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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Amazon pode vender Kindle no Brasil por 199 reais

Com isso, o mercado de e-books em português tem potencial para crescer

A Amazon quer começar a vender o Kindle no Brasil ainda em 2012. A empresa americana, que inaugurou um escritório recentemente no Brasil, pensa na possibilidade de comercializar o e-reader a preços “populares”, cerca de 199 reais. Para comprar o dispositivo da Amazon, com tela de 6 polegadas E-Ink e com Wi-Fi, o consumidor brasileiro desembolsa R$ 550 (com impostos e frete). Este mesmo modelo custa nos Estados Unidos US$ 79. Ou seja, seria uma ótima jogada, para o brasileiro, a Amazon comercializar o Kindle. Com isso, o mercado de e-books em português tem potencial para crescer. Além do Brasil, segundo o The Next Web, o Japão ganhará sua versão do e-reader ainda em 2012. O consumidor brasileiro espera que isso ocorra aqui também.

Fizemos uma rápida pesquisa na redação da Geek e nas outras redações perto de nós, e à exceção de uma colega que já tem um Kindle, a resposta foi unânime: “por duzentinho? Compro mesmo!”.

Fonte: Yahoo notícias (jornalista Guilherme Abati – matéria na íntegra)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Novo Kindle - mais ágil, mais leve, mais barato

15% mais leve, 21% menor, carregamento do display 20% mais rápido (e outras melhorias significativas em suas funcionalidades), podendo ser adquirido por até 140 dólares (a versão 3G sai por 189 dólares) – esse é o novo Kindle. No dia 28, Amazon lançou a nova versão do seu livro digital. Há algumas semanas, o Kindle custava quase o dobro do que está sendo cobrado agora e pelo novo valor, se iguala aos seus concorrentes, como o Nook, da Barns & Nobles. Um das vantagens do novo Kindle é a memória, 2 vezes maior que a da versão anterior, podendo armazenar 3.500 livros.
Para o Brasil, o Kindle ainda é salgado, chega aqui por 550 dólares com impostos. Mas já existe jurisprudência para pleitear uma redução. O advogado Marcel Leonardi (São Paulo) conseguiu que a Justiça Federal autorizasse a compra do seu Kindle livre de impostos, o que derrubou o preço para 450 dólares. A ação foi suportada no artigo Constitucional que proíbe a taxação de livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão. Segundo Leonardi, o Kindle é apenas um veículo, tendo à mesma função do papel.
O site da Amazon já está aceitando pedidos desde o dia 22 de julho e começa a fazer as entregas do novo gadget a partir de 27 de agosto.

sábado, 17 de outubro de 2009

Leitura sob nova Perspectiva - do Papel ao KINDLE


Esta semana a Amazon Books do Jeff Bezos (aquele carequinha com olhar angelical e jeito de primo pidão) trás pro Brasil o KINDLE, um leitor eletrônico. Por 1000 reais, você baixa mais de 200.000 títulos de livros em inglês direto do site da Amazon, via conexão wireless comum. Quando lí isso na Veja (14/10/09), bateu a nostalgia. Fui perguntar pro “Seu Google” quais as chances de o livro começar a morrer e me deparei com um pensamento do colunista-colaborador do jornal Gazeta do Sul (Santa Cruz do Sul/RS), Juarez José Cognato, que deu o que pensar. Segundo ele, “os livros ficarão muito bem, pois não são apenas a informação que eles contém”. Sabedoria dos anos, moço. E diz mais: “O danado é portátil, caro de piratear, dura uma barbaridade e não se perde informação com bugs e paus de arquivos”.

Eu concordo com o Juarez. Pedro Herz, dono da rede Livraria Cultura, diz que tem clientes que não trocariam o cheiro de um bom livro de papel por nenhum leitor eletrônico - faz todo o sentido. Se pensarmos em termos de Brasil, o próprio hábito de ler alguma coisa ainda é um desafio por aqui. Segundo pesquisa do Instituto Pró-Livro (Folha On Line 16/03/2007), O brasileiro médio lê 1,8 livros não-acadêmicos por ano, menos da metade do que se lê nos EUA ou na Europa. Em uma pesquisa recente sobre hábitos de leitura, os brasileiros ficaram em 27º em um ranking de 30 países, gastando 5,2 horas por semana com um livro. Los hermanos argentinos ficaram em 18º. Esse desinteresse, segundo Marino Lobello - da Câmara Brasileira do Livro (CBL), tem razões culturais. Um passado histórico de escravidão dificultou o acesso ao ensino e à cultura. O rádio chegou antes por aqui com força nos anos 30 e as bibliotecas ainda penavam para decolar. Até hoje ainda não são o “must” (pergunte a um jovem de 14 anos se gostaria de visitar uma biblioteca como programa de final de semana - vai ouvir uns grunhidos). Mas é líquido e certo, vai ter espaço pra todos. Quem sabe não temos aí um empurrão no gosto pela leitura por parte do brasileiro? E também na busca de melhor qualidade do que é impresso, porque não? Capas mais atraentes, papel de melhor qualidade e menos poluente e, o que já se faz em publicidade, tentar que o consumidor tenha outras sensações (cheiro, gosto, etc..). Inovar é sempre o desafio, até pro Livro. Mas 1000 pratas pelo KINDLE ainda tá beeem salgadinho...