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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Livros na novela das 21 horas - "tudo a ler"

O folhetim das 21 horas da Rede Globo é chato, arrastado e inconsistente. Estou falando de uma chamada “Amor à Vida”. Mais uma novela. Sou suspeito a falar, porque não as acompanho. Falta paciência pra acompanhar tantos capítulos e tem um nível de desconexão com a realidade que me angustia. Todas as novelas me parecem ter em comum o ar de chanchada e eu estou mais pra “Tropa de Elite”, acho que é isso. Mas uma atitude nessa de Walcyr Carrasco me chamou a atenção: uma profusão descarada de merchandisings de livros e sugestões de autores a serem lidos, trocados entre os personagens. Vejo em média um capitulo pro semana e 80% deles, tem livro no roteiro. Num dos capítulos onde o vilão Felix tenta explicar para a irmã Paloma porque resolveu pedir perdão a ela, ele cita o livro “Os Miseráveis”, onde em alguma parte o personagem principal busca a redenção por meio de uma boa ação, A cena onde o livro foi citado durou mais de 3 minutos. Curioso isso em horário nobre. Fui pesquisar pra saber porque. Reza a lenda que foi iniciativa do próprio Carrasco, segundo ele próprio um leitor compulsivo (já pensou que legal um autor de novelas que não gostasse de ler?), como forma de motivar os espectadores pro hábito da leitura. Boa a intenção, mas forçada demais. Não acredito que uma profusão de livros em horário nobre vá mudar uma deformação que vem de berço. A leitura se estimula no cidadão criança e, salvo exceções, pelo exemplo dos pais. A criança que não tem o exemplo da leitura em casa, se vê obrigada a ler na escola. Quem, em sã consciência, consegue ser amigo de um livro por obrigação?
Walcyr Carrasco - promove livros em novela pra estimular o gosto pela leitura
Segundo pesquisa do instituto Pró-Livro realizada em 2011, seguimos como referencia de que o Brasil é um dos países do mundo que menos lê. Apenas 28% dos brasileiros pesquisados tem o livro como primeiro hobby. Esse índice era de 36% EM 2007. Não é difícil imaginar porque com Laptops, iphones, Xbox, 360 canais em HD, youtubes, facebooks fora baladas e outras dispersões.

Os países campeões em consumo de livros por habitante/ano: França (11), Japão (10), Coréia do Sul (10). O brasileiro lê algo em torno de 3 livros por habitante/ano. Bem intencionado esse Walcyr. Só não creio que, com esses números, ler vai ser mais interessante que o capitulo da novela ou o BBB.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Vida de Exterminador dá Futuro


Como produto literário, a verdade por trás de uma biografia fica em segundo plano. Não tem como saber se tudo corresponde a realidade e em que medida. É uma colagem de perspectivas sobre o biografado e, principalmente se estiver vivo, leva o verniz sorridente do próprio, mesmo no reconhecimento dos erros, apertos e tempo difíceis. E aí? Acreditar ou não acreditar? Depois das 518 páginas do livro “ARNOLD SCHWARZENEGGER – A INACREDITÁVEL HISTÓRIA DA MINHA VIDA”, concluí que não importa muito. Pondo um filtro nos fatos, o livro todo é a afirmação do improvável estatístico: Como pode um garoto pobre do interior da Áustria do pós-guerra, filho de um guarda de fronteira, se tornar o 1º fisiculturista do mundo nos anos 60, mudar para os Estados Unidos, virar astro do cinema (matando um monte de gente), empresário de sucesso falando mal o inglês e chegar a Governador da Califórnia (9ª economia do mundo, dados de 2010)?? Vamos combinar que o cara tem músculo, cérebro e mérito. Não é nem motivação, auto-ajuda nem lição de negócios, mas dá boas dicas sobre o balance entre a fama e o faro pra dinheiro. Fora todo o botox aos 65 anos, vale a leitura.  

domingo, 20 de janeiro de 2013

Pessoas introvertidas - Quando o silêncio pode ser uma benção

Susan Cain - justiça aos contemplativos
Que me desculpem os “extrovertidos”, mas o que seria do mundo sem os reservados?  Pessoas que apreciam mais ouvir que falar, sem tiques pra chamar a atenção sobre si. Gente que preza o som do silêncio e, nas entrelinhas, percebe o outro. Pessoas que, com poucas palavras e muito senso de observação, podem dar importantes contribuições em grupos de trabalho, por exemplo. Preferem pensar antes de responder, sem dramaticidade, mas com efetividade. Não há qualquer correlação científica comprovada entre ser uma usina de idéias e falar muito. No entanto temos um desvio cognitivo enorme, pois nossas escolas, nossos locais de trabalho, nossos ambientes religiosos, enfim nossa cultura social preza e dá força apenas a quem é extrovertido. É como se a sobrevivência da raça humana dependesse de “quem tem boca, vai a Roma”.

Inquietações como estas motivaram a Advogada e Consultora de Negócios Susan Cain a escrever Quiet: The Power ofIntroverts in a World That Can't Stop Talking – o livro não existe ainda em português, mas em tradução livre seria – Silêncio: a Força dos Introvertidos em um Mundo que não Cala a Boca.

Por meio de intensa pesquisa envolvendo estudos e entrevistas com Psicólogos e Neurobiologistas, Susan quer mostrar o quanto os introvertidos são capazes de realizar não apesar da introversão, mas justamente por causa dela.

Coisa mais comum e fácil nas organizações é rotular. Ví gente realmente talentosa sendo marginalizada nas empresas, por ser "pouco agressiva" ou "que não vibra" só porque não está nela fazer o "show up". Lidar com as mazelas do ser humano  exige um tempo e uma profundidade não cabível no senso de urgência das organizações. Mais fácil dar nome aos bois. Todo mundo tem ou teve um colega que se destaca por se falante. Não quer dizer que diga a que veio. Então, se você é o "tímido", o "reservado" do grupo, não se preocupe em forçar a barra, a justiça está sendo feita. 

Veja vídeo com entrevista com Susan Cain.


fonte: TED

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Luis Fernando Veríssimo - fique um pouco mais, pode ser?


Luis Fernando, perdoe a intimidade. Não li nem um terço dos seus livros. Dos que li, normalmente nas férias, numa cadeira de praia ou coisa assim, adorei todos. Setenta livros publicados parece muito, mas nessas horas é pouco. Desejo apenas que fique mais tempo conosco. Sua autenticidade faz falta. Não te conheço pessoalmente, mas quem te conhece sabe. E estou confortável com a imagem que fiz de você ao longo dos anos. Fala pouco, trabalha muito e é um exemplo de simplicidade. A imprensa nunca exagerou, nem nos erros, nem nos acertos. Isso só dá certo ao longo dos anos pra pessoas com atitude. Está bem assim. No Brasil, entre nós, temos poucas pessoas públicas as quais podem mesmo servir de exemplo do bem. Infecção pra quê? Nada disso.

Lembro de uma entrevista sua sobre o lançamento de "As Cobras - Antologia Definitiva", em 2010. Rolava de rir com as respostas, simples, pra variar. O jornalista perguntava: "porque desenhar cobras?" Resposta: "porque é mais fácil, só tem pescoço...". Jornalista: "E porque parou com As Cobras nos anos 90?" Resposta: “Parei, como eu disse na época, porque estava fazendo coisas demais. E também porque não ficava bem um homem de sessenta anos ficar desenhando cobrinhas”. Nada mais Veríssimo...

As Cobras - simplicidade, pouco texto, muito significado
Ok, se por uma absurda issíssima suposição, o pior viesse a acontecer, duvido que você pare de trabalhar onde quer que esteja. Nossa cultura e nossas artes precisam de uns joelhaços, tem muita gente sem noção, "se achando". Você poderia ajudar essas pessoas em outra esfera, dar um puxões de orelha, ensinar como se trabalha pela cultura do país. Não duvido disso.

Mas, em minha modesta opinião,  ainda não é hora de entrar pra história, você tem que tocar sax ainda, em algum bar legal de Porto Alegre. Alguém lá encima certamente vai dizer "-pode entrar que a casa é sua", mas ainda não. Não entre nessa de "sentir uma imensa paz  e uma luz maravilhosa", é furada. Queria ter a chance de ao menos cumprimentá-lo um dia, te ouvir tocar. É famosa a sua cordialidade tímida pra com admiradores. Também sou tímido, vai dar certo. Não vá ainda, fique um pouco mais ou te damos um joelhaço...

domingo, 7 de agosto de 2011

Quanto vale uma célula imortal?

por Luiz Souza Filho


Talvez o Dr. Christoph Lengauer, VP & Global Head of Oncology, Discovery Research da Sanofi-Aventis, uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo, possa responder. Ele e dezenas de cientistas que com ele trabalham, usam as que talvez sejam as mais famosas e polêmicas células do mundo da ciência comercial: as células HeLa. Elas pertenceram a Henrietta Lacks mais conhecida pelos cientistas com HeLa, pobre descendente de escravos, agricultora de tabaco no Sul dos Estados Unidos que morreu tomada pelo câncer em 04 de outubro de 1951. A expressão pertenceram talvez nunca tenha sido tão verdadeira como neste caso. Até 05 de fevereiro de 1951 realmente as células cancerosas de Henrietta eram dela. Depois se tornaram propriedade do mundo da ciência comercial. Isto porque, no dia seguinte, aquela negra americana inculta e descriminada, assinou sem ler um formulariozinho que dizia: “Através desta, autorizo o pessoal pessoal do   Hospital Johns Hopkins a realizar quaisquer procedimentos cirúrgicos sob qualquer anestesia, local ou geral, que possa considerar necessário ao cuidado cirúrgico e tratamento apropriado de Henrietta Lacks.
Rebbeca Skloot - dez anos pesquisando
a verdade sobre Henrietta Lacks
Nos minutos que se seguiram, o Dr. Lawrence Wharton Jr., sentado entre suas pernas diante de uma mesa de exames ginecológicos, sem informá-la que estava coletando amostras e nem perguntar se ela queria ser uma doadora, passou o bisturi e removeu do colo do útero da paciente, uma porção de tecido tumoral do tamanho de uma moeda. Nos USA, lá em 1951, assim como hoje, não existe nenhuma lei que exija o consentimento informado no armazenamento de tecidos para fins de pesquisas, bem como não existe uma exigência para que médicos informem aos doadores a intenção de fazer dinheiro com seus tecidos. O motivo alegado pela comunidade científica para não apoiar uma lei a respeito é que os valores que resultariam da autorização de uso travariam o desenvolvimento da pesquisa. O fato científico relevante neste caso, é que as células HeLa continuaram se reproduzindo in vitro, venderam toneladas mundo a fora, renderam bilhões de dólares par as indústrias que as exploraram a partir de então e nem Henrietta nem seus descendentes ganharam nem um penny com o negócio.   
O ocorrido com Henrietta Lacks é apenas um exemplo do submundo da ciência, fruto de 10 anos de pesquisa jornalística por Rebecca Skloot, autora do livro A VIDA IMORTAL DE HENRIETTA LACKS que acabei de ler. A autora também escreve para o The New York Times Magazine, Discover, Popular Science  e  The Best American Science Writing.
Mas quanto ao Dr. CRHISTOPH LENGAUER do primeiro parágrafo? É ler pra saber.  

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Paixão por livros

Meu pai devorava livros. Eu era um pingo de gente e já achava o máximo ele lá, naquele momento supremo em que a solidão encontra o trono sagrado. Lembro do título de um dos primeiros que li: "A Vida do Elefante Basílio", de Érico Veríssimo. Esse certamente foi um dos primeiros – me amarrei na história maluca daquele elefantinho viajandão, uma mostra do que era capaz um dos monstros sagrados da nossa literatura. Depois veio “Sete Noites de Joãozinho” – muito triste, me fazia lembrar uma história antiga chamada “Marcelino Pão e Vinho”. Mas não desanimei. Um dia ganhei da querida vó postiça Rogéria a Série Taquara-Poca, de Francisco Marins. Uma saga sobre o interior do Brasil nos tempos do descobrimento. Essa coleção despertou meu interesse por história, mas não passou daí. No colégio, a pressão para ler clássicos da literatura brasileira era grande. Pressão mesmo, porque se algum professor conseguiu seduzir alunos pra leitura ao invés de impor, esse eu não conheci. Tive que ceder: Memórias de um Sargento de Milícias. Mas por pouco tempo – meu pai estava lá outra vez. Bati o olho em Papillon, O Destino do Poseidon, Tubarão, Os Sobreviventes dos Andes...nada adequados pra um garoto, mas a curiosidade de um menino não podia ser tolida. 

Um dia, fui pego com um livro embaixo do casaco, saindo da biblioteca do colégio. A Irmã Dirce me segurou pelo braço e, no pavor, o livro caiu. O Tempo e o Vento, também de Érico Veríssimo. Um professor de filosofia disse numa aula que “quem roubava livros não era ladrão, mas sedento do saber”, uma piada que resolvi testar. Claro que não contei isso pra Irmã Dirce, pelo bem do Professor. Como frequentador de carteirinha da biblioteca, tive direito a um trato: dois meses ajudando a organizar os livros no recreio e orientando colegas sobre onde encontrar um ou outro título e a Irmã Dirce esqueceria aquele dia. Aceitei no ato, não queria aquela mancha pra envergonhar meus pais.  

Meu pai e a Irmã Dirce, devo a eles o amor pelos livros. Um amor que procuro passar pro meu filho, como contribuição a uma geração feita de Pods, Pads e Tunes. E o livro do Érico Veríssimo? Ganheio o livro, mas tive que doar outro em troca para a biblioteca. Foi mais do que justo, foi transformador.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Moacyr Scliar, até breve

Moacyr Scliar - Acadêmico de humildade inexplicável 
Soube da morte de Moacyr Scliar pelo desabafo da amiga Fernanda Denardin: "Não chore muito, é perigo até de um peixe entrar-lhe no olho!!" Lamento! Morreu Scliar, médico dedicado a literatura. Conheci Scliar e estive com ele diversas vezes. Sujeito simpático e acessível, de uma modéstia inexplicável. As colunas dos jornais, a literatura pra jovens e adultos, perdem um excelente escritor. Nós perdemos uma boa leitura que estaria por vir - mas Scliar deixou herança pra todos aqueles que quiserem”.
Restou pouco pra dizer, Fernanda. Há muitos anos estive com o Dr. Moacyr Scliar para fazer-lhe algumas perguntas, um bate papo para um trabalho acadêmico sobre a Indústria Farmacêutica no Brasil. Eu que esperava encontrar um escritor famoso, encontrei um ser humano admirável, sentado ao canto de um sofá de uma sala de visitas no prédio do Jornal Zero Hora. Fala mansa, pausada, atencioso ao extremo. Me deixou desconcertantemente à vontade.
Cinquenta anos de literatura, oitenta livros, prêmios Jabuti, trabalhos versados para o cinema, cadeira na Academia Brasileira de Letras (ele sim, por mérito)... Dizia: "Não preciso de silêncio, não preciso de solidão, não preciso de condições especiais. Preciso só de um teclado". A literatura brasileira ficou menor sem ele. Pelo médico, pelo escritor e pelo homem. Até breve, Moacyr Scliar. 

domingo, 24 de outubro de 2010

Menino Maluquinho faz 30 anos

Foi na Bienal Internacional do Livro de 1980, em São Paulo, que o cartunista brasileiro Ziraldo (77 anos) lançou o Menino Maluquinho, considerado o “Calvin brasileiro” (Calvin é o personagem do americano Bill Watterson). Esse ano, na mesma Bienal, O Menino Maluquinho faz 30 anos com direito à edição comemorativa exclusiva, homenagem no Google e tudo mais. Mas não é por isso que Ziraldo pensa em se aposentar. Em entrevista à Folha, brincou “vão ter que me abater com um tiro”. A série “O Menino da Lua”, trabalho mais recente do cartunista, começou em 2006 e ao todo terá 10 volumes.
O Menino Maluquinho não foi exatamente o livro-referência de quando eu comecei minha paixão por livros. Mas certamente foi um dos mais divetidos e que me pôs em contato com um personagem que poderia se parecer com qualquer coleguinha do bairro. Engraçado que nunca me pareceu auto-imagem, não me identifiquei, creio que eu conseguia ser mais "fora da casinha" que ele. Mas, caso você esteja em dúvida sobre que tipo de livro colocar nas mãos dos seus filhos, o Menino Maluquinho é boa companhia sem chance de erro, pode apostar. 
Fonte: folha.com e Revista Crescer

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Livros ruins também podem fazer nascer "Monstros"

Se a criançada em casa vier com a orientação da escola de ler o “Quando Nasce um Monstro” - Sean Taylor e Nick Sharratt Ed. Salamandra (isso mesmo, o nome do livro é esse), questione a escola. Esse título já me desceu quadrado, mas fui à cata do tal livro, cuja capa sugere um humor leve, um monstrinho verde sorridente, dentro de um carrinho de bebê. A chamada na contra-capa também é curiosa: “Para quem ler este livro de monstro, existem duas possibilidades: ou a pessoa o lê à noite, e ri até cair da cama, ou... lê de dia, e ri até cair no chão... Mas de jeito nenhum vai escapar de dar monstruosas gargalhadas! Um livro cheio de possibilidades e de piadas!” Saí da loja e, enquanto lavava o carro, fui ler o livro pra ver as "piadas" – até agora estou me perguntando que livro é esse.
32 páginas de desenhos com, no máximo, 3 até 5 linhas de texto e com letras BEM garrafais, um belo presente à preguiça da garotada, mas tudo bem, vá lá. Mas o texto não ajuda – é pobre, pobre “de marré de si”. Criança fantasia tudo, mas tem limite - não sei como alguém pode engolir algo como: “Se o Monstro Come você, acabou a história. Mas se você o leva pra escola, existem duas possibilidades: ou ele senta quietinho, faz toda a lição e se torna o primeiro monstro a jogar no time da escola, ou...ele come a sua Professora”. Deixa eu esclarecer: aqui no caso, não existe nenhuma alusão maldosamente bi-transitiva no verbo “comer”. É um texto de puro mau gosto mesmo. E o texto viajandão continua: “Se o Monstro senta na praça, acabou a história. Mas se ele segue para as Florestas Distantes, existem duas possibilidades: ou ele encontra um Hotel Carésimo no caminho, e resolve dormir lá (uma nota minha: notem a vírgula antes do “e resolve” – Deus do Céu, ESTÁ NO LIVRO!), ou ele dá a volta no prédio, encontra um guarda-chuva velho e resolve dormir embaixo dele.”. Perguntei pro meu moleque o que ele achou do livro: “Pai, forçou a barra, muito ruim”Será que a professora que indicou essa pérola sabe o que é “O Pequeno Príncipe “(Saint-Exupery), ou mesmo “Flicts” e toda a ótima produção do Ziraldo? Me preocupa muito o que esse pessoal do ensino anda lendo lá na escola. Por isso, cuidado. Se esse livro bater à sua porta, afaste seus pequenos leitores dele e pergunte mesmo qual a orientação pedagógica da escola quando o assunto é leitura. Eu estou fazendo isso e aguardando uma resposta. O que será que vai vir? Existem duas possibilidades: se a orientadora aceitar minha queixa...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Novo Kindle - mais ágil, mais leve, mais barato

15% mais leve, 21% menor, carregamento do display 20% mais rápido (e outras melhorias significativas em suas funcionalidades), podendo ser adquirido por até 140 dólares (a versão 3G sai por 189 dólares) – esse é o novo Kindle. No dia 28, Amazon lançou a nova versão do seu livro digital. Há algumas semanas, o Kindle custava quase o dobro do que está sendo cobrado agora e pelo novo valor, se iguala aos seus concorrentes, como o Nook, da Barns & Nobles. Um das vantagens do novo Kindle é a memória, 2 vezes maior que a da versão anterior, podendo armazenar 3.500 livros.
Para o Brasil, o Kindle ainda é salgado, chega aqui por 550 dólares com impostos. Mas já existe jurisprudência para pleitear uma redução. O advogado Marcel Leonardi (São Paulo) conseguiu que a Justiça Federal autorizasse a compra do seu Kindle livre de impostos, o que derrubou o preço para 450 dólares. A ação foi suportada no artigo Constitucional que proíbe a taxação de livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão. Segundo Leonardi, o Kindle é apenas um veículo, tendo à mesma função do papel.
O site da Amazon já está aceitando pedidos desde o dia 22 de julho e começa a fazer as entregas do novo gadget a partir de 27 de agosto.

domingo, 4 de julho de 2010

Não dê refresco aos bullies - parte II

Participei de uma de várias reuniões para avaliação de pessoas ao estilo 360 graus em minha empresa. Processo novo, denso, desgastante, mas funciona mesmo. Saí de lá com a cabeça cheia de idéias (e dúvidas) sobre como as pessoas se percebem avaliadas e o impacto disso no comportamento delas – de saída, ninguém fica confortável sabendo que outra pessoa está te “dissecando” e que isso vai gerar uma percepção (legítima ou não, é uma percepção) e essa percepção traz conseqüências. O que “consequência” quer dizer? Depende da atitude de quem avalia. Boas atitudes geram bons feedbacks, que geram mudanças positivas (isso se o avaliado tiver a fim, claro).
Pós-reunião, entre um chope e outro com colegas, a conversa enveredou pro medo que as pessoas têm de expor “fraquezas”. Acredito mesmo que exista uma raiz mal resolvida na forma como se avaliam pessoas e isso vem desde a escola. Provas, testes, campeonatos, quizzes. Tudo técnico, conteudista, mas cadê a competência e os valores? A primeira vez que ouvi falar de avaliações PPA, por exemplo, foi quando fui avaliado em minha primeira empresa. Era como estar entrando num enorme tomógrafo.
Desconheço métodos de ensino formal que privilegiem um forte mapeamento comportamental por competências. Se tiver alguma escola que invista fundo nisso, merece um prêmio. Fico imaginando um filho trazendo pra casa junto com o boletim, um PPA ou coisa do gênero – no mesmo dia, a orientadora liga pra mãe do garoto pra marcar uma sessão de feedback e, a partir daí, definem juntos um plano de ação para ajudá-lo a enfrentar as dificuldades e potencializar aquilo em que ele é "the best". Tudo de forma muito positiva e engajada no que é melhor pra criança, sem apelar pra estereótipos de comportamento ou coisas do tipo. Será que não funcionaria? Duvido. Pessoal do ensino, isso poderia ser uma poderosa arma anti-bullies, anti assédio moral nas empresas, etc...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Não dê refresco aos bullies

Assunto do momento: O bullying“todo o ato de violência, seja física ou não, intencional e repetitiva contra alunos de uma escola, impossibilitados de fazer frente às agressões sofridas”, segundo Ana Beatriz Barbosa Silva, psiquiatra da UFRJ e autora do livro “Bullying - Mentes Perigosas nas Escolas". E o criminoso se chama bully (agressor).
Começando a pesquisar, percebi que o bullying sempre esteve lá, não é novo, só o nome. Uso óculos desde os quatro anos, sempre adorei livros e era muito tímido – combinação explosiva - onde eu ia, tinha confusão. Seria o kit bullying perfeito, se eu fosse um pré-adolescente de hoje. Se emprestasse a juros todo o dinheiro de lanche que me roubaram só por sacanagem, era um homem rico. Só usava cordas duplas nas calças do moleton, senão...vuupt, era calça arriada em público a toda a hora. Ninguém merece.
O repúdio ao diferente sempre existiu, como uma patrúlia dos padrões de comportamento, nem sempre silenciosa, mas certamente eficaz. Hoje nas empresas, quando vejo um executivo á cata de um estereótipo entre seus subordinados, por exemplo, consigo ver esse cara no pátio do colégio, com seus 13 anos, humilhando um “nerd” em público e instaurando a lei da mordaça (“abre a boca e te cubro de porrada! E se amarelar,..também”). É uma pena, fico pensando quanta gente de valor desaparceu atrás de uma máscara de baixa estima porque um descerebrado desses achava isso normal e prazeiroso. Uma criança perturbada é mais cruel que dez adultos empilhados – usam, com precisão cirúrgica, o assédio psicológico.
Lembro que um dia enchi o saco de ser saco de pancada e fui à luta. Fiz dos meus óculos meu sabre jedi e aprendí a tocar violão – bem na época, pra insuflar o ódio dos meus bullies, a sorte deu uma mãozinha: Herbert Vianna lança “Óculos” (porque você não olha pra mim, por trás dessas lentes tem um cara legaaal...). A partir dalí, passei a dar as cartas pacificamente na turma do colégio, era o ínicio do meu aprendizado de liderança, sempre respeitando as diferenças e os diferentes. Mas não vou dizer que não foi doído, foi sim, não dá pra esquecer.
Quem é pai tem que olhar pra isso com atenção, não deixar o bullying barato. Vá pra cima com tudo, pois pode significar o futuro do seu filho. A Saúde dele, com certeza, agradece (Por trás dessas lentes também bate um coraçãão....).
fonte: "Bullying - Mentes Perigosas nas Escolas (Ana Beatriz Barbosa Silva - ed. Fontanár/2009).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Livros digitais ou de papel? Dúvida cruel

Em maio, o post "Rápidas - Saraiva e os livros digitais" deu pano pra manga. Seja contra ou à favor, a discussão foi forte, com defesas unânimes sobre o irremediável futuro dos livros de papel. Pois em pesquisa realizada aqui no blog por 10 dias corridos (de 04 a 14 de maio/2010), ganhou o equilíbrio - 100% dos votantes apontaram que na verdade existe espaço tanto para livros digitais quanto para livros de papel.
Eu também acredito nisso - e creio que na verdade será o mesmo consumidor, adequando o formato à situação.
Saúde à diversidade de opções e Boa semana!

domingo, 13 de junho de 2010

A História do Brasil para irritar pessoas (parte II)

E o Guia politicamente Incorreto da História do Brasil continua irritando. Dê uma olhada no blog Chapéu, Chicote e Carbono-14, do jornalista e repórter de Ciência da Folha Reinaldo José Lopes e veja a reperscussão (link): blog Reinaldo José Lopes. Leandro Narloch, o autor, respondeu na medida. Veja réplica: blog Leandro Narloch. Irritar e vender livros tem sempre um preço a pagar. Pesquisados os fatos, resta a perspectiva de cada interessado. Eu gostei do livro e da abordagem (quanto ao preciosismo das informações, não há nada tão bom que não possa ser melhorado). De resto, vai de quem concorda ou não com o autor.

A História do Brasil contada “para irritar o maior número de pessoas”

Quem mais matou índios na época em que o Brasil foi descoberto foi o próprio índio brasileiro. O índio brasileiro também foi um precursor mor do desmatamento – na verdade, a floresta era seu maior inimigo e não o contrário, como nos foi ensinado, na cultura (e mito) do Bom Selvagem.
Sempre soube que a história contada no colégio escondia um caminhão de verdades. A internet abriu uma clareira enorme nessa “caixa preta” chamada história contada em livros didáticos. Mas quanto mais livros e textos aparecem pelo caminho, mais vejo o quanto fui enganado (eu e a “torcida inteira do Corinthians”).
Tem mais - sobre a escravidão nas Américas: os portugueses chegaram na África ali pelo século 15 e aprenderam com os Africanos a comprar escravos. Sim, negros escravizavam negros (e mesmo brancos), era uma cultura quase milenar na África (e em outros povos). E quem plantou as raízes da forte campanha pelo abolicionismo foram os ingleses (século 18), não por interesse econômico (pelo contrário, a economia da Inglaterra era fartamente beneficiada pela Escravidão) e sim por razões ideológicas mesmo - um grupo de cidadãos comuns abnegados começou o movimento (e nem tinha internet naquela época). Os Africanos foram contra o fim da escravidão, pois trocar gente por armas era a atividade mais lucrativa dos reis africanos na época.
Tudo isso está no “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil", do jornalista Leandro Narloch (ed. Leya/2009). Segundo ele, o livro foi escrito para “irritar o maior número de pessoas” e, pelo visto, tem conseguido, pois o livro é excelente e denso: Narloch pesquisou mais de 120 livros e teses a respeito, sabe do que está falando. Veja abaixo entrevista com jornalista Augusto Nunes, de Veja.com. e se irrite um pouco também. No youtube, você pode ter acesso às demais partes da entrevista. Saúde ao Leandro.
fontes: livro "O Guia politicamente incorreto de História do Brasil (Leandro Narloch, ed Leya,2009), wikipedia e Veja.com

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Lei força o aumento do número de bibliotecas no Brasil

O tema "livro digital vs livro de papel" esquentou por aqui. Diretamente no "SeES", no Linked in ou no Facebook, foram 15 comentários, réplicas e tréplicas a respeito do post “Rápidas - Saraiva e os livros digitais (cadê a vantagem?)”. Tema forte, com opiniões fortes e apaixonadas, em defesa ou do papel ou dos IPADs e Kindles. Pois me atrevo a apimentar mais esse tema, acho que não tenho muito juizo.
Foi sancionada semana passada pelo Presidente Lula a lei 12.244 e publicada no Diário Oficial: "Universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País". Em outras palavras, ela determina que toda e qualquer escola, quer seja pública ou privada, vai ter que ter uma biblioteca. E o acerva tem que corresponder a um livro por aluno matriculado, sendo que as escolas terão até 2020 para a adequação à nova norma.
Acontece que segundo estudo do Movimento “Todos pela Educação” isso significa, abrir 25 novas bibliotecas/dia só nas escolas de ensino fundamental pelos próximos 10 anos. Vamos considerar que por morosidade ou desinteresse, menos da metade deste índice seja atingido, quem sabe 30% apenas: estamos falando de mais de 3mil acervos novos/ano. Não é pouca biblioteca. Isso que nem consideramos as escolas de estudo infantil, cujo o número de bibliotecas a serem construidas deverá ser de 7.800/ano. Independente do que podemos pensar a respeito, os fatos mostram que temos aí uma grande área de oportunidade para livros no país. Falar é fácil, fazer lei é mais fácil ainda, mas para mudar uma cultura, é preciso achar uma ponta da corda.
Ok, dá pra imaginar esse monte de escolas recheadas de computadores e a garotada fazendo dowload de livros digitais...não quero desapontar, mas parece que não será bem assim: segundo o 1.º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, divulgado pelo Ministério da Cultura, apenas 29% das escolas publicas têm internet.
Mesmo a profissão de bibliotecário deve representar um “up” como oportunidade, pois hoje existem apenas 21 mil profissionais formados. Um bibliotecário “geek” poderá se tornar cobiçado no mercado e, pelo visto, não vai demorar muito.

domingo, 30 de maio de 2010

Rápidas - Saraiva e os livros digitais (cadê a vantagem?)

Em junho a Saraiva começa a disponibilizar em seu website a venda de livros digitais para você baixar em seu computador. Vai oferecer 1400 títulos em português e cerca de 160 mil em outros muitos idiomas. Preço? 10 a 30% menos que títulos de papel - achei decepcionantemente caro. E você ainda precisa baixar um programa de leitura da própria Saraiva para poder ler (me poupe).
Se a tendência for essa, mais reforça meu ponto de vista de que o cheiro de um livro de papel novinho vai continuar tranquilamente entre nós. Quem já tentou assumir uma rotina de leitura eletrônica sabe dos prós e contras disso - pensamento simples: se um livro cai no chão, apenas caiu no chão. E o IPAD?
A Saraiva promete pro segundo semestre títulos para serem baixados em IPADs (foto) e IPhones e pode ser que aí valha a pena, desde que repensados os valores comparados ao livro de papel. Por hora, achei caro.
fonte: Revista Exame - junho/2010

sábado, 24 de abril de 2010

Sobre Raquetes e Livros

Cheguei eufórico pra minha aula de Squash. Tinha ficado muito tempo sem jogar, entrei em quadra aquecido, mas 10 minutos atrasado. Encontro o professor Julio Berlin no seu posto:
– O blog está muito bom, tenho lido no final de semana.
Antecipei pra ele as novidades enquanto esquentava a bolinha:
– Obrigado! E você sabia que dia 28 de abril é o dia da Sogra? Escrevi sobre isso ontem. Professor, o Dia da Sogra existe, você acredita?
Devolvi a bolinha a ele, que me ouvia e me fixava aquele olhar professoral sereno enquanto trocávamos uma paralela. Era o olhar do matador:
- Pois ontem foi o Dia do Livro. Você não vai escrever sobre isso? Em 1616, neste mesmo dia, Cervantes e Shakespeare faleceram, um na Inglaterra e outro na Espanha, exatamente no mesmo dia e no mesmo ano”.
Não preciso dizer que fiquei a aula inteira, entre uma paralela e uma bola cruzada, tentando conectar Dom Quixote e seus Moinhos com a história do Squash ou coisa que o valha (e prometi ao Julio que ainda vou pensar nisso). Deve haver alguma saga escondida aí. Não me surpreende meu professor conhecer a historia de Cervantes, Dom Quixote ou o Dia do Livro, não me entenda mal, muito pelo contrário. O Julio é um expoente por excelência, ensinar é a vocação dele em quadra e sua sabedoria, de longe, não se restringe ao squash. Me surpreende é a chance do inusitado - não saí daquela aula do jeito que entrei, sempre entro sem a menor idéia de como vou sair da quadra e isso me transforma, me faz uma pessoa melhor a cada aula, cada jogo. Às vezes entro soberbo e saio derrotado. No fim das contas, aprender é como um copo que nunca enche.
Cervantes e Shakespeare morream juntos (ou quase: como o calendário Gregoriano só foi adotado na Inglaterra em 1751, Shakespeare teria morrido, na verdade, 10 dias depois de Miguel de Cervantes), inauguraram o Dia do Livro e nunca se conheceram pessoalmente (nada encontrei que comprove tal fato, se encontrar, desdigo). Mas me foram apresentados, lado a lado, dentro de uma quadra de Squash (e não na aula de Literatura ou no curso pré vestibular). Obrigado Julio. Quer forma mais privilegiada de passar pelo Dia do Livro?
E antes que eu me esqueça Julio, o cavalo de Dom Quixote se chama mesmo Rocinante (que quer dizer Cavalo Fraco, pangaré). Saúde ao Squash, a Shakespeare e Cervantes!
fontes:

quinta-feira, 18 de março de 2010

Estamos no centésimo post...e tudo bem.

Amigos que acompanham o “Se Espirrar, Saúde” me perguntaram sobre a guinada do blog ao longo destes meses. No início, disse que o assunto era sáude. Cadê? Eu não tinha pensado nisso de forma estruturada.
Tem muita gente forte, preparada ao extremo para falar de saúde sem plágio. Então resolvi compartilhar outras coisas. Também não tenho a pretenção de discutir o significado da Praça da Paz Celestial pro mundo ou se "Um Copo de Cólera" foi o melhor filme da carreira da Júlia Lemmertz (nos poupe...). Eis minha receita: pegue saúde em si, adicione música, um pouco de livros, junte numa tigela grande um pouco de comportamento, humor, fantasia, uma dose moderada de negócios, uma pitada de gestão de pessoas, amor e amigos para rechear. Bote quase que diariamente pra assar, senão não cresce. Está pronta a receita do Se Espirrar, Saúde – uma coletânea de atitudes geradoras de saúde (pensei nisso agora). Chamo de atitudes porque, em as assumindo como partes da vida, tudo vai se transformando, sem frescura. Meio confessional, mas é a pura verdade.

Agradeço a todos que nos têm acompanhado e adicionado seu “pitaco” no blog. Isso ajuda a transformar essa massa numa gostosa opção de cardápio! Deixe aqui um comentário. Desejo saber o que você está achando dessa nossa "coletânea de atitudes". Agradeço antecipadamente as sugestões e comentários. Saúde e seguimos adiante.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Lí nas férias II - "Nem Vem Que Nâo Tem" - A Vida e o Veneno de Wilson Simonal

Simonal era negro, rico, muito famoso e petulante (não necessariamente nesta mesma ordem). Ok, nenhuma destas peculiares características credencia um mito da música ao ostracismo cultural dentro de seu próprio país por 30, 40 anos a fio. Ele morreu de desgosto. Se meteu numa confusão da qual hoje a história o redime (se eu contar, estrago a espectativa sobre o livro) - mas não conseguiu limpar seu nome em vida e subir um degrau sequer no pódio da história da MPB. Somente nos últimos 2 anos seus filhos Max de Castro e Wison Simoninha conseguiram realizar o desejo do pai (morto de cirrose em 2000): ver relançado seu catálogo de discos em versão remasterizada, com direito a um DVD (Ninguém Sabe o Duro Que Eu Dei – direção do Casseta Cláudio Manuel) luxuosíssimo, contando a movimentada vida de Wilson Simonal do sucesso ao quase anonimato em 10 anos.
O Livro "Nem Vem Que Nâo Tem - A Vida e o Veneno de Wilson Simonal "é o DVD em ricos detalhes. Simonal influenciou e influencia muita gente boa até hoje. Era considerado o Frank Sinatra brasileiro, rei do balanço, chegou a rivalizar com Roberto Carlos (mas enfim só poderia existir um rei no Reino de Avilan). Junto com Jorge Bem e Tim Maia, por exemplo, revolucionou a música com seu estilo “Show Man” gaiato e pretensioso. Naquela época, “o must” da TV e do "showbiz" no Brasil eram os programas de auditório e os festivais, além das apresentações em boates. Super shows em estádios ou ginásios não eram comuns como hoje. Ele traçava tudo – tinha o público na mão, como na famosa apresentação do Maracanazinho, abrindo (e literalmente engolindo) o show do estelar Sérgio Mendes, - “regeu” um côro de 30 mil vozes cantando “Sá Marina (Antônio Adolfo / Tibério Gaspar)” na base do “Agora só os 15 mil da direita! Agora só os 15 mil da direita!”. Não houve outro como Simonal. As gerações atuais já estão vendo isso e as do futuro verão ainda mais a falta que ele faz. Para comprar o livro: Saraiva bookstore