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sábado, 7 de setembro de 2013

Nanocomplex - Uma pílula pode cortar o efeito do álcool

Que o efeito nefasto de uma noite de bebedeira tira a pessoa do planeta terra, ninguém tem dúvida. Bem, mesmo quem pega um pouco mais leve sabe que o famoso “pilequinho”, não tem nada de inocente, tanto na questão social quanto em relação à saúde. Mas, se depender de um grupo de Cientistas da Universidade da California, os dilemas relativos ao álcool vão ganhar um poderoso aliado. Liderados pelo Professor Yunfeng Lu, esta turma está desenvolvendo um antídoto contra a intoxicação pelo álcool. O antídoto é a junção entre duas enzimas, álcool oxidase e catalase. A combinação, chamada Nanocomplex, reduziu drasticamente os efeitos do álcool em ratinhos intoxicados.

O processo de metabolização do álcool pelo fígado é muito lento, na razão aproximada de uma gota de álcool por hora. O resultado disso é a permanência no sangue, por um longo tempo, de tudo o que foi “bebido”.  O truque é justamente reproduzir esse processo no organismo só que num tempo muitíssimo mais rápido, efeito conseguido com camundongos: após 10 minutos, notou-se uma redução de 10% na concentração de álcool, 32% após uma hora e 37% após 3 horas.  
Segundo Lu, a combinação poderá ajudar enormemente na redução da lesão hepática alcoólica, podendo diminuir as chances de evolução para uma cirrose hepática. O cientista acredita que será possível reproduzir os achados em testes com humanos, o próximo passo da pesquisa. Em dois ou três anos, no máximo, o Nanocomplex estará pronto para ser consumido.

Pensando em termos mais práticos, pode a luz no fim do túnel para a diminuição drástica de risco de morte no trânsito, fruto da inconsequência de motoristas embriagados.  Se a conscientização frente aos maus hábitos é lenta ou pouco eficaz, vem a ciência dar uma mãozinha.  

A pesquisa já foi publicada na revista Nature Nanotechnology.

fonte: policymic.com e superinteressante.com

domingo, 7 de abril de 2013

"Não Foi Acidente" - um longo caminho pela frente


Se você  fica inconformado com a estupidez de quem bebê e dirige, compartilhe 

A lei ficou mais dura no Brasil pra quem bebe e dirige. Mas o endurecimento da lei está longe de ser o ideal e também não significa que o movimento em torno do assunto tenha diminuído. Campanhas como “Não Foi Acidente” ainda são necessárias e precisam de reforço constante. Pessoas bebem, dirigem, cometem atrocidades e continuam dirigindo. Por um momento de festa, colocam em risco gente cuja lista de nomes segue infindável. Então temos que ser repetitivos mesmo.

Bebe e dirige? Não tem perdão. Não tem defesa e nem consideração. A leniência não é aceitável, ainda que, repito, estejamos longe de uma legislação implacável.

Não sou fã do CQC, conhecido programa da Rede Bandeirantes. Quando o programa começa, já estou dormindo. E também acho o formato extenuante. A meu ver, já se esgotou.  Mas eles têm um mérito inquestionável quando botam no ar material como a que temos abaixo. Não tem como não circular, porque matérias como esta não envelhecem. Tomara que um dia se tornem desnecessárias, mas não é o caso, infelizmente.  

Fala sobre gente que já matou gente, responde processo, ignora as leis e continua dirigindo. Dizer o que? 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Tome uma atitude ao invés de um drink

Gostei dessa chamada e usei como título deste post - você vai saber porquê

Vote contra a impunidade no trânsito
(link abaixo)

Por várias vezes me peguei pensando em catástrofes e martírios pessoais. Um exemplo: estou deitado na cama e começo a criar uma história na minha cabeça imaginando como seria se alguma das pessoas a quem amo muito tivesse uma doença incurável ou fosse atropelada. Se minha esposa morresse der repente ou acontecesse algo hediondo com meu filho. Vou viajando até os detalhes sórdidos, até onde meu sentimento (e um pouco de sangue frio) permite – tento fazer imagens, com num roteiro de filme. Vou até onde fica pesado demais, daí busco uma distração qualquer pra esquecer o assunto. Porque já fiz tanto isso? Pra me testar. Como seria se uma destas aberrações acontecesse de fato? O que eu faria? Que rumo daria pra minha vida? Que sentimentos viriam à tona? A conclusão? Parei de fazer isso quando percebi duas coisas: primeiro, que esse tipo de autoflagelação me faz mal demais. Segundo que é impossível querer reproduzir as sensações provocadas pela coisa real. A empatia de fato acontece quando arregaçamos as mangas em prol de quem já passou por isso. O ponto comum, mais que o sentimento, é o repúdio. Perdoem o tom macabro, mas é a expressão de um sentimento.
Então mirei minhas baterias pra quem dirige bêbado – farei a campanha que for necessária, que estiver ao meu alcance. Chega de gente bêbada dirigindo e matando pessoas por aí.  Essa escolha aconteceu no dia em que soube da história da família Baltresca, em todos os jornais. Pra quem não viu, em setembro de 2011 Dona Miriam (uma maezona de carteirinha) acompanhava a filhota de 28 anos, Bruna (filha exemplar) pra comprar livros de viagem no Shopping Villa Lobos em São Paulo. Bruna estacionou o carro numa rua transversal, porque encontrar vaga nesse Shopping é sempre loteria.  Na saída, iam pro carro, quando um maluco bêbado dirigindo um Golf desgovernado subiu na calçada e atropelou as duas. Nome do “maluco”: Marcos Alexandre Martins. Dona Miriam faleceu na hora e a Bruna, pouco depois no Hospital. Comecei a acompanhar os depoimentos do Rafael Baltresca, filho e irmão. No Facebook, no Youtube, na imprensa em geral. A atitude de Rafael, misturada com o sofrimento de quem tem a vida virada do lado avesso da noite por dia, me fizeram sentir um mal estar tão grande... Depois, comecei a perceber que tiveram muitos outros "Rafaéis", familias amputadas pelo mesmo tormento. A gente custa a perceber o valor disso tudo, afinal sempre se passa batido sobre essas "fatalidades de Jornal Nacional". Tá errado. Muito errado.
Lá por 2008, mais ou menos quando essa história de Lei Seca no Brasil apareceu, comecei a torcer o nariz pra bebida de álcool. O motivo não era muito nobre, mas efetivo - não queria nem ser pego numa blitz e nem dar mau exemplo pro meu filho. Simples assim – naquele momento, sinceramente, não me ocorreu qualquer sentimento consciente de precaução quanto ao risco de dirigir alcoolizado. Mas comecei a beber só em casa, sabendo que não ia dirigir e isso me deu certa tranquilidade. Um dia, num churrasco caseiro, passei da conta e me senti tão mal que parei com o álcool e hoje vejo que foi a melhor coisa que podia ter feito. Até hoje alguns amigos me perguntam se teve motivação religiosa ou coisa do tipo, ao que eu respondo sempre: “não, simplesmente perdeu a graça”. A cultura dessa droga lícita é tão forte que as pessoas não acreditam, fazem aquela cara algo do tipo “como assim? Esse cara consegue se divertir sem beber? É um ET”. Sou mesmo. Mas posso pegar meu carro e saber que jamais vou fazer mal a quem quer que seja, a menos que alguma fatalidade esteja em meu caminho. Aí deixo por conta do Papai do Céu, sei que estou fazendo a minha parte. Não me sinto um exemplo, pois o que serviu pra mim pode não servir exatamente pra você. Não tenho nada contra uma birita doméstica, ainda que tenha abdicado dela. Eu disse DOMÉSTICA.
Quer ajudar? ASSINE A PETIÇÃO NO SITE “NÃO FOI ACIDENTE” (CLIQUE AQUI), forçando o Congresso a tornar a Lei Seca mais dura e efetiva no Brasil. É rápido e indolor. PENSE – a próxima família destroçada por um motorista bêbado pode ser a MINHA, a SUA. 
Veja abaixo entrevista de Rafael Baltresca - programa Ana Maria Braga (20/09/2011), três dias depois do acidente que vitimou Dona Míriam e Bruna.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Desintoxicações II

Em tempos de Lei Seca no Brasil, não mudar a forma de se relacionar com bebidas alcoólicas simplesmente não é mais aceitável. A quem um ser humano que vai a uma festa, “enche o latão” e depois sai dirigindo pra casa quer enganar? Alimento e estimulo a esperança que o álcool no Brasil (e, com toda a força do pensamento, quem sabe no mundo) encontre a mesma derrocada que hoje ronda o fumo.  E nesse particular não adianta aliviar a mão. Quem bebe e fuma demais não tem controle sobre o próprio senso – não dá pra culpar o doente, mas há que cortar-lhe o suprimento, lentamente. Ainda que esse suprimento venha em forma de garrote social, se é que me entendem. Mas sou otimista e digo isso sem medo de ser feliz – o mundo melhora devagar, mas melhora sempre. O mote da “cerveja sem álcool” não me parece totalmente verdadeiro e já falamos disso por aqui. Com o perdão da palavra, mas uma lei que diz que uma bebida com até 0,5% de álcool é considerada “sem álcool”, é uma lei cretina e de caráter, no mínimo, duvidoso. Não quero se repetitivo, veja esse link (aqui). Mas antes um "quase sem nenhum álcool" do que simplesmente não ter alternativa à altura.
Só que surge agora um novo artifício – o uísque sem álcool (sem álcool mesmo, segundo o fabricante). A americana Arkay Beverages garante ser “o primeiro uísque sem álcool do mundo. E, pra se defender das possíveis alusões tipo “uísque de araque”, adianta que o produto atende a todos os padrões de qualidade exigidos nos EUA e Europa. E é barato – cerca de 10 dólares a garrafa de um litro, comprada via web. Com ou sem reclamação, está fazendo sucesso. O site da empresa recomenda pra religiosos, grávidas e ex alcoólatras. No caso do alcoolismo, existem opiniões (e estudos) afirmando que bebidas sem álcool seriam facilitadores para ex alcoólatras retornarem ao vício. Não sou médico, não sei. Mas, vendo por outro prisma, se deixar o vicio significa passar por um momento de auto-engano usando uma destas bebidas, que assim seja...
fontess: arkay beverages website e revista istoé

segunda-feira, 21 de março de 2011

Cervejas "SEM ÁLCOOL" - não beba gato por lebre

Um dia, num churrasco, um amigo me ofereceu uma breja. “Não, obrigado, parei com o álcool”. Meu amigo não acreditou: “-Sério, Danielzinho? Brinca não, cadiquê?”. Expliquei pra ele que as coisas começaram a perder a graça com a Lei Seca e terminaram por recomendação médica. Até onde ele acreditou, não sei. Mas dali pra frente, um fio de esperança prevalece. Nos outros churrascos, ele me olha sorridente e oferece um copinho, mas nem pergunta. Fica o brinde silencioso.
Conheci então o mundo das cervejas ditas “sem álcool”. Há quem diga que o gosto é ruim, o que discordo. Nem ruim, nem bom – diferente. E se você ficar seis meses sem tomar cerveja alcóolica, sua referencial muda e tá tudo certo. Mas geladas, elas cumprem um bom papel de não exclusão da roda de amigos. É incrível, mas em festas e churrasquinhos de amigos parece que quem não bebe não desfruta, é um ET social. O descaso é tão grande que o “abstênio” quase sempre toma bebida quente. E quanto mais sobe o nível etílico dos amigos, os sorrisos do abstênio vão ficando mais amarelos e forçados. Até aí, tudo bem, questão de adaptação. Mas tomar guaraná quente é um pouco demais.
"Sem álcool" - várias marcas, poucas opções
Só que no Brasil do “vai levar só um minutinho” (e pode durar horas) e do “daqui a pouco” que pode significar “jamais”, cerveja sem álcool TEM álcool e a lei ampara: Lei nº 8.918, de 14 de julho de 1994, que dispõe sobre a padronização, a classificação, o registro, a inspeção, a produção e a fiscalização de bebidas. Art. 10: As bebidas serão classificadas em bebida não alcoólica e bebida alcoólica.   § 1o Bebida não alcoólica é a bebida com graduação alcoólica até meio por cento em volume, a vinte graus Celsius.
Ok, a lei ampara mas é contraditória:  "Bebida não alcoólica é a bebida com graduação alcoólica..." . Afinal é alcoólica ou não é? Então você chega no supermercado, pega uma latinha escrita “sem álcool” e ela tem álcool, são 0,5% de álcool a cada 100mg, o limite da lei. Se eu tomar 10 latinhas ingênuas, sou o “pato” ideal para bafômetros. Algumas tem 0,37%, de álcool, essas são “um pouco mais seguras”. Mas até aí tudo bem, estamos falando de bafômetros. Resta saber se pessoas com rigorosa restrição médica ao álcool (por doença ou por alcoolismo, por exemplo) não estão sendo induzidas a erro e arriscando o pescoço por uma lei “dúbia” sabe-se lá por qual motivo ou interesse. Não encontrei na web uma explicação clara pra isso. Então se o teu médico te proibiu de ingerir álcool, quer um conselho? Procure as latinhas com a denominação “ZERO álcool” no rótulo. Se existe, é porque dá pra fabricar e se dá, desconfie da idoneidade de quem diz que não tem e tem - tá fora. No país do “tudo pode”, sua saúde em primeiro lugar. Fala sério, abstênio se ferra até na legislação. Mas sinceramente não me arrependo.
fonte: Proteste website , MP São Paulo website e Brejas website