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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Manoel Pereira conquista três medalhas de bronze e Troféu Fair Play em Sul-Americano de Squash

O campeonato foi realizado no Club Campestre de Cali. Juliana Pereira, irmã de Manoel, também subiu ao pódio!


Os irmãos Manoel e Juliana Pereira estiveram com a Delegação Brasileira no VIII Campeonato Sul-Americano de Squash, na Colômbia, e ganharam cinco medalhas de bronze nas disputas do Individual Masculino, Duplas Masculinas, Duplas Mistas e por Equipes. O torneio aconteceu de 7 a 13 de outubro no Club Campestre de Cali. Na ocasião, Pereira ainda faturou mais um troféu.

O Troféu Fair Play foi uma homenagem à sua conduta dentro da quadra. Várias modalidades têm premiado competidores com o título, como forma de condecorar o "jogo limpo" ou "jogo justo", em tradução do inglês. A intenção é promover o espírito esportivo e renegar a deslealdade.

No Individual Masculino, Pereira derrotou o paraguaio Francesco Marcoantonio nas oitavas de final e o colombiano Juan Felipe Tovar nas quartas. Perdeu apenas para Miguel Angel Rodrigues, também colombiano e atual número dezesseis do mundo, que seria o campeão do torneio. Como de costume no squash, não houve disputa pelo terceiro lugar e Pereira teve a compan­hia de Anderson Cardona, outro jogador da casa, no pódio.
Juliana e Manoel Pereira
"Tive um bom desempenho, ficou mais claro o que preciso melhorar. Agora é fazer os ajustes e me preparar para os campeonatos que estão por vir", afirma Manoel Pereira

Além das conquistas individuais, o ribeirão-pretano também ganhou a medalha de bronze da categoria Duplas Masculinas, ao lado de Marcelo Braga. Nas duplas mistas, sua irmã Juliana conseguiu o mesmo resultado ao lado de Ronivaldo Duarte.

A terceira colocação geral do Brasil no torneio rendeu aos irmãos de Ribeirão Preto mais uma medalha. Assim, Juliana e Manoel Pereira terminaram a competição com dois e três bronzes cada um, respectivamente.

fonte: artigo de manoel pereira

domingo, 8 de setembro de 2013

Squash nas Olimpíadas de 2020 - ainda não foi desta vez

O Squash é competitivo, plástico, reúne homens e mulheres sem qualquer distinção. Custa barato para praticar, já foi considerado o esporte mais saudável e completo do mundo pela revista Forbes, pois exige tanto do físico quando da mente. Mas nem esse resumo perfeitamente desenhado e promovido aos quatro ventos por Ramachandran, Presidente do PSA e do Comitê Squash 2020 foi suficiente para que o Squash passasse à categoria de esporte olímpico.
No domingo de 08 de setembro de 2013, em sessão de número 125, realizada no Hotel Hilton de Buenos Aires, o Comitê Olímpico Internacional escolheu o Wrestling como a modalidade a entrar para os Jogos Olímpicos de 2020 e 2024 - a primeira data já tem sede revelada, Tóquio. Wrestiling quer dizer "Luta" em inglês e é uma arte marcial que utiliza técnicas de agarramento como a luta em clinch, arremessos e derrubadas, chaves, pinos e outros. Em tempos de MMA, dois caras se pauleando num octógono está na moda...

O Squash e o Baseball-Softball eram as outras modalidades que pleiteavam a mesma oportunidade. A votação a seguinte: 49 votos para o Wrestling, 24 votos para o Baseball e 22 votos para o Squash.

É uma pena que o Squash ainda não consiga o peso necessário para fazer valer uma votação como esta. Dos três esportes candidatos, é o único que ainda não teve chance de se tornar olímpico, os demais já foram e saíram. Não se sabe quais interesses ou peculiaridades estão por trás de uma votação como esta, mas como em todo grande negócio, nada passa imune nem por acaso.


Como diz o Professor Fábio Milani, resta a expectativa de que o IOC possa ampliar o número de modalidades participantes, só assim as três modalidades entrariam. Quem sabe...

Veja vídeo promocional do Squash 2020

fonte: Squash 2020 delegation website.

domingo, 7 de julho de 2013

Anderson Silva - mais um ídolo a menos

Assim como qualquer brasileiro mais atento, queria entender o que houve com Anderson Silva. Não pelo esporte, não pelo ídolo, mas pelo lado do ser humano. Por curiosidade mesmo. 

Tenho certeza que quando o assunto da roda for Anderson Silva, campeão por 16 lutas consecutivas do UFC, não estarei sozinho em meus sentimentos. Decepção, descrença. Parecia perfeito demais. A atitude, a postura, a integridade. Tudo isso reduzido a um único momento de fraqueza exposto pra milhões de testemunhas. Faltou fair play e uma imagem de 2 minutos vale mais que mil palavras. Naquele momento, penso comigo que foi coisa arranjada, é sempre o primeiro pensamento que ocorre depois que “cai o pano”. Anderson Silva entregou a luta porque dar a vitória ao adversário era, na verdade, parte de alguma estratégia de negócios de Dana White, the boss. Pode ser? Não sei. Já se viu de tudo um pouco no mundo das sacanagens nos negócios esportivos.

Mas, digamos que tenha sido arranjado, não deixa de ser uma estratégia de altíssimo risco, principalmente para patrocinadores (ao menos os que podem ter ficado de fora do suposto arranjo, se tiver). Se eu fosse CEO do Burger King, ficaria bem desconfortável de botar meu dinheiro nua jogada dessas. Ou alguma coisa estava acontecendo ali e não me contaram, pior ainda...

Por isso, o fato de o Spider ter pisado na bola importa menos que o exemplo que deu. Jamais subjugar um adversário (ou um colega de trabalho), nem rir na cara dele, nem fazer dancinhas estúpidas. Se foi arranjado ou não, azar – Dana White não ganhou um centavo comigo. Não paguei pra ver no paperview, vi no youtube. Então, o que me cabe é a parte do espectador que assiste a um cara abrindo a guarda, rindo do adversário, quase pedindo “vamos lá, acaba logo com essa palhaçada”. E a sensação de desconforto se estendeu pras entrevistas coletivas. O bordão "ele ganhou, temos que respeitar, agora só me importa ir pra casa ficar com minha família" se repetiu intensamente. Muito estranho.

A provocação faz parte do teatro desse esporte. Mas concentração e respeito também e ali não parecia ter um atleta concentrado, aliás uma das marcas registradas de Anderson Silva no octógono – concentração. 

Engraçado, lá estamos nós, sempre buscando a perfeição na forma de ídolos. Quando não é um Eike, é um Anderson ou um Joaquim Barbosa. Deuses com pés de barro. 

Talvez por que seja difícil aceitar que Deus (ou aquele em que você acredita) não nos fez para sermos perfeitos de cara, pá e bola. O caminho à perfeição não permite saltos. Nosso aprendizado é feito de um grão de areia por vez e demora, demora muito. Seja lá o que tenha acontecido, mais um ídolo fica nu. Pra nos mostrar que não existe milagre. Por mais capaz que seja qualquer ídolo volta rapidinho à condição de mortal – é só pisar na bola, bem pisado. 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Manoel Pereira traz vice Campeonato no Open das Ilhas Virgens Britânicas de Squash

Em junho de 2013, a maior novidade em torneios ficou por conta do The British Virgin Islands Open (Torneio Aberto de Squash das Ilhas Virgens Britânicas). Ao saber desse torneio por meio de nota do nosso Squash Player Manoel Pereira, fiquei curioso e fui pesquisar um pouco sobre o local. É um complexo de pequenas ilhas, relativamente próximas a Porto Rico, no mar do Caribe. Tem apenas 27 mil habitantes, numa extensão geográfica de 153 quilômetros quadrados. Certamente um pequeno paraíso, onde o Squash é bastante apreciado e difundido.
Gonzalo Miranda e Manoel Pereira - Campeões no Aberto das Ilhas Virgens britânicas
O primeiro colocado no Torneio Aberto de Squash das Ilhas Virgens Britânicas, foi Gozalo Miranda, Argentino. A segunda colocação ficou com Manoel Pereira, de Ribeirão Preto, SP (Brasil). Com esse título, Gonzalo conquista seus primeiro num torneio válido pelo PSA World Tour. Manoel, por sua vez, fez bonito ao derrotar o canadense Thomas Brinkman nas quartas de final e o inglês Tom Pashley na semi-final, a primeira semi-final internacional da sua carreira. 

fonte: PSA Website

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Manoel Pereira disputa campeonato internacional de Squash


Os jogos acontecem de 19 a 22 de junho nas Ilhas Virgens Britânicas, na América Central

O jogador de squash de Ribeirão Preto, Manoel Pereira (Manu), está entre os atletas selecionados para disputar o British Virgin Islands Open Squash Championship 2013 (Campeonato de Squash Ilhas Virgens Britânica 2013). As competições acontecem de 19 a 22 de junho, nas Ilhas Virgens Britânica, na América Central. O campeonato reflete diretamente na posição do esportista para estar entre os melhores do mundo.
Manu - o Brasil na Ilhas Virgens Britânicas


Manu está muito empolgado para atuar no torneio. “Será um campeonato muito importante pois vale ponto para o ranking mundial. Estou motivado para competir. Estarão presente jogadores de alto nível de vários países. Tenho treinado com foco. Fico feliz com os resultados do meu desempenho que estão cada dia melhores”, comenta.

Com um currículo composto por vários títulos nacionais e disputas internacionais Manoel Pereira iniciou sua carreira aos catorze anos. Era “pegador” de bolas de tênis e, nas horas vagas, jogava squash. Foi convidado pelo proprietário de uma academia para ser um “rebatedor”. Naquela ocasião, havia descoberto uma grande habilidade em suas mãos. Hoje, é o terceiro colocado no ranking brasileiro. Na colocação mundial está na 204ªposição.

fonte: Manoel Pereira.

sábado, 1 de junho de 2013

Apenas um Jogo (by Fabio Milani)

Meu post hoje é voltado para o jogador amador, aquele que joga poucas vezes ao dia, que não se dedica tanto aos treinos, que não depende de títulos ou vitorias para sobreviver. E é este mesmo cara que muitas vezes entra em um grau de nervosismo fora do comum quando se trata de torneios. E quando eu falo em torneios entenda desde o campeonato brasileiro de classes até aquela oposta boba que você faz com o amigo valendo uma simples bebida ou um almoço.

Vamos ser francos uns com os outros, ok? Jogar preto no branco. Em que sua vida mudaria com uma vitoria a mais ou a menos em um torneio, ou mesmo se tiver que pagar aquela bebida? O máximo que aconteceria é seu colega tirar aquele sarro, mas também coisa que não dure mais do que 1 ou 2 dias.

Não quero que você jogue sem vontade de ganhar, muito menos vontade de competir. Quero mostrar que muitas vezes quando você coloca muita pressão em uma partida atrapalha o seu rendimento. Acredito que a pressão que cada um coloca no jogo define quem será o grande vencedor. Criamos “fantasmas e assombrações” antes de cada partida, que acabam transformando simples jogos em um caso de vida ou morte. Causando nervosismos, insônia, tremedeira, incontinência urinaria, assim por diante. 

Quando se tira a obrigação de ganhar, o jogo fica fácil, o jogo flui. Você já jogou com aquele cara de nível mais alto que o seu e acabou sendo um dos melhores jogos da sua vida? Isso simplesmente acontece porque você não tinha responsabilidade de ganhar. Agora imagine se você conseguisse jogar assim com um cara do seu nível. Eu, na qualidade de técnico, vejo muitos mestres, doutores e pós-doutores em muitas áreas da vida perderem o controle por um simples jogo, em que no dia seguinte (até mesmo instantes após o jogo) suas vidas continuaram do mesmo jeito.

Imagine você em um torneio na sua academia, ou na sua cidade ou estado, tanto faz. Pegue um torneio que te deixaria nervoso e ansioso e seu jogo é daqui a 15 minutos. Batimentos cardíacos acelerados, você esta suando, coisas do tipo. Vamos analisar tanto a pior quanto a melhor hipótese do que acontecerá. Você pode entrar na quadra perder de zero, fazer feio. Pergunto-lhe: o que isso irá acarretar na sua vida? Algumas pessoas que estavam assistindo vão pensar que você não joga bem...e daí? O que isso vai acarretar para você no dia seguinte, no seu trabalho? Nada. O máximo será responder a algumas perguntas de alguns interessados do tipo “e ai como foi o torneio?”, você responderá “vixi, fui mal, perdi”, e ai? Nada mais. Agora vamos ver a hipótese otimista. Você ganha, joga muito. E então? Aposto quanto quiser que nada vai acontecer de diferente do que citei acima. Responderá ao amigo que você ganhou e nada mais, no máximo um “parabéns” e pronto.
Portanto meu caro amigo entre no jogo para se divertir, aproveite o seu momento de lazer, não se preocupe tanto. Afinal de contas é apenas um jogo.

Fábio Milani,
Professor de Educação Física pela Universidade de Maringá. Pós Graduado em Atividade Física e Saúde pelo Centro Universitário de Maringá. Professor e Técnico da Equipe de Squash de Maringá e Londrina.

SQUASH - FINALISTA PARA AS OLIMPÍADAS DE 2020


Mais uma vez o Squash é selecionado como finalista para fazer parte dos jogos olímpicos. Depois de ter sido barrado em Londres 2012 e Rio 2016, tinha perdido a vaga para o Hugby e Golfe e agora vem muito forte para entrar em 2020 (sem sede definida). Dentre os esportes que estavam selecionados desde o inicio nenhum demonstrava tanto empenho igual ao Squash. É de tirar o chapéu ao trabalho feito pela World Squash Federation (WSF). Com torneios cada vez mais emocionantes e bem organizados, e com uma campanha maravilhosa nas redes sociais, com vídeos e fotos de grandes celebridades do esporte e do entretenimento estampando a logo “Squash Back the Bid”.

Desta vez o Squash disputa a grande decisão contra o Softball, que foi tirado do programa olímpico em 2008, e Wrestling. Particularmente o esporte que mais me assustava era o Karatê, que acabou caindo antes da decisão final. O Squash vem como grande favorito para ter o reconhecimento merecido do COI. Já que é um dos esportes que mais cresce no mundo, com mais de 50 mil quadras distribuídas em 185 países e com mais de 20 milhões de praticantes - acho que agora chegou a nossa vez.

Vale a nossa torcida para ver o Squash entrar para o hall da fama dos esportes. A festa já tem dia e local para começar. A decisão será no dia 10 de setembro em Buenos Aires. Cidade esta que também sediará o Panamericano de Squash de 7 a 15 de setembro. Portanto os jogadores estarão acompanhando de perto, prontos para jogar o primeiro torneio de Squash da era olímpica. E de Buenos Aires os jogadores já vem direto para o Brasil, especificamente em Maringá, que contará com uma quadra de vidro montada no Shopping Maringá Park. Onde acontecerá a primeira etapa do mundial no Brasil da era olímpica da modalidade.


Portanto meus amigos o cerco esta armado. É só votar nas enquetes que estarão por vir na internet e torcer para que se concretize o sonho do Squash de finalmente se tornar um esporte olímpico.

Fábio Milani,
Professor de Educação Física pela Universidade de Maringá. Pós Graduado em Atividade Física e Saúde pelo Centro Universitário de Maringá. Professor e Técnico da Equipe de Squash de Maringá e Londrina.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Brasil é Bronze no XXII Panamericano de Squash

Seleção Brasileira de Squash ficou em terceiro lugar em competição que foi realizada em Ambato, no Equador


Equipe Brasileira em Ambato, Equador

Manoel Pereira (Ribeirão Preto, São Paulo/Brasil) ganhou medalha de bronze com a equipe da Seleção Brasileira de Squash durante os jogos do 22º Campeonato PanAmericano de Squash, que foi realizado de 19 à 29 de outubro, na cidade de Ambato (Equador). A equipe Brasileira de Squash é formada pelos atletas Manoel Pereira, Vinicius Rodrigues, Junior Christovam e Ronivaldo Duarte.

Para Manoel, participar de um evento esportivo de tamanho porte é fundamental para o seu crescimento profissional. “Fiquei muito feliz em poder defender o Brasil no squash mais uma vez. A conquista desse titulo é muito importante. Com esse resultado o Brasil finaliza como cabeça de chave para o próximo ano”, comenta.

No dia 20 de outubro, os participantes do torneio tiveram a oportunidade de participar de evento comemorativo ao World Squash Day

fonte: Manoel Pereira e Virtual Squash

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Praticando Esporte e Amigos - Jogue Squash

Tanto ou mais do que o ato de praticar um esporte, vale o de praticar amigos.

Pessoas que se reúnem num determinado espaço pra curtir uma modalidade que compartilham. E se, além disso, a reunião tiver cunho beneficente, melhor ainda. É um momento único e que serve de exemplo muito instigante aos nossos filhos – dá pra ter um hábito saudável, cultivar amigos (antigos e novos) e ajudar quem precisa - tudo num momento só.

Parabéns, Professor Julio Berlin e a todos os participantes do Torneio Beneficente realizado na Academia de Squash Jundiaí – o torneio aconteceu na 6ª e no sábado (26 e 27 de outubro de 2012, respectivamente. Todos jogaram, torceram, foi diversão só. O valor arrecadado com as inscrições e com o churrasco será repassado a uma instituição de caridade. 

Vamos aos vencedores:

Feminino - Taciane (Jundiaí)
Juvenil - Vinícius Berbel (Jundiaí)
Quase Avançados - Haruto Tasaka (Jundiaí)
Avançados - Paulo Berbel (Jundiaí)
Avançados TOP - Damião Ribeiro (Campinas)

Mais uma vez, parabéns a todos por esse dia inesquecível. 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Como assistir a uma partida de Squash


Para assistir uma partida de Squash ou de qualquer outro esporte, você precisa definir que tipo de telespectador você será. Qual o seu objetivo em assistir aquele jogo. Observem que o cérebro acaba filtrando algumas informações as quais você não deu muita atenção, fazendo com que passem despercebidos muitos detalhes que poderiam ser importantes para a evolução do jogo, ou qualquer que seja seu objetivo. Acredito que no Squash você pode assistir aos jogos em três “módulos” diferentes: Técnico, Árbitro e o Torcedor.  

No Modulo Técnico você pode e deve observar pontos específicos. A parte técnica do Squash é muito ampla, você poderá analisar em um rally de dois minutos inúmeros detalhes tais como posição do braço, posição da perna, volta para o meio, à tática da jogada, o fundamento utilizado. Assistir neste “modulo” exige muito olho clínico e tempo para analisar. Quem é muito bom em fazer isso é nosso técnico da seleção de vôlei masculino, Bernardinho, ele é mestre nisso.

No Modulo Árbitro, você deverá esquecer a parte técnica, tática, evitando distrações como uma conversa paralela e, em muitos momentos, esquecer-se do rumo da bola (eu utilizo isso, Nelson Neto poderá nos dizer se estou certo). Mas daí você pergunta: Como parar de olhar a bola? Como saber se a bola foi pra fora ou quicou duas vezes? E eu respondo: Você deve saber direcionar a sua atenção para cada momento do jogo. Você não precisa acompanhar a bola em seu percurso total, pois já sabe o rumo que ela irá tomar. Nestas ocasiões o foco da atenção é na movimentação dos jogadores. Vejo se um não esta atrapalhando o outro para chegar à bola e também se o rebatedor tem a parede livre para sua batida. Quando você é o arbitro não poderá se preocupar muito com o placar, isso vai estar na súmula, fixe sua atenção principalmente nos jogadores, em suas movimentações.  Algumas situações as quais você prevê que a bola irá “morrer” daí sim foque a bola, caso contrário à bola só será um objeto para tirar sua concentração. Portanto atenção na bola, só no início de sua trajetória. De resto, foco nos jogadores.

Agora o Modulo Torcedor é moleza, seu foco pode estar onde bem quiser. Pode estar no placar quando está chegando ao fim do game, pode estar no peixinho que o jogador deu para pegar a bola, pode estar no simples fato de transmitir energias positivas para quem esta torcendo, ou seja, é o modulo da curtição (tirando os nervosismos do jogo, claro).

Lembre-se de definir bem em qual “módulo” você irá assistir a um jogo. Se você for o árbitro da partida não vai querer reparar em como o jogador segura a raquete, ou como executa um Forehand, ou muito menos querer torcer para alguém. E quando quiser absorver algo de um jogo de alto nível, atente-se para algo especifico, analise o que você quer separadamente, pois se você analisar tudo de uma vez, verá que não tirará nenhum proveito. Assista rapidinho a este vídeo de uma campanha publicitária de trânsito inglesa. Surpreenda-se e entenda onde quero chegar. 



Fábio Milani
Professor de Educação Física pela Universidade de Maringá. Pós Graduado em Atividade Física e Saúde pelo Centro Universitário de Maringá. Professor e Técnico da Equipe de Squash de Maringá e Londrina. Campeão paranaense 1ª classe de Squash - 2011

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Squash brasileiro no PAN 2012

Foi definida no dia 9 de setembro de 2012, em Belo Horizonte, (Minas Gerais/ Brasil), a equipe de Squash que defenderá o Brasil nos jogos Pan-americanos de outubro, no Equador. 


O atletas que estarão lá são: Manoel Pereira (São Paulo), Júnior Christovam (São Paulo), Vinícius Rodrigues (Minas Gerais) e, na reserva, Roni Duarte (Rio de Janeiro).

Boa sorte a esse esquadrão guerreiro, uma tropa de elite que vai, com certeza, elevar ainda mais o nome do Brasil no Squash Latino-americano.


domingo, 29 de julho de 2012

BRINCANDO DE SQUASH


O aumento no número de praticantes o Squash traz também um problema já comum a outros esportes. Tem pai que, na tentativa de realizar no filho algo não realizado consigo mesmo, acaba obrigando a criança a praticar esportes ou atividades com os quais não se identifica. Isso interfere no desenvolvimento motor natural e deixa a criançada cada vez mais frustrado, destruindo o que possa ser um futuro talento esportivo.  Em alguns casos a criança tem dom para o Squash e a cobrança precoce acaba prejudicando todo o processo de aprendizado.

Volta e meia aparece um pai ou uma mãe perguntando com quantos anos pode iniciar o filho no Squash. Minha resposta geralmente é por volta dos oito anos de idade, mas de forma lúdica, sem especialização dos movimentos. Crianças próximas dos 10 anos devem brincar explorar o mundo de forma abrangente, com movimentos gerais, vivenciando todo e qualquer tipo de atividade, sem muito compromisso e pressão. Sou a favor da prática de ginástica olímpica nesta primeira década de vida. A modalidade explora todos os tipos de movimento possível, dando uma coordenação motora e um desenvolvimento motor esplêndido para os infantis. Óbvio que isso se aplica também ao aprendizado do Squash, mas deve ficar bem claro para os pais que especialização precoce dos movimentos esportivos para a criança atrapalha seu desenvolvimento. De que adianta ter uma criança que faça um movimento de backhand perfeito para o Squash, mas que não tenha agilidade ou coordenação para se deslocar de forma rápida e qualificada para golpear a bola?? Ou ainda pior, muitas vezes a criança tem um dom natural e, com seus 10 ou 11 anos já consegue jogar de igual para igual com os adultos. Mas quando chega aos seus 14 ou 15 anos, idade boa pra deslanchar na modalidade, perde a vontade de praticar devido ao inicio precoce. Faça as contas: se uma criança começa no Squash com uma rotina de aulas aos seus 5 ou 6 anos, como será quando tiver 15 ou 16 anos? Ela passou 10 anos de sua vida jogando Squash, em uma rotina cansativa de atleta. Quando tiver a oportunidade de escolher o que quer, aumenta a chance de escolher outra coisa pra fazer, o que já vi acontecer inúmeras vezes.

Por tanto, ATENÇÃO pais que gostariam de ver seus filhos brilharem nas quadras de Squash: primeiramente desperte o interesse dele, inspire seu filho ou filha desde cedo, sem compromisso algum. Dê uma raquete para se familiarizarem, leve a em alguns campeonatos para brincarem com raquete e a bola, faça pegar gosto pela coisa. Mas a vontade tem que vir naturalmente - coisa fácil de acontecer, pois toda a criança se apaixona pelo Squash. Segunda dica: calma. Não ponha a carruagem na frente dos bois, só por que seu filho demonstrou interesse ou leva jeito para coisa. Não o enfie em uma quadra e faça-o praticar, apenas o deixe explorar. Se quiser colocá-lo para fazer aula ATENÇÃO para o tipo de aula. Se seu filho tem menos de 10 anos, observe se as aulas já não estão muito especializadas, com muitos movimentos específicos do squash. O professor deve trabalhar ensinando técnicas com brincadeiras e atividades que trabalhem saltos, deslocamentos, corridas, cambalhotas..., a criança deve brincar de Squash, para todas as habilidades motoras da fase sejam exploradas. E quando tiver com 15 ou 16 anos terá desenvolvido vontade e habilidade para jogar Squash.

Priorize um planejamento de ensino, tenha paciência, não exija resultados das crianças, não as pressione. O ensino é um processo que de movimentos gerais gradativamente para a especialização. Isso leva tempo e requer paciência. Se seu filho quiser ele será um bom jogador ao longo de 6 ou 7 anos, e não dali 1 ou 2 anos. Não torne seu filho ou filha um fenômeno aos 10 ou 11 anos de idade e um frustrado aos 15. Muito dialogo nesta fase é importantíssimo. Seja paciente e para enxergar a vontade do seu filho e não a sua.  

Fabio Milani  - Professor de Educação Física pela Universidade de Maringá. Pós Graduado em Atividade Física e Saúde pelo Centro Universitário de Maringá. Professor e Técnico da Equipe de Squash de Maringá e Londrina. Campeão paranaense 1ª classe de Squash - 2011

terça-feira, 12 de junho de 2012

A “DOR DE COTOVELO” no Squash

Muitos alunos se queixam dessa dorzinha chata. Boa parte de nós jogadores de Squash teve ou tem ainda. A tal dorzinha no cotovelo, aquelas “agulhadas” que muitas vezes impossibilitam de jogar e até mesmo fazer gestos simples como um aperto de mão é a  “epicondilite”. Está intimamente relacionada ao Squash e ao tênis. Navegando pela web, o artigo que achei mais interessante foi o “Epicondilite Lateral do Cotovelo” de Osvandré Lech, Paulo César Faiad Piluski Antônio L. Severo. Aconselho a leitura. Aqui estarei fazendo um breve resumo deste artigo, onde ele cita também vários outros autores.
“A etiologia da Epicondilite lateral é variada, sua patologia, obscura e sua cura, incerta”. Portanto estamos lidando com uma patologia complexa, onde por várias vezes alunos tentam diferentes tipos de tratamento sem muita eficácia. E é exatamente o que nos alerta os autores deste artigo. As contradições sobre o assunto começam já a partir da sua nomenclatura: “Epicondilite”- referindo-se a um processo inflamatório do local, coisa que não acontece, uma vez que não foi encontrado em muitos estudos realizados, qualquer tipo de inflamação. Kraushaar e Nirschl sugerem que a degeneração tecidual e a falha no processo de reparação são os responsáveis pela patologia e não um processo inflamatório como faz supor. É também conhecida como “Cotovelo de tenista”. Esse nome também é equivocado, pois acomete principalmente trabalhadores, entre a quarta e quinta décadas de vida (95% dos casos), e não somente esportistas jogadores de tênis, squash, paddle e golfe (5% dos casos) afirmam os autores. Mas como o nosso interesse é voltado para o Squash, trabalharei em cima destes 5%.
Para quem não sabe o epicôndilo é aquele ossinho que fica próximo ao cotovelo, na verdade temos o epicôndilo medial e o lateral, entre eles encontramos o cotovelo. A patologia acontece exatamente na inserção de um músculo no epicôndilo lateral. Especificamente no caso do Squash, esta lesão esta mais relacionada ao tendão do músculo extensor radial curto do carpo e ao tendão do extensor comum dos dedos. Isso devido às repetições de extensão do punho e sulpinação do antebraço (movimento clássico do braço para bater na bola, como um chicote). Existem casos abordados pelos autores no artigo os quais relacionam a epicondilite a outros motivos.
As hipóteses mais aceitas nos tratamentos convencionais para a recuperação da epicondilite é repouso relativo, fisioterapia, exercícios caseiros e medicação. Devem-se evitar exercícios repetitivos e estáticos. Aquelas “talas” de velcro que muita gente utiliza são boas na recuperação, pois ajudam na imobilização. Quando cessar as dores deve-se começar exercícios ativos de punho e os estáticos para o fortalecimento da região evitando novas dores. Uma recomendação feita para os que sentem dor quando jogam e a mudança de empunhadura.

Osvandré Lech e Paulo César Faiad Piluski recomendam não utilizar os populares anti-inflamatórios, uma vez que não existe processo inflamatório envolvido na patologia. Já outros artigos dizem que devem usar os anti-inflamatórios. Para tirar a dúvida consultei o Dr. Ildeu Almeida que afirma que a “epicondilite” não é uma inflamação, e sim um processo degenerativo do tendão e na tentativa do organismo de cicatrização ocorre à inflamação. Então, os anti-inflamatórios devem ser usados apenas para cessar a dor e sem o intuito de curar a lesão. Alguns médicos realizam infiltração de 2 ml de sangue autológico (com origem do próprio corpo) para induzir uma cascata de cicatrização, melhorando com isso a degeneração do tendão e consecutivamente o processo inflamatório. Muito cuidado com as injeções de corticóide, caro leitor. Elas aliviam a dor no curto prazo, mas em contra partida causam deterioração do colágeno e não alteram o curso da doença. Também agem no processo inflamatório (assim como os anti-inflamatórios) e não na causa especifica da cura da patologia. A cirurgia só é aconselhada se as dores não melhorarem no prazo de 8 a 12 meses sendo feito o tratamento convencional.

Acredito que o melhor remédio para isso é a prevenção. Ou seja, você que joga Squash e não sente essas dores ou percebe uma dor fraca ou sensibilidade na região do cotovelo ou punho, faça exercícios de fortalecimento. Evite esse desconforto. Com os exercícios você evita o processo degenerativo do tendão. Exercícios como os de flexão e extensão de punho são ótimos, assim como os exercícios de sulpinação e pronação (giro) do antebraço. E para quem quiser saber mais detalhes, os artigos que usei como base para este post clicando aqui: artigo 1, artigo 2.
 
Fabio Milani  - Professor de Educação Física pela Universidade de Maringá. Pós Graduado em Atividade Física e Saúde pelo Centro Universitário de Maringá. Professor e Técnico da Equipe de Squash de Maringá e Londrina. Campeão paranaense 1ª classe de Squash - 2011

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Vício Frenético

Vale pro Squash, vale pra vida
Antes de mais nada, gostaria de pedir a todos que me acompanham e jogam squash para um debate virtual. Principalmente os top 10 brasileiro. Peço para meus amigos: Alarcon, Roni, Roninho, Manu, Vini Costas, Vini Rodrigues, Pedro Mometto, Julio Caseiro, Kiki... dentre outros, opinem, escrevam dizendo o que se passa na cabeça de vocês no decorrer do jogo. Espero que gostem do meu novo post.
Sempre após cada torneio que participo procuro fazer uma auto-análise dos meus jogos. E sempre trombo com o aspecto psicológico que envolve o Squash. Ganhando ou perdendo jogos, gosto de analisar o que eu fiz de bom ou ruim, principalmente como me comportei psicologicamente durante as partidas. Não raro, percebo uma “bipolaridade” em meu jogo. Apresento a vocês o EU RELAX e o EU STRESS.
O EU RELAX: é quando jogo bem e a minha principal atitude é a falta de pressa em definir o ponto - troco bolas, esperando o momento certo da definição. Consigo visualizar a quadra como um todo e não cada batida específica. Adquiro uma visão ampla. Encontro tranquilidade que, muitas vezes, em jogos que estou perdendo não encontro tão fácil. Coloco meu adversário para correr sem me apavorar quando ele pega minhas batidas. Não me desgasto. Quero que o jogo não tenha fim. Divirto-me jogando.
Agora, o EU STRESS: nesse momento, é como se a palavra CALMA não existisse no meu vocabulário. Quero definir o ponto de primeira, me concentro apenas na batida torcendo para que a bola “morra”, que o ponto venha e acabe logo com aquela tortura. Frases surgem na minha cabeça após cada batida, do tipo: “Morre bola, por favor,” ou então “Nick, Nick, Nick” e, seguidas dessas, vem outras “não acredito que não morreu” ou então “esse cara pega tudo”. Não consigo enxergar nada, fico com a visão “fechada”. O resultado: pontos mal trabalhados, bolas que sobram e eu correndo igual um louco. Fim de jogo, perdi e fiquei exausto, só sobrou a capa do Batman. E, claro, qual a primeira coisa pra culpar: falta de condicionamento. ERRADO! O jogo foi mal feito, me desesperei. Sei que quando canso excessivamente, joguei mal.
O interessante é que em um mesmo jogo, às vezes, aparecem os dois “EUs”. Um jogo calmo pode virar um stress e vice e versa. Portanto a concentração é um aspecto fundamental. Além das dicas que passei a vocês no meu post “Olhe, Repire e Bata!”, considero importante começar um jogo com bolas profundas, principalmente paralelas, vai sentindo o jogo comece controlando a pressa. Defina os pontos calmamente, esperando o momento certo. É de fundamental importância começar com este controle. Caso comece partindo pro tudo ou nada, dificilmente vai conseguir recompor a calma. As bolas de definição são viciosas e depois que você começa a usar, dificilmente irá parar. Mas também cuidado para não assumir a postura puramente defensiva, apenas não se afobe.
A definição do ponto é fundamental no Squash, mas deve ser realizada no momento certo. Dose seu jogo desde o começo, vá com cautela para que não vire um “vicio frenético”.
Fabio Milani - Professor de Educação Física pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Pós Graduado em Atividade Física e Saúde pelo Centro Universitário de Maringá. Professor e Técnico da Equipe de Squash de Maringá e Londrina. Campeão paranaense 1ª classe de Squash - 2011

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Squash - você prefere usar um óculos ou um tapa olho?


Uma das modalidades que mais cresce no mundo, o Squash esta sendo procurado por diversas pessoas como uma atividade de lazer, perda de peso ou outros objetivos quais sejam. Como muitos começam a jogar sem ter conhecimento algum do esporte, a prática sem orientação adequada pode trazer riscos. Para evitar possíveis aborrecimentos trago algumas dicas.

Óculos para Squash
diversos estilos, muita segurança
Parto do pressuposto que para praticar um esporte a pessoa tenha feito um aquecimento prévio e também possua condições físicas adequadas para sua prática, certo? Daí para frente o perigo é outro. Os aspirantes começam a jogar sem a mínima noção de posicionamento em quadra. Também não dominam as regras adequadas para evitar acidentes. Boladas e raquetadas desferidas entre parceiros de quadra são comuns nesse início de aprendizado. Não isentando também os que jogam há algum tempo. Com iniciantes é naturalmente mais comum, porém os jogadores já experientes volta e meia são premiados com hematomas. E na maioria das vezes, quem é acertado (pela bola ou pela raquete) acaba sendo o real culpado pelo simples erro no posicionamento de quadra. Muitas vezes estes acidentes param nos hematomas, mas o negócio pode ficar sério – uma bolada ou raquetada no olho, por exemplo, pode ter consequências nefastas. O Olho é uma parte muito sensível e um golpe no globo ocular pode causar cegueira. Estudos científicos em Oftalmologia citam o Squash como responsável por alguns casos de deslocamento de retina. Achei a seguinte citação em um site médico: "No momento atual, os esportes mais populares em nosso meio não costumam causar acidentes oculares graves. No entanto, a introdução de novas modalidades de esportes e de mudanças nas regras pode alterar esta tendência (por exemplo: o “Squash” passa a ser comum em alguns meios, e este esporte pode ocasionar graves acidentes oculares, pois a bola de pequena dimensão cabe dentro da abertura orbitária e sua grande velocidade aumenta muito o potencial de trauma)." Para acessar a citação clique aqui.

Você, professor ou dono de academia de Squash, aconselhe fortemente seus alunos e jogadores a usar óculos e faça-os assinar um termo de responsabilidade. Um texto mencionando que o aluno está ciente da importância de utilizar óculos de proteção. Isso cria senso de responsabilidade no aluno e evita também complicações jurídicas, isentando proprietários e professores das responsabilidades pelo não uso. Além disso, tenha pares de óculos reserva para oferecer aos alunos e jogadores – estimule o uso.


Jogadores, amadores, professores não se assustem, meu objetivo aqui é preventivo. É alertar a todos sobre a importância de se usar ÓCULOS protetores. Volta e meia fico sabendo de histórias de jogadores que sofreram acidentes jogando Squash. Não se arrisque a jogar sem óculos, se acostume. Acidentes são muito raros, mas acontecem. Não deixe um momento de lazer e diversão se transformar em uma tremenda dor de cabeça. Portanto óculos moçada! E vamos jogar!

Fabio Milani  - Professor de Educação Física pela Universidade de Maringá. Pós Graduado em Atividade Física e Saúde pelo Centro Universitário de Maringá. Professor e Técnico da Equipe de Squash de Maringá e Londrina. Campeão paranaense 1ª classe de Squash - 2011

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Que tal jogar um Squash de qualidade? É só treinar!

Sempre fui muito adepto a um bom treinamento. Se você quer ser bom em alguma coisa na vida, vai ter de repetir diversas vezes a atividade que está a fim de realizar. Digo isso não apenas nos esportes, mas pra qualquer área da vida, "a pratica leva a perfeição" sim! Se você quer aprender a falar bem inglês vá e pratique, se quer aprender bem a escrever, pratique a escrita, se quer aprender a tocar algum instrumento musical, idem. O mesmo acontece para o Squash. Não tem segredo algum. Você quer ganhar posição na sua categoria, você quer ganhar daquele seu "arquirrival", ou ganhar o titulo do seu estado, da sua região, quer melhorar seu jogo, pratique, pratique, pratique.

Nas academias onde dou aula, sempre tem aqueles que não querem saber de treinar, apenas jogam com seus parceiros. É obvio que isso depende exclusivamente do objetivo do jogador. Se o objetivo for apenas suar e dar boas risadas então tudo bem, vá lá e arrebenta a bola na parede, mas assim como já disse em um post anterior, não acredito que alguém entre numa quadra de Squash sem querer ganhar. A pessoa até pode falar que vai para se divertir, mas quer sair do jogo vitorioso. E para que isso aconteça não pode dar uma de Romário e ignorar os treinos. Você repetirá diversas vezes os fundamentos até que comece a acertar sem pensar. Como treinar fundamentos como drops, boasts ou saques apenas jogando? Durante um jogo normal repetimos poucas vezes estes fundamentos, e muitas vezes nem os usamos. Enquanto isso em um treino de drop você, em 5 minutos de exercício, repetirá mais de 100 vezes o movimento, melhorando a sua precisão. Isso dará mais habilidade e confiança para, no momento do jogo, conseguir acertar.

Jogadores que apenas jogam sem os treinos, aderem a um estilo de jogo no mínimo previsível, com muitas bolas no fundo de quadra, e sem definições nas horas que é preciso. O jogo se torna uma correria só e muito cansativo. Se você dedicar de 15 a 20 minutos antes de seu jogo para alguns drills (sequências de batidas) de drops, paralela, boast... Verá que esse aquecimento vai trazer grande melhora em seu jogo. Mas calma, não basta treinar duas semanas, ou um mês e pronto. Deve ser algo constante e você melhorará a passos curtos, terá uma evolução gradual. Não pense que um instrutor de squash fará mágica e que, do dia para noite, irá fazer você acertar mais drops do que nunca. Isto é uma coisa que se adquire com o tempo, e quanto mais você treinar, melhor será. Muitas vezes vejo um aluno que há tempos não treina, e na véspera de um torneio quer treinar enlouquecidamente. É obvio que vou estender a mão, faço o possível para ajudá-lo, mas jamais farei milagres. Imagine você ficar o ano todo comendo e bebendo, fazendo festa e sem atividade física alguma. Um belo dia, antes de ir para praia no final do ano, você contrata um personal trainer e pede, com a maior cara de pau: "- Olha só,  queria ficar com barriga de tanquinho, me ajuda??". Sem chances.

Programe-se junto com seu instrutor de Squash, faça treinos periódicos e, o mais importante, tenha paciência. No Squash não tem muito o que se inventar. Não vai ter muita alternativa além de ficar batendo a bola na parede repetidas vezes. Quer uma dica? Pratique com música. Vale um Iphone, MP3, o que for preciso para ajudar nas repetições. Escolha aquele som que te move pra mudança, que marcou sua vida. Quer melhor ocasião pra essa trilha sonora?

...Bora suar a camisa!!

Fabio Milani  - Professor de Educação Física pela Universidade de Maringá. Pós Graduado em Atividade Física e Saúde pelo Centro Universitário de Maringá. Professor e Técnico da Equipe de Squash de Maringá e Londrina. Campeão paranaense 1ª classe de Squash - 2011