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domingo, 24 de maio de 2015

Religião e Espiritualidade

Peguei esse texto do meu amigo Charles Mello. Obrigado, Charles. 

Religião e Espiritualidade - As Diferenças
A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro"..
A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.
A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.
A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.
A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência..
A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualidade nos faz Transcender.
A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.
A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.
A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.
"Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual...
Somos seres espirituais passando por uma experiência humana... "

(Pierre Teilhard de Chardin)

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Tatuagens são pra sempre

Tatuagem é pecado. É de Deus, do Diabo. É arte, dúbia. Assim falou o Google. Bordar a pele de cores quentes, sóbrias ou sombrias, não importa. O ato de tatuar a pele vai ser sempre alvo de polêmica. Ou se ama ou se odeia. Mas é uma estampa única e pode ser pra sempre. Sim, porque uma vez realizada a tatuagem, o tratamento a lazer pra retirá-la é caro, demorado, dolorido e não garante resultado. Não falo aqui de obsessões, mutilações, autoflagelos. Existe exagero pra tudo, até pra tatuagens. Perdoem os adeptos, mas coisas como escarificações (modificação do corpo por meio de cicatrizes), por exemplo, não fazem o menor sentido (minha opinião). Então nem quero estender o papo sobre isso.

A dermopigmentação (é o nome técnico, que chique) é coisa antiga, coisa de 4.000 anos antes de Cristo (povos do Egito e aborígenes da Polinésia ou circunvizinhos usavam a tatuagem em rituais religiosos). Quem se encarregou de espalhar o costume mundo afora foram os marinheiros ingleses e a fama de mau veio também de lá. No século 19, os presidiários da terra da rainha eram identificados por tatuagens. Mas aquilo que era sinônimo de transgressão e rebeldia no passado, foi mudando de patamar. Dá história da tatuagem a internet está cheia de referências, então não vou me estender aqui.

Como disse no início, a polêmica sobre tatoos deve ser tão antiga quanto elas próprias.  Apesar de ter perdido a histórica aura de marginalização nem ser mais algo restrito à garotada contestadora, invariavelmente a tatuagem declara um estilo. Por isso, em ambientes mais conservadores (como algumas empresas, por exemplo), tatuagens não são bem vindas. Está mudando, mas é uma realidade.

Se dói? Claro que dói e não é pouco. Não é frescura. A tolerância a dor é algo bastante pessoal, mas daí dizer que não dói, esquece. Palavra de quem entende – China, tatuador carioca com estúdio na Ilha do Governador a mais de 25 anos, acredita que seja um dos poucos tatuadores no mundo a não ostentar sequer uma tatuagem (isso mesmo). O motivo? Não tenho nenhuma tatuagem, porque dói muito”. Vai duvidar?

China, do Rio de Janeiro
"dói muito"
Sobre o preconceito de determinadas religiões? Alterar o corpo remete a alterar a ordem natural das coisas, um comportamento cultural e historicamente condenado por várias religiões de fato e pseudo-religiões. Mas nesse particular, sinceramente, existem posições muito mais assustadoras e preocupantes do que tatuagens. Então não discuto hipocrisias nem entro nessa seara, só respeito e lamento. 

Outro detalhe importante, se você pretende se tatuar: se o tatuador não usar material comprovadamente esterilizado e não descartar luvas e agulhas, saia correndo enquanto é tempo. 


fonte: jornal o estadão.com, pavablog, wikipedia e G1

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Pastor Silas Malafaia - A Fúria da Ciência contra o Dragão da Leviandade

Entrevista com o "Pastor" Silas Malafaia feita por Marília Gabriela em "Frente com Gabi". E verdades contestadas com fatos e dados por Eli Vieira.


A ciência, com um grande empurrão da tecnologia e da velocidade com que a informação se pronuncia não permite mais espaço para "achismos", "determinismos" e tentativas de manipulação. A questão passa a milhares de quilômetros de qualquer juízo de valor quanto a diferenças entre crenças. É a negação da vida como ela é e, o que pior, sem qualquer argumento que se sustente...

A régua está subindo contra o besteirol. Tem uma luz no final do túnel contra a leviandade. Tem que ter muita paciência. Até para uma Marília Gabriela. 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

11 de setembro - Islamophobia não!


Native Deen

Islamophobia -  preconceito crescente na sociedade americana desde os atentados de 11 de setembro.  Quem disse que todo o muçulmano é um Osama Bin Laden? É a mensagem do trio de hip hop Native Deen. Eles excursionam por mais de sessenta cidades americanas e passam também por países da África e Ásia. Querem mostrar que a melhor forma de acabar com o preconceito é conhecer, entender e aceitar as diferenças. O video abaixo faz parte de uma grande campanha promovida pela comunidade Islãmica e o governo americano.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Onde a Saúde e a Fé se Cruzam?

Número aproximado de religiões no Brasil: 140 (IBGE, 2000), sem falar nas pessoas que não declaram pertencer à uma religião específica, mas rezam e creditam sua fé à sua maneira. Só este fato já mostra que, na hora “do péga pra capar”, é na fé que as pessoas se agarram e não dá pra fazer de conta que não existe. Boa parte dos hospitais têm capelinhas. Esses cubículos costumam ser o refúgio ideial para aquela loucura de corredor de hospital, onde se vê gente ajoelhada, quase em transe, pedindo ajuda por alguém em estado crítico. Próximo ao centro cirúrgico, uma Senhora, de uma dessas religiões evangélicas, reza em voz alta pelo marido, junto com a filha. Sempre me pergunto se, afinal, rezar faz alguma diferença pra quem está numa UTI. Faz mais diferença pra quem reza ou pro doente? Onde ajuda e onde atrapalha?
Ótica do médico: Reinaldo Ayer é Professor de Bioética da PUC e declarou em entrevista que pela ética médica vale a preservação da vida. Segundo ele, o médico propõe alternativas terapêuticas adequadas ao paciente. Normalmente um ou mais procedimentos podem ir contra um preceito religioso, encontrando resistência por parte de parentes e até do próprio doente. Mas se a situação implica em risco de vida, o médico tem amparo legal para fazer o que considera o correto para salvar a pessoa, independente de razões culturais e religiosas.
Na literatura médica, impera o contraditório. A web é fértil nesse tema, tem de tudo contra e a favor da oração pelos enfermos. O fanatismo é um bom exemplo do que pode ser um inimigo à saúde, principalmente pelo aspecto sanitário e psicossocial. Se o estado de espírito do paciente, bem como da família é comprovadamente um fator determinante para o sucesso de um tratamento, pelo "sim"/pelo "não", fico com a declaração do Dr. Eugênio Ferreira, cirurgião e doutor da USP: “Com certeza aqueles que acreditam em uma religião podem se curar com mais facilidade do que aqueles que não crêem” - e creio que, sob a ótica do paciente, não eu nem o Dr. Eugênio estamos sozinhos nessa crença. Por isso, na dúvida, junte as mãos e reze. Não custa nada...
fonte|: Jus Navigandi e revista MedAtual

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Corpus Christi - De Chinelos em casa porquê?

Feriado de Corpus Christi – fato: estou de chinelos em casa, me dão um feriado de presente desde que me conheço por gente e nunca me perguntei o porquê. Tive minha iniciação religiosa no catolicismo, passando por 2 grandes colégios – O Meninópolis (de padres) em São Paulo (hoje não existe mais, colocaram uma faculdade lá) e o Nossa Senhora da Glória (de freiras), em Porto Alegre. Se em algum dia no passado, me foi dito o significado da data, não fixei. E acho hipocrisia aquela história de “católico não praticante” (é o mesmo que ser um “tenista não praticante”, me poupe) há muitos anos não sou mais católico, migrei pra outras vertentes. Fui pro “Google” pesquisar. Segundo o preceito católico:
“É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar pelos séculos, até seu retorno, o sacrifício da cruz, confiando assim à sua Igreja o memorial de sua Morte e Ressurreição.”
Continuei na mesma – é pouca comida pra alimentar meu espírito pragmático. Segui adiante e o mais perto que cheguei foi o seguinte: É uma data católica instituída para celebrar a presença de Cristo, sua Morte e Ressurreição (Sacramento da Eucarestia), materializada através da transubstanciação, um dogma baseado na mensagem de Jesus através da Santa Ceia – a transformação do pão e do vinho em seu corpo e em seu sangue. Para a Igreja Católica, muito embora pão e vinho conservem suas propriedades originais (segundo o significado dado por Cristo), já não são mais pão e vinho. A comemoração oficial foi determinada através da bula “Transiturus”, do Papa Urbano IV em torno do ano de 1200. No Brasil, a data entrou para o nosso calendário em 1961.
Me chamou a atenção os zilhões de blogs e sites de “peregrinos” explicando o que significa o Corpus Christi, mas nenhum link sequer para um site da própria Igreja, em português. O site do Vaticano tem um link em portugês, mas se ocupa das atividades do Vaticano apenas. Falta Marketing agressivo ou a enxurrada de peregrinos “geeks” é a própria essência do Marketing Viral Eclesiático? O pão e o vinho são o must. Já pensou a inveja das outras bebidas, por não serem milenarmente vinculadas à uma figura tão influente quanto Cristo? Será que um dia, nem por um minuto, Jack Daniels sonhou com a sentença divina: "E Cristo, tomando nas mãos o cálice do mais puro bourbon, disse...".
Ok, me sinto mais aliviado em conhecer a data que me pôs em casa de chinelo e jornal na mão. Só ficou sem resposta a pergunta que não quer calar: Porque feriado? Saúde e bom Corpus Christi!