
Quando o assunto é Crise Mundial,
Paul Krugman é um daqueles caras pra quem meio mundo se volta e escuta. Premio Nobel de Economia (2008), professor em Princeton e forte colunista do New York Times, seu trabalho virou referência porque tenta traduzir o “economês” para o cidadão comum. Sempre foi contra a tese de que recessões são assunto do passado e de que o mundo vem amadurecendo com seus erros. Segundo ele, “os sinais de recessão sempre estiveram lá, pra quem quisesse ver, muito embora nada comparados à quebra da bolsa de 1929”. Quando esteve no evento Expomanagement 2009 em São Paulo, foi categórico: “a crise ainda não passou, estamos apenas piorando mais lentamente,a cada dia”. Segundo ele, “os países da América Latina sairão muito mais rapidamente do meio da crise do que os demais continentes”, por um simples fato: colecionam know-how de sobra quando o assunto é recessão. Essa afirmação não é nova: em artigo no NYT de 06/10/2008, após defender o mesmo ponto de vista, termina a análise com a sentença “Agora somos todos brasileiros”. Entrevistado pela Folha de São Paulo, afirmou que o Brasil iria puxar a fila dos países emergentes. Nesse mesmo artigo, arriscou a hipótese de que a Educação (ou a falta dela) seria o vilão para que o país não estivesse crescendo segundo seu potencial, diferente do que vem ocorrendo em países como China e Russia, cuja educação é prioridade de estado.