e atendimento rápidos, mas não apressados.
Aprenda com a Prática Diária – O conhecimento flui da pesquisa para a prática e não o contrário. Médicos mais escolados precisam ajudar os que estão chegando para que se sintam mais a vontade em suas tarefas.
Longo caminho pela frente, tão longo, tão importante. Tenho curiosidade de rever este post dentro de uns 10 anos e compará-lo com a realidade por lá, ver o quanto avançamos ou não nisso... Vale àpena ler o artigo na íntegra, pois tráz nuances que a síntese deste texto não consegue mostrar.
Fonte: Harvard Business Review Magazine – abril/2010 (Richard M.J. Bohmer)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Confiança no Emprego - Pesquisa ManPower

Economia em ritmo de crescimento alavanca empregos. Pois a consultoria ManPower fez uma pesquisa em 36 países, com 61.000 empregadores para saber o quanto estavam confiantes sobre o futuro da economia em seus países e as perspectivas de geração de Empregos a partir do trimestre abril, maio e junho de 2010. A pergunta feita aos empregadores é simples:
“Qual a sua previsão de variação no número total de funcionários em seu local de trabalho, comparando o trimestre atual (janeiro, fevereiro e março de 2010) com o seguinte (abril, maio e junho de 2010)?”
O Brasil aparece na cabeceira da pesquisa - 43% dos empresários brasileiros pesquisados acreditam que teremos grande oferta de empregos nos próximos meses. Por aqui, a região com melhores pespectivas é o estado do Paraná, com 44% e o Rio de Janeiro aparece como o mais conservador: 31%. Os setores mais otimistas são Administração Pública e Eduacação (48%) e Agricultura, Pesca e Mineração se mostram menos empolgados (23%).
Pelo mundo afora, os Espanhóis, Italianos e Irlandeses aparecem como os "nuvem preta" - são os mais pessimistas quanto às boas perspectivas macroeconômicas e, consequentemente, quanto às possibilidades de geração de emprego no curto e médio prazo.
A ManPower realiza essa pesquisa trimestralmente há 47 anos, sendo esta considerada uma das mais confiáveis pesquisas sobre espectativa de emprego no mundo.
fonte: Pesquisa de Expectativa de Empregos Manpower (abril 2010) e Você S/A (abril 2010)

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Noites Mal Dormidas II - DORMIR os problemas vai te custar caro!

Uma esticada após o trabalho para um happy hour com a turma é algo bem normal no meio corporativo – alivia a tensão daquela reunião interminável. Detalhe sórdido: não raro, estas “esticadinhas” acontecem já depois das 20hs (hoje em dia happy hour virou “happy dinner hour"). Vai uns beliscos aqui, algumas doses de wisky ou alguns chopps, mais um cafezinho alí. E aí, volta pra casa ou pro hotel e, pra digerir tudo isso, vai umas horinhas na internet, mais um noticiário ou seriadinho americano (Programa do JÔ também rola). Enquanto isso, toma-lhe pensar naquela apresentação importante – informações, dados, análises, noticiário rolando. E no relógio, o tempo voa - 1h, 2hs da manhã, quando a TV é desligada e você, pilhado, ajeita o despertador para acordar as 6:30hs – já vem aquela preocupação de não acordar pra próxima reunião.
Não há organismo que resista a isso sucessivas vezes. Noites mal dormidas literalmente acabam com um dia de trabalho, muito embora nós nem sempre percebamos (digo “nós” porque já fiz parte desse time de insones um dia e digo que a luta é árdua, mas venci!). Sonolência matutina, dores no corpo, falta de memória, dispersão, irritabilidade...você acha que isso é casual? Esquece.
Rubens Reimão (USP), afirma que alguns hábitos adotados antes de dormir, pioram gradativamente uma noite de sono, até levar a Insônia. Segundo ele, 20 a 25% da população brasileira sofre de insônia, por motivos diversos (depressão e ansiedade são apenas dois destes motivos). Se você se viu direitinho nesse filminho do happy hour, procure a ajuda de um especialista em sono. Existem vários institutos especializados em estudar a qualidade de sono e auxiliar no tratamento (chamados laboratórios do sono, normalmente localizados em hospitais-escola). Muito provavelmente o especialista vai pedir uma polissonografia, através da qual o cruzamento de alguns parâmetros permite avaliar como nós dormimos – na prática, o exame consiste em dormir no local sob a supervisão de um enfermeiro especializado. Neste link da White Martins você encontra uma extensa lista de laboratórios do sono existentes Brasil afora (esses são apenas alguns, existem mais). O hábito de "não dormir" os problemas é desafiador, mas também transformador. Experimente!

sábado, 3 de outubro de 2009

Mais do que "Much" eu quero muito "More"!


Estávamos lá, bem no Centro de uma Porto Alegre chuvosa e insistentemente fria, eu o Vice-Presidente da empresa e o Radinho (apelido: Eduardo, porque muita gente nem conhece ele por esse nome), visitando clientes. Radinho é um puro sangue pro trabalho, valente e contagiante. Ainda mais na chuva cinza do Centro dessa cidade.

(elevador descendo, os três olhando pro teto, derrepente...) “Much” em inglês é “mais”? - Não, Radinho, “Much” é “muito”. “Mais” é “more” - Tudo bem, então tá certo. Então, Daniel, pode dizer pra ele que eu quero “muito mais”!

E hoje ele queria. Ele queria dizer tudo, mostrar tudo ao mesmo tempo. Porque pro Radinho, menos é sempre mais – ele não economiza, maximiza. E, mesmo que eu pedisse a ele mais umas 10 vezes que me ajudasse, que fosse objetivo, (porque eu não tenho diploma de tradutor/interprete, mal consigo falar um inglês que defenda a honra da família) mais ele se entusiasmava na fala, mais ele contagiava. Nada passou despercebido, a expressão mais usada da tarde foi "Daniel, diz pra ele..." e eu dizia, porque cada vez que eu dizia, os olhos do Radinho (e, vez por outra, os do Presidente) brilhavam.

Contava pro Presidente como matava o concorrente, como fazia seus negócios, com riqueza de detalhes. As palavras vertiam e eu ali pegando as que caíam da mão, tentando traduzir tudo pra que o inglês pudesse minimamente compreender toda a energia, o carisma. Agora, o Presidente já sabia o que eu queria dizer quando brinquei em franco inglês capenga: “I’ll bet you don’t no his nick name: Radio”.

E o Radinho conseguiu. No final do dia, o grande chefe se vira pra mim entusiasmado e diz: “eu não entendo nada do que ele diz, mas eu sei o que ele quer dizer!” Eduardo, que "muito" seja sempre "mais" e que "much" seja sempre pouco pra tí.

Estamos juntos! Um forte abraço. E, Se Espirrar, Saúde!

sábado, 19 de setembro de 2009

Rir no escritório levanta ânimo e reforça liderança, indica pesquisa em sete países



fonte: Folha da Tarde - 18/09/2009
Caderno Ciência e Saúde -15:40hs

Rir no escritório levanta o ânimo dos colegas e potencializa o status do chefe, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira (18) pela escola de direção empresarial da Universidade Bocconi, de Milão.

De acordo com o estudo, realizado entre 1.860 funcionários de empresas da Itália, França, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, Rússia e Japão, 98% dos entrevistados reconheceram que lançam mão do humor no escritório e 99% afirmaram que apreciam o bom humor. Pesquisa com empresas de sete países, da escola de direção empresarial da Universidade Bocconi, indica importância do riso. A pesquisa se concentrou também nos efeitos, considerados muito positivos, do bom humor sobre a organização do trabalho e ressaltou que, segundo os entrevistados, rir no escritório levanta a moral do grupo, assim como sua coesão e motivação para conseguir os objetivos pré-fixados.

Além disso, os dados publicados mostram que a liderança é reforçada pelo bom humor e que as mulheres usam a ironia no posto de trabalho muito mais que no passado. Quanto ao que faz rir mais no local de trabalho, o estudo destacou que, em todos os países analisados, os empregados gostam dos jogos de palavras, e que na Itália é onde há mais ocorrências sobre sexo e religião e se usam mais palavrões e gestos físicos.

Ao contrário, na Alemanha, Reino Unido e sobretudo nos Estados Unidos, o sexo e a religião parecem ser considerados temas tabus pelos empregados, que ironizam muito sobre eles mesmos e brincam sobre as diferenças de hierarquia no trabalho.

O comportamento dos franceses se parece mais com o dos italianos, e inclusive com o dos russos, que, no entanto, riem menos por assuntos de sexo e mais por causa dos palavrões.
Os escritórios considerados pelo estudo como mais "tristes" são os do Japão, porque ali os funcionários evitam assuntos que suscitem hilaridade e só se divertiriam com os jogos de palavras, de maneira mais sutil.

domingo, 13 de setembro de 2009

Se Espirrar, Saúde


Assumi a bandeira da saúde. Não ria não, porque quem me conhece sabe como isso é complicado. Ví um pensamento dia desses e tive esta certeza: "Precisamos sofrer com uma destas duas dores: a dor da disciplina ou a dor do arrependimento." - Jim Rohn. Dá pra pensar um bocado, mas tem que agir (repetia eu o tempo todo). Ok, a idéia desse blog não é só falar de Saúde, mas TAMBÉM falar de coisas relacionadas com a saúde. Trabalho nessa área, isso assume dois terços dos meus dias, então é natural. Mas não é só isso, é bem mais que isso. Vou trazer temas que estejam vinculados ao mercado de Saúde e seus agregados - fatos e curiosodades que estão no nosso dia a dia, que veiculam displicentemente na imprensa (por exemplo) e que, acredito, precisam de um olhar mais atento (quanta pretensão). Vamos ver o que vem pela frente? Venha comigo? Daniel