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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Cientista holandês premiado admite fraude em pesquisa

Psicólogo teria inventado dados e manipulado resultados de trabalhos. Revista Science publicou nota de preocupação sobre estudos.

Diederik Stapel
Dados forjados
Após ser alvo de uma investigação, o psicólogo Diederik Stapel, um dos mais proeminentes e premiados pesquisadores da Universidade de Tilburg, na Holanda, admitiu ter forjado dados em suas pesquisas. "Cometi erros, mas eu estava e estou honestamente preocupado com o campo da psicologia social. Lamento a dor que causei a outros”, disse o cientista em nota divulgada em holandês. Em abril deste ano, Stapel teve uma pesquisa publicada na respeitada revista Science, sobre o impacto da bagunça em um ambiente no estereótipo das pessoas. Embora não existam ainda provas de que esse trabalho em particular tenha tipo manipulação de resultados, o editor-chefe da publicação divulgou uma nota expressando “preocupação” sobre as conclusões divulgadas.
“O relatório inicial [da Universidade de Tilburg] (...) indica que a extensão da fraude de Stapel é grande. No aguardo de mais detalhes das descobertas do comitê de Tilburg, a Science publica esta Expressão Editorial de Preocupação para alertar nossos leitores de que sérias preocupações foram levantadas sobre a validade das descobertas desse trabalho”, diz a nota.
Segundo o líder das investigações contra Stapel, Pim Levelt, há pelo menos 30 trabalhos que certamente têm resultados falsos, e mais são esperados. Os erros foram detectados quando três alunos de Stapel detectaram irregularidades em dados publicados. Eles avisaram o chefe do departamento, que começou a investigação. Stapel foi suspenso da universidade e colaborou com as investigações inicialmente. Depois se disse “fisicamente e emocionalmente incapaz de continuar”. Os resultados finais da investigação ainda devem ser divulgados, mas o comitê ressalta que o cientista agiu sozinho e que seus coautores não sabiam do que estava acontecendo.
fontes: G1 Ciência e Saúde (matéria na íntegra)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Dia a dia dos Deputados e Senadores custará mais caro

Nico  Nocolaiewsky e Hique Gomes
Deputados e Senadores pagam mais
Isso mesmo. Imagine que, ao chegar numa loja qualquer, padaria, açougue, bar ou cinema, em sabendo que o cliente ali postado se trata de um "nobre" deputado ou senador, o preço do produto seria automaticamente remarcado em mais 73% (deputado federal) e 61% (senadores) respectivamente.  Tudo bem que a grande maioria das despesas dessa gente são jogadas nas nossas contas, mas certamente eles compram coisas que eventualmente não são lançadas em relatórios de despesas parlamentares. E aí..."pow", metemos a mão nesses bolsões enormes cobrando mais por produtos e serviços. 
Pois em Porto Alegre (Rio Grande do Sul/Brasil), os "nobres" parlamentares que quiserem assistir à temporada de verão da peça de teatro Tangos & Tragédias (Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky), terão que pagar mais caro pelo ingresso - foi criada uma nova modalidade de ingresso especialmente para esse público "VIP". Além do preço normal e da meia entrada para estudantes e idosos, agora existe o acréscimo, sob medida para deputados e senadores. Verdadeiro ou zombeteiro, o aviso está na bilheteria do Teatro São Pedro. Simplesmente fantástico. Uma lorota bem contada, vira folclore e, quem sabe, realidade...apoio a idéia. Já assisti Tangos & Tragédias, ao longo dos últimos 25 anos, umas 9 vezes. E pretendo rever mais algumas, mesmo não estando mais no sul há muitos anos. Não dá pra perder a chance de reciclar o riso com o "milenar" teatro-humor refinado de primeira linha.
fonte: Jornal Zero Hora 

domingo, 28 de novembro de 2010

RJ - Guerra com torcida de Copa do Mundo

Jornalistas acuados na Invasão da Polícia ao 
Complexo do Alemão - Rio de Janeiro/Brasil

Num restaurante do aeroporto de São Paulo, uma tela de LCD reunia umas 30 pessoas. Só se vê isso em final de Copa. Gente tensa, meio que torcendo, atenção redobrada ao vídeo. Não era futebol, era o momento em que polícia civil, polícia militar e exército (chamadas Forças de Segurança) começavam a entrada no Morro do Alemão, no RJ. Pra quem não sabe, o Morro do Alemão é um complexo de 13 favelas (Slums) localizadas na cidade do Rio de Janeiro (Brasil).  Nessa região do Rio de Janeiro existem mais de 100 mil pessoas numa área de 3 km². E muitos bandidos e quadrilhas que comandam ações criminosas na cidade se concentram nessa região. O que acontece hoje e sempre no Rio de Janeiro, não pode ser comparado a uma Colômbia, mas é um bom referencial. A integração das forças de segurança, uso de carros blindados, a coordenação direta de uma operação de guerra por parte do Comandante Geral da Polícia Militar (Coronel Mário Sérgio de Brito Duarte) e até o uso de Polícia Florestal pra que não exista evasão de bandidos por região de matas, são novidades pro Rio de Janeiro e para o Brasil – demonstração de força por parte do governo é novidade – contraria a cultura histórica da leniência. “Cada casa da região será minuciosamente revistada”, diz o Coronel Mário Sérgio em entrevista à imprensa.
Algo novo contra o crime organizado está acontecendo por aqui. E o brasileiro faz o que sempre soube fazer - torce pelo seu time do coração, nesse caso, forças policiais. Na verdade, essa é a última chance pra que Forças Políciais façam as pazes com a população. Polícia no Brasil tem sido sinônimo de despreparo e também de corrupção no caso do Rio de Janeiro. A cobertura intensiva da imprensa brasileira ao que acontece no Rio de Janeiro lembra a CNN cobrindo a guerra no Afeganistão. Mas guerra no Brasil tem seu charme - apesar do ambiente tenso, nunca foi tão intensa também a atenção da polícia com informação aos jornalistas. Entrevistar policiais em ação em pleno "pitstop" de batalha é novidade também. Só se via jornalista de colete à prova de balas cobrindo guerras pelo mundo, não aqui – tão longe e tão perto... o jornalista da Agência Reuters, Paulo Whitaker, foi atingido por estilhaços essa semana. Se a vida vai ficar melhor no Rio de Janeiro é cedo pra dizer. É certo que nada mais vai ser como antes. A palavra de ordem é "batalhão" - seja de policiais, de jornalistas, de pessoas denunciando. Outras grandes cidades pelo mundo já comprovaram que sociedade organizada em batalhões faz milagres. 


O Rio foi minha casa por 6 anos. Tenho uma relação de amor e desesperança com a cidade, mas isso pode mudar - o povo do Rio de Janeiro merece dias bem melhores. Por mais que gente corrupta esteja entre nós, tráfico, venda de drogas e crime organizado só interessa mesmo a quem deles participa
fonte: Globo.com e Estadao on line