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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

H1N1 - O Fim da Pandemia



"O mundo não está mais na fase 6 do alerta pandêmico de influenza. Estamos agora seguindo em direção ao período pós-pandêmico. O novo vírus H1N1 cumpriu, em grande parte, seu ciclo”.
Esta foi a declaração de Margaret Chan, diretora da OMS, no dia 10 de agosto de 2010, sobre o fim da Pandemia de Gripe Suina, iniciada há 1 ano a trás, quando a organização classificou o nível de alerta Pandêmico como 6. Segundo a OMS, estamos entrando num momento pós-pandêmico, no qual o H1N1 continuará circulando, assumindo a característica de uma gripe sazonal, com surtos localizados e de diferentes intensidades.
Segundo a Diretora da OMS, o surto pandêmico foi mais brando do que o esperado, porém a OMS continuará em estado de alerta, acompanhando a movimentação e a intensidade com que o H1N1 transita pelo mundo.
Fonte: Estadão.com

quinta-feira, 8 de julho de 2010

EUA e o H1N1 – Lá, também tem desperdício

No ano de 2009, diante do pavor iminente de uma pandemia de gripe, o Governo Americano comprou mais de 200 milhões de doses da vacina antivírus H1N1. Quem fez as contas no gabinete de Mr. Obama, trocou zeros, se atrapalhou e se deu mal. Parte do estoque venceu e outra parte ainda vai vencer – um desperdício correspondente a 43% desse estoque. O pessoal lá tá podendo, não? Um dia queima petróleo para evitar vazamentos, outro dia queima vacina. Parece fácil mandar 260 milhões de dólares pro forno. Saúde e sorte aos amercianos com um governo destes...
(fonte: Tribuna da Bahia, por Rogério Paiva).

sábado, 5 de junho de 2010

Gripe: é bom se vacinar - alerta OMS é nível 6

Vacina da gripe – ontem tomei a minha. Fui o último da família a tomar e minha mulher teve quase que me seqüestrar, mas tinha que dar o exemplo pro pequeno. Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, nas primeiras 3 etapas da Campanha de Vacinação no Brasil, a falta de tempo foi a justificativa de mais de 40% das pessoas que não compareceram para tomar a vacina da gripe. Tentei essa da falta de tempo em casa, mas desta vez não colou. Meu desconforto com vacinas é algo acima da média, não gosto mesmo, mas não pelas bobagens que vemos na internet e sim porque tenho pavor de agulhas. Exame de sangue ou doação é tensão do inicio ao fim do processo, dói mais na alma que no corpo, sou assim, fazer o quê? Mas com essa gripe não dá pra brincar, tem que fazer a vacina - e a picada não dói mesmo, incrível. No dia seguinte, fica um pequeno desconforto no músculo deltóide (porção superior externa do braço) como uma batida leve, e só.
A OMS decidiu manter o alerta de pandemia (nível 6 – o maior índice da escala), pedindo que os países mantenham fortes as suas ações de controle contra a gripe. No Brasil, foram registradas 64 mortes de janeiro até junho. O foco no hemisfério sul é o inverno, com temperaturas muito baixas – é nesse momento que, se baixarmos a guarda, o H1N1 pode fazer a festa. Por isso, dê menos ouvidos aos absurdos na Internet, aos e-mail fantasiosos que te mandam, ao Orkut e outras sandices e tome a vacina o quanto antes, quer seja no posto ou em clínicas particulares. Não prive seus filhos desse recurso. Sua Saúde e a da sua família agradecem.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Novidades sobre a Gripe A

Hoje em Genebra a OMS (Organização Mundial de Saúde) vai anunciar sua posição sobre como está o nível de risco da gripe A no mundo. A coisa funciona da seguinte maneira - A OMS tem um grupo de 15 especialistas incumbidos de fazer as devidas recomendações para Margaret Chan (diretora geral da OMS), que as retransmite para 192 Ministros da Saúde no mundo. Essa turma dispara seus planos pandêmicos locais.

Mas Gregory Hartl, porta-voz da OMS declarou que a doença ainda não atingiu seu pico de transmissão na maioria dos países e que ainda é cedo pra afirmar isso. Oficialmente, a gripe matou 16 mil pessoas no mundo, mas segundo a OMS, serão necessários cerca de dois anos passados pra se saber o número certo de vítimas, pois poucos foram formalmente diagnosticados via exame.

O alerta de pandemia será mantido, principalmente nos países prestes a entrarem no inverno, como o Brasil. Mesmo afirmando que a gripe não foi tão poderosa quanto esperada, a OMS defende campanhas de vacinação em massa como a que será realizada no Brasil em março. Faz sentido. Brasileiro não curte muito vacina, mesmo “de grátis” - baixar a guarda agora, seria um risco enorme ali adiante. No Portal da Saúde, atualizado pelo Ministério da Saúde, você tem acesso a informes epidemiológicos atualizados.

Mais detalhes, fontes: Folha Online e Último Segundo (IG On Line)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Pandemia de gripe H1N1 permanece moderada, diz OMS

A pandemia da gripe H1N1 continua moderada e seus efeitos estão provavelmente mais próximos dos das gripes de 1957 e 1968 do que da versão mais mortal de 1918, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira,18 de janeiro.

Segundo Margaret Chan, diretora-geral da OMS, a pandemia do H1N1 parece estar amenizando no hemisfério norte, mas pode causar infecções até abril, quando termina o inverno ali. Ainda é cedo para saber o que acontecerá quando o inverno chegar ao hemisfério sul.

A pandemia de 1918, conhecida como gripe espanhola, matou entre 40 e 50 milhões de pessoas no mundo após o fim da Primeira Guerra Mundial.

Os governos já tomaram medidas adequadas para proteger suas populações, e "apesar da pressão sobre as salas de emergência e unidades de terapia intensiva, quase todos os sistemas de saúde têm lidado bem com a situação", disse Margaret Chan. "Mas as populações devem continuar sendo vacinadas".

Quase 14.000 mortes foram registradas em mais de 200 países desde o surgimento do vírus na América do Norte em abril do ano passado, mas levará ao menos um ou dois anos para que a pandemia termine para que um número exato possa ser estabelecido.

(fonte: estadao.com.br - 18/01/10)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

GRIPE – A História da Pandemia de 1918

Esse eu acabo de reler depois de 4 anos. Um livro preciso, meticuloso, extremamente bem pesquisado e escrito. Pra quem está acostumado aos roteiros como os de “Os 12 Macacos”, “Ebola” e outros, vai o recado – o livro é sério. Nada contra ficção bem feita, mas não se trata disso. A narrativa remonta, de forma muito didática, o início de tudo desde a Gripe Espanhola, que matou milhões de pessoas durante a primeira Guerra Mundial (existe melhor lugar pra uma Epidemia do que no meio de um monte de soldados com frio e mal alimentados do início do século XX??). Traçando um denso e envolvente quebra cabeças histórico-científico da gripe e de epidemias anteriores, Gina chega até os dias de hoje e busca colocar em perspectiva os avanços futuros na pesquisa desta doença. Jornalista do caderno de Ciência do New York Times, ela escreveu o livro no auge da gripe asiática, em torno de 1999. Ter lido o livro quando a Epidemia de Gripe era uma possibilidade e agora em tempos de H1N1, me deu uma certeza: ela sempre soube o que dizia e isso, por si só, faz do livro tão mais impecavelmente bem feito quanto realista – o H1N1 não foi o primeiro e não será o último. Sugiro que todo profissional ligado direta ou indiretamente área da Saúde leia este livro. Vai ajudar a eliminar 80% do que circula de informação alarmista na sua caixa de entrada ou na web. Caso queira adquirir, é só passar o mouse sobre o livro - está linkado com a Saraiva (o blog não leva um centavo, é apenas pela gentileza de facilitar o seu acesso). Boa leitura!.

domingo, 20 de setembro de 2009

Ministério da Saúde e secretaria questionam eficácia do Tamiflu


fonte: O Estado de São Paulo - 17/09/2009
AE/São Paulo - A eficácia do medicamento Tamiflu, usado para tratar pacientes com o vírus da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, está sendo questionada. Um levantamento preliminar realizado com pacientes graves com suspeita ou confirmação de gripe suína no Rio Grande do Sul levou o Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual a relativizarem a importância do oseltamivir (Tamiflu) no combate à doença. A pesquisa mostra que o número de mortes foi semelhante entre os doentes que receberam o remédio nas primeiras 48 horas, como recomenda a bula, e aqueles que receberam após esse período.De um total de 83 pacientes avaliados, 36,1% foram medicados com o Tamiflu nas primeiras 48 horas, 38,5% depois desse período e 25,3% não o receberam. No entanto, os dois primeiros grupos tiveram número semelhante de mortos: 12 e 14, respectivamente. Entre aqueles que não tomaram a droga houve apenas seis mortes. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Gerson Penna, os dados desfazem o mito em torno do remédio. “Só o que salva é a vacina”, afirmou durante evento sobre a nova gripe no sábado, em São Paulo. O secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, informou, em entrevista por telefone, que o estudo será ampliado e trará mais detalhes.A infectologista Nancy Bellei, do comitê de Influenza da Sociedade Brasileira de Infectologia, alerta, porém, para o pequeno número de casos avaliados, o que dificulta conclusões. A especialista destaca ainda que são necessários mais detalhes, como o estado e as características dos pacientes de cada grupo. “Em pacientes graves é possível que o antiviral não mude o curso da doença.”