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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

WestJet realiza desejos de Natal dos clientes

Frio, neve, tarde cinzenta, aeroporto cheio. Neve e frio nessa época, não estamos falando em um aeroporto brasileiro. Muito frio e muita neve? Pense num aeroporto canadense. No saguão do aeroporto de Calgary, um Papai Noel aborda os passageiros na fila de embarque e pergunta “o que mais deseja de presente nesse Natal?”. As pessoas “viajam” nas respostas. Tem de meias a brinquedos e TVs de LED.

Qual não foi a surpresa quando, ao desembarcar no destino, ao invés das bagagens, centenas de pacotes de presentes com o nome do dono saiam pela esteira. Foi desta forma que a WestJet, empresa aérea canadense de baixo custo, surpreendeu seus clientes em sua campanha de Natal de 2013, chamada Milagre de Natal. Foram mobilizados 150 colaboradores e uma verdadeira operação de guerra para garantir a compra e a entrega dos presentes saídos da lista do Papai Noel até o aeroporto de destino, em tempo real e personalizados.
A ação gerou um vídeo viral que conta com cerca de 20 milhões de acessos. Tendo a acreditar que fazer aquilo que nos propomos a fazer pelo cliente, ou seja, atendê-lo bem e dentro das suas expectativas, ainda é a fórmula do sucesso. Tem empresa por aí cujo nosso maior desejo é que a mala chegue no destino ser ter sido violada e que, da noite pro dia, não se tenha que pagar pelo banheiro a bordo. É dose.   

Quando penso já ter visto tudo em marketing, alguma empresa mostra que não. Mas só quem faz o básico bem feito pode se dar ao luxo de “vôos mais altos”. Senão, vá pelo que o seu cliente precisa que já está de bom tamanho. Parabéns à WestJet. Veja o vídeo logo abaixo:

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O Papai Noel que existe em mim

Como em toda a família, até aos 8 anos, acreditar no Papai Noel não era uma opção. Todo ano, meu tio batia ponto em nossa noite de Natal. Chegada a hora, tocava um sininho que fazia disparar o coração da gurizada. Claro que ninguém racionalizava muito, não percebíamos que era o nosso tio. A performance era perfeita e satirizada. Vinha lento aquele velhinho mais magro que a expectativa e com um sacão enorme sobre os ombros. A máscara do Papai Noel era simplesmente horrível. Marcou minha infância aquela máscara de plástico horrenda, com dois buracos pequenos que, diziam, eram olhos. Aquilo assustava, mas meu tio não sabia ser um Papai Noel sério, então as piadas e brincadeiras eram inevitáveis e desviavam a atenção daquela coisa estranha no rosto do meu tio.

A primeira vez que fui convidado pra ser Papai Noel pra um grupo de crianças numa festa de Natal, lembrei de cara da bendita máscara do meu tio. E lembrei da primeira pergunta que ele fazia quando batia o “olho” na gente: “ – Tú tá comendo tudo direitinho? Tá escovando os dentes? E na escola, tudo certinho?”. Não tive dúvida sobre o Papai Noel que queria ser. Seja qual for a festa de Natal, sempre baixa o meu tio daquele tempo. Apesar de muitos anos fora do Rio Grande do Sul, até o sotaque gaúcho ganha força. E, toda vez que faço o check da roupa, lembro de dar especial atenção ao rosto do “Papai Noel”, no espelho. Nada de máscaras assustadoras. E daí é abrir a porta do banheiro e aproveitar os 15 minutos de fama diante dos olhos brilhantes da meninada. Da primeira vez, só um cara não ficou convencido. Meu filho, vendo aquela performance e rôu,rôu rôus, focava minhas mãos. Virou pra mãe e perguntou: "-Mãe, esse Papai Noel tá muito parecido com meu pai, olha a mão dele...". Daquele dia em diante, a fantasia tinha dias contados. Achamos que era melhor contar. A partir dali ganhei um auxiliar de papai Noel. Hoje, depois de cada performance, ele me pisca o olho: "- Aí Pai, foi show de bola..."

Obrigado tio, a despeito da máscara. Ser Papai Noel não tem preço.

Feliz Natal pra todos!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Como fazer uma (quase) Boa Rabanada

Pegue umas fatias de pão dormido (que ficaram de um dia pro outro). Molhe numa tigela com dois dedos de leite – deixe o pão absorver um pouco do leite por uns 15 segundos. Então esprema um pouco cada fatia e imediatamente após, molhe numa tigela com dois dedos de ovos batidos. De um lado e de outro, pra banhar bem. No fogo brando, uma panela de ferro com óleo espera o repousar dessas fatias. Pegue um garfo de cabo bem comprido para colocar as fatias, uma a uma no óleo quente. Fique longe da panela, porque o óleo, ao contato com as fatias úmidas, é perverso. Pode saltar nos seus braços e até num olho. Deixe dourar bem cada lado. Prepare um prato com um papel-toalha de lado e deposite ali as fatias pra que todo aquele óleo possa escorrer e ficar no papel-toalha. Além das fatias ficarem mais sequinhas, suas artérias agradecem. Na ponta do processo, minha orientadora observava impávida, pro toque final: polvilhar as espécimes douradas com canela misturada com açucar e pronto. Está dada a receita de RABANADAS, caso alguém queira se aventurar.
Achei que fazer rabanadas pro Natal era difícil. É e não é. Neste Natal, fui aprendiz da minha avó na beira do fogão e cheguei confiante. Mas tem uma lei universal que não tem como contrariar  – o valor da mão de quem faz e a exata dimensão dos tempos em cada etapa. Logo vi que aquilo não era pra iniciantes. Experimente deixar o pão no leite alguns segundos a mais do que o aceitável e pronto, o pão se desmancha e essa fatia já não serve mais. Experimente deixar o pão menos tempo na fritura – doura por fora mas fica cru por dentro. E se deixar um pouco a mais, doura por dentro e queima por fora. Muito óleo na panela, o colesterol que se cuide. Pouco óleo, a rabanada ficar crua também. O negócio é tão simples que não tem como esconder a incompetência - ou sabe fazer ou não sabe, é mesmo pra profissional.
A rabanada é um prato português, tradicionalmente servido no Natal, acompanhado de um bom vinho. Aliás, pode ser também feita no vinho ao invés do leite, mas essa eu vou tentar quando me graduar. Prometi pra minha avó que ia ajudar pra não quebrar a tradição da família. Minha avó ostenta seus 85 anos frente a um fogão como ninguém. Mas já nessa altura da vida, o risco de encarar óleo fervendo não vale a ousadia quando se tem netos pra meter a mão. Missão dada, missão cumprida e o módulo avançado (rabanadas ao vinho e ao chocolate) é o próximo passo.
Feliz Natal a todos.  

sábado, 25 de dezembro de 2010

Rápidas de Natal 3 - Pense em quem você ama

Se você achar que a minha ladainha e longa demais, vá direto ao filme, ok? Mas VEJA O FILME. Vai dirigir neste e em outros Natais e Anos Novos? Não pense jamais em você, não precisa (até porque normalmente não funciona). Pense em quem você ama de verdade. Pense como seria o mundo pra essas pessoas se você, de repente, não estivesse mais aqui. Pense em como seria a vida delas. Eu já me fiz essa pergunta...logo depois de um acidente que poderia ter tido um outro final. Por motivos inexplicáveis, ainda estou aqui.
Em 1989, a TAC (Transport Accident Comission), pra a comemorar seu vigésimo aniversário, lançou uma campanha para agredir, chocar mesmo. Concluiu que campanhas educadas feitas para concientizar não mobilizavam ninguém e os índices de acidentes na Inglaterra continuavam subindo. O comercial é uma copilação cinematográfica impressionante e fala por si. O resultado? A TAC pesquisou e identificou redução de 40% no consumo de álcool e drogas nos dias em que o comercial foi veiculado.
Mas passaram-se 20 anos e parece que pouca coisa mudou. São cerca de 40 mil pessoas morrendo por ano em acidentes de trânsito no Brasil. É mais que uma guerra das boas e sem nenhum motivo que não seja a irracionalidade e a satisfação do ego. Tinha que mostrar isso nas escolas, exibir centenas de vezes, mandar pros amigos mais afoitos, passar em horário nobre. E a música do R.E.M é o requinte de perfeita crueldade que faltava ao realismo. 

Desejo que nesse Natal e Ano Novo você deixe a direção pra quem NÃO BEBE NEM CHEIRA. Sem essa de "vá com calma". A TAC tem razão - "ir com calma" não adianta nada...
fonte: Blog jornalista Mário Marcus - RBS, TAC website e youtube

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Rápidas de Natal 2

Recebi de um amigo o arquivo abaixo. Vida real. E se Jesus nascesse nos dias de hoje, como ia ser? Fantástico, veja e comprove. E mais votos de um Natal cheio de reflexões, de luz e boas vibrações!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Rápidas de NATAL

Final de mais um ano. Lutas, transformações, expectativas, tropeços, algumas angústias (quem não as tem?), muito aprendizado, sempre. Mas, acima de tudo, a certeza de que fizemos o melhor e a satisfação de mais uma etapa cumprida. 
Deixo aqui um agradecimento muito especial às pessoas que passaram pelo blog, os mails recebidos, comentários, mensagens, contribuições das mais variadas - de textos a mensagens de motivação, recomendações, críticas. Desejo a todos também um Natal de muita luz e um 2011 energético e que nossa caminhada continue sempre veloz e firme. Obrigado a todos e que Papai Noel nos traga...Saúde! (by Daniel)
by Menphysto
by Diemer
by J. Bosco

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Natal 2010 - gestos de doação são deste mundo?

Cirurgiões da Alegria
Não sei se um sorriso cura de fato. Soa meio piegas, alegórico, parece uma metáfora batida de desesperança disfarçada, aquela coisa da Polyanna, que eu já tinha mencionado aqui. Aliás, esses dias recebi um mail gaiato, perguntando se eu estava de brincadeira ou tinha mesmo lido Polyanna – li sim e não me arrependo. Me dou conta que desde sempre era dado a experimentar livros. Não é lá grande coisa mas não perdi a viagem, longe disso. Voltando o raciocínio: mais do que curar, um gesto de doação é pra desconcertar. E foi desconcertante pra mim, chegando na portaria do hospital, encontrar o palhaço Cirurgião Gaguelho, de violão em punho, sapatão vermelho, sorriso de orelha a orelha, pronto pro “front” - o “front” dele é bem diferente do meu e provavelmente do seu também. Ele faz parte da troupe “Cirurgiões da Alegria”. É um artista, como tantos artistas brasileiros que passam de hospital em hospital oferecendo diversão para pessoas debilitadas, algumas sem muita expectativa, velhos, crianças, gente de todo o tipo. Onde um olhar vire um sorriso, está valendo. Os “Doutores da Alegria” (a troupe que começou tudo no Brasil) classifica a “besteirologia” como não tendo contra-indicações e “deve ser aplicada diariamente até que o paciente não saiba mais como ficar triste. É remédio para a vida toda”. Conheço tantos médicos que nem sequer são capazes de disfarçar a própria desesperança para lidar com um paciente de forma mais abnegada (ok, o inverso também é verdadeiro - conheço outros que, junto ao paciente, são pura sabedoria e charme). A doação precisa fazer parte da anamnese.
Gente que se doa desta forma me deixa pequeno e roxo de raiva. Me sinto infame com meus pensamentos negativos, o calculismo exagerado, o ceticismo protetor. Naquela manhã de sol, parecia decidido no meu passo firme e embrutecido. Nada disso. Foi só tropeçar no Gaguelho pra entender tudo errado (ou tudo certo?) – pessoas ali dentro daquele hospital dão menos valor a essas bobagens de rotina cotidiana e mais valor a vida, quem sou eu pra duvidar deles? Ok, não estou preparado pra tanta doação, terei que aprender um bocado, mas tudo tem um início. Esse ano serei Papai Noel pela primeira vez e vou treinar bem o “Rôu, rôu, rôu!!!”  pra não fazer feio. Chega a ser simplório, comparado a esses guerreiros da alegria, mas é meu humilde começo. Feliz Natal a todos e meu carinho especial a quem tem o dom de provocar sorrisos espontâneos em gente que não necessariamente teria motivos pra rir. “Rôu, rôu, rôu!!!”

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Uma história de Natal (Natal Chegando 2)

Chega ali por novembro, Papai Noel olha a folhinha e suspira. Sabe que tem que fazer contas de chegada, “quantos presentes vou poder entregar?”. Tem sempre muitas crianças. "Muitas crianças". Isso martela-lhe o tempo todo na cabeça. “Muitas crianças – ainda bem que no Brasil, a campanha dos correios deu uma mãozinha, mas ainda é pouco, o mundo não é só o Brasil”. Puxa a calculadora, olha a janela e o vento lá fora. Vê o quanto sobrou das encomendas do Natal passado. Investe um tempo danado fazendo contas, aflito. “Meu Deus, são muitas crianças, poucos presentes”. No fundo ele sabe da realidade. Ele sabe que não vai conseguir o suficiente pra dar presentes pra toda a meninada, vai ter que priorizar.

Mas um dia Papai Noel abre sua caixa de correspondências e recebe, ele mesmo, um super presente de Natal. A carta é de um menino e diz: “Querido Papai Noel, tenho um monte de brinquedos legais e que não brinco mais. Por isso, eu e minha turma resolvemos ajudar e enviar pro senhor para que o senhor possa alegrar o Natal de outras crianças.”

E desde então, todo o ano, Papai Noel tem recebido ajuda de muitos e muitos meninos para que outras crianças possam ter um Natal mais feliz. Chegam brinquedos de todos os tamanhos, cores, nomes e lugares. Todos oferecidos com carinho e muito amor.
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Essa foi a forma que encontrei de sair da enrascada em que me meti quando meu filho de 6 anos quis saber como era possível que crianças pobres não ganhassem brinquedos se Papai Noel era tão bonzinho??” Não preciso dizer como foi emocionante vê-lo começar a juntar brinquedos pelo quarto...
Nesse Natal, Muita Saúde!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Natal Chegando 1

Abro uma mensagem do meu amigaço Rico Teixeira (e um mp3 anexado) com um apelo simples pra me convencer a abrir o arquivo (sim, porque eu fujo de abrir anexos):
“As vezes me dá uma saudade danada dos meus filhos pequenos. Veja esta gravação do Brunno (com 28 anos hoje) aos 3 anos escolhendo um presente de Natal. Acho que tô ficando bobão. Meu olho encheu d'água.
p.s. Já escolhi meu presente de Natal pra este ano: quero um peixe!”
Quem não vai abrir uma mensagem destas, sem sequer saber o que tem lá dentro? O conteúdo é uma pérola rara. Somente a natureza das ostras e o coração das crianças são mesmo capazes disso - não tem jeito, é terra arrasada. Depois de ouvir, paro de respirar por 3 segundos e lembro do meu pequeno (que de fato, ainda é pequeno) - respondi então a mensagem do Rico da forma mais inspirada que pude:
Rico, é que passa tão, mas tão rápido... como diz o poeta Luiz Vieira – “Saudade é vontade de ver de novo”. E quando nos damos conta, a gente nem viu. Estivemos ocupados com a ausência. Sir John Lennon, rico e doidão o suficiente aos 34 anos, quando Sean Lennon nasceu, sabiamente fez o mundo parar por 5 anos anos e foi viver esse momento. Viva a loucura.
Só espero que tenhamos tempo pra curtir o futuro com eles e que cada sorriso que possamos endereçar valha cada uma das horas que não estivemos lá. Eles vão entender. Na verdade eles já entenderam. A gente é que não se acostumou com isso.