O mosquito é um bicho que dá medo. Pequeno,
não tem nada de insignificante. Porém a lista de doenças cujo mosquito é o
principal protagonista (ou vetor) ao longo do tempo é enorme e um eventual
desaparecimento de suas espécies (aleluia), não ia deixar saudades. Salvo
algumas espécies de peixes de água doce e sapos, a praga não chega a ser parte importante
do cardápio de outras espécies relevantes. Se entrasse em extinção, rapidamente
a “iguaria” seria substituída por outro alimento.
Ao que parece, nem todo o tipo de mosquito
traz doenças, mas os mais envolvidos com a tarefa são os do gênero Anopheles,
justamente os que têm mais intimidade com a rotina de humanos. Ou seja, eles
estão entre nós o tempo todo. Voltando à lista, doenças como malária, febre
amarela e dengue são as mais importantes. Pra se ter uma idéia do estrago,
segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de milhão de pessoas morre todo o ano de malária,
principalmente nos países africanos. A Dengue acomete cerca de 100 milhões de
pessoas por ano em mais de 100 países e a Febre amarela já teve seus dias de
glória (hoje, tanto no Brasil quanto mundialmente, o combate à doença tem produzido
estatísticas cada vezes menores). E parou aí a aula de biologia.
Tudo isso pra dizer o quanto fiquei feliz ao saber
que existe um laboratório americano independente que, por meio de doações busca
um feito notável: pesquisar, desenvolver e dar forma comercial a modelos científicos e tecnologias capazes de afastar os mosquitos dos humanos. Só por
isso, o Olfactor, de Riverside (CA), deveria receber ajuda financeira de todos os alérgicos do
mundo (esses, por certo fazem parte da oposição mais “soft” ao mosquito).
Segundo pesquisas já publicadas, nosso corpo emite
dióxido de carbono, substância irresistível para os mosquitos. Nessa linha de
pesquisa, a equipe de cientistas do Olfactor desenvolveu um patch com um
principio ativo que desorienta o “radar” do mosquito para detecção de dióxido de
carbono. Isso torna a pessoa invisível “aos olhos” do bicho.
Nos site de crowdfunding Indiegogo, o
laboratório pediu 75 mil dólares pra testar o invento em Uganda (África).
Conseguiu mais de 250 mil – prova de que o ódio aos mosquitos é maior do que se
pensa. Aperfeiçoado o invento, a equipe do Olfactor vai partir para a exploração
comercial do patch. Daí pra frente, é morte anunciada aos inceticidas, tais
quais os conhecemos hoje em dia.
fontes: Newsweek.com, exame.com, olfactor website, folha.com, OMS website, Blomberg Businessweek website.
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