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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Drogas e o vício - o que os olhos não esquecem


Falar de vício - fácil pra quem vê o problema de fora e de forma bidimensional. 

Não faço apologia ou juízo de valor, pois corro o risco de assumir uma postura cabida apenas a quem vive o problema. Já vi o enlevo pela bebida. A vida da pessoa vira um céu e depois um inferno, quando na verdade, nunca houve céu. Pura ilusão. E esses olhos já viram o inferno de quem se descobre vencido pela cocaína – o tempo não é suficiente pra esquecer algo assim. Era meu segundo emprego, me espelhava num colega, um querido. Aprendi muito com ele. Era sofisticado pra atender clientes, sagaz com os números e implacável na venda. E tinha mel, todo mundo gostava do cara. Se me perguntassem como eu via o futuro dele, respondia sem pensar: era o próximo chefe de alguém, com certeza. Até que, um dia, o Saulo sumiu (nome fictício, pra preservar sua identidade). Não atendia telefone, não respondia e-mail, não apareceu mais no escritório. Não era o tipo de cara que passava despercebido e isso preocupou. Uma semana após o sumiço, a família envolveu polícia. Entraram no apartamento e o encontraram pelado, desacordado, em plena crise de abstinência. O chão do apartamento era cenário de guerra – comida pelo chão, roupas, pertences e, ao que parecia, tinha desmontado uns cinco computadores. Peças de todos os tamanhos pra todos os lados, misturadas com cadeiras quebradas, gavetas reviradas. O apartamento quase não tinha móveis e o que tinha, tava aos pedaços. Passados uns dias, fui visitá-lo na internação de uma clínica famosa. Dei um livro pra ele, do Fernão Capelo Gaivota, onde escrevi uma dedicatória: “amigo, tenha paciência e que Deus te dê sabedoria para seguir adiante. Um forte e caloroso abraço.” Quando leu a dedicatória, Saulo se emocionou e me endereçou aquele olhar vazio. Lembrei dos personagens do Nicholas Cage, sempre aquele semblante atordoado. Agradeceu o livro e se foi, acompanhado por um enfermeiro. Nunca mais vi o Saulo e nunca mais esqueci aquele olhar.

Quando li que o Brasil é o segundo país no mundo no consumo de cocaína e derivados, lembrei do caso do Saulo. 2,8 milhões de brasileiros consumiram cocaína nos últimos 12 meses, até a data da pesquisa (Unifesp 2012). É mais que a população de Salvador, a terceira maior cidade do Brasil. E 35% dessas pessoas estão no estado de São Paulo. Vendo a coisa por essa perspectiva, fica ainda mais assustador. Só temos um caminho: alertar nossos filhos e fazer de tudo pra que entendam (e fiquem longe) dessa realidade. Já temos “Saulos” demais nas nossas portas.  

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Ranking de Prosperidade


Venezuela e Finlândia
"quase" iguais
O que nos empurra é o otimismo
O Gallup, famoso instituto de pesquisa, publicou um estudo onde procura medir o sentimento de prosperidade da população de 155 países pesquisados desde 2005, o Gallup® Global Wellbeing. O estudo busca saber quanto por cento das populações destes países se considera “prosperando”, “batalhando” ou “sofrendo” (metodologia utilizada: Cantril Self-Anchoring Striving Scale - busca mensurar diversos aspectos do bem estar, cruzando informações tais como se a população está sorrindo, se é tratada com respeito, preocupações, aprendizado e até stress e dor física).

Pra variar, os quatro primeiros países do ranking onde o pessoal mais se sente prosperando foram Dinamarca (79%), Suécia, Canadá (69% cada) e Austrália (65%). E na lanterna da lista, também sem surpresas, ficam os países africanos: Togo (1%), Burundi e Comoros (2% cada). No caso da África, se percebe algum sinal de otimismo na Libéria onde 90% dos pesquisados se sentem “batalhando”. A surpresa é a América Latina, melhor continente classificado (média geral de 42%), sendo que a aberração latino americana ficou por conta da Venezuela. O berço de Hugo Chavez aparece com 65% de sentimento de prosperidade, empatado com a Finlândia (?!). O otimismo Venezuelano merece destaque – num outro ranking, mais famoso, o IDH, a Finlândia figura em 24º lugar, enquanto o “Paraíso Chavista” aparece em 73º. O Brasil tá bem na fita, com 58% de percepção de prosperidade e junto com países como Canadá, Estados Unidos e Costa Rica (líder do ranking Latino Americano). O otimismo brasileiro não deve nada aos hermanos venezuelanos: no IDH, ficamos em 83º e, segundo o IBGE, temos mais de 16 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza (com menos de 70 reais por mês), o que equivale a cerca de 8,5% da população. Ainda assim apenas 2% dos pesquisados brasileiros se consideram “sofrendo”. Vai ser otimista assim....
fontes: Gallup® Global Wellbeing, blog Tijolaço, wikipedia, IBGE website

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Hepatite C - Mata mais que a AIDS, acredite

  
Estranho mundo moderno – hoje morre-se mais de Hepatite do que de AIDS. É o que diz um estudo americano recente, divulgado no Annals of Internal Medicine. A metodologia considerou a análise de atestados de óbito entre 1999 e 2007. Morreram 15,1 mil pessoas de Hepatite C contra 12,7 mil por conta do HIV nos Estados Unidos. Segundo a coordenadora do estudo, Dra. Kathleen Ly, muita gente morre sem saber que tinha hepatite C, o que aponta que os números podiam ser ainda maiores. Já no caso do HIV, durante os anos 90, as mortes eram de 50 mil/ano em média.

Pelo fato do vírus ser assintomático ou apresentar sintomas inespecíficos por período prolongado, a Dra. Ly afirma que as pessoas só procuram recurso quando os efeitos da doença já devastaram o organismo.
No Brasil, são identificados 70 mil casos de Hepatite C por ano contra quase 400 mil de HIV, porém os casos de Hepatite também são bastante subestimados em função de, assim como nos EUA, muitos pacientes evoluírem para cirrose ou câncer e morrerem sem saber da doença. No seu próximo check up, custa fazer o exame? Claro que não.
Fonte: Annals of Internal Medicine e Veja.com

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A Testosterona e o Egocentrismo

O hormônio masculino testosterona, originalmente ligado a atitudes agressivas, pode estar relacionado também ao egocentrismo e à atitudes egoístas. Já a ocitocina, hormônio feminino, pode conduzir à atitudes cooperativas. É o que aponta um estudo conduzido por cientistas da University College London e publicado na revista Proceedings of the Royal Society B.
Uma vez que a testosterona também é naturalmente liberada pelas mulheres, porém em menor quantidade, o estudo foi realizado apenas com elas, evitando as distorções pelo excesso de hormônio. Foram observados 17 pares de mulheres que receberam testosterona e placebo em atividades que exigiam cooperação entre os pares para que pudessem ser realizadas. A atividade cooperativa foi bastante reduzida, segundo os pesquisadores, a partir do momento em que a testosterona era administrada. “Com esta experiência, provamos o quanto as nossas decisões podem ser baseadas em hormônios”, alerta o coordenador do estudo, Dr. Nick Wright (Wellcome Trust Centre for Neuroimaging at the University College London - UCL) “Na maior parte do tempo isso não impede que encontremos a melhor decisão, mas pode nos levar a ignorar a opinião dos outros”, complementa o cientista.
Tá difícil ser homem, senão um pitbull de si mesmo. Além de atender a todos os arquétipos criados em torno das mudanças de papel entre homem e mulher, ainda precisamos ficar de olho nas taxas de hormônio pra literalmente não fazermos “merda” (desculpe, mas não encontrei nada mais apropriado, é isso mesmo). Ninguém merece...
fontes: UCL website, The Check Up website, Yahoo news e Revista Veja website

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Cientista holandês premiado admite fraude em pesquisa

Psicólogo teria inventado dados e manipulado resultados de trabalhos. Revista Science publicou nota de preocupação sobre estudos.

Diederik Stapel
Dados forjados
Após ser alvo de uma investigação, o psicólogo Diederik Stapel, um dos mais proeminentes e premiados pesquisadores da Universidade de Tilburg, na Holanda, admitiu ter forjado dados em suas pesquisas. "Cometi erros, mas eu estava e estou honestamente preocupado com o campo da psicologia social. Lamento a dor que causei a outros”, disse o cientista em nota divulgada em holandês. Em abril deste ano, Stapel teve uma pesquisa publicada na respeitada revista Science, sobre o impacto da bagunça em um ambiente no estereótipo das pessoas. Embora não existam ainda provas de que esse trabalho em particular tenha tipo manipulação de resultados, o editor-chefe da publicação divulgou uma nota expressando “preocupação” sobre as conclusões divulgadas.
“O relatório inicial [da Universidade de Tilburg] (...) indica que a extensão da fraude de Stapel é grande. No aguardo de mais detalhes das descobertas do comitê de Tilburg, a Science publica esta Expressão Editorial de Preocupação para alertar nossos leitores de que sérias preocupações foram levantadas sobre a validade das descobertas desse trabalho”, diz a nota.
Segundo o líder das investigações contra Stapel, Pim Levelt, há pelo menos 30 trabalhos que certamente têm resultados falsos, e mais são esperados. Os erros foram detectados quando três alunos de Stapel detectaram irregularidades em dados publicados. Eles avisaram o chefe do departamento, que começou a investigação. Stapel foi suspenso da universidade e colaborou com as investigações inicialmente. Depois se disse “fisicamente e emocionalmente incapaz de continuar”. Os resultados finais da investigação ainda devem ser divulgados, mas o comitê ressalta que o cientista agiu sozinho e que seus coautores não sabiam do que estava acontecendo.
fontes: G1 Ciência e Saúde (matéria na íntegra)

sábado, 24 de setembro de 2011

Ultimate Squash Fighting


O Squash está novamente na lista dos candidatos a Esporte Olímpico, para 2020. A modalidade tem se tornado cada vez mais relevante pro esporte mundial e tem atraído cada vez mais adeptos (só no Brasil, estima-se que sejam 80 mil jogadores). Segundo o Presidente da Federação Mundial de Squash, o indiano N Ramanchadran, o squash preenche todos os critérios para se tornar um esporte Olímpico, tais como presença forte nas categorias Master e Junior, campeonatos e embates cada vez mais competitivos e ser considerado um dos esportes mais saudáveis do mundo. Diz ele que a Federação também se sente altamente comprometida com os esportistas que tenham como meta a medalha olimpica.
O esporte também superou  uma das suas grandes barreiras – poder ser visto pela televisão, ponto crucial pra um candidato aos Jogos Olimpicos. O surgimento da quadra de vidro em que múltiplas câmeras captam lances fantásticos de seus jogadores se tornou um exemplo de inovação nas transmissões televisivas.
No MMA (artes marciais mistas) os caras quase se matam dentro de um octógono e as pessoas amam. Um pouco de sangue quente talvez possa tornar o Squash muito mais visível. É a hora de surgir um Ultimate Squash Fighting. Um processo seletivo pesado escolhe 12 atletas. Alguns critérios: boa formação acadêmica, ser saudável, com experiência no Squash, descomunal resistência física e sangue frio. Em quadra de vidro num hotel cassino de Monte Carlo esses 12 cavalheiros jogam uns contra os outros em embates televisionados em cadeia mundial. Detalhe: cada jogo só acaba quando termina. Não há limite de pontos, apenas de resistência e cada jogo é eliminatório. O primeiro a cometer três erros por nítido esgotamento durante a partida estaria fora - parte de um rol de regras básicas escritas especialmente para esse torneio. Os jogos seriam intercalados com flashes da rotina de treinos (e, porque não, da tortura psicológica) dos jogadores, como num Big Brother. Prêmio para o Anderson Silva do Squash: 1 milhão de dólares mais contratos de publicidade pelo mundo afora.
Te cuida, MMA. O Squash tá chegando. 
fonte: Federação Mundial do Squash
Colaboração: Paulo Berbel

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Rejeição social - as dores não são só metáforas

Dr. C. Nathan DeWall

“Matar um leão por dia”, nos dias de hoje, significa ser aceito e legitimado em uma rede de proteção. Pessoas rejeitadas podem se tornar agressivas, compulsivas ou inconsequentes com seus atos. E o reflexo desse comportamento no meio profissional é a prova disso. Atitudes agressivas de quem não suporta ser contestado ou desafiado - insegurança. Ser aceito no trabalho e ser reconhecido por fazê-lo bem é sinônimo de aceitação, ao passo que as pessoas evitam ao máximo o fracasso pelo pavor da rejeição. E rejeição pode causar dor, uma dor que pode ser tão ou mais voraz que a dor física. 
O Dr. C. Nathan Dewall, da Kentucky University estudou a associação entre dor física e dor emocional, pra provar que ambas têm comportamentos em comum no organismo humano. Dessa forma, aplicando analgésicos comuns poderia, por exemplo, melhorar o estado emocional de uma pessoa que acabara de ser demitida. Com doses diárias de paracetamol (e placebo) por três semanas a um grupo de estudantes, o Dr. Dewall foi medindo o nível de stress e de dor emocional a que essas pessoas vinham sendo submetidas. Alguns dos testes incluíam jogos onde as pessoas eram socialmente excluídas. Conseguiu identificar a diminuição da atividade cerebral nos pacientes que tomaram o medicamento, Os pacientes que tomaram placebo se mantiveram inalterados. Segundo o pesquisador, isso tudo tem a ver com uma importante mudança social: ao longo do tempo, a sobrevivência mudou de cara – a inclusão social é a nova cara do “mundo hostil”.
Mas segundo o Dr. Dewall, ainda é cedo pra dizer que um analgésico pode efetivamente tratar a dor social, há que se estudar muito mais. E ainda assim, criar um ambiente mais saudável de convívio social pode ser uma solução mais imperiosa do que ter dar remédios pra todo mundo. Entender de forma racional que a rejeição faz parte da vida é uma coisa. Mas admitir que a dor social pode ter o mesmo impacto que quebrar um osso, isso não pode definitivamente passar despercebido
fonte: revista Harward Business Review

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Torpedos no trânsito - pior que o álcool

Como bloquear o instinto de reagir ao primeiro toque de uma mensagem ou e-mail  entrando em seu celular? É incrível e até divertido ver a pessoa dar um pulo quando ouve aquele bendito toque – e procura, e se apalpa, vai na bolsa...o mundo vai se acabar se a criatura não ver a mensagem, se não responder. Se for no meio de uma reunião, é mais cômico ainda (a pessoa se nega a por no módulo "vibracall" e faz aquela cara de calamidade tipo “esqueci, desculpem, mas preciso atender”. Seria divertido se não fosse um ponto: as pessoas fazem isso dirigindo carros também e essas reações espasmódicas, mais que ridículas, podem matar. Tenho um amigo que confessou, um dia: se deu ao trabalho de decorar a posição das teclas do smartphone pra responder torpedos dirigindo - a coisa é muito séria.
Pesquisadores da universidade North Texas Health Science Center publicaram um estudo, mostrando que só nos EUA, desde 2001, cerca de 16 mil pessoas morreram em acidentes envolvendo o uso de celulares para responder mensagens. Haja modelo matemático pra co-relacionar isso, mas os caras fizeram. Em 2001, eram transmitidos cerca de 1 milhão de torpedos/mês. Esse número saltou para 110 milhões em 2008. O tema não é exatamente novo. Em 2008, a RAC Foundation, em parceria com o Laboratório de Pesquisas no Trânsito (Londres/Inglaterra), estudou 17 jovens respondendo torpedos em simuladores - detectaram que as reações dos motoristas foram 35% mais lentas, com queda de 91% da capacidade de manter o controle do carro - em outras palavras, concluíram que o estrago causado pelos torpedos no motorista é maior do que o álcool, quando o assunto é direção defensiva. Mas tente passar um torpedo dirigindo e não será nada difícil entender isso tudo. 
No Brasil nunca vi artigo que mencionasse alguma estatística sobre isso, mas dá pra imaginar como o fascínio por smartphones deve estar matando brasileiros no trânsito. Eu estou tranqüilo, não fui mordido por esse bicho – se entra um torpedo no meu celular, mesmo em estado de absoluto repouso, no aconchego da minha poltrona (do quarto, e não do carro), penso duas vezes se devo olhar ou não – as vezes, não olho. Será que o mundo vai realmente se acabar se eu deixar passar aquele torpedo que acabou de entrar? É bom pensar nisso ou, por causa de uma droga de torpedo que entrou atravessado enquanto se deslocava pra reunião, você pode não estar mais aqui pra saber...
Fonte: Reuters, G1 e Sinditran

domingo, 13 de junho de 2010

A História do Brasil contada “para irritar o maior número de pessoas”

Quem mais matou índios na época em que o Brasil foi descoberto foi o próprio índio brasileiro. O índio brasileiro também foi um precursor mor do desmatamento – na verdade, a floresta era seu maior inimigo e não o contrário, como nos foi ensinado, na cultura (e mito) do Bom Selvagem.
Sempre soube que a história contada no colégio escondia um caminhão de verdades. A internet abriu uma clareira enorme nessa “caixa preta” chamada história contada em livros didáticos. Mas quanto mais livros e textos aparecem pelo caminho, mais vejo o quanto fui enganado (eu e a “torcida inteira do Corinthians”).
Tem mais - sobre a escravidão nas Américas: os portugueses chegaram na África ali pelo século 15 e aprenderam com os Africanos a comprar escravos. Sim, negros escravizavam negros (e mesmo brancos), era uma cultura quase milenar na África (e em outros povos). E quem plantou as raízes da forte campanha pelo abolicionismo foram os ingleses (século 18), não por interesse econômico (pelo contrário, a economia da Inglaterra era fartamente beneficiada pela Escravidão) e sim por razões ideológicas mesmo - um grupo de cidadãos comuns abnegados começou o movimento (e nem tinha internet naquela época). Os Africanos foram contra o fim da escravidão, pois trocar gente por armas era a atividade mais lucrativa dos reis africanos na época.
Tudo isso está no “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil", do jornalista Leandro Narloch (ed. Leya/2009). Segundo ele, o livro foi escrito para “irritar o maior número de pessoas” e, pelo visto, tem conseguido, pois o livro é excelente e denso: Narloch pesquisou mais de 120 livros e teses a respeito, sabe do que está falando. Veja abaixo entrevista com jornalista Augusto Nunes, de Veja.com. e se irrite um pouco também. No youtube, você pode ter acesso às demais partes da entrevista. Saúde ao Leandro.
fontes: livro "O Guia politicamente incorreto de História do Brasil (Leandro Narloch, ed Leya,2009), wikipedia e Veja.com

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Medicina de Plasma - um futuro para tratamento de doenças complexas

A palavra “Plasma” lembra o quê (Físicos, Biólogos e Médicos não vale, seria covardia)? Se a resposta for Sangue, você não é o único. Normalmente é a primeira lembrança, por causa do Plasma Sanguíneo (componente líquido do sangue no qual as células sanguíneas estãos suspensas). Mas Plasma tem outro significado bem diferente. Na física, é o que se chama de 4º estado da matéria, gás ionizado – sol é plasma(partículo ionizada), por exemplo. Mas o que isso tem a ver com este post?
Tem a ver com Medicina de Plasma, especialidade nova e revolucionária na medicina. Esse segmento foca a utilização do plasma para combater doenças cujos microorganismos causadores não respondem aos esquemas terapéuticos convencionais. No New Journal of Physics (nov/2009), um artigo chamado “Plasma Medicine, a introdutory review” defende o uso do plasma segundo esta perspectiva. No estudo, pesquisadores citam o uso de plasma frio (partículas em temperatura ambiente) em altas doses para destruir basctérias, vírus e matar por exemplo, células cancerígenas responsáveis pelo câncer de mama – tudo depende da intensidade e da duração das aplicações.
A luta contra vírus e bactérias está ganhando um aliado tão complexo quanto importante. Veja o estudo na intrega (passe o mouse em cima): PlasmaMedicine
fontes: wikipédia & New Journal of Physics e Revista América Economia (jan/2010)

domingo, 16 de maio de 2010

Noites Mal Dormidas 4 – Quem dorme pouco...ou muito, pode morrer antes.

Foi publicado na revista Sleep um estudo envolvendo a Universidde de Warwick em colaboração com a Universidade de Medicina Federico 2º, em Nápoles/Itália e afirma que dormir pouco pode levar à morte prematura. O estudo analisou o padrão de sono de 1,3 milhão de pessoas em diversos países e mostrou que pessoas com menos de 6 hora de sono tem 12% mais chance de morrer e até no máximo 25 anos. Por outro lado, o estudo também sentencia que pessoas que tem um sono excessivo, acima dos padrões considerados normais, também podem ter risco de morte aumentado.
Segundo o pesquisador Jim Horne, envolvido no estudo, a pessoa que tem um padrão de sono inferior a 5 ou 6 horas, é indicativo de que algo não está bem, assim como as pessoas com mais de 8 horas de sono. Francesco Cappucio, chefe do Programa de Sono, Saúde e Sociedade da Universidade de Warwick. Afirma que dormir de 6 a 8 horas é saudável e que observar o padrão comportamental de sono é um marcador importante para se analisar fatores de risco. O ambiente doméstico e de trabalho, por exemplo, influenciam diretamente nesse padrão de comportamento e podem ser tratados.
"A sociedade moderna está vivenciando uma redução gradual na quantidade média de sono e esse padrão é mais comum entre os que trabalham em período integral, sugerindo que isto ocorre por causa de pressões da sociedade para o aumento nas horas de trabalho. Por outro lado, a deterioração de nossa saúde geralmente é acompanhada por uma extensão de nosso tempo de sono", afirma o professor Cappucio.
Já me submeti a muitos exames periódicos e não me lembro de, e alguma ocasião, a minha qualidade de sono ter sido questionada. Se estamos diante de um marcador importante, existe uma lacuna aí. Fica uma sugestão aos profissionais médicos: adicione à anamnese uma boa checada no sono do seu paciente. Provavelmente alguns mistérios estão nesse campo. O estudo é um importante indicativo nesse sentido.

domingo, 9 de maio de 2010

Alto nível de stress pode engordar e provocar diabetes

Longe das dietas rigorosas e dos exercícios pesados, a chave para o emagrecimento pode ser tão simples relaxar. A conclusão é de cientistas israelenses que encontraram um gene que nos faz sentir vontade de comer doces e comidas gordurosas quando estamos sob stress.
De acordo com Alon Chen, que participou do estudo, os pesquisadores queriam descobrir por que a pessoas recorriam aos biscoitos calóricos quando se sentiam pressionados em casa ou no trabalho. Durante experimentos com ratos, eles perceberam que um determinado gene bombeia uma proteína chamada Ucn3 em momentos de stress.
Produzida no cérebro, essa proteína afeta todo corpo, incluindo o coração, os músculos, o fígado e o pâncreas. Ela aumenta o apetite e afeta nosso grau de satisfação, além de alterar a maneira como o corpo usa a insulina, hormônio crucial para o processamento de açúcar em energia. Por essa razão, o gene descoberto estaria ligado não só à obesidade como também ao diabetes tipo 2.
Por isso, cuidado com seu nível de stress, alertam os cientistas. "O stress é bom quando você precisa lidar com um evento específico. Mas o sistema que responde ao stress precisa ser muito bem controlado", afirma Chen, do Weizmann Institute em Israel. "Se altos níveis de stress são constantes, o risco é engordar e adoecer, adiciona".
O estudo foi publicado na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.
fonte: matéria na ítegra - Veja 07 de maio 2010.

domingo, 2 de maio de 2010

Prozac e Ecstasy para o tratamento do Câncer

Um time de pesquisadores da Universidade de Birmingham, Inglaterra, está testando o uso de drogas moderadoras do apetite, anfetaminas (como Ecstasy) e antidepressivas (dentre elas, Prozac) no tratamento de alguns tipos de câncer e com resultados surpreendentes. O estudo focou 17 amostras de leucemia linfoblástica e myeloma múltiplo e mostrou que as drogas efetivamente reduziram o crescimento das células cancerosas. No caso do grupo tratado com antidepressivos, houve redução em 9 das 17 amostras, ou seja, mais de 50% dos casos e no caso dos pacientes expostos a derivados de anfetaminas, essa relação foi de 11 para 17.
Já no caso do Ecstasy, seria necessária uma dose muito alta para bloquear o crescimento das células cancerígenas, e isto poderia matar o paciente. Mas segundo o Dr. Nick Barnes, também envolvido no estudo, se um dia fosse possível quebrar a ação desta droga, talvez as propriedades anticancerígenas do Ecstasy possam ser separadas do seu efeito tóxico.
De acordo com o Pesquisador e Professor John Gordon, vários psicotrópicos atualmente usados, inclusive de forma abusiva às vezes, por razões as quais em breve saberemos, poderão ajudar na luta contra alguns tipos de câncer:
“Nós estamos muito animados que drogas como o Prozac se mostrem eficientes na eliminação desses tipos de células cancerosas, que assim como este antidepressivos, andam por toda a grande circulação”.
“Na Inglaterra são diagnosticados mais de 10.000 casos de linfoma por ano. A possibilidade de alguns desses pacientes poderem ser tratados com anti-depressivos que possuem propriedades anticencerígenas é algo verdadeiramente fantástico”, afirma o Dr. David Grant, Diretor Científico e porta voz da Leukaemia Research Fund, comemorando a novidade. Segundo ele, ainda há muito trabalho até que essa descoberta se torne realidade cotidiana, mas que é muito excitante saber que existe um caminho muito menos agressivo para tratar esse tipo de câncer.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Saúde sem Adesão? Claro que Não.

Se todo mundo tivesse remédio e tratamento de graça, as pessoas seriam mais saudáveis e se cuidariam mais? (Mas afinal, que perguntinha é essa?). Se depender do que defende o New England Wealthcare Institute, certamente que não. Adivinhe o que faz com que as pessoas não se cuidem adequadamente ou com que os tratamentos sejam ineficazes: preço do medicamento? Acessibilidade? Disponibilidade? Pasmem: A ADERÊNCIA (ou a falta dele) por parte dos pacientes com doenças crônicas é o vilão. Em outras palavras – AS PESSOAS PARAM OS TRATAMENTOS, OU NEM COMEÇAM. Isso mesmo.
Nos Estados Unidos estima-se que de um terço a metade dos pacientes não tomam os medicamentos prescritos por seus médicos, o que resulta em 100 bilhões de dólares a mais em gastos com internações hospitalares e cerca de 290 bilhões em desperdício de medicamentos por ano que poderiam ser evitados. Segundo a Organização Mundial da Saúde, dosagens prescritas erradamente, remédio errado para a doença errada, multiplicidade de medicamentos prescritos, causando confusão nas dosagens e no escalonamento das tomadas são os os motivos da não aderência mais comuns. Pacientes que consultam com vários médicos, tomam várias medicações, porém sem a coordenação multidisciplinar do seu tratamento, engrossam o côro dos que abandonam.
O estudo defende um ponto curioso, de caráter mais cultural - acesso fácil a medicamentos, através do pagamento compartilhado via planos de saúde contribui para a baixa adesão (ou seja, mexer no bolso, funciona). Várias alternativas educacionais são apontadas como formas de ganho em adesão, algumas soam meio absurdas (como remunerar a pessoa que tomar os remédios direitinho, me poupe), outras nem tanto (tais como: treinar times multidisciplinares, investir em educação do paciente, rever o sistema de reembolso, integrar e gerenciar um banco de dados coordenado sobre hábitos do paciente, etc...).
Vale a pena ler o estudo, pois se trata de um desafio e tanto para profissionais da área de Saúde – entender qual linha de comunicação adotar e quais caminhos seguir na luta contra a baixa adesão e respeito aos tratamentos propostos. Não é pouca coisa não.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Cuidado! DIETAS demais, OSSOS de menos

A gordura do corpo produz substâncias através das quais o cérebro controla a modelação óssea. É o que conclui um estudo britânico com 4 mil adolescentes com idade média de 15 anos. Constatou-se que meninas muito magras apresentavam ossos finos e por isso, maior risco de desenvolverem osteoporose. Segundo o responsável pelo estudo, Dr Jonathan Tobias (do Departamento de Reumatologia da Universidade de Bristol - Reino Unido), dietas em excesso, especialmente nas meninas, trarão problemas de desenvolvimento do esqueleto. Entre 20 e 30 anos, o esqueleto atinge seu maior tamanho e espessura. A partir daí, naturalmente vão ocorrendo perdas, a serem compensadas via reserva e ajudando a prevenir osteoporose. Ok, então o tratamento preventivo da osteoporose deveria começar na adolescência e não na velhice, como de hábito.O trabalho será publicado na edição de fevereiro do "Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism".
A relação peso/osteoporose não é novidade - Um corpo equilibrado (músculos x gordura) na idade certa estimula a boa formação óssea. O ideal é não inventar e ter um IMC (índice de massa corporal) entre 20 e 25 kg/m2. (peso em quilogramas pela altura ao quadrado). Segundo a endocrinologista Marise Castro, chefe do Departamento de Doenças Osteometabólicas da Unifesp e presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - regional São Paulo. "Pessoas com IMC abaixo de 20 kg/m2 têm oito vezes mais chance de sofrer de osteoporose do que quem tem IMC de 27,5 kg/m2". E aí? Será que vale a pena continuar com essas Dietas malucas e sem acompanhamento adequado de um profissional?
Fonte: Folha On Line – 07/01/2010 - Julliane Silveira

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

SQUASH – Revista Forbes qualifica como o esporte mais saudável do mundo.

Eu namoro o Squash desde 1997 e serei eternamente grato ao meu super amigo Mário Neto (é "O cara") por isso. Mas dedicação mesmo ao esporte (quase culto) 2 anos – jogando, aprendendo, perdendo, ganhando. Haja joelho e condicionamento físico quando já se tem quarentinha, mas o desafio vale à pena. Acontece que ano passado comecei a me redimir. A Revista Forbes publicou, em outubro de 2003 os resultados de uma importante pesquisa onde listava os 10 esportes mais saudáveis para se praticar. Boxe? Tênnis? Karatê? Hipismo? Natação? Não, nada disso. É ele sim... a pesquisa afirma que o Squash é o esporte mais saudável que existe e ponto final. A revista elaborou esse trabalho para avaliar vários esportes através de entrevistas com médicos, professores, fisiologistas, treinadores e esportistas. Foram consideradas 6 variáveis: resistência cardiorespiratória, força muscular, resistência muscular, flexibilidade, risco de contusão e quantidade de calorias queimadas em 30 minutos de prática. Para cada variável foram atribuídas notas que iam de 1 a 5, quanto maior a nota melhor (exceto risco de contusão que ia de 1 a 3, sendo 1 o esporte mais propenso a lesões). No fim, a conclusão foi que o Squash é mesmo o esporte mais saudável para se praticar e o melhor para se manter a boa forma. Alcançou a melhor marca com um total de 22.5 pontos, tendo nota máxima em resistência muscular e queima de calorias (é o esporte que mais gasta calorias - 517 calorias em 30 minutos de prática de acordo com a American College of Sports Medicine!).
O repórter Neal Santelmann, responsável pelo estudo, ainda afirma que o Squash é excelente para modelagem e fortalecimento dos membros inferiores, além de ser um ótimo exercício cardiorespiratório e melhorar a flexibilidade das costas e abdômen (quando saio da quadra, a primeira sensação de plenitude é de ter tomado uma surra de cano de PVC daquelas, mas passa..., ainda mais se vier acompanhada da adrenalina de ter ganho um jogo!).
Caso vocês queiram ver, por curiosidade, os detalhes do estudo, estou publicando aqui o link da FORBES, que te levará direto para os dados metodológicos do estudo - fatos e dados, claro.... (é só passarem o mouse sobre o título da matéria).

Agora estou redimido e apenas aguardando que se torne um esporte Olímpico (vamos torcer que não demore - quem será a vítima? aquela feiura do rugbi?). Espero vocês na quadra e prometo não decepcionar. Vem comigo?

domingo, 20 de setembro de 2009

Ministério da Saúde e secretaria questionam eficácia do Tamiflu


fonte: O Estado de São Paulo - 17/09/2009
AE/São Paulo - A eficácia do medicamento Tamiflu, usado para tratar pacientes com o vírus da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, está sendo questionada. Um levantamento preliminar realizado com pacientes graves com suspeita ou confirmação de gripe suína no Rio Grande do Sul levou o Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual a relativizarem a importância do oseltamivir (Tamiflu) no combate à doença. A pesquisa mostra que o número de mortes foi semelhante entre os doentes que receberam o remédio nas primeiras 48 horas, como recomenda a bula, e aqueles que receberam após esse período.De um total de 83 pacientes avaliados, 36,1% foram medicados com o Tamiflu nas primeiras 48 horas, 38,5% depois desse período e 25,3% não o receberam. No entanto, os dois primeiros grupos tiveram número semelhante de mortos: 12 e 14, respectivamente. Entre aqueles que não tomaram a droga houve apenas seis mortes. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Gerson Penna, os dados desfazem o mito em torno do remédio. “Só o que salva é a vacina”, afirmou durante evento sobre a nova gripe no sábado, em São Paulo. O secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, informou, em entrevista por telefone, que o estudo será ampliado e trará mais detalhes.A infectologista Nancy Bellei, do comitê de Influenza da Sociedade Brasileira de Infectologia, alerta, porém, para o pequeno número de casos avaliados, o que dificulta conclusões. A especialista destaca ainda que são necessários mais detalhes, como o estado e as características dos pacientes de cada grupo. “Em pacientes graves é possível que o antiviral não mude o curso da doença.”

sábado, 19 de setembro de 2009

Rir no escritório levanta ânimo e reforça liderança, indica pesquisa em sete países



fonte: Folha da Tarde - 18/09/2009
Caderno Ciência e Saúde -15:40hs

Rir no escritório levanta o ânimo dos colegas e potencializa o status do chefe, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira (18) pela escola de direção empresarial da Universidade Bocconi, de Milão.

De acordo com o estudo, realizado entre 1.860 funcionários de empresas da Itália, França, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, Rússia e Japão, 98% dos entrevistados reconheceram que lançam mão do humor no escritório e 99% afirmaram que apreciam o bom humor. Pesquisa com empresas de sete países, da escola de direção empresarial da Universidade Bocconi, indica importância do riso. A pesquisa se concentrou também nos efeitos, considerados muito positivos, do bom humor sobre a organização do trabalho e ressaltou que, segundo os entrevistados, rir no escritório levanta a moral do grupo, assim como sua coesão e motivação para conseguir os objetivos pré-fixados.

Além disso, os dados publicados mostram que a liderança é reforçada pelo bom humor e que as mulheres usam a ironia no posto de trabalho muito mais que no passado. Quanto ao que faz rir mais no local de trabalho, o estudo destacou que, em todos os países analisados, os empregados gostam dos jogos de palavras, e que na Itália é onde há mais ocorrências sobre sexo e religião e se usam mais palavrões e gestos físicos.

Ao contrário, na Alemanha, Reino Unido e sobretudo nos Estados Unidos, o sexo e a religião parecem ser considerados temas tabus pelos empregados, que ironizam muito sobre eles mesmos e brincam sobre as diferenças de hierarquia no trabalho.

O comportamento dos franceses se parece mais com o dos italianos, e inclusive com o dos russos, que, no entanto, riem menos por assuntos de sexo e mais por causa dos palavrões.
Os escritórios considerados pelo estudo como mais "tristes" são os do Japão, porque ali os funcionários evitam assuntos que suscitem hilaridade e só se divertiriam com os jogos de palavras, de maneira mais sutil.