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sexta-feira, 12 de julho de 2013

E tenho dito

"A democracia é, disparado, o melhor dos regimes. A democracia permite a participação da ampla maioria dos setores sociais e vertentes de pensamento. A democracia permite a organização em grupos e a possibilidade de protesto. A democracia permite a transparência dos atos do governo. Mas a democracia também tem defeitos e o maior deles é permitir que grupos que não prezam a liberdade usem a própria liberdade para tentar acabar com ela. É como se a serpente mordesse o próprio rabo..."

(Jornalista e Colunista Diego Casagrande - Porto Alegre, RS)



quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Obama – “Votem em mim e votem ANTES"


Curioso isso. Nos EUA, em 32 dos 50 estados, se o eleitor quiser, a lei permite que a pessoa vá votar dias antes do dia oficial do pleito. Mas os votos só são contabilizados no dia. Chamam isso de voto antecipado (Early Voting), óbvio. Um expediente tradicional usado por americanos expatriados ou militares lotados em outros países. Como cada vez mais gente tem ido às urnas antes, virou arma estratégica incentivar o ato. O voto nos EUA não é obrigatório. Acredita-se que a possibilidade de votar antes possa minimizar as abstenções. Como eleitor, me parece conveniente. Sem fila, sem barulho, vou lá voto discretamente e saio sem dar bandeira. Só que quando se trata de ato democrático, o voto tem caráter de consulta pública. Pensando dessa forma, quando uma população vota num mesmo momento, é como se fosse um “flash” genuíno do momento eleitoral daquele país. O voto antecipado põe em risco esse prisma. Se algum fato importante, capaz de alterar o cenário, acontecer nesse meio tempo, “Inês é morta”. A fragmentação do voto então, não reflete mais a opinião pública num determinado contexto - minha modesta opinião. 

Fato é que, na era Obama, cerca de 35% dos americanos devem optar pelo voto antecipado, inclusive o próprio Presidente Obama. Em alguns estados, esse percentual é maior – exemplo do Colorado, onde  85% dos eleitores deve descontar a fatura antes da data oficial. 

fonte BBC Brasil

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Urnas Eletrônicas - o Brasil que deu certo

Paciência com as mudanças, isso temos que ter, não tem jeito. Mas tá dando gosto de votar no Brasil. Aquela mania absurda de sempre achar que o que é de fora é melhor não funciona quando o assunto é votação. Mais que qualquer outra inovação (e o finado Steve Jobs que me perdoe), o Brasil dá um show nesse terreno e não é de hoje. As urnas eletrônicas começaram a substituir o voto manual no país em 1996. E, a partir de 2010, a urna biométrica tem sido testada, mas não padronizada ainda devido ao custo elevado.

Pra votar no Brasil, leva-se menos de 30 segundos e a chance de erro é mínima. O mesário pega seu título para simples conferência, você dispõe o dedão sobre a leitora azul turquesa e, feito o reconhecimento biométrico, vai até a urna. Digita o numero do seu candidato – lá estão três botões: CONFIRMA, CORRIGE e BRANCO. Pronto. Sem burocracia, sem demora, sem complicações. Os votos ficam armazenados em cartões de memória criptografados. Terminou a votação, o Supervisor da secção salva os votos em um pen drive lacrado e encaminha para o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) local. No caso dos pleitos para Vereadores e Prefeitos, o resultado sai em duas horas. No caso de pleitos nacionais, onde a compilação remota enfrenta as distâncias e o próprio volume de dados, leva-se um dia até o TSE (tribunal Superior Eleitoral) divulgar resultados.

Urnas biométricas - rapidez e segurança
138 milhões de pessoas acessando mais de 400 mil maquininhas em tempo real. No pleito municipal de 2012 (onde foram escolhidos Prefeitos e Vereadores em todos os municípios brasileiros), o número de urnas substituídas por defeito foi 2257 unidades – 0,6% do total.  Ninguém no mundo moderno faz eleição desse jeito. A jornalista Tutti Vasques (Jornal o Estado de São Paulo) resumiu bem como a coisa anda no EUA: uma carroça eleitoral. Os caras testam nossa urna lá, mas no final é no papelzinho mesmo que a coisa se decide. Como sempre, a inovação vem cercada de insegurança e polêmica. Em países da América Latina, a tentativa de implantar as urnas brasileiras fracassou varias vezes pela desconfiança no sistema - a oposição sempre vai alegar fraude. Na Argentina, chegaram a ser testadas e usadas, mas sempre meia bomba. Por fim, foram banidas de lá (me conte uma novidade recente onde los hermanos não têm apoiado o retrocesso).
O voto eletrônico é o Brasil que deu certo e ponto. Talvez uma das maiores contribuições mundiais desde a invenção da democracia pelos gregos. Alguém duvida?