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terça-feira, 13 de julho de 2010

Uma Vacina anti-HIV

Pelos números das Nações Unidas, cerca de 33 milhões de infectados pelo HIV (dados de 2007). Ao mesmo tempo, morreram 2 milhões de pessoas e outros 2,7 milhões foram infectadas. Nesse contexto, descobrir uma vacina anti-HIV tem sido um tema desafiador na mesa dos cientistas. Já foram testadas mais de 100 vacinas desde 1987, mas sem avanços significantes até a última novidade: Um grupo de cientistas americanos descobriu um par de anticorpos extremamente potentes, criando uma possibilidade real de se ter uma vacina contra o HIV. A descoberta foi anunciada num estudo no Jornal Science recentemente como o primeiro desse tipo em mais de 10 anos de busca. De hoje até se ter a vacina, o trabalho é longo. Falta descobrir como esses anticorpos se aderem ao HIV e como isso pode servir de base para a vacina. A partir daí, é possível fazer estudos em animais e humanos.
O U.S. National Institutes of Health, instituição que mais pesquisa uma vacina anti HIV, tem instigado novas abordagens, por exemplo, forçando os cientistas a olharem mais profundamente para a estrutura do HIV e identificar fragilidades que possam ser melhor observadas.
"Nós decidimos mudar o direcionamento, fazendo perguntas básicas sobre o virus,”, diz Anthony Fauci, diretor do National Institute of Allergy and Infectious Diseases, uma parte do NHI. “Essa recente descoberta”, completa, “é resultado desse direcionamento”.
Os anticorpos mais recentemente isolados (foto digital) foram de um homem africano, local onde existem altas taxas de infecção e onde a vacina é absurdamente necessária e aguardada. Os dois anticorpos são dez vezes mas potentes que os descobertos até então. “Mas”, o Dr Burton alerta, “não quer dizer que essa força se traduza em proteção para humanos”. Ok, para se fazer uma longa caminhada, há de se começar com um grande passo e, ao que parece, este foi dado.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

EUA e o H1N1 – Lá, também tem desperdício

No ano de 2009, diante do pavor iminente de uma pandemia de gripe, o Governo Americano comprou mais de 200 milhões de doses da vacina antivírus H1N1. Quem fez as contas no gabinete de Mr. Obama, trocou zeros, se atrapalhou e se deu mal. Parte do estoque venceu e outra parte ainda vai vencer – um desperdício correspondente a 43% desse estoque. O pessoal lá tá podendo, não? Um dia queima petróleo para evitar vazamentos, outro dia queima vacina. Parece fácil mandar 260 milhões de dólares pro forno. Saúde e sorte aos amercianos com um governo destes...
(fonte: Tribuna da Bahia, por Rogério Paiva).