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domingo, 26 de maio de 2013

Seu celular carregado em 30 segundos - quem não quer?

Eesha Khare - celulares carregados em 30 segundos
Seu celular carregado em 30 segundos? Bom demais e a caminho, pelas mãos de Eesha Khare, estudante de 18 anos, 2º lugar no Intel Awards Winner 2013. Ela criou um dispositivo que, uma vez acoplado à bateria do celular, permite que a recarga seja feita em 30 segundos. 

Eesha recebeu 50 mil dólares de prêmio, com os quais pretende pagar a faculdade e investir em outras pesquisas para desenvolvimento de super baterias. Excelente, mas...porque o 2º lugar deu muito mais o que falar do que o 1º (!?). Porque Gordon Moore criou algo igualmente maravilhoso, porém ainda distante da nossa realidade rotineira: um tipo de inteligência artificial que permite a um automóvel se “auto-controlar” (lembra da Super Máquina, o K.I.T.T.?), minimizando acidentes e engarrafamentos.

Fantástico, mas me interessa mais nesse momento, a urgente perspectiva de nunca mais ficar sem celular em momentos importantes. Por isso a segundona virou primeirona. Graaande Eesha...veja video




fontes: Época Negócios.com e INTEL Website.

sábado, 23 de março de 2013

Stephen Elop, da Nokia - Não deixou por menos


Elop - não deixa por menos
Lição aprendida pelo convívio com Presidentes de empresa: nunca brinque com um presidente de empresa louco para vender seu produto, ainda mais durante seus 15 minutos de fama. Os realmente bons são os vendedores supremos da marca e tem o faro pra transformar pequenas deixas em verdadeiros eventos. E aproveitam bem o espaço porque sabem que uma venda não realizada não se recupera - não existe a expressão "perda de oportunidade" nessa esfera. 

O CEO da Nokia, Stephen Elop, considerado no meio um Presidente carismático e de perfil arrojado, ao ser colocado contra a parede por um jornalista abusado, não pensou duas vezes. Veja vídeo. 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Telefônica Brasil não cumpriu - multa!

A Anatel (Superintendência de Serviços Públicos da Agência Nacional de Telecomunicações) multou a Telefonica/Oi em mais de 4 milhões de reais por não cumprimento do acordo sobre melhoria de qualidade nos serviços prestados. A multa diz respeito às reclamações sobre demora no atendimento quando um cliente procura a empresa – o atendimento a reparos de linhas residenciais e não residenciais deveria ser feito em até 24 horas (residências) e 8 horas (não residências) o que não vem ocorrendo. Pegou também a demora no atendimento em lojas, que deveria ser de 10 minutos.

Nós, mortais, continuamos acreditando em Papai Noel, Coelinho da Páscoa, no Saci, no PT...e outros folclores. Não por opção, mas por falta de...Dá pra dizer qua ainda existe luz no fim do túnel quanto ao lamentável serviço prestado pelas operadoras no Brasil. 

fonte: folha on line e estado on line.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Celular para crianças: "- dou, não dou?" parte II


Sigo pensando no post anterior, tão rico e perturbador que chamou outro post. Coisa rara aqui no blog. Dar celular pra crianças de 13 anos ainda não me convence, faltam argumentos. A Dra. Wendy Sue Swanson foi cuidadosa em não assumir posições no artigo do The New York Times, focando-se em dados de pesquisa. Isso me traz um certo alívio. É natural titubear quando uma liderança de opinião tem um posicionamento diferente do seu e vem com alguma base. Me pergunto se na rotina de uma criança de 13 anos existe algum compromisso ou evento imprevisto que torne necessário carregar um celular full time. Me transporto ao dia em que fui à minha primeira festa, tinha 13 anos. Meu pai não dormiu naquela noite, mas não se opôs a me dar uma carona, ida e volta. E assim foi até que ele adquirisse confiança suficiente pra deixar que saísse e voltasse no carro dos amigos, todos eles conhecidos e “filmados” de perto.

Escola da Flórida - estímulo ao uso didático
Quando a criança adquire o direito de ir a uma festa, leva de brinde a carona dos pais. Normal, faz parte do pacote chamado “direito de ir e vir”. Mas não leva o direito de uso da ferramenta (o carro). Uma criança não tem maturidade, prática, comedimento e muito menos carteira de habilitação (ao menos no Brasil, onde o mínimo exigido é 18 anos).  E, um detalhe importante: não tem condições de pagar a gasolina que seja (por conta própria). Estou tentado a ver o celular sob a mesma perspectiva – à medida que vão surgindo situações as quais exijam comunicação em tempo real, vou prover isso: um celular “da casa” com restrição de recursos (sem web ou quaisquer aplicativos supérfluos) e com uma restrita lista de chamadas (casa, parentes, polícia, bombeiros, amigo próximo da família). Esse aparelho fica “no hangar” até haver consenso (meu com minha esposa) sobre se, para aquele evento “x”, o celular pode ser útil. Um chip pré-pago será o combustível e qualquer necessidade a mais de uso poderá ser descontada da mesada, mediante outro consenso. É a velha máxima motivacional de que só é possível desfrutar a pleno daquilo que posso pagar, é assim com tudo na vida.

Aguardo que uma nova tendência possa me surpreender - o uso produtivo do celular em sala de aula, por exemplo. Em algumas escolas americanas, a criançada é incitada a participar de jogos interativos na sala de aula. Também recebe SMS da escola com lembretes de suas tarefas de casa e de suas provas. É a área pedagógica se moldando aos novos tempos. Se isso for um caminho sem volta, prometo rever tudo.  

Você concorda? Não? Viva a diversidade...

fontes: Kajeet website, New York Times website, Folha online, The Pwe Research website.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Celular para crianças: "- dou, não dou?


O dilema hi-tech do momento - vai dar um celular pro seu filho?

Vendo o quanto o “senso de urgência” ficou avacalhado com o aparecimento dos celulares e smartphones, me dá um frio na espinha. A atitude irracional de qualquer um de nós adultos enquanto usamos nossos telefones mostra claramente como isso pode ser potencializado na mão de uma criança. Vendo a forma como filhos de amigos meus ostentam seus aparelhinhos quando chegam na escola ou como mostram o pequeno troféu numa festa de aniversário - perco o humor.

Cresci numa época em que “dar ou não dar uma bicicleta” e, pouco depois, “tirar ou não tirar a rodinha de apoio da bicicleta” tirava noite de sono de qualquer pai. Hoje essa aflição (e, porque não dizer, pânico) me assombra quando o assunto é dar celular pra filho. E quando? A pediatra americana Wendy Sue Swanson cita uma pesquisa realizada pelo The Pew Research Center & American LifeProject. Na pesquisa, a grande maioria das respostas aponta para 13 anos como sendo a idade ideal. E sugere que o modelo de aparelho seja o mais otimizado possível - a criança não tem ainda a menor condição de julgar o que seria o melhor uso e dar um smartphone nesse caso seria uma completa insensatez.

Dra. Wanson
"nada é mais saudável que
o acompanhamento dos pais"
Uma empresa americana chamada Kajeet (Chicago, Illinois/EUA) aponta para o que vai ser o futuro próximo – se especializou em ser uma empresa de telefonia para crianças. Vendem aparelhos e planos customizados para dar às crianças o que els precisam e aos pais a tranqüilidade e segurança necessárias. Com um celular Kajeet, é possível restringir funções, tempo de uso, ou sites e aplicativos não autorizados. E ainda vem com localizador em tempo real. Vendo essa realidade, fico pensando em que patamar vivemos - uma agência reguladora precisa cortar a venda de planos de telefonia num pais inteiro pra que as respectivas empresas invistam em estrutura básica de comunicação – a briga no Brasil é por conseguir fazer ligações. Mantenho minha posição sobre ficarmos nos diminuindo frente ao que vem de fora: patético absurdo. Mas tem coisas que não dá. 

A própria Dra. Swanson adverte que não existe controle mais saudável do que o acompanhamento dos pais. O dilema dos celulares com a criançada não é um evento novo. Foi assim com a TV, com o videocassete, videogames e computadores. É tudo tela. E há que se dar sentido a isso, impondo limites saudáveis para que a criança possa ter uma diversidade de experiências, inclusive tecnológicas. Mas sigo achando que perder a noite de sono pensando se "tira ou não a rodinha da bicicleta" dava bem menos menos medo...

fontes: Kajeet website, New York Times website, Folha online, The Pwe Research website.

sábado, 25 de agosto de 2012

PT550 - tudo começou em 1993



Volta no tempo, uma pausa - final de 1993. Saí apressado de uma loja da CRT (Companhia Riograndense de Telecomunicações) respirando acelerado. A CRT era a companhia telefônica da época, hoje Telefónica. Carregava uma caixa, pra ser aberta quando entrasse no carro e assim o fiz – abri e um aparelho de telefone celular, modelo PT550 da Motorola, todo cinza, me olhava. Apertei o botão no teclado e dei vida ao “robô”, mas pra começar a funcionar, precisaria de uma carga de 24 horas. Depois, era acionar e pronto. Uma indefectível tela com dígitos verdes, de calculadora dos anos 70, acendia – era analógico e a era do chip ainda não tinha chegado. Tinha uma antena de plástico e a bateria durava 12 horas. Se não esperasse descarregar toda, viciava. Comprar uma nova era quase como pagar metade do preço do aparelho. A solução invariavelmente passava pelo Paraguay e uma bateria "tabajara" repousava no porta luvas. Mas o detalhe mais assustador vinha no bolso: além dos 1.200 reais do aparelho, dos 500 reais pagos pela linha (sim, a linha tinha um “ágio” e era disputada a tapa) eu ainda pagaria uma fortuna por uma ligação, fosse ela feita ou recebida. E pra obter esse "produtaço" tinha passado por um sistema de seleção da operadora - a linha de corte era quem tivesse bala na agulha pra pagar.

Da minha empresa, de uma equipe de 12 pessoas, me viam como um E.T. – fui o único a encarar um celular por meses. Meus colegas me olhavam estranho: “- Esse guri rasga dinheiro. Pra quer esse troço? Pro chefe ficar caçando ele na rua?”. Meu chefe chegou a se entusiasmar, mas quando declarei que EU pagava os papos, recuou. Fazer o que? Pra um guri recém saído da casa dos pais, era um charme falar de qualquer lugar. Raro era encontrar alguém com um e quando encontrava, era como a maçonaria dos “com celular”, até rolava um cumprimento – mas a realidade bateu à porta logo na primeira conta: um quarto do meu salário pra pagar aquelas ligações que pareciam coisa de outro mundo.

247 milhões de linhas celulares depois, me deparei hoje com uma foto daquele meu primeiro “tijolar”. Deu saudades. Porque a gente falava e ouvia, tinha charme. A relação com o serviço ao menos parecia ser mais honesta - não pegava em lugar nenhum, todo mundo sabia, a CRT assumia que não tinha antenas suficientes e pronto. A cobertura era raríssima, ainda assim era divertido. 

Hoje, ainda não se sabe ao certo onde tem sinal. E nem a Motorola conseguiu renovar, se perdeu. A indigestão de aplicativos entedia e nos afasta. E eu quero falar, mesmo sem sinal. Se conseguir, dá até pra falar, mas pra que? Tem o raio do SMS...

veja video da vodafone sobre o futuro dos celulares.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Catarses celulares


Quero ter um clone da minha agenda telefônica. Todo mundo tem um “TOCquinho”, esse é o meu. Sempre quero fazer isso e não faço, sigo com essa vontade.  Como é que eu transfiro números de telefones de um aparelho pra outro de marcas completamente diferentes? Não dá, não pode ser. Então quando preciso trocar o aparelho, é sempre aquela quizumba: 800 telefones na mão, um a um, aproveitando pra fazer aquela faxina. Repito: um a um. Saem 50 assim como entraram um dia, é a vida. Lembro da pessoa, faço um rápido balanço e deleto. Interessante que tem um pequeno grupo de números que são especiais. Estão lá a cinco, oito anos e nunca disquei - e sei que não mudaram. Sei também que se um dia o fizer, conversaremos como se esse tempo não tivesse existido. Cada celular, um ciclo. Do pó pro pó e ponto final. É normal ouvir coisa do tipo: "se perder meu celular, não respiro - aqui está toda a minha vida" - conversa vazia. Já perdi celular e me roubaram um laptop, carteira, chaves, caderno de anotações, cheques. Sem nada. Passado o susto, me senti mais leve. Na hora dói, meses depois tudo que tinha lá continuou não fazendo falta. Colecionamos restos na tentativa de aumentar o tamanho de uma malinha que, na verdade, é muito pequena. 
Muito lindo, mas se alguém souber como se faz essa catarse sem toda a trabalheira, obrigadú. 

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Torpedos no trânsito - pior que o álcool

Como bloquear o instinto de reagir ao primeiro toque de uma mensagem ou e-mail  entrando em seu celular? É incrível e até divertido ver a pessoa dar um pulo quando ouve aquele bendito toque – e procura, e se apalpa, vai na bolsa...o mundo vai se acabar se a criatura não ver a mensagem, se não responder. Se for no meio de uma reunião, é mais cômico ainda (a pessoa se nega a por no módulo "vibracall" e faz aquela cara de calamidade tipo “esqueci, desculpem, mas preciso atender”. Seria divertido se não fosse um ponto: as pessoas fazem isso dirigindo carros também e essas reações espasmódicas, mais que ridículas, podem matar. Tenho um amigo que confessou, um dia: se deu ao trabalho de decorar a posição das teclas do smartphone pra responder torpedos dirigindo - a coisa é muito séria.
Pesquisadores da universidade North Texas Health Science Center publicaram um estudo, mostrando que só nos EUA, desde 2001, cerca de 16 mil pessoas morreram em acidentes envolvendo o uso de celulares para responder mensagens. Haja modelo matemático pra co-relacionar isso, mas os caras fizeram. Em 2001, eram transmitidos cerca de 1 milhão de torpedos/mês. Esse número saltou para 110 milhões em 2008. O tema não é exatamente novo. Em 2008, a RAC Foundation, em parceria com o Laboratório de Pesquisas no Trânsito (Londres/Inglaterra), estudou 17 jovens respondendo torpedos em simuladores - detectaram que as reações dos motoristas foram 35% mais lentas, com queda de 91% da capacidade de manter o controle do carro - em outras palavras, concluíram que o estrago causado pelos torpedos no motorista é maior do que o álcool, quando o assunto é direção defensiva. Mas tente passar um torpedo dirigindo e não será nada difícil entender isso tudo. 
No Brasil nunca vi artigo que mencionasse alguma estatística sobre isso, mas dá pra imaginar como o fascínio por smartphones deve estar matando brasileiros no trânsito. Eu estou tranqüilo, não fui mordido por esse bicho – se entra um torpedo no meu celular, mesmo em estado de absoluto repouso, no aconchego da minha poltrona (do quarto, e não do carro), penso duas vezes se devo olhar ou não – as vezes, não olho. Será que o mundo vai realmente se acabar se eu deixar passar aquele torpedo que acabou de entrar? É bom pensar nisso ou, por causa de uma droga de torpedo que entrou atravessado enquanto se deslocava pra reunião, você pode não estar mais aqui pra saber...
Fonte: Reuters, G1 e Sinditran