terça-feira, 22 de abril de 2014

Joseph Kovács - Ele veio para o Brasil porque precisava voar

Joseph Kovács
Por Virgínia Silveira | Para o Valor, de São José dos Campos (matéria na íntegra)


A inabalável paixão pelos aviões é o que mantém vivo o talento do engenheiro Joseph Kovács para novos desafios no mundo aeronáutico. Sua mais nova criação, o avião monomotor T-Xc, pioneiro por ter a estrutura totalmente em fibra de carbono, coloca a indústria nacional novamente nos trilhos da aviação geral. Húngaro naturalizado brasileiro, Kovács ficou mundialmente conhecido pelo desenvolvimento das aeronaves T-25 Universal, usada há mais de 40 anos no treinamento de cadetes da Força Aérea Brasileira (FAB) e do bem sucedido T-27 Tucano, que teve mais de 630 unidades exportadas para 14 forças aéreas.

As limitações que a idade impôs para voar, há sete anos, não afetaram sua disposição para o trabalho e para os projetos de novos aviões. Hoje com 88 anos, Kovács dirige seu próprio carro, meio de transporte que utiliza para chegar ao trabalho na Novaer, onde atua há cinco anos como consultor para novos desenvolvimentos e investe seu tempo nos detalhes finais para o primeiro voo da aeronave T-Xc, no fim de maio, sob o comando do filho mais novo.

A prática do voo a vela (seu esporte favorito) ao longo de mais de 40 anos, associada com patinação, ginástica olímpica, barra paralela e leitura são os segredos da boa saúde física e mental de um dos gênios da construção aeronáutica brasileira. As eventuais falhas de memória não afetaram em nada a sua competência para projetos complexos e uma prova disso é vê-lo cantando em húngaro os princípios da lei de sustentação hidrostática de Arquimedes, que aprendeu ainda menino no colégio.

A bem sucedida trajetória de Kovács na aviação começou quando ele desembarcou no Brasil em 1948, aos 23 anos de idade, logo depois de terminar o curso de engenharia mecânica, onde se graduou como melhor aluno da então Escola Técnica Superior do Reinado Húngaro.
Nessa época do pós guerra, o Brasil ainda nem sonhava em ter uma Embraer, mas estava livre para construir a sua indústria aeronáutica. "A primeira coisa que se tira de um perdedor de guerra é a aviação. Na Hungria não podíamos voar nem em planador", lembra. No pós guerra, o Brasil nem sonhava em ter a Embraer, mas estava livre para construir sua indústria.

Kóvacs, em português quase sem sotaque, faz questão de dizer que não se encaixa entre os demais grupos de imigrantes da Hungria, que deixaram o país por conta da situação econômica miserável e a falta de emprego na época. "Sou imigrante de aviação", define este entusiasta da aviação, que ao longo de 65 anos como piloto privado, acumulou 4.500 horas de voo. No Brasil, o engenheiro logo foi selecionado pela comissão brasileira que convocava mão de obra vinda da Europa e procurava jovens qualificados como ele. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) foi seu primeiro emprego. "Ali dei início aos projetos de planadores e de aviões pequenos e também pude dar continuidade ao meu passatempo preferido, que era voar planadores em um campo de aviação em Butantã", conta.

Quando soube da iniciativa do surgimento do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), no começo da década de 50, mudou-se para São José dos Campos, onde passou a fazer parte do grupo liderado pelo pioneiro da aviação alemã, Hendrich Focke, empenhado no desenvolvimento do Convertiplano, o primeiro avião com decolagem e pouso vertical do mundo.

O projeto, concebido para ser o mais avançado do mundo em sua categoria, não foi adiante por falta de recursos. Na unidade da Construtora Aeronáutica Neiva, hoje empresa do grupo Embraer em Botucatu, Kovács passou a fazer parte da divisão de projetos da empresa em São José dos Campos. Com 57 aviões e planadores no currículo, todas ideias originais, ainda que nem todas produzidas em série, Kovács revolucionou o projeto de aeronaves da categoria do Tucano, ao propor um treinador a turbina, já que os anteriores eram equipados com motor a pistão.

A ideia desse tipo de avião, segundo Kovács, surgiu durante o desenvolvimento do T-25, no começo da década de 60, antes mesmo da Embraer ser inaugurada. "Na época, ninguém acreditava nesse tipo de avião. Foram necessários 16 anos para convencer as pessoas de que o treinador turboélice tinha futuro", conta.

O Tucano também foi o primeiro treinador básico turboélice a utilizar assentos ejetáveis configurados em tandem (um assento atrás do outro), além da hélice funcionar com uma única manete, facilitando a operação e tornando a pilotagem similar a de um avião a jato. Embora o Tucano tenha tido mais sucesso comercial, é do projeto do T-25 do qual Kovács tem as melhores lembranças. "Esse foi o mais especial da minha carreira. Por ser um projeto menor, participei mais ativamente de todos os detalhes do desenvolvimento", comenta.

O T-25, conta o engenheiro, também trouxe inovações para os aviões de treinamento primário usados no Brasil, já que os modelos em operação na época, como o T-6, não faziam voo invertido. Por ser um avião extremamente robusto, afirma o engenheiro, o T-25 continua em operação até os dias de hoje.

O modelo também chegou a ser usado na Esquadrilha da Fumaça até a chegada do Tucano. "Os tanques de combustível do T-25 foram concebidos em chapa de alumínio maleável, o que garantiu maior resistência a rupturas em caso de acidentes". Nos testes estáticos feitos para verificar a resistência do material, o dispositivo de suporte para o teste quebrou antes da peça, que não se rompeu e sofreu uma carga 50% acima do mínimo exigido.

Para seus projetos pessoais, como os aviões acrobáticos K-51 e o K-55, Kovács utiliza um galpão no Aeroclube de São José dos Campos. "O K-51 tem uma asa mais avançada e moderna que o Tucano", diz. O desempenho excepcional da asa chamou a atenção do visionário engenheiro aeronáutico Luiz Paulo Junqueira, fundador da Novaer, falecido em 2010.
O novíssimo T-Xc, produzido pela empresa, herdou o perfil aerodinâmico do K-51. Assim como seu antecessor, o T-Xc usa perfis laminares em fibra de carbono, tecnologia que aumenta a potência e a eficiência do motor, pois elimina qualquer tipo de rugosidade e imperfeição na superfície (asa) do avião.

O trabalho artesanal, feito com peças em madeira e material composto na asa, tem o apoio dos dois filhos de Kovács, Otávio e André, que seguiram a carreira do pai, de engenheiro mecânico e piloto de avião.

O mais novo, segundo Kovács, é piloto internacional de companhia aérea, já trabalhou na Embraer e possui curso de piloto de provas feito na França. O do meio está hoje na Embraer. O mais velho, conta, morreu em um acidente aéreo, em 1978, depois de um voo de instrução no Aeroclube de Baurú.

"Desde então tive que aprender a andar de muletas", diz de forma metafórica para referir-se a uma das raras experiências ruins que teve em sua vida. A outra foi quando ficou na mira de um fuzil pelas mãos de um soldado russo embriagado, no natal de 1944, em Budapest.


Seu próximo projeto, segundo Kovács, será o lançamento de sua autobiografia, livro que já conta com 426 páginas. Grande parte das informações são tiradas das milhares de anotações por escrito que registrava diariamente durante as ocorrências mais relevantes do seu trabalho na Neiva e na Embraer, ao longo de 31 anos. Para todos os novos desafios, feitos com tecnologias do século 21, Kovács não abandona sua calculadora HP60.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Você é um branquinho de tirar o chapéu...

Sempre achei o Axl Rose um chato e do Guns eu sempre gostei de bem menos músicas do que o suficiente pra comprar o CD. Por isso, por ficar apenas no conforto dos hits, não me considero um fã. E não gosto de artista que dá piti, se atrasa, desrespeita o público, essas “excentricidades” e o Axl sempre esteve nesta minha lista, dos malas.

Mas admiro os caras que reconhecem o valor da música brasileira, mesmo sem entender uma palavra. A música boa, diga-se de passagem. E nisso Axl me ganhou.  Tomara que a foto que ele tirou com Alcione em Recife durante a turnê tenha sido sincera. Tirou foto, elogiou e publicou em seu twitter, com direito a "With the amazin' Alcione Nazareth!".

Alcione também não brincou em serviço e tirou uma casquinha: "Hoje eu ganhei meu dia! Encontrei meu ídolo Axl Rose! Abracei, beijei, cheirei, fiz tudo que tinha direito! Sou muito fã do Guns N' Roses e especialmente dele!", Marrom publicou em seu Instagram.

Num país onde os caras vem e reconhecem nossos valores artísticos muito mais do que nós mesmos o fazemos, é mesmo de tirar o chapéu. Valeu Axl, prometo ser mais tolerante com suas frescuras de astro.

fonte: folha online

sábado, 22 de março de 2014

Tecnologia para resgatar o prazer de voar - pra poucos

Ontem e hoje -
o fascínio em diferentes perspectivas
Cruzava a estrada pra casa, quando o ronco de um motor estranho ao ambiente, passou zunindo. Olhei pelo para-brisa. Um biplano branco e vermelho aproava pra pouso na pista do aeroclube, próximo à estrada. Coisa rara de se ver. No mesmo momento em que tocava o solo, arremeteu violentamente numa acrobacia louca, e fez um “folha-seca”, aquela manobra onde o piloto leva o avião tão alto, até entrar em quase stoll. Dá a impressão que o motor afoga, ele cai, entra em queda livre e imediatamente após, acelera os motores pra estabilizar o bicho, mais ou menos assim. E eu, de olho na estrada. Aquele velho biplano acrobata pertenceu a um mundo onde voar era coisa de artista – tanto pra quem pilotava quanto pra quem embarcava. Entrar num avião, ficou mais seguro, mas também mais sem graça. 

Ontem lia que uma empresa chamada Spike Aerospace, está desenvolvendo jatos particulares capazes de fazer a rota Londres/Nova York em 3 horas. Vão voar a 1600 ou 1800 km por hora. E terão uma inovação: ao invés de janelas, a cabine será revestida de telas de LCD de alta definição com imagens em tempo real da parte externa, vindas de múltiplas câmeras. Tudo isso pra dar a sensação ao passageiro de estar “voando ao ar livre”. Claro que um avião destes não é pra qualquer mortal. Custo estimado em 80 milhões de dólares e lançamento previsto pra 2018. A tentativa de recompor o charme de voar, na era digital, é pra poucos.

Veja abaixo filme promocional do avião:

fonte: Revista Exame e site da Spike Aerospace.

domingo, 9 de março de 2014

Em busca da ponta perfeita

Pegue um lápis (de preferência do tipo 2B, de grafite mais macia) e faça cortes longitudinais usando um canivete. Em seguida, pegue um estilete e vá afiando a ponta do lápis. Seja meticuloso e paciente. Ficou bom? Complete o trabalho dando o acabamento com uma pequena lixa, e voilà: está pronta a ponta de lápis perfeita. Essa é a receita de David Ross, que criou um serviço de apontamento de lápis. Ele teve a ideia quando arranjou um emprego no censo dos EUA, ano passado, onde uma de suas tarefas era justamente apontar os lápis usados pelos pesquisadores. "Eu me diverti muito, e pensei: será que posso ganhar dinheiro com isso?" 

David criou um serviço de apontamento (artisanalpencilsharpening.com), que cobra US$ 15 por lápis. Como David também é cartunista, a iniciativa pode parecer uma brincadeira. Mas ele jura que o negócio é sério, e recebe de 10 a 20 lápis pelo correio todas as semanas. Seus clientes são artistas, estudantes, escritores, professores - ou simplesmente gente que gosta de admirar uma bela ponta de lápis. "Todos os lápis que eu aponto são despachados em um tubo plástico transparente. E eu acho que muitos clientes o deixam ali, nem usam, para que a ponta não perca a forma perfeita."

matéria na integra, Superinteressante dez 2010

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Vá em paz, maestro Pletskaya

Não lembro de algo na vida do qual me arrependa. Até hoje. Me arrependi de ter repensado se iria assistir Tangos & Tragédias na temporada de verão deste ano de 2014 em Porto Alegre. Fiquei na cidade 4 dias apenas por motivo de doença na família e um desses dias era o sábado. A decisão recaiu sobre motivo fútil: não consegui ir ao centro de Porto Alegre comprar o ingresso – não vendem por internet, só na porta do tradicional teatro São Pedro. Devia ter me esforçado mais, até errado mais, ter feito o que devia fazer...


Uns dias depois, quando voltei dessa fugida ao sul, li nos jornais sobre a interrupção do espetáculo e a internação do ator Nico Nicolaiewsky, pra tratar uma leucemia. Tive um mau pressentimento. Devia ter ido ao espetáculo. Tem coisas que só se vive uma vez. Assim como a maioria dos portoalegrenses, já assisti várias performances do Tangos, sempre soava diferente, mesmo sendo igual. Queria ter essa chance só mais uma vez, mas não vai dar. Nico se foi, ou melhor Pletskaya. Ficou só o Kraunus.

O acordeão mágico que nos fazia rir e chorar com interpretações improváveis de sucessos improváveis ficou quieto. Aprendi que a distância entre o arrependimento e a bilheteria de um teatro pode ser bem maior do que se imagina. Aquele ingresso tava lá me esperando e não fui.

E também aprendi que é na Sbórnia que se dança o Copérnico. Lá, ninguém morre de fato. Vá em paz, Pletskaya.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Pra quem ainda acredita que a grama do "Tio Sam" é mais verde

Louis Brandeis
Ex-ministro da Suprema Corte dos EUA Louis Brandeis - "Podemos ter democracia ou podemos ter riqueza concentrada nas mãos de poucos, mas não podemos ter os dois".

Fatos e dados:

·     1% da população dos mais ricos controla quase 50% da riqueza global.

·   Nos EUA, 95% da riqueza gerada após a crise financeira (ou seja, desde 2009) foi para as contas bancárias dos 1% mais ricos.


·   Nove em cada 10 pessoas nos Estados Unidos controlam menos riqueza em termos reais do que antes da crise financeira.

fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Travesseiro da NASA nunca saiu do chão


O tal travesseiro da NASA na verdade é mais uma lenda urbana. A espuma viscoelástica foi realmente o resultado de uma pesquisa da agência americana, na busca de uma espuma capaz de absorver choques e desta forma poder ser usado em revestimentos de naves espaciais. Mas a espuma não passou no teste, seu cheiro foi considerado muito forte. Mesmo assim o projeto não foi abandonado. Um dos engenheiros viu nela uma oportunidade e abriu uma empresa pra comercializar o produto mirando outras utilidades. Ao longo do tempo, a espuma foi ficando mais barata, o problema do odor foi contornado, o que fez o artefato ser utilizado em milhares de aplicações, desde capacetes de futebol, estofamentos de carros, aviões, travesseiros, etc.

Ok? É bom, é fofinho e se ajusta ao formato da cabeça, mas daí a ser o travesseiro da NASA, muitos pontos pra quem adotou essa história como assinatura de Marketing dos produtos. Nota 10, mas é só Marketing. A matéria da Superinteressante alerta pra os falsos travesseiros de viscoelástico, que na verdade vendem espuma comum revestida com o nobre material na parte externa e cobram menos por isso. Um travesseiro de puro viscoelástico não é tão barato. Cuidado.

fonte: revista Superinteressante.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Desenvolvedora russa lança o celular de duas telas

A Yota Devices, uma companhia russa que desenvolve telefones celulares, lançou o primeiro celular com duas telas. A principal é de LCD comum e a secundária é de papel eletrônico. Nela é possível ler em tempo real e ininterrupto notícias, mensagens de texto e informações como clima, fuso horário e outros. Caso a bateria acabe, a última informação da tela secundária é mantida, permitindo que informações importantes possam ser preservadas nessa tela caso o usuário perceba que vai ficar sem bateria.
Yota Phone russo - duas telas frente e verso.
A empresa aponta como outros benefícios a facilidade de leitura rápida e a riqueza de recursos em tela. O site da empresa lembra absurdamente o site da Apple, mas a empresa afirma que não tem intenções de explorar o mercado americano. O objetivo prioritário é ganhar os mercados da Europa e Oriente Médio.


O aparelho, montado na China, será vendido em 20 países em 2014 a um preço que varia entre 600 e 870 dólares. 

fonte: folha de São Paulo e site YotaPhone (clque aqui)

Livros na novela das 21 horas - "tudo a ler"

O folhetim das 21 horas da Rede Globo é chato, arrastado e inconsistente. Estou falando de uma chamada “Amor à Vida”. Mais uma novela. Sou suspeito a falar, porque não as acompanho. Falta paciência pra acompanhar tantos capítulos e tem um nível de desconexão com a realidade que me angustia. Todas as novelas me parecem ter em comum o ar de chanchada e eu estou mais pra “Tropa de Elite”, acho que é isso. Mas uma atitude nessa de Walcyr Carrasco me chamou a atenção: uma profusão descarada de merchandisings de livros e sugestões de autores a serem lidos, trocados entre os personagens. Vejo em média um capitulo pro semana e 80% deles, tem livro no roteiro. Num dos capítulos onde o vilão Felix tenta explicar para a irmã Paloma porque resolveu pedir perdão a ela, ele cita o livro “Os Miseráveis”, onde em alguma parte o personagem principal busca a redenção por meio de uma boa ação, A cena onde o livro foi citado durou mais de 3 minutos. Curioso isso em horário nobre. Fui pesquisar pra saber porque. Reza a lenda que foi iniciativa do próprio Carrasco, segundo ele próprio um leitor compulsivo (já pensou que legal um autor de novelas que não gostasse de ler?), como forma de motivar os espectadores pro hábito da leitura. Boa a intenção, mas forçada demais. Não acredito que uma profusão de livros em horário nobre vá mudar uma deformação que vem de berço. A leitura se estimula no cidadão criança e, salvo exceções, pelo exemplo dos pais. A criança que não tem o exemplo da leitura em casa, se vê obrigada a ler na escola. Quem, em sã consciência, consegue ser amigo de um livro por obrigação?
Walcyr Carrasco - promove livros em novela pra estimular o gosto pela leitura
Segundo pesquisa do instituto Pró-Livro realizada em 2011, seguimos como referencia de que o Brasil é um dos países do mundo que menos lê. Apenas 28% dos brasileiros pesquisados tem o livro como primeiro hobby. Esse índice era de 36% EM 2007. Não é difícil imaginar porque com Laptops, iphones, Xbox, 360 canais em HD, youtubes, facebooks fora baladas e outras dispersões.

Os países campeões em consumo de livros por habitante/ano: França (11), Japão (10), Coréia do Sul (10). O brasileiro lê algo em torno de 3 livros por habitante/ano. Bem intencionado esse Walcyr. Só não creio que, com esses números, ler vai ser mais interessante que o capitulo da novela ou o BBB.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Lições de Alberto Saraiva

"Sucesso é o que você planeja e dá certo. Não se mede pelo tamanho do negócio, mas sim pelo êxito. Fracassos fazem parte do ensinamento para o sucesso. Eu tive muitos fracassos, mas todos foram formas de eu me fortalecer e aprender."  

"Na minha empresa, as salas têm os nomes das pessoas que me ajudaram. O segredo também está nas pessoas. Por mais simples que a pessoa seja, não precisa ter muito dinheiro pra se dar bem na vida. Precisa ter vontade de vencer e lutar. Vontade de ter um diferencial e de desenvolver outras qualidades."

"Pra ter sucesso, tem que ter vontade de trabalhar. Continuo trabalhando 16 horas por dia, não porque preciso, mas porque gosto." 
Alberto Saraiva
Dono da Rede Habib’s, maior rede de comida árabe do mundo

(entrevista programa Conta Corrente - Globo News - 04/01/2014)

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

WestJet realiza desejos de Natal dos clientes

Frio, neve, tarde cinzenta, aeroporto cheio. Neve e frio nessa época, não estamos falando em um aeroporto brasileiro. Muito frio e muita neve? Pense num aeroporto canadense. No saguão do aeroporto de Calgary, um Papai Noel aborda os passageiros na fila de embarque e pergunta “o que mais deseja de presente nesse Natal?”. As pessoas “viajam” nas respostas. Tem de meias a brinquedos e TVs de LED.

Qual não foi a surpresa quando, ao desembarcar no destino, ao invés das bagagens, centenas de pacotes de presentes com o nome do dono saiam pela esteira. Foi desta forma que a WestJet, empresa aérea canadense de baixo custo, surpreendeu seus clientes em sua campanha de Natal de 2013, chamada Milagre de Natal. Foram mobilizados 150 colaboradores e uma verdadeira operação de guerra para garantir a compra e a entrega dos presentes saídos da lista do Papai Noel até o aeroporto de destino, em tempo real e personalizados.
A ação gerou um vídeo viral que conta com cerca de 20 milhões de acessos. Tendo a acreditar que fazer aquilo que nos propomos a fazer pelo cliente, ou seja, atendê-lo bem e dentro das suas expectativas, ainda é a fórmula do sucesso. Tem empresa por aí cujo nosso maior desejo é que a mala chegue no destino ser ter sido violada e que, da noite pro dia, não se tenha que pagar pelo banheiro a bordo. É dose.   

Quando penso já ter visto tudo em marketing, alguma empresa mostra que não. Mas só quem faz o básico bem feito pode se dar ao luxo de “vôos mais altos”. Senão, vá pelo que o seu cliente precisa que já está de bom tamanho. Parabéns à WestJet. Veja o vídeo logo abaixo:

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Frases de Nelson Mandela

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."

Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria liguagem, você atinge seu coração."

Aprendi que a coragem não é a ausência do medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas o que conquista esse medo.





quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Comércio Paraguaio boicota a presença de 23 senadores daquele país em seus estabelecimentos!

Que notícia. Estabelecimentos comerciais paraguaios inovaram em matéria de protesto contra a corrupção. Um senador, tal de Victor Bogado, acusado de empregar uma pessoa da família em uma estatal, passa por processo de perda de mandato. Dos 44 senadores paraguaios, 23 senadores o absolveram. Pois o comércio do país resolveu proibir a entrada desses senhores em seus estabelecimentos. O boicote começou em 3 shopping centers e se espalhou por restaurantes (dos mais refinados até o Pizza Hut), postos de gasolina, cinemas e outros estabelecimentos. Até o momento mais de 150 lojas de varejo já aderiram.

Apesar do uso redes sociais no Paraguai ser baixo, o movimento começou pelo Facebook e rapidamente se espalhou pelo país, chamando a atenção da mídia. Segundo a imprensa, o protesto enfraquece o Congresso nacional e fortalece o Executivo, uma vez que no Paraguai o Congresso não se submete ao presidente.

Atitude paraguaia com selo de autenticidade. Grande fonte de inspiração, agora nós é que temos que piratear isso. Parabéns ao povo paraguaio.


Fonte: Valor Econômico.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Cliente Claro reclama preço de pacote e é alcunhado de "Otário Chorão" em sua fatura

Empresas de telefonia tratarem o cliente a pontapé no momento que são questionadas ou desfiadas não é exatamente uma novidade. No ranking das 50 empresas com maior número de reclamações no PROCON em 2012, empresas de telefonia ficaram muito bem ranqueadas - Claro em 2o. lugar, VIVO em 4o. lugar e TIM em 11o. As duas primeiras ganharam posições. Em 2011, estavam em 16o. lugar e 6o. lugar respectivamente - nada do que possam se orgulhar, pelo contrário. 

Temos muito o que caminhar na linha evolutiva em termos de prestação de serviços (e não é só no Brasil). Já falamos aqui daquela história de encantar clientes ("Parei de tentar encantar meus clientes - prefiro atendê-los" - leia post clicando aqui). Mas vemos empresas com atitudes que inovam no quesito "enterre de vez sua credibilidade já esculhambada". 

Um cliente da Claro com 10 anos de fidelidade (leu bem? 10 anos.) ficou incomodado com o valor da sua Claro TV e ligou pra ver se existia alguma alternativa pra ele pagar menos. Quem sabe um pacotinho menos cheio de canais, essas coisas. Pra variar, o atendente veio com aquela história de que ele deveria cancelar o pacote antigo (repito, o cara tem 10 ANOS de contrato!) e fazer um contrato novo - assim foi feito. O cliente recebeu, dias depois, a conta em casa com o valor alterado. E se assustou com o nome (ou alcunha) que recebeu supostamente do atendente que fez a alteração: na fatura estava "OTÁRIO CHORÃO". De cara, achou que era brincadeira, mas certamente quando caiu a ficha, ficou puto (qualquer um ficaria). 

Quem trabalha com serviços sabe o quanto vale um cliente que fica com você por, digamos, dois ou três anos. Vira amigo da casa. Se eu tenho um cliente de 10 anos, quero conhecer a esposa, os amigos, o escritório, quero saber TUDO sobre ele pra saber como EU posso fazer ele pagar menos e ter a melhor satisfação. 

Juro que ainda vou ver muita criatividade na "difícil" tarefa de achincalhar um cliente. Vejam a foto da fatura abaixo. Só acreditei quando vi. 

A reação da Claro como satisfação pública não podia ser mais previsível e inoperante: Declarou que esse tipo de conduta não condiz com os valores da empresa e que está tomando as providências (quais seriam essas, por acaso?). Dona Claro, a concorrência agradece. Penas que suas concorrentes também não são santas a ponto de atirar pedra no telhado do vizinho. Pena mesmo.

Em todo o caso, aviso à Sky, Net, TVA: quem daria um ano do seu melhor pacote pra esse adorável cliente da Claro pela simples contrapartida de poder tornar o fato público? Eu daria, sem piedade.

fonte: administradores.com e Procon website