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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Kledir Ramil - Um "guri" aos 60


Quando penso que Kledir Ramil fez sessenta anos em 21 de janeiro, acredito ainda mais que o bom humor retarda a velhice, sutil diferença entre os sábios e os "gatões".

Quando eu era garoto, tinha uns 8 anos, mais ou menos, conheci a música de Kledir e seu irmão, Kleiton. E por alguns anos confundia os dois. Na minha cabeça de cirança, "Kledir" soava bem pro cara mais baixinho, mais tímido e de óculos. Kleiton ficava melhor pro cara mais alto e inquieto, com sorrizão. Custou pra entender que um era um e outro era outro - a custa de muito livrinho de cifras pra violão, inevitável.

Kledir Ramil - 60 anos
Kledir fez história na música popular brasileira, com os Almôndegas na década de 70 (Vento Negro, campo a fora, vai correr...), ganhou o Brasil junto com o Irmão Kleiton, banhando o rádio com sucessos bem humorados (Essa Maria Fumaça, devagar, quase parada...) e embalando a gente com over doses da mais fina e sofisticada sacanagem (Essa boca, muito louca, pode me matar. Se isso é coisa do demônio, eu quero pecar). Junto com Kleiton, criou um estilo de cantar que tem grife – não fazem segunda voz, cantam em corinho mesmo. Não lembro de ver outra dupla cantar desse jeito. Já foram o “U2” brasileiro na década de 80, lotaram ginásios e novelas das oito. Hoje a dupla com o irmão continua, mas Kledir desfruta de uma fama bem mais discreta e sossegada - nem por isso musicalmente menos relevante. Artista consistente não sai de moda, mesmo quando a radio não toca. Muita gente, até hoje, acha aquela história de "deu pra ti" meio estranha. E até hoje não dá pra classificar bem o estilo daquela música, mas quem se importa? Qualquer casal nascido no final dos anos 60 e medianamente antenado em música conhece, no mínimo, 3 ou 4 canções de Kleiton & Kledir. E foi a primeira vez que ouvi uma rabeca tocar no rádio.

Há anos Kledir escolheu o Rio de Janeiro como casa, onde vive com a família, sem jamais cortar o cordão com o Sul e de Satolep (ou Pelotas - antes que você venha com aquela brincadeirinha hostil de sempre, a resposta é NÃO - Pelotas produz excelentes artistas).

Não é pra menos que, se não me dissessem que esse “guri” da foto faz 60 não ia acreditar. Parabéns Kledir, tú és meu modelo de como quero entrar nos sessenta e a prova material de que o Sertanejo Universitário não vai nos vencer... 

visite o blog do Kledir, muito divertido (clique aqui) e pra quem não sabe, os caras continuam firmes, fazendo show e tudo mais...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

20 de setembro - Povo que não tem virtude, acaba por ser escravo

Que mal há em um povo cultivar façanhas e querer que o mundo saiba de suas contendas revolucionárias? Querer ser forte, bravo e contestador. Se for em nome de um futuro pros filhos e netos, que mal há nisso? Um povo cantar seu hino, cheio de atitude. E cantam mesmo. Gaúcho aprende o hino do estado no colégio e canta. 
Povo que teve coragem de dar um "chega pra lá" no governo imperial de 1835. Já pesnou se fosse nos dias de hoje? Na base do "sai pra lá que aqui mandamos nós"? Por muito menos que um Mensalão, a gauchada pôs medo no governo central e quase levou a melhor - cada um faz o melhor possível com o que a casa oferece e eles tentaram mesmo. Nada de separatismo, isso é bobagem. Civismo, civilidade e atitude pra rejeitar o que não está certo.
Que isso possa servir de modelo a outras terras. Já que não temos mais exemplos de bravura nos dias de hoje. Parabéns ao povo do estado do Rio Grande do Sul (Brasil) por comemorar a sua Semana Farroupilha. 

veja o vídeo;Renato Borghetti