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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

É "PRESIDENTE" Dilma. O resto são histórias de Cristina Kirchner

O dicionário Aurélio é a “Constituição” da Língua Portuguesa no Brasil. Claro que existem outros dicionários, mas o Aurélio é o mais querido e o que ele diz, tá dito.  Lá, temos que tanto faz PRESIDENTE ou PRESIDENTA, as duas formas estão corretas – mas a forma, digamos, mais simpática por aqui é PRESIDENTE - o agente não muda, o que muda é o artigo. Então saímos da discussão técnica e passamos pra lei que se sobrepõe a tudo – a dos usos e costumes. Pode até a “Presidenta” Dilma, assim como fez a argentina Cristina Kirchner em início de mandato, mandar voltar pra correção documentos que não estejam redigidos com a forma de tratamento escolhida por ela (aliás, que bela comparação...). Mas forçar a barra não é o caminho, no fim vai vingar o nome que ganhar as ruas e pronto, é o ouvido popular quem decide.
Segundo o professor Sérgio Nogueira, o brasileiro tem uma tendência natural ao uso da forma única PRESIDENTE. Nas empresas, se usa "GERENTA" e "CHEFA" como piada provocativa, devido ao tom pejorativo. Basta ouvir um "aí vem a CHEFA", o que você pensaria? Se for no Brasil, coisa boa não é. 
Então pra que forçar a amizade, não é PRESIDENTE DILMA? Vá e faça o que tem que ser feito nos próximos quatro anos, senão periga a Senhora, ou melhor dizendo, Vossa Excelência ouvir das ruas outros verbetes conhecidos do dicionário, bem diferentes...
fonte: ClicRBS, Professor Pasquale Neto & Professor Sérgio Nogueira (G1)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

"ANALOTÁFORA"

Metáfora - é o uso de uma palavra ou ação em sentido figurado (um tropo linguístico – em grego, quer dizer “desvio”), transferindo o significado de uma coisa ou idéia para outra imagem (em Semiótica, segundo Lígia Cabus Nascimento, é justamente a transferência de significado).
Analogia – É a relação de semelhança estabelecida entre objetos e idéias diferentes, bem como a investigação do porque destas semelhanças (Dicionário Priberam).
ANALOTÁFORA– é a relação de semelhança entre idéias diferentes, com o objetivo de estabelecer transferência de significado, vinculando uma coisa e seu significado próprio para outra imagem! (Neologismo - Daniel Souza).
Ok, lindos conceitos da vida viajandona, um "daikiri", o sumo da gênese criativa (me poupe...). Vejam o filme abaixo e não precisa dizer mais nada. Aflição, foi o que eu senti. No dia a dia, fazemos isso o tempo todo em pequenas atitudes. Tem dúvida? Então use a ANALOTÁFORA e, com um mínimo esforço, você vai ver. Grande amigo Paulo Guido Araujo, obrigado por fornecer o vídeo. Saúde!

terça-feira, 6 de abril de 2010

"Uh, Tererê!" e Manteiga Aviação (!?)

Tanto fiz, tanto fiz, que achei mais uma expressão brasileira tão usada e tão estranha. "Uh! Tererê!" Estava procurando na verdade outros termos, mas o Dicionário Informal é um mundo impressionante. Tropecei nisso. Uh! Tererê!
Segundo um Sr. chamado Steagall-Condé, do Paraná (vou mencionar o autor, para não apanhar depois, afinal dai a Cesar o que é de Cesar), Uh! Tererê!, quer dizer:
“Corruptela de cariocas ignorantes, vindo do original em inglês "WHOOMP! THERE IT IS!", grito-de-guerra mais comum no basketball e que depois, também foi adotado pelas torcidas de american football. Literalmente, significaria algo como: "AH!, É ISSO AÍ!" "-Uh! tererê! Uh!, Thererê!, Uh!, Tererê!"( Whoomp! There it is!).
Com licença, mas....porque “Cariocas Ignorantes”? Subo no tamanco toda vez que tentam jogar a criatividade e a competência rítmica do brazuca na vala da ignorância. A gente brinca com a fonética, desconstruímos e desequilibramos métricas e rimas com uma enorme cara de pau semântica - aliás o brasileiro é bicho semântico por natureza. Nosso idioma é dificílimo e ainda conseguimos criar, dar um olé em cima dele. Ignorante o quê? Vai tentar explicar pra um americano o que significa uma sinédoque (agora, ferrou...), por exemplo: "A única Aviação que dá certo no país é a da manteiga" (será que todo mundo conhece a maravilhosa manteiga Aviação??). Duplo sentido é com a gente mesmo...inventamos isso.
Me diga, Sr. Condé, um único exemplo de um povo que consiga criar um grito de guerra apenas a partir do som de um, sei lá, pretenso “anglicismo”, dando a ele a sonoridade de um expressão indígena?? Eu achava que “Uh! Tererê!" Era um índio poderoso, morto por Bandeirantes desbravadores. Cheguei a suspeitar que fosse parte de uma lenda de Monteiro Lobato (Pedrinho e Narizinho nas Terras do "Uh! Tererê!"). Que povo faz isso no mundo? Um sonoro "Uh! Tererê!" Pra Você!

sábado, 20 de março de 2010

MAZÁ!!!

Esses dias conheci um dicionário divertidíssimo na web: Dicionário Informal - trás palavras e expressões, puros regionalismos no idioma, bem explicados em sua essência. Mas alguns vão além e viram neologismos. Assim como o gaúcho é um”bicho” à parte, o “gauchês” é outro capítulo a parte. E eu posso falar confortavelmente, sem risco de ser mal interpretado, porque sou gaúcho. Por exemplo: o MAZÁ! É uma expressão que tem luz própria, olha só:

[de mas + ah] (interj., RS) usado geralmente no início de sentenças para congratular alguém por suas qualidades ou por algum grande feito; designa também admiração, contentamento ou espanto. Quando dito com o segundo "a" prolongado, no final de uma sentença ou sozinho na frase, indica regozijo ou júbilo muito intenso.

Exemplos práticos:
Mazá gaiteiro bom! Mazá tchê, ganhou o prêmio! Trouxe a cerveja, Mazáaaaa!
(se você ouvir esse, é quase um orgasmo).

Ri muito lendo isso, é genial. Só quem presencia um gaúcho recebendo uma notícia boa pra entender o significado de um sonoro Mazáaaaaaaaaa!!!! Quer uma dica? Normalmente quando as pessoas encontram um gaúcho, o instinto natural pra criar empatia é um sonoro BAH, tchê!! O Bah é simpático mas não é moderno nem tão visceral. Experimente um MAZÁ!!, que é só para inciados. Você vai derreter o coração do quéra (essa está no Aurélio = vellho, indío velho). Saúde à gauchada.