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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Vai ter terceiro turno


Terminadas as eleições presidenciais 2014, tirou-se o manto da dúvida, acirrada pelos embates e mínimas vantagens cantadas por pesquisas e prévias para ambos os lados, durante todo o processo – Dilma Rousseff está reeleita por mais quatro anos. Mas não vai ser assim tão fácil. A Presidente ganhou por magérrima vantagem e herda (dela mesma e seus asseclas) um país de metade desconfiadíssima. Sem crescimento econômico, sem incentivo ao emprego, desgastado pela megalomania do PT e pela corrupção, Dilma vai ter muito mesmo a explicar. Talvez gaste mais da metade do mandato se defendendo e desviando do alvo das investigações. Vai ser difícil desviar, por exemplo, dos desdobramentos da Petrobrás – outro Mensalão. Tudo isso vai tornar o desafio de Dilma muito mais aguerrido e difícil do que foram os dois turnos da eleição. Isso é só o começo de um caminho que só poderia ser mais obscuro se Michel Temer viesse a assumir um país pós-impeachment (três toques na madeira).

E, quem sabe agora, o país tenha quatro anos de oposição de fato - forte e presente, como era o PT de antigamente. Ao menos Aécio Neves declara que essa será sua função, preparando-se pra voltar à carga em 2018. Vamos ver pra crer. Aliás, choque de credibilidade vai ser o nome de outra batalha duríssima a ser travada pela Presidente. E não adianta dizer que o país não está dividido. Mentir deu certo durante as eleições, mas agora é vida real, Presidente. E o fato é que jamais o PT ganhou com margem tão apertada desde a redemocratização. Vai ter que fazer o que não fez nos últimos 12 anos e dar demonstrações bem mais republicanas de que não está de fato de braços dados com a corrupção como forma de continuísmo ao seu plano de poder. Milagre, ninguém faz. Nem o PT. Nos vemos em 2018.  

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Frases de Nelson Mandela

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."

Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria liguagem, você atinge seu coração."

Aprendi que a coragem não é a ausência do medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas o que conquista esse medo.





quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Comércio Paraguaio boicota a presença de 23 senadores daquele país em seus estabelecimentos!

Que notícia. Estabelecimentos comerciais paraguaios inovaram em matéria de protesto contra a corrupção. Um senador, tal de Victor Bogado, acusado de empregar uma pessoa da família em uma estatal, passa por processo de perda de mandato. Dos 44 senadores paraguaios, 23 senadores o absolveram. Pois o comércio do país resolveu proibir a entrada desses senhores em seus estabelecimentos. O boicote começou em 3 shopping centers e se espalhou por restaurantes (dos mais refinados até o Pizza Hut), postos de gasolina, cinemas e outros estabelecimentos. Até o momento mais de 150 lojas de varejo já aderiram.

Apesar do uso redes sociais no Paraguai ser baixo, o movimento começou pelo Facebook e rapidamente se espalhou pelo país, chamando a atenção da mídia. Segundo a imprensa, o protesto enfraquece o Congresso nacional e fortalece o Executivo, uma vez que no Paraguai o Congresso não se submete ao presidente.

Atitude paraguaia com selo de autenticidade. Grande fonte de inspiração, agora nós é que temos que piratear isso. Parabéns ao povo paraguaio.


Fonte: Valor Econômico.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

E tenho dito

"A democracia é, disparado, o melhor dos regimes. A democracia permite a participação da ampla maioria dos setores sociais e vertentes de pensamento. A democracia permite a organização em grupos e a possibilidade de protesto. A democracia permite a transparência dos atos do governo. Mas a democracia também tem defeitos e o maior deles é permitir que grupos que não prezam a liberdade usem a própria liberdade para tentar acabar com ela. É como se a serpente mordesse o próprio rabo..."

(Jornalista e Colunista Diego Casagrande - Porto Alegre, RS)



domingo, 23 de junho de 2013

Depois de quinhentos anos, será que agora vai?

O que importa é o fato: uma boa fatia da população brasileira resolveu que ia ter sol e era dia de marchar. Marchando, emperrou cidades importantes e já travadas por natureza. Deixaram os governos estaduais e municipais sem entender nada. Não era um movimento como os dos manuais da história. Jamais um movimento sem intermediários foi sentido tão de perto. De uma hora para outra, até perto demais – os vizinhos do Governador Sergio Cabral que o digam. Um movimento sem um rosto, mas com todas as vozes, pra todos os lados, assusta. Nunca se viu uma orda de políticos tão acuados e sem ter algo relevante a dizer. Uns trapalhões. Partidos e "homens do povo" ficaram ainda menores do que já são. E, pra dar mais emoção à coisa, político "zoado" fala bobagem. Deu no que deu.

Por uns trocados, a história do Brasil de 2013 vai ter mais páginas. Quando uma população inteira sapateia em torno de algo específico e bem entendido por todos, do porteiro do prédio ao chef de cozinha, a gritaria surte efeito.

Então, se realmente uma mudança está acontecendo em nosso país, terá que ser por coisas claras e específicas, o jogo agora mudou. Aprendemos um caminho. O assunto é a PEC 37? Então vamos entendê-la. É a falta de professor em sala de aula? É a reforma política? O que vem exatamente em primeiro lugar, como fazer e por onde começar? Redução de privilégios da turma do Congresso, por exemplo? A mesma coisa. Copa do mundo? Tem que entender os diversos lados da moeda. Quando o Brasil se candidatou, achei exagero (reforçado pelo fato de que o futebol não me diz muito, é verdade). Mas agora já foi, tá feito e o mesmo se passa com as Olimpíadas. E, em sendo o escolhido, precisa mesmo de estrutura – copa tráz dinheiro sim pra um país, mas a que custo? E sob que condições? E pra quais bolsos? Vamos entender de fato. 

E o orçamento direcionado para educação, saúde e outras necessidades? É ou não comparável nesses casos (claro que não, mas quem protesta não costuma ver números)? De que forma esse orçamento (que não é pequeno) é usado? E cadê a cadeia pros mensaleiros? E o Carlinhos Cachoeira? Já pensou? 2.000 manifestantes acampados em frente ao condomínio dele, batendo panela e sapateando, sem descanso? Haja passeata (ou sapateata, como queira).
A gestão pública e a passividade com os maus políticos seguem sendo um lixo no Brasil, com ou sem Copa – o problema é que estamos sendo enganados há 500 anos, uma hora nos damos conta.  Mas não dá pra deixar tudo junto misturado. Na hora da verdade, parece que o racional foi invertido: começou-se o protesto do particular pro geral - tudo bem. O importante é que não partiu  de “pseudo-líderes” ou “gurus” da ordem.

Fernando Gabeira, em entrevista, acredita que a “primavera brasileira”, parece fadada a ficar. Diferente de outros tempos onde se mobilizava gente em reuniões fechadas e por bilhete, a articulação assustadora por meio de redes sociais mostrou a cara da revolução e quem, de fato, está falando.  A liberdade está sendo reinventada. E tudo em função da complexa relação entre fascínio e medo que a internet exerce sobre pessoas, empresas, instituições. Nem a relação entre manifestantes e a despreparada polícia será mais a mesma depois que smartphones aprenderam a filmar. O jeito é sentar no meio da passeata e esperar. Nem a polícia nem o vandalismo perdem por esperar.

Talvez seja essa mesmo a fórmula pra varrer a sujeira pro lixo e não pra baixo do imenso tapete da nossa história. Só que nesse momento, por causa do futebol, estamos expostos ao mundo. Não é hora de atropelar. O gigante que tropeça, esmaga tudo a sua volta. Por isso, não compre nada sem ler a embalagem antes. Não vá por mim, nem pelos outros. 

Quem quer mudar algo tem que fazer a lição de casa primeiro e estudar. Chega de assinar sem ler, esse é um hábito que temos que mudar. Faça mais contas, faça mais perguntas. Em breve, veremos nas notas do caixa o quanto pagamos de impostos - achou muito? Devolva e não compre. Era indispensável comprar? Regateie, pesquise preço. E depois, publique o abuso. Ensine isso a seus filhos. Menos futilidade e mais efetividade, assim se forma um cidadão. Dá trabalho? dá sim. Mas mudança se faz aos poucos, cuidando onde pisa e sem andar pra trás. 






Haddad e Alckimin - sem o que dizer, sem saber pra onde ir







quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Rápidas de humor intrépido - Joelmir Betting


"O PT é, de fato, um partido interessante...
Começou com presos políticos e vai terminar com políticos presos..." (Joelmir Betting).

domingo, 4 de setembro de 2011

11 de Setembro - realismo fantástico

Em um mundo moderno e controverso, as câmeras de segurança sempre dirão a verdade que ninguém ousa ver
Acordei cedo, um olho aberto outro fechado, 07: 15hs da manhã (horário de Brasilia), ou coisa parecida, até por os óculos. No flat, tudo silencioso, apenas o barulho da rua e um fio de sol bateu no meu olho. Bom sinal - manhã cedo em Belo Horizonte (Minas Gerais/Brasil). A cidade tem cerca de dois milhões e meio de habitantes, mas com cara de interior. Som de passarinhos junto com o barulho de um improvável ônibus. Reunião marcada pras 8:00hs com meu amigo Márcio Saldanha, no lobby do hotel – estávamos ali juntos discutindo metas e objetivos, tomando um café quando a pequena TV da recepção dispara um plantão Rede Globo mostrando as cenas que o mundo conhece até hoje. Ninguém sabia bem o que era e os jornalistas falavam com incerteza na voz, tateando as palavras. Era 11 de setembro de 2001.
Desde que o mundo é mundo as pessoas se matam por posse, ideologia, interesse escusos, por paranoia ou maldade mesmo, não importa. Mas anos depois, o que  não quer calar é a possibilidade desse atentado ter sido obra caseira e o terrorismo ter sido só um coadjuvante pra confundir e direcionar a opinião pública. Será? O pentágono - Não foi atingido por um Boeing, mas sim por um avião militar menor ou um míssil. O avião que caiu na Pensilvânia? Foi derrubado por um míssil. As torres gêmeas? Implodiram de forma absolutamente controlada e não pelo impacto de aviões. E não faltam relatos na web. Muitos impressionam pela consistência dos fatos que defendem essas teses. Um governo abater seu próprio povo não seria novidade na história recente do mundo. Que o digam as históricas guerras tribais em países africanos e a guerra travada pelo ditador Muammar al-Gaddafi, pra ficar em dois exemplos mínimos.
Matt Riddley - pra ele,
o mundo está ficando melhor
O fato é que o mundo não é e não vai ser mais o mesmo depois da CNN, da web e das câmeras de segurança, cada vez melhores e em maior número. Em comparação aos últimos cem anos, fabricar uma opinião dá muito mais trabalho, mesmo que se tenha todo o dinheiro e autoridade do mundo. Mas não importa. Hiroshima e Nagazaki, 1945 - um saldo de mais de 250 mil mortes e milhares de sequelas sociais. Apesar dos inúmeros registros históricos, a CNN não estava lá e isso faz diferença. Em 2001, a morte de 3.000 pessoas em cadeia nacional (e internacional) trouxe essa realidade pra dentro da casa e da vida das pessoas comuns. Pergunte a uma dona de casa o que é um Talibã. Ela vai dizer.
O escritor inglês Matt Ridley se considera um otimista racional e defende que o homem está se tornando um ser melhor e o mundo está evoluindo positivamente. É autor do livro O Otimista Racional, onde defende esse ponto com fatos e dados estatísticos. Pode ser que ele tenha razão, mas a sensação que fica é amarga. Será que nossos netos vão cultivar valores melhores?  Sem sequer dizer o ano, é só dizer “no onze de setembro” - todo mundo sabe o que fazia, que roupa usava, com quem estava. É como a Primavera de Praga ou o Domingo Sangrento, virou uma grife infeliz. Esse dia nunca precisaria ser lembrado, jamais vai precisar apelo publicitário. Por si só, todo mundo lembra. Resta saber se aconteceu mesmo, da forma como os fatos estão sendo passados para a história ou se tornará pra sempre uma obra de ficção mais ou menos contada. O futuro e as câmeras de segurança vão dizer. Abaixo alguns links pra nos deixar ainda mais inquietos, pra refletir.

O que as televisões do mundo todo mostravam naquele exato momento: 


Há sérias controvérsias sobre o que atingiu o prédio do Pentágono americano. Veja este vídeo:


A desconfiança de que o WTC7 também foi implodido por uma série de micro explosões reforça a tese de que tudo aconteceu de forma bem diferente do que as versões oficiais. Quem sabe?


Uma simulação que pretende mostrar os efeitos do impacto dos aviões na estrutura do WTC põe em dúvida o motivo pelo qual os edifícios desabaram.

fontes: estadão.com, saindo da matrix website,the great debate website,

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Dia a dia dos Deputados e Senadores custará mais caro

Nico  Nocolaiewsky e Hique Gomes
Deputados e Senadores pagam mais
Isso mesmo. Imagine que, ao chegar numa loja qualquer, padaria, açougue, bar ou cinema, em sabendo que o cliente ali postado se trata de um "nobre" deputado ou senador, o preço do produto seria automaticamente remarcado em mais 73% (deputado federal) e 61% (senadores) respectivamente.  Tudo bem que a grande maioria das despesas dessa gente são jogadas nas nossas contas, mas certamente eles compram coisas que eventualmente não são lançadas em relatórios de despesas parlamentares. E aí..."pow", metemos a mão nesses bolsões enormes cobrando mais por produtos e serviços. 
Pois em Porto Alegre (Rio Grande do Sul/Brasil), os "nobres" parlamentares que quiserem assistir à temporada de verão da peça de teatro Tangos & Tragédias (Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky), terão que pagar mais caro pelo ingresso - foi criada uma nova modalidade de ingresso especialmente para esse público "VIP". Além do preço normal e da meia entrada para estudantes e idosos, agora existe o acréscimo, sob medida para deputados e senadores. Verdadeiro ou zombeteiro, o aviso está na bilheteria do Teatro São Pedro. Simplesmente fantástico. Uma lorota bem contada, vira folclore e, quem sabe, realidade...apoio a idéia. Já assisti Tangos & Tragédias, ao longo dos últimos 25 anos, umas 9 vezes. E pretendo rever mais algumas, mesmo não estando mais no sul há muitos anos. Não dá pra perder a chance de reciclar o riso com o "milenar" teatro-humor refinado de primeira linha.
fonte: Jornal Zero Hora 

domingo, 31 de outubro de 2010

Rápidas de Eleições no Brasil...segundo "infortúnio"

charge de Millôr Fernandes
O Brasil tem novo Presidente, ou melhor, Nova. Torço que dê certo, torço mesmo. Como não considero deixar o país (longe disso), seria insensatez torcer pelo inverso, burrice. Não podemos depor contra o patrimônio só porque picaram nossa bola. Mais de 29 milhões de pessoas deixaram de votar. Eu, por estar muito longe do meu domicílio, engrossei essa lista. 
Nessas alturas do campeonato, a alternância de poder que se dane, sejamos pragmáticos.  Quem sabe agora, o discurso aparece, a opinião prevalece e a nova Chefe de Estado finalmente diz o que pensa. Sem isso, ela já conquistou mais de 55 milhões, imagina quando resolver finalmente falar... Saúde à Dilma Rousseff.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Entre bolinhas de papel e fita crepe

Se você não está seguindo detalhes da campanha pelo segundo turno das eleições majoritárias no Brasil, não se preocupe. Os detalhes vão te seguir de qualquer forma e, o que é uma pena, os piores detalhes. O vazio oco de Dona Dilma versus a falta de cintura do Serra já não são suficientes para alimentar essa “não campanha” pelos “não projetos” que vão “não conduzir” o Brasil. SBT e TV GlOBO travam picuinhas públicas, bem alcoviteiras, uma jogando bolinhas de papel ao que outra responde com bobinas de fita crepe – feio, muito feio. O Presidente da República morde a isca, Serra valoriza, Dona Dilma, pra variar, não diz quase nada. Até o Ricardo Molina foi chamado, perito figura carimbada, famoso por descobrir mistérios escondidos em gravações e pistas sobre a morte dos Mamonas, do PC Farias, do Prefeito Cesar Daniel. Tô sentindo falta de uma pesquisa IBOPE mostrando quantos por cento do eleitorado acredita que foi bolinha ou bobina, por mesorregião.
Prometi que não ia falar de eleições, porque elas passam e o blog continua, mas não me segurei, isso tudo é constrangedor ou engraçado, não escolhi ainda - talvez os dois. Capa do “The Economist” - “Elections in Brazil - Paper Balls or Masking Tape?”. Se ainda não saiu, está em tempo. Ok, Dia 31 de outubro de 2010, o Brasil vai afinal escolher se ficamos com a fita crepe ou a bolinha de papel, vida que segue. 

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Um Brasil de Tiriricas e Urnas Biométricas – parte II

Nunca mais uma eleição presidencial vai ser a mesma, sejam quais forem os resultados destas majoritárias no Brasil. Nunca mais vamos esquecer 2010. O fator internet mudou o referencial de jogo, mudou e vai continuar mudando o norte de tudo o que se diz e faz numa eleição, foi assim na disputa que elegeu Barack Obama nos EUA e vai ser assim daqui pra frente. Antes do Youtube, do Facebook e dos HDs de 1 terabyte, quem guardava recortes de jornais era considerado um expoente, preciosista e as pessoas podiam creditar escolhas erradas à memória curta, mas na era pós-internet, jamais.
Se por uma lado, as urnas biométricas mostram o futuro e as regras do jogo eleitoral ainda deixam o eleitor de saia justa, prestando contas com o passado, por outro lado, já não dá mais pra dizer “viu? eu avisei - passa o tempo, ninguém lembra mais”. Errado - só não lembra quem não quiser, bastará sempre 15 minutos de pesquisa na web, tá tudo lá, nada mais escapa – as gafes, as contradições, as declarações de hipocrisia, calúnia, as piadas de mau gosto. Está cada vez mais difícil desdizer o dito e afirmar que “não foi exatamente aquilo que queria dizer”. Quem não mantiver a coerência e a firmeza no discurso, dança. 
Fiz as pazes com o passado - ter um HD de 1 terabyte em casa ainda acho um pouco de exagero, mas comprei um de 500 gigabytes. Minha gaveta de recortes ficou vazia, mas minha memória, jamais vai ficar.  

domingo, 10 de outubro de 2010

Tiririca & The Young Turks

The Young Turks. Isso diz alguma coisa? Pois pra mim, até ontem não dizia. The Young Turks é um famoso talk show americano transmitido via web, também pelo Youtube e pelo Sirius Satelite Radio (um modelo muito parecido com TV a Cabo, só que por rádio). Os vídeos são disponibilizados diariamente, como se fossem um podcast (ou videocast, no caso) e trazem entrevistas engraçadas falando de política, cultura, gente, moda, enfim de tudo um pouco. Mas de 18 milhões de pessoas acompanham o programa (e a gente acha que já conhece tudo por esse mundo).
Pois semana passada, o "TYT" veiculou um bloco especial sobre a eleição do palhaço Tiririca no Brasil. Isso mesmo. Marina Orlova, celebridade nacional na web, e Cenk Uygur, famoso comentarista de New Jersey, declaram ser fãs do Tiririca. Tirando qualquer conotação, foi a análise mais espontânea e realista que já ouvi sobre o assunto - mais próximo da vida real, o que mostra que desencanto com a forma de se fazer política num país há muito não tem sido um privilégio nosso, não mesmo. Vale à pena.

fontes: Youtube, TYT website & Wikipedia.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Um Brasil de Tiriricas e Urnas Biométricas

Eleição 2010 é passado. Segundo turno, futuro. Então se juntar passado com futuro, o que pode dar? Essa é a pergunta que me faço, respondendo a um mail que recebi – um leitor do blog perguntava se teria algum post sobre eleições. Não ia, mas reconsiderei. Vejo dois momentos claros nas eleições brasileiras – um passado e um futuro. Momento futuro – nesta eleição 2010, 60 cidades testaram as primeiras urnas biométricas – você põe o dedo na dita, ela faz a leitura de sua digital e pronto – não precisa qualquer documento. Mais de um milhão de pessoas votou desta forma. Ter o resultado de um pleito no mesmo dia já é história, inovação é mais que isso. Não gosto de tripudiar, mas não posso deixar de pensar nos coitados dos americanos naquela mal fadada eleição Bush vs Al Gore (lembra do caso da fraude na Flórida?). Lá, voto ainda é no papelzinho... Momento passado -  tudo tem o lado perverso.  À exceção do voto para o Presidente, no instante em que apertamos o ”confirma” de uma "ultra-moderna" urna eletrônica (moderna para os outros, abroad - pra nós brasileiros, elas estão aí desde 1996), não sabemos mais o que foi feito do nosso voto. Pra Senador e Deputado a regra do jogo é confusa e tendenciosa, deixando toda a responsabilidade sobre a cabeça do eleitor. Michel Temer se tornou deputado por causa das sobras de legenda na época e não pelo voto dos eleitores – periga virar Vice-Presidente. O palhaço Tiririca faturou mais de um milhão de votos por São Paulo e levou com ele mais três afortunados, cada um com menos de 100 mil votos (precisava mais de 300 mil para ser um Deputado legítimo). Inovação ajuda mas não faz milagre, quando o problema é cultural e ético. Será que dá pra criar uma urna biométrica que proteja o eleitor de um voto equivocado?
Fonte: estadão.com e talk show Lúcia Hipólito (rádio CBN). 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Flash Econômico 5 - Impacto (por Lourival Stange)

Os Juros e o Varejo
No varejo da política a coisa vai mal. Resolvi votar no Mim. Na campanha, disfarçada e oculta, sem programa, o slogan é – “Vote em Mim e no Paim”. Vou votar no Mim.
Mas o varejo, aquele que dá emprego, cujos dados atuais de Agosto mostram crescimento forte, com 11,5% sobre o mesmo período de 2009 (tá certo que tivemos problemas), a área de alimentos cresce 2,5%, mas as pequenas lojas, aquelas com até 9 checkouts, cresceu perto de 11%. E os juros, ah estes, segundo dados preliminares do Banco Central do Brasil divulgados no dia 24 de agosto, as taxas ao consumidor oscilaram apenas 0,1%, chegando a 40,5% ao ano em julho de 2010. Apesar da pequena oscilação, o resultado surpreendeu, uma vez que se esperava impacto maior das elevações da taxa Selic iniciadas em abril. Os empréstimos se aproximam dos 46% do PIB (empréstimos totais – livres e destinados), sendo que grande parte disto é casa própria, que cresce em taxas maiores. Os empréstimos livres, aqueles destinados às pessoas físicas, consignados ou não, chegam á casa dos 15% do PIB, mas muito disto é consignado, principalmente para aposentados e funcionários públicos. Agora os bancos se voltam para o mercado em geral, quase que desatendido. Com isto haverá disputa entre bancos e provável redução de juros neste tipo de empréstimo. A taxa de inadimplência continua baixa, perto de 6,5%, distante dos 8,5% de Maio de 2009. O prazo de pagamento esticou-se em quase 30 dias para o imobiliário, chegando a 528 dias, principalmente decorrente destes empréstimos e o de automóveis reduziu em 30 dias.
Qual o impacto para a população? Juros mais baratos (inflação controlada e Selic menos pressionada), exceto cheque especial, com taxas anuais de 167% (evitem o especial), a modalidade mais procurada, mais fácil e, portanto, a mais cara. Buscar juros mais baixos, com inflação ao redor de 5,12% no fim do ano (projeção era de 5,41%) e taxa Selic de 10,83% (projeção era de 12,04%), é fundamental. Ver preço a vista, ver o preço a prazo (tem que estar na vitrine), fazer o cálculo do juro e escolher o valor final menor. Para o cálculo simples de juros, só para comparação, sem rigor matemático, basta diminuir o preço a vista do preço final a prazo. Este resultado divida pelo preço a vista e terá o percentual de juros sobre o preço a vista. Mas o a vista com desconto para pagamento a vista, em dinheiro, cheque ou débito.
Fonte: Banco Central do Brasil – BCB e IDV Instituto de Desenvolvimento do Varejo.