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terça-feira, 20 de setembro de 2011

20 de setembro - Povo que não tem virtude, acaba por ser escravo

Que mal há em um povo cultivar façanhas e querer que o mundo saiba de suas contendas revolucionárias? Querer ser forte, bravo e contestador. Se for em nome de um futuro pros filhos e netos, que mal há nisso? Um povo cantar seu hino, cheio de atitude. E cantam mesmo. Gaúcho aprende o hino do estado no colégio e canta. 
Povo que teve coragem de dar um "chega pra lá" no governo imperial de 1835. Já pesnou se fosse nos dias de hoje? Na base do "sai pra lá que aqui mandamos nós"? Por muito menos que um Mensalão, a gauchada pôs medo no governo central e quase levou a melhor - cada um faz o melhor possível com o que a casa oferece e eles tentaram mesmo. Nada de separatismo, isso é bobagem. Civismo, civilidade e atitude pra rejeitar o que não está certo.
Que isso possa servir de modelo a outras terras. Já que não temos mais exemplos de bravura nos dias de hoje. Parabéns ao povo do estado do Rio Grande do Sul (Brasil) por comemorar a sua Semana Farroupilha. 

veja o vídeo;Renato Borghetti

segunda-feira, 21 de março de 2011

Cervejas "SEM ÁLCOOL" - não beba gato por lebre

Um dia, num churrasco, um amigo me ofereceu uma breja. “Não, obrigado, parei com o álcool”. Meu amigo não acreditou: “-Sério, Danielzinho? Brinca não, cadiquê?”. Expliquei pra ele que as coisas começaram a perder a graça com a Lei Seca e terminaram por recomendação médica. Até onde ele acreditou, não sei. Mas dali pra frente, um fio de esperança prevalece. Nos outros churrascos, ele me olha sorridente e oferece um copinho, mas nem pergunta. Fica o brinde silencioso.
Conheci então o mundo das cervejas ditas “sem álcool”. Há quem diga que o gosto é ruim, o que discordo. Nem ruim, nem bom – diferente. E se você ficar seis meses sem tomar cerveja alcóolica, sua referencial muda e tá tudo certo. Mas geladas, elas cumprem um bom papel de não exclusão da roda de amigos. É incrível, mas em festas e churrasquinhos de amigos parece que quem não bebe não desfruta, é um ET social. O descaso é tão grande que o “abstênio” quase sempre toma bebida quente. E quanto mais sobe o nível etílico dos amigos, os sorrisos do abstênio vão ficando mais amarelos e forçados. Até aí, tudo bem, questão de adaptação. Mas tomar guaraná quente é um pouco demais.
"Sem álcool" - várias marcas, poucas opções
Só que no Brasil do “vai levar só um minutinho” (e pode durar horas) e do “daqui a pouco” que pode significar “jamais”, cerveja sem álcool TEM álcool e a lei ampara: Lei nº 8.918, de 14 de julho de 1994, que dispõe sobre a padronização, a classificação, o registro, a inspeção, a produção e a fiscalização de bebidas. Art. 10: As bebidas serão classificadas em bebida não alcoólica e bebida alcoólica.   § 1o Bebida não alcoólica é a bebida com graduação alcoólica até meio por cento em volume, a vinte graus Celsius.
Ok, a lei ampara mas é contraditória:  "Bebida não alcoólica é a bebida com graduação alcoólica..." . Afinal é alcoólica ou não é? Então você chega no supermercado, pega uma latinha escrita “sem álcool” e ela tem álcool, são 0,5% de álcool a cada 100mg, o limite da lei. Se eu tomar 10 latinhas ingênuas, sou o “pato” ideal para bafômetros. Algumas tem 0,37%, de álcool, essas são “um pouco mais seguras”. Mas até aí tudo bem, estamos falando de bafômetros. Resta saber se pessoas com rigorosa restrição médica ao álcool (por doença ou por alcoolismo, por exemplo) não estão sendo induzidas a erro e arriscando o pescoço por uma lei “dúbia” sabe-se lá por qual motivo ou interesse. Não encontrei na web uma explicação clara pra isso. Então se o teu médico te proibiu de ingerir álcool, quer um conselho? Procure as latinhas com a denominação “ZERO álcool” no rótulo. Se existe, é porque dá pra fabricar e se dá, desconfie da idoneidade de quem diz que não tem e tem - tá fora. No país do “tudo pode”, sua saúde em primeiro lugar. Fala sério, abstênio se ferra até na legislação. Mas sinceramente não me arrependo.
fonte: Proteste website , MP São Paulo website e Brejas website    

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

É "PRESIDENTE" Dilma. O resto são histórias de Cristina Kirchner

O dicionário Aurélio é a “Constituição” da Língua Portuguesa no Brasil. Claro que existem outros dicionários, mas o Aurélio é o mais querido e o que ele diz, tá dito.  Lá, temos que tanto faz PRESIDENTE ou PRESIDENTA, as duas formas estão corretas – mas a forma, digamos, mais simpática por aqui é PRESIDENTE - o agente não muda, o que muda é o artigo. Então saímos da discussão técnica e passamos pra lei que se sobrepõe a tudo – a dos usos e costumes. Pode até a “Presidenta” Dilma, assim como fez a argentina Cristina Kirchner em início de mandato, mandar voltar pra correção documentos que não estejam redigidos com a forma de tratamento escolhida por ela (aliás, que bela comparação...). Mas forçar a barra não é o caminho, no fim vai vingar o nome que ganhar as ruas e pronto, é o ouvido popular quem decide.
Segundo o professor Sérgio Nogueira, o brasileiro tem uma tendência natural ao uso da forma única PRESIDENTE. Nas empresas, se usa "GERENTA" e "CHEFA" como piada provocativa, devido ao tom pejorativo. Basta ouvir um "aí vem a CHEFA", o que você pensaria? Se for no Brasil, coisa boa não é. 
Então pra que forçar a amizade, não é PRESIDENTE DILMA? Vá e faça o que tem que ser feito nos próximos quatro anos, senão periga a Senhora, ou melhor dizendo, Vossa Excelência ouvir das ruas outros verbetes conhecidos do dicionário, bem diferentes...
fonte: ClicRBS, Professor Pasquale Neto & Professor Sérgio Nogueira (G1)