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sábado, 22 de dezembro de 2012

Nova Lei Seca no Brasil - apertou ainda mais


Pode não resolver, mas já é o começo.

O cerco ao pessoal que bebe e dirige apertou um pouco mais no Brasil. Apertou bem, mas ainda é pouco. E isso serve pra quem toma aquela cerveja inocente e pensa que o inferno é o outro. “Eu só tomei duas ou três latinhas”. Nas festinhas entre amigos, é sempre esse o discurso (aos meus amigos, sinto muito, mas nesse assunto não faço distinção).

E aquela balela de produzir provas contra si mesmo foi por terra. Como a percepção visual de testemunhas e vídeos passam a ser prova suficiente para enquadrar o sujeito, o bafômetro e o exame de sangue, de vilão passam a ser a esperança (ainda que torta). Caso a pessoa queira uma "contra-prova" do seu estado, a opção passa a ser recorrer a esses dois expedientes. 

O mais impressionante é que, no exato dia em que a lei foi sancionada pela Presidente Dilma Rousseff, a polícia de São Paulo já pegou alguns caras, um deles se achando injustiçado por ter de ir se explicar na delegacia. Veja no infograma como ficou a vida de quem insiste nessa insanidade. 

fonte: folha.com

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Desintoxicações II

Em tempos de Lei Seca no Brasil, não mudar a forma de se relacionar com bebidas alcoólicas simplesmente não é mais aceitável. A quem um ser humano que vai a uma festa, “enche o latão” e depois sai dirigindo pra casa quer enganar? Alimento e estimulo a esperança que o álcool no Brasil (e, com toda a força do pensamento, quem sabe no mundo) encontre a mesma derrocada que hoje ronda o fumo.  E nesse particular não adianta aliviar a mão. Quem bebe e fuma demais não tem controle sobre o próprio senso – não dá pra culpar o doente, mas há que cortar-lhe o suprimento, lentamente. Ainda que esse suprimento venha em forma de garrote social, se é que me entendem. Mas sou otimista e digo isso sem medo de ser feliz – o mundo melhora devagar, mas melhora sempre. O mote da “cerveja sem álcool” não me parece totalmente verdadeiro e já falamos disso por aqui. Com o perdão da palavra, mas uma lei que diz que uma bebida com até 0,5% de álcool é considerada “sem álcool”, é uma lei cretina e de caráter, no mínimo, duvidoso. Não quero se repetitivo, veja esse link (aqui). Mas antes um "quase sem nenhum álcool" do que simplesmente não ter alternativa à altura.
Só que surge agora um novo artifício – o uísque sem álcool (sem álcool mesmo, segundo o fabricante). A americana Arkay Beverages garante ser “o primeiro uísque sem álcool do mundo. E, pra se defender das possíveis alusões tipo “uísque de araque”, adianta que o produto atende a todos os padrões de qualidade exigidos nos EUA e Europa. E é barato – cerca de 10 dólares a garrafa de um litro, comprada via web. Com ou sem reclamação, está fazendo sucesso. O site da empresa recomenda pra religiosos, grávidas e ex alcoólatras. No caso do alcoolismo, existem opiniões (e estudos) afirmando que bebidas sem álcool seriam facilitadores para ex alcoólatras retornarem ao vício. Não sou médico, não sei. Mas, vendo por outro prisma, se deixar o vicio significa passar por um momento de auto-engano usando uma destas bebidas, que assim seja...
fontess: arkay beverages website e revista istoé

terça-feira, 5 de abril de 2011

Cientistas encontram gene ligado ao consumo de álcool

Cientistas identificaram um gene que aparentemente influencia no quanto alguém consome de álcool, aponta estudo com mais de 47 mil pessoas publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). O achado poderá ajudar no entendimento do  O gene, chamado "candidato 2 de suscetibilidade autista" (AUTS2), foi anteriormente, como o nome sugere, ligado ao autismo e ao distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade, mas não se sabe ao certo qual é a sua função. Este estudo, conduzido por cientistas do Imperial College London e da King's College London, revelou que há duas versões do gene AUTS2, um deles é três vezes mais comum que o outro. Pessoas com a versão menos comum bebe cerca de 5% menos bebida alcoólica do que as demais. O gene é mais ativo em partes do cérebro associados com o mecanismo neuropsicológico de recompensa. Já se sabia que os genes tinham um papel neste processo, mas único conhecido por fazer uma contribuição no quanto as pessoas bebem era o gene de codificação da desidrogenase, enzima que quebra as moléculas de álcool no fígado. "Claro que há vários fatores que afetam quanto de álcool um pessoa bebe, mas sabemos que os genes desempenham um papel importante. A diferença que este gene em particular faz é pequena, mas descobrindo isto nós abrimos uma nova área de pesquisa nos mecanismos biológicos de controle do consumo de bebidas alcoólicas", disse o professor Paul Elliott, da Escola de Saúde Pública da Imperial College London. Os pesquisadores analisaram amostras de DNA de mais de 26 mil voluntários procurando pelo gene que aparentemente afeta o consumo de álcool, e depois verificaram os achados com as descobertas em outras 21 mil pessoas. Os voluntários reportaram o quanto beberam por meio de questionários. Uma vez identificado o AUTS2, foi examinado o quanto do RNA mensageiro, uma cópia do código genético usado na produção de proteína, estava presente em amostras de tecido cerebral doados para a pesquisa. A equipe então descobriu que aqueles que tinham a versão do gene associada com o baixo consumo de álcool produz mais RNA mensageiro, o que significa que o gene é mais ativo. Os pesquisadores também investigaram cepas de camundongos que foram escolhidos de acordo com o quanto de álcool consumiam voluntariamente. Eles descobriram que havia diferenças nos níveis de atividade dos genes AUTS2 entre as diversas raças que ingerem mais ou menos álcool. Uma observação em gene relacionado em moscas das frutas também foi levado em consideração e mostrou que o AUTS2 influencia o consumo de álcool em várias espécies. "Nestes estudos nós combinamos pesquisas genéticas com investigação do comportamento animal. Como as pessoas bebem por motivos diferentes, entender o comportamento influenciado pelo gene nos ajuda a entender a base biológica destes motivos. Este é um passo importante em direção ao desenvolvimento da prevenção individual e tratamento para o alcoolismo, avalia o professor Gunter Schumann, do Instituto de Psiquiatria do King's College London.
fonte: Estadao.com - matéria na íntegra