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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Flash Econômico 5 - Impacto (por Lourival Stange)

Os Juros e o Varejo
No varejo da política a coisa vai mal. Resolvi votar no Mim. Na campanha, disfarçada e oculta, sem programa, o slogan é – “Vote em Mim e no Paim”. Vou votar no Mim.
Mas o varejo, aquele que dá emprego, cujos dados atuais de Agosto mostram crescimento forte, com 11,5% sobre o mesmo período de 2009 (tá certo que tivemos problemas), a área de alimentos cresce 2,5%, mas as pequenas lojas, aquelas com até 9 checkouts, cresceu perto de 11%. E os juros, ah estes, segundo dados preliminares do Banco Central do Brasil divulgados no dia 24 de agosto, as taxas ao consumidor oscilaram apenas 0,1%, chegando a 40,5% ao ano em julho de 2010. Apesar da pequena oscilação, o resultado surpreendeu, uma vez que se esperava impacto maior das elevações da taxa Selic iniciadas em abril. Os empréstimos se aproximam dos 46% do PIB (empréstimos totais – livres e destinados), sendo que grande parte disto é casa própria, que cresce em taxas maiores. Os empréstimos livres, aqueles destinados às pessoas físicas, consignados ou não, chegam á casa dos 15% do PIB, mas muito disto é consignado, principalmente para aposentados e funcionários públicos. Agora os bancos se voltam para o mercado em geral, quase que desatendido. Com isto haverá disputa entre bancos e provável redução de juros neste tipo de empréstimo. A taxa de inadimplência continua baixa, perto de 6,5%, distante dos 8,5% de Maio de 2009. O prazo de pagamento esticou-se em quase 30 dias para o imobiliário, chegando a 528 dias, principalmente decorrente destes empréstimos e o de automóveis reduziu em 30 dias.
Qual o impacto para a população? Juros mais baratos (inflação controlada e Selic menos pressionada), exceto cheque especial, com taxas anuais de 167% (evitem o especial), a modalidade mais procurada, mais fácil e, portanto, a mais cara. Buscar juros mais baixos, com inflação ao redor de 5,12% no fim do ano (projeção era de 5,41%) e taxa Selic de 10,83% (projeção era de 12,04%), é fundamental. Ver preço a vista, ver o preço a prazo (tem que estar na vitrine), fazer o cálculo do juro e escolher o valor final menor. Para o cálculo simples de juros, só para comparação, sem rigor matemático, basta diminuir o preço a vista do preço final a prazo. Este resultado divida pelo preço a vista e terá o percentual de juros sobre o preço a vista. Mas o a vista com desconto para pagamento a vista, em dinheiro, cheque ou débito.
Fonte: Banco Central do Brasil – BCB e IDV Instituto de Desenvolvimento do Varejo.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Flash Econômico 4 - Impacto (por Lourival Stange)

Os três porquinhos da eleição e os lobos maus, na floresta das fábulas



Na floresta os três porquinhos, com medo dos pedintes de período de eleição, se armam com acenos extemporâneos e projetos esquizofrênicos, longe da realidade nacional, como os três porquinhos da fábula infantil estão hoje longe da realidade das nossas crianças. Os lobos maus das Santas Casas da Floresta convidam um dos porquinhos para sua convenção e este, acuado, promete prioridade para as Santas Casas da Floresta. Não vai cumprir, mas prometeu, negócio de ocasião. Outros lobos maus da mortalidade infantil convidam outro porquinho para sua reunião. Este, pressionado, assina documento com o qual se compromete a reduzir a mortalidade infantil. Só cumprirá, independentemente da assinatura, que de nada vale, se enterrar dinheiro em esgoto sanitário, se investir bravamente em tratamento de água, se colocar muito, mas muito dinheiro em saúde básica e atenção às famílias e, por fim, se investir em educação, mas já avisou que sem CPMF (aquele mesmo achaque aos nossos bolsos que o PT condenava no tempo de FHC) não haverá dinheiro para a saúde. Outros lobos maus da ecologia convidam o último dos porquinhos para uma visita a uma comunidade à beira de uma represa, na floresta da fábula. Este porquinho promete que vai resolver isto tudo, a ocupação ilegal, a moradia decente e a proteção à nascente, tudo como prioridade. Não vai cumprir. Todos eles falam da copa de 2014 e do TAV (trem de alta velocidade), dizem que a população merece este presente. Qual população, porquinhos? Aqueles menos de 0, 001% da população que utilizará o trem, enquanto os restantes se dependuram em veículos de transporte coletivo com uma das menores velocidades média do mundo? Faltam os tijolos das construções verdadeiras, sobram os sapés da fragilidade dos programas de governo e nos lufa a baforada da mesmice. Nada de sério se prometeu, nada de bom para o povo se prometeu. Nenhum porquinho falou em programa educacional, nem o que se diz prático. Nenhum falou em reforma tributária (pagamos mais do que 45% dos nossos ganhos em impostos – quanto mais pobres, mais pagamos) para dar aos brasileiros menos impostos, mais serviços (saúde, educação, segurança), nem aquele que se diz experiente sem jamais ter sido. Ninguém falou em reforma política, que acabaria ou reduziria muito o fisiologismo partidário e a corrupção corporativamente incentivada e defendida nos conselhos de ética, nem aquele que saiu do partido dos porquinhos trabalhadores por conta da corrupção. Todos eles, entretanto, todos os três porquinhos, são estatizantes por formação política, todos eles aumentarão impostos, todos eles conviverão com um déficit na balança de pagamentos com graves consequências para a população (causado pelos porquinhos trabalhadores) e, incrivelmente, nenhum porquinho diz isto. Qual o impacto para a população? Juros aumentados, empregos menores, menos investimentos e a mesma esquizofrenia política que temos atualmente. A nós, o povo, que não somos verdes, guerrilheiros ou economistas de esquerda, o tradicional que se danem, eu quero é ser eleito o rei da porcaria. (Lourival Stange)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Flash Econômico 3 - Impacto (por Lourival Stange)

A Confiança do Consumidor vai para a Cama
Os 33 maiores varejistas do Brasil estão otimistas e investindo mais em 2010, com objetivos claros para 2011. O IPEA projeta PIB Brasileiro entre 5,5 e 6,5%, criando otimismo no mercado. Duas das maiores montadoras de pesados, Marcopolo e Randon, projetam faturamento recorde para 2010 e investimentos recordes em 2010, também com olhos em 2011. Um amigo, assim nem tão atualizado com os números da economia, me avisa: “estou abrindo mais um motel e investindo em outros três”. Perguntado sobre a razão do otimismo, se eram os números da economia e a confiança do consumidor, ele declara: “meu índice é a taxa de ocupação e o giro dos quartos”. Consumidor feliz, empregado, podendo comprar e pagar pelas suas contas vai mais a motel. Meu amigo, feliz com altas taxas de ocupação, com o aumento de giro (acreditem, uma média de 20 minutos), está também investindo para 2011 e, como todos os outros do início deste texto, pensando na copa de 2014. A economia vai bem, eu também estou otimista. Apenas 20 minutos e eu achando que era rapidinho demais. Estou, com este novo índice, mais feliz e mais otimista, também para 2011 e, espero, até a copa de 2014.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Flash Econômico 2 - Impacto (por Lourival Stange)

Ficha limpa, limpando a Economia
Joaquim Roriz acaba de ter seu registro de candidato (pelo PSC) ao Governo do DF negado, porque, como tantos políticos que se sabem culpados, renunciou ao mandato para não ser cassado por quebra de decoro parlamentar e, além disto, porque não pagou uma multa de cinco mil reais por propaganda antecipada. Todos nós sabemos o que decoro significa na realidade, são aqueles atos criminosos que os políticos cometem e diz-se que se conduziram de maneira não digna a um representante do povo. Lembremo-nos do mensalão, que virou apenas decoro. Coisa semelhante ocorreu no RS, onde a candidata Maria do Rosário também teve seu registro de candidata ao Senado negado, porque deve novecentos mil reais em contas não pagas de sua candidatura a prefeita da Cidade de Porto Alegre. Ela alega que a dívida é do partido (aqui o PT) e não dela e que não tem recursos pessoais para pagar, mas era ela, pela lei inclusive, a responsável pela administração da campanha. Mas e o que tem isto em relação à economia? Uma relação simples e direta. Se evitarmos que corruptos e maus administradores assumam cargos majoritários (governos) ou proporcionais (senadores, deputados e outros), estaremos reduzindo os gastos dos governos, todos eles, uma vez que os incapazes geram corrupção pela omissão e os capazes corruptos geram pela ação. Se retirarmos do mercado os políticos incapazes de fazer o bem para a sociedade, sobrará mais dinheiro dos impostos, estes podem ser reduzidos, sobrará, então, mais dinheiro no bolso do cidadão, este gastará mais, haverá mais produção, mais empregos, mais renda. Como vemos, a Lei da Ficha Limpa tem um impacto direto no processo econômico e no bem-estar da população.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

TAKEDA desembarca no Brasil, a menina dos olhos do mercado mundial farmacêutico

De acordo com o IMS Heath, empresa que audita o segmento farmacêutico, esse mercado no Brasil vai crescer até 2013 algo entre 8% e 13%, bem mais do que os 4% a 7% esperados por parte de países mais maduros como  EUA, Japão, França, Alemanha, entre outros. Claro que isso faz com que empresas muito bem sucedidas em seus países de origem e que até então viam o Brasil como um mercado distante, comecem a desembarcar por aqui.
É o caso da TAKEDA, o maior laboratório farmacêutico do Japão que, embora pouco conhecido por essas bandas, tem 227 anos e opera em diversos mercados importantes, como os EUA, China e a maior parte da Europa. A TAKEDA chegou ao Brasil no final do ano passado e está em processo de formação da sua estrutura operacional. A empresa vai importar sua linha de produtos, focada nas áreas cardiovascular, gastroenterologia e oncologia.
Segundo especialistas, por ser o Japão o segundo maior mercado mundial em medicamentos  (70 bilhões de dólares, 6 vezes maior que o do Brasil e perde apenas pros EUA) e pela a distância entre os 2 países, até o momento o Brasil não despertava grandes interesses por parte das companhias farmacêuticas. Como hoje, praticamente as 20 maiores companhias globais tem fortes operações no país (foto), certamente essa visão está mudando. 
fontes: IMS Heath website, Sáude business web

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Flash Econômico - Impacto (por Lourival Stange)

Toda semana , o "SeES!" vai postar flashes analíticos, impactos e dicas sobre o cenário econômico. Pra essa missão, o "SeES!" conta com Lourival Stange, Economista, Professor e Consultor de MKT de Varejo. Perguntas e comentários poderão ser endereçados aqui pro blog.
"Em junho, as taxas de juros ao consumidor final voltaram a recuar alcançando seu ponto mais baixo da série histórica de 40,4% ao ano segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central do Brasil na manhã de 27 de julho. Esse movimento acontece a despeito das elevações da taxa Selic adotadas recentemente como forma de desacelerar o consumo para conter riscos inflacionários. Em atitude paradoxal, bancos comerciais reduzem as taxas de juros para a população e o COPOM aumenta a taxa Selic. Qual o impacto direto na população? Como a taxa Selic é utilizada para aumentar juros de mercado, reduzindo assim a demanda por crédito e, por conseqüência o consumo, esta ação, que demanda perto de 3 meses para surtir efeito, já foi anulada pela redução dos juros de mercado. Com isto os juros caem, a demanda por crédito aumenta, as compras das famílias aumentam e o PIB será, novamente, puxado pela demanda interna, algo perto de 7%, sendo que o varejo deverá crescer acima de 9%, segundo alguns economistas. Demanda aquecida, dólar abaixo de R$ 1,8, importação em alta, preços seguros, inflação baixa, apesar do COPOM, que só trabalha com visão de médio e longo prazo. Consumo das classes C e D aumentará, consumo de luxo é crescente. Enfim descobrimos, mas sem termos planejado, pecado maior do atual Governo, que a distribuição de renda e o consumo interno são fatores fundamentais para o real equilíbrio econômico. Pena que ainda não descobrimos que a educação aumenta a e redistribui renda. Segundo a ONU para cada 6 anos a mais de escola temos triplicada a remuneração." Lourival Stange

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Confiança no Emprego - Pesquisa ManPower

Economia em ritmo de crescimento alavanca empregos. Pois a consultoria ManPower fez uma pesquisa em 36 países, com 61.000 empregadores para saber o quanto estavam confiantes sobre o futuro da economia em seus países e as perspectivas de geração de Empregos a partir do trimestre abril, maio e junho de 2010. A pergunta feita aos empregadores é simples:
“Qual a sua previsão de variação no número total de funcionários em seu local de trabalho, comparando o trimestre atual (janeiro, fevereiro e março de 2010) com o seguinte (abril, maio e junho de 2010)?”
O Brasil aparece na cabeceira da pesquisa - 43% dos empresários brasileiros pesquisados acreditam que teremos grande oferta de empregos nos próximos meses. Por aqui, a região com melhores pespectivas é o estado do Paraná, com 44% e o Rio de Janeiro aparece como o mais conservador: 31%. Os setores mais otimistas são Administração Pública e Eduacação (48%) e Agricultura, Pesca e Mineração se mostram menos empolgados (23%).
Pelo mundo afora, os Espanhóis, Italianos e Irlandeses aparecem como os "nuvem preta" - são os mais pessimistas quanto às boas perspectivas macroeconômicas e, consequentemente, quanto às possibilidades de geração de emprego no curto e médio prazo.
A ManPower realiza essa pesquisa trimestralmente há 47 anos, sendo esta considerada uma das mais confiáveis pesquisas sobre espectativa de emprego no mundo.
fonte: Pesquisa de Expectativa de Empregos Manpower (abril 2010) e Você S/A (abril 2010)

sábado, 6 de março de 2010

Varejo Brasileiro - Uma visão do Passado e um Cenário Futuro (parte 2)

Nesta 2a. parte sobre tendências do Varejo, Lourival Stange nos fala de MUDANÇAS realizadas pelo Varejo para, aos poucos, ir recebendo um novo tipo de consumidor. Vamos ver?

"Em Varejo Brasileiro - Uma visão do Passado e um Cenário Futuro (parte 1)”, comentamos os dados do IBGE, bem como o que significam, tentando mostrar que o varejo tem sido, nos últimos 4 anos, o grande precursor do PIB Nacional.

Assim, podemos afirmar que o motor do crescimento do varejo serão as classes C e D, entrantes recentes no cenário do consumo e que representam importantíssima fatia dos gastos das famílias Brasileiras, na verdade a maior parte. A classe C, alta consumidora não só de alimentos, mas de produtos duráveis, também é campeã no uso de celulares, de viagens de turismo e do crédito fácil (mas ainda caro), especialmente com cartões de crédito, através de produtos especialmente desenvolvidos para este público.
O varejo, hoje atento a este fenômeno, cria formatos de lojas e modelos de negócios para esse público. Construtoras e incorporadoras estão desenvolvendo empreendimentos focados na classe C. Os bancos, também atentos, criam linhas de crédito, especialmente a Caixa Federal, que bate recordes na cessão de crédito imobiliário e será seguida pelos outros bancos. O varejo da construção civil, que cresceu como rabo de cavalo em 2009 (-5,9% sobre 2008) crescerá em 2010, levando com ele o varejo de móveis e eletrodomésticos, com crescimento pífio em 2009 (2,1% sobre 2008).
Quem consome está mais atento à qualidade, ao atendimento e ás facilidades de compra, inclusive a eletrônica, de largo crescimento em 2009 e que deverá bater recordes em 2010. Aqui incluímos o uso de celulares para compras, autorizando eletronicamente o débito. Mídias indoor auxiliarão na compra é já é possível interagir eletronicamente com o consumidor em uma gôndola. O varejo de luxo (que caiu em pompa, mas não em circunstância) repaginou seus templos apontando para o descolado, que harmoniza Louis Vuitton com Hering. O luxo, mais democrático, foca produtos e formatos de loja especialmente para classe B, ávido por parecer sem poder ser, mas feliz com o mimetismo possível. O mesmo ocorre com veículos, novos, semi-novos e usados, que ajudarão no congestionamento das grandes cidades. E o governo desinveste no setor de transporte público e sistemas viários, mesmo em pré-temporada de Copa do Mundo e Olimpíada Carioca, onde o varejo vai crescer, a renda aumentar, o dinheiro fluir e os preços subirem como orelha de burro.
Este comportamento de compra permeia camadas sociais que, jamais na história deste país (o criador desta frase tem menos culpa por isto do que alardeia por aí), puderam comprar nada além de comida. Hoje as classes C e D consomem acima de suas posses, auxiliados pelo crédito, que ameaça romper a barreira dos 50% do PIB em 2010. E o calote cai em todos os tipos de crédito (mesmo com R$ 1,4 trilhões de reais em crédito em 2009). Os juros, baixas historicamente, mas altíssimas se comparadas às outras nações em desenvolvimento, voltaram a crescer em Jan/10, impulsionadas pelo comunicado do BACEN sobre o depósito compulsório e pela elevação da taxa Selic em abril, ao redor de 0,25 pontos percentuais. Mas isso não afeta o consumo, que buscará prestações que caibam no bolso.
Em resumo, teremos o consumo das famílias novamente puxando o PIB Brasileiro, emprego e renda relativamente em expansão, crédito abundante para pessoa física, mas juros em crescimento, e uma tendência de exigir qualidade, atendimento, serviços e algum tipo de luxo, por todas as classes sociais, nos levarão, ao fim de 2010, a comemorar números preciosos para a economia e varejo, mesmo em tempo de eleição e alguma incerteza política. Resta-nos saber se teremos, também, investimento no varejo da educação (pública), coisa que implica, no longo prazo, em sólido e sustentável crescimento econômico."

terça-feira, 2 de março de 2010

Varejo Brasileiro - Uma visão do Passado e um Cenário Futuro (parte 1)

Comprar, o brasileiro está comprando e muito. O Varejo rí de orelha a orelha e 2010 já começou quente - em dezembro/2009, o Grupo Pão de Açucar comprou as Casas Bahia, uma operação de mais de 40 bilhões de reais. Mas será que 2010 vai ser mais um ANO DO VAREJO BRASILEIRO? Pois vamos ver o que Lourival Stange - Economista, Especialista em Marketing Estratégico e Consultor para empresas de varejo - tem a nos dizer:

"Para uma leitura mais tranqüila e rápida, vamos quebrar o tema em duas partes, a serem publicadas em seqüência. Nesta, vamos comentar os dados do varejo recentemente divulgados pelo IBGE, bem como o que isto significa.

Os dados de 23 de fevereiro mostram o vigoroso desempenho do varejo em 2009, com um crescimento sobre o excelente 2008 de 5,9%, apesar da queda em Dezembro em relação a Novembro de 2009 - prova que o Brasil tem um mercado interno forte e vai continuar crescendo em 2010. O consumo das famílias, especialmente em alimentos, artigos médicos, farmacêuticos e equipamentos e material de escritório, foi o responsável pelo crescimento de 2009 sobre 2008. Mas olhando o varejo ampliado, com material de construção (queda de 5,9% no ano) e veículos e motos (partes e peças também - alta de 11,1%), o crescimento foi de 6,9% sobre 2008. Aliás, foi um recorde no setor automobilístico (aqui as classes A e B despontam). O crédito, a liberação dos depósitos compulsórios do Banco Central, a queda de impostos e a relativa manutenção do emprego (e renda) foram fundamentais para este desempenho que, espera-se, em 2010 seja ainda muito melhor. Protegeram-nos, e protegerão os sólidos alicerces da política econômica e da relativa independência do Banco Central do Brasil.

Com o crescimento da inflação, o IPCA projeta 0,52% para os próximos quatro meses, o BC do Brasil já eleva os depósitos compulsórios nos patamares de antes da crise (foi o que protegeu o sistema bancário na crise, garante Henrique Meirelles). Este movimento eleva os juros bancários, especialmente pessoa física – atitude utilizada para travar o crescimento econômico, forçando a queda da inflação preventivamente. Quanto aos juros básicos da economia (taxa Selic), sobem em abril, mas o efeito disso só vai ser sentido entre quatro e seis meses depois da alta. Assim, o varejo vai crescer em 2010 e sem a ajuda do governo, que se manterá gastando muito (elevando a inflação), aumentando juros (para reduzir a inflação) e elevando a carga tributária mesmo em ano de eleição. Ocorre que ele, governo, vai gastar o quanto puder, para eleger a figura nada carismática da Ministra Dilma, especialmente com programas assistencialistas. Assim, teremos o crescimento da renda e do emprego, conjugado com o crédito crescente (projeção do BC de um crescimento de 15% sobre 2009), que deverá atingir, ao fim de 2010, um patamar de 50% do PIB, segundo o Ministro Mântega. Mas o Governo segue sem ajudar na desoneração de preços e produção, bem como redução de seus gastos (Custeio)".
fontes complementares: veja.com website e wikipédia

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Minute Clinic – Sua saúde tratada de forma rápida, adequada e barata.

"You're Sick, We're Quick," (Você está doente? Nós somos rápidos) – Mensagem forte, que transmite simplicidade, segurança e atitude objetiva. Essa é a assinatura do Minute Clínic (retail health clinics), uma cadeia de clínicas de saúde americana, onde o foco são doenças comuns e sem gravidade. Uma gripe ou resfriado, por exemplo, podem ser tratadas de forma simples, sem a necessidade de se buscar um consultório de um médico especialista ou um hospital. Hora, 80% dos atendimentos nos Estados Unidos são crianças resfriadas - consultas médicas são demoradas e caras! Grande Sacada do Sr. Rick Krieger (Fundador e ex CEO da empresa entre 1998 e 2003). O atendimento é feito por enfermeiras (1) ou “physician assistants” (2).

Fatos e Dados: No Minute Clinic, as consultas levam em média 15 minutos, não precisam ser marcadas antes e custam entre 30 e 110 doláres (reembolsáveis pela grande maioria dos planos de saúde) – uma consulta médica comum hoje nos EUA não sai por menos de 150 dólares, mediante um agendamento com bastante antecedência. Atualmente são mais de 500 clínicas espalhadas pelos Estados Unidos.

Um detalhe: A Minute Clinic pertence CVS Pharmacy Stores, a segunda maior cadeia de farmácias dos Estados Unidos, com mais de 7.000 Pontos de Venda no país. A grande maioria das Minute Clinics estão dentro das lojas da CVS Pharmacy Stores. O paciente já sai medicado ali mesmo - sem comentários.

Me pergunto porque não ter um Minute Clinic brasileiro devidamente adaptado para a nossa realidade e oportunidades - Não esqueço desse slogan - "You're Sick, We're Quick,". Essa assinatura é impecável, não é?

(1) em grande parte dos EUA, enfermeiros estão autorizados a tratar doenças comuns e prescrever medicamentos. (2) O “assistente de médico” é um profissional treinado para fazer diagnósticos simples e dar atendimento básico preventivo, normalmente supervisionado por um médico. Quem entra em um curso de assistente médico já tem uma primeira formação (na maioria, enfermeiros, paramédicos ou técnicos em atendimento médico emergencial).

Fontes:
Minute Clinic website => http://www.minuteclinic.com/en/USA/ - United States Departaments of Labor => http://www.bls.gov/oco/ocos081.htm#nature - Blog “Vida de Rico” => http://blogs.abril.com.br/vidaderico - CVS Pharmacy Stores website =>http://www.cvs.com/CVSApp/user/home/home.jsp
- Wikipedia – Enciclopédia Livre.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Morte anunciada do e-mail

A revista Exame de 29 de outubro de 2009 trouxe uma matéria peculiar: “o e mail morreu”. Minha mãe irá dizer “agora que eu estou a recém me habituando”. Sinto muito mãe, faz 10 anos que eu tento avisar que a Senhora já devia ter largado os selos e lançado mão do HOTMAIL...

Lembrei da tarde em que minha secretária veio eufórica contar “chegou um cc mail* pra você”. Era 1996 – o normal era ter um micro pra 10 usuários bastante leigos e um sistema de e-mail recém instalado que, quando vinha uma mensagem vez por outra, era um acontecimento com direito a uma campanhia. Na verdade encerrava-se ali a longa trajetória das cartas e “memorandums”. Coisas da pré-história.

Mas também não foi suficiente. Logo, logo a comunicação ganhou outra dinâmica e outra cor, em tempo real, com maior rapidez, mais som, mais imagem, maior reciprocidade – youtube, facebook, twitter, orkut. As mensagens instantâneas são mais facilmente digeridas, explicam mais, com menos problemas, geram menos stress – convencem (Obama que o diga). Nas empresas, consequentemente, mensagens curtas e em tempo real geram menos conflitos e mais produtividade (não é bééém assim - casos de barracos oméricos, desgastes ou demissões por e-mails mal redigidos são mais comuns do que se pensa no ambiente corporativo). Com um crescimento exponencial na rapidez de resposta, o mail ficou irritantemente estático e limitado. É exagero? Faça um teste: fique 2 horas e meia sem checkar seu blackberry...consegue? Quantos e-mails surgiram acompanhados de reclamações de que você não responde seus e-mails?

Teste número dois – mande 5 mails e cinco torpedos para pessoas ocupadas (as mesmas, claro). Todas responderão instantaneamente aos torpedos, pode apostar. Mistérios...

As pessoas recorrem cada vez mais às comunidades virtuais, porque é rápido, interativo e todo mundo fica mais exposto. Talvez esteja aí um caminho para a as empresas desenvolverem seus “twitters”corporativos – uma forma inteligente de otimizarmos nosso tempo perdido com e-mails chatos e demorados, sem solução imediata.

Fonte: Portal Exame 29/10/2009
*cc mail => nome de um dos primeiros softwares Lotus para e-mails.