domingo, 21 de agosto de 2011

O fim do "Vovô viu a Uva" - Pra que?

Escolas americanas começam a banir o ensino da letra cursiva (a letrinha à mão, emendada, como essa que você está lendo) do dia a dia dos alunos. Começou no estado de Indiana. Um documento do Departamento de Ensino daquele estado declara sua presença “opcional” nos programas de ensino, dando à escola o poder de decisão sobre ensinar ou não, mas recomendando fortemente que não o faça. Argumenta-se que a criançada hoje precisa dominar o teclado do computador ou do smartphone, muito mais do que a caligrafia em papel. Não sou especialista em pedagogia, por isso apelo pro bom senso – atitude injusta e descabida contra a aprendizagem. Desenho desde pequeno e sempre gostei de escrever a mão. Cheguei a escrever histórias de trinta, quarenta páginas de caderno. Dessa época, adquiri um calo no dedo da mão esquerda que nunca mais saiu, é meu troféu. Mas não se trata de saudosismo, pelo contrário. Reconheço que minha caligrafia vem deteriorando sistematicamente pela falta do uso da escrita cursiva. Nunca gostei dos antigos cadernos de caligrafia, mas hoje vendo meu filho em suas lições nesse caderno, percebo o quanto ajuda em sua motricidade fina. Certamente é um fator que contribui pra liberdade com que suas mãos pequenas fazem surgir um belo desenho. 
E se a letra é capaz de mostrar muito sobre um indivíduo, tal qual a própria impressão digital, como fica a Grafologia?  Me parece que vai pelo ralo uma parte importante do conhecimento subliminar sobre pessoas e seus comportamentos. Desde o aparecimento da prensa, que mudou pra sempre o rumo da escrita, essa parece ser a transformação mais radical, porém não muito justificada. O caderno de caligrafia está fadado a ser o álbum de selos nos dias de hoje. E vem pela frente uma população enorme de pessoas dotadas de um aprendizado morto. A letra cursiva passa a ser um hieróglifo da vida moderna. Lápis Faber Castell e canetas Bic vão virar artigo “da vovó”, peça de museu. Há muito tempo a Bic deixou de fazer só canetas e isqueiros - visão de futuro. Não dá pra apostar que o velho hábito de fumar possa ter uma vida útil maior do que o de escrever a mão, mas parece que é exatamente isso que está acontecendo. Tanto quem faz lápis quanto quem faz caneta vai ter que se reinventar - escrever terá que ser gostoso e, sobretudo, "fashion".
Deixem a letra cursiva em paz, ela nunca fez mal algum pro mundo moderno. Já o cigarro e o isqueiro...
fonte: estadão.com e brasil escola website

Joe Satriani no "Programa do Jô" em 2000

Joe Satriani e Jô Soares
Uma noite dessas e o sono tinha acabado bem antes da hora, na melhor parte do sonho. Fui passear no Youtube e, antes que desse por perdido o meu final de noite, achei um Programa do Jô de 2000 – uma entrevista divertida com Joe Satriani. Depois dessa ocasião, ele já esteve no Brasil em 2008, fazendo shows nas mesmas cidades – tive o prazer de vê-lo tocar no Credicard Hall, em São Paulo, só que com um atraso de oito anos. Não sei onde eu estava com a cabeça em 2000, mas gostaria de ter ido a esses shows também. Para os amantes de guitarra e dum bom blues, vale o registro dessa entrevista em três partes. O som é ruizinho, mas dá pra curtir.
parte1

parte 2

parte 3


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Redes Reais, Vidas Virtuais

Esses dias, conversando com um médico amigo sobre Redes Sociais, ele desabafou: “Cara, tá um saco esse negócio de rede social. Agora o Google vai lançar mais uma. Se quiser fazer parte, tenho que começar tudo de novo? Isso toma tempo” Tudo de novo. Fiquei pensando naquilo. O convívio com Redes Sociais está ficando mais desafiador, não digo difícil. É como quando você chega numa cidade, arruma um apartamento, dá um giro na vizinhança, descobre uma boa padaria, supermercado e farmácia. Compra móveis, instala um telefone e um ar condicionado. Nome na conta de luz, no recibo do condomínio. E aí vem os vizinhos, que logo não serão mais novos. Tudo certo até que...você tem que se mudar e começar tudo do zero. Novo apartamento, bairro legal...Qual a diferença disso pra uma rede social? Gerenciar rede Social é da vida. Preservar amizades ou começar novas é da vida, dá trabalho e toma tempo mesmo. E da mesma forma como na vida, não dá pra ter tudo nem atender a todos. Aquela história de “eu quero ter um milhão de amigos” não funciona aqui na vida real nem lá. Virtual e real são quase uma coisa só. E é difícil mesmo encontrar uma finalidade, manter-se fiel a ela e se renovar. Tanto lá quanto aqui. Nada mais que a vida e ela nos toma tempo.  

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Cigarros com sabor - não é sorvete II

(Caso queira ler "Cigarro com sabor - não é sorvete I", clique aqui)
Que o meio facilite as coisas quando o assunto é a iniciação ao hábito de fumar? Não acredito, simplista demais. Meus pais fumaram por mais de dez anos e nem eu nem minha irmã pitamos, pelo contrário. No meu caso, não foi por falta de tentativa, coisa de aquariano. Flertei e neguei o fumo três vezes (um dia eu conto). Concluí que nem com boa vontade o negócio ia. 
Mas sem pensar muito, posso enumerar, no mínimo, cinco pessoas próximas, filhos e filhas de fumantes inveterados que passam longe do tabaco. E o avesso do avesso, também: gente que nunca fumou tem que aguentar filhos-chaminés - ser o homem fruto do meio não chega pra responder à todas as mazelas e isso também não é novidade. 
Não faz o menor sentido atribuir a todos os vícios, distúrbios de conduta, perversões, transgressões e demais "ões" a pura e simples influência do meio (eu disse "a pura e simples"). Não faço aqui nenhum juízo de valor nem coloco tudo num mesmo saco, não seria justo - cada neurose em seu quadrado. Já disse aqui e repito que respeito os níveis de stress e dificuldade pelas quais um fumante tem que passar pra enfrentar de frente seu vício. Mas como admitir a "culpa" do meio se vivemos em vários "meios" e que são produto do que construímos também? Meio confuso, mas é isso. E não me peça um cigarro.

Um conselho - Use um GOSTOSO filtro solar...

Um chocólatra procura a verdade absoluta. E que verdade. Uma táboa da lei que diga que o chocolate é a nona maravilha da ciência moderna. Um pouco por dia tonifica os músculos, melhora o colesterol bom, fortalece as unhas, combate radicais livres, melhora as noites de sono...cadê? Descontado o exagero, talvez a esperança esteja em Quebec, Canadá. O Instituto de Nutracêuticos e Alimentos Funcionais (Inaf) da Universidade de Laval quer provar uma tese: pessoas que comem chocolate preto (preto mesmo, aquele que tem muito cacau) ficam mais protegidas da radiação solar. Pra isso estão recrutando mulheres de pele clara, de 25 a 65 anos. Já conseguiram 30 comedoras de chocolate e algumas já começaram. Uma parte do grupo está ingerindo três quadrados por dia de chocolate preto legítimo enquanto outra parte ingere placebo disfarçado de chocolate. Segundo os pesquisadores, o chocolate preto é rico em polifenóis, um antioxidante natural que tem como uma de suas principais propriedades proteger a pele dos raios ultravioleta. A mulherada está sendo acompanhada e recebe também doses de luz ultravioleta. O objetivo é provar que quem comeu chocolate suportou doses muito mais elevadas do raio. 
E sobre a hipótese de um trabalho destes ser bancado pela indústria do chocolate, não vejo desconforto algum. Melhor que um estudo sério seja bancado de vez do que deixar os chocólatras a mercê de especulações e de patrulheiros. Uma dúvida (e uma curiosidade): não encontrei nenhum detalhamento do que seja exatamente um quadrado de chocolate. Se eu comer "1 quadrado" de 15 centímetros por 15 centímetros por dia, estarei mais protegido (e moreninho) que a minha mulher branquelinha ingerindo dois quadradinhos do tamanho de um drops. Na dúvida, ninguém lá em casa vai mais à praia sem uma boa barra de quilo "do bom". Me parece muito bom isso...
fonte: AFP website.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Superheavy - a nova roupa de um Stone "aposentado"

Damian Marley, Dave Stewart, Mick Jagger, A. R. Rahman e Joss Stone - É Superheavy
Ser um longevo Rolling Stone deve cansar de vez em quando. Parece que a coisa começou como ação promocional de uma nova plataforma pra smatphones da Nokia. O negócio fez água, mas a banda resolveu prosseguir meio sem alarde a partir do início de 2010. Mick Jagger, Joss Stone, Damian Marley (filho mais novo de Bob Marley), A. R. Rahman e o ex- Eurythmics Dave Stewart montaram a Superheavy. Só foi anunciada como banda mesmo em maio de 2011, já com disco pré-pronto. Segundo Mr. Jagger, com estilos tão diferentes, eles entraram em estúdio sem saber bem no que ia dar. Após 35 horas de gravações, como música de trabalho saiu um single energético, um reggae temperado com tudo que uma boa mistura de estilos pode oferecer. "Miracle Worker", confira:

fonte: revista Rolling Stone e wikipedia

domingo, 14 de agosto de 2011

Histórias de Pais e Filhos parte II

Se você perceber que pra ser feliz precisa ser menos executivo, menos doutor, menos celebridade e mais pai dos seus filhos, não entre em pânico. Na hora da verdade, seus filhos vão mostrar o que eles realmente prezam. E você vai se surpreender. E vai aprender que valor não se discute, ainda mais quando expresso no olhar de um filho. Quando queremos dizer pra eles o quanto somos poderosos, eles apenas querem saber de nós porque o sol se pôe. Daí virá o verdadeiro valor do aprendizado e o que aprender com os filhos representa pra sua vida e pra deles. 

ABBOTT APÓIA OPERAÇÃO SORRISO

O PROGRAMA REALIZA CIRURGIA EM 150 CRIANÇAS COM LÁBIO LEPORINO OU FENDA PALATINA.
Operação Sorriso - dignidade e um sorriso mais feliz
As cirurgias fazem parte de programa mundial da Operação Sorriso, que tem apoio da Abbott para capacitação de profissionais e fornecimento de medicamento anestésico em 51 países. No Brasil, funcionários da Abbott vão atuar como voluntários na triagem e organização geral do programa. A Operação Sorriso do Brasil (OSB) - instituição privada, sem fins lucrativos, que se dedica a tratar crianças e jovens brasileiros portadores de fissura lábio palatina (lábio leporino e fenda palatina) - estará no Rio de Janeiro, para cirurgias, que serão realizadas entre 12 e 16 de agosto, no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Boulevard 28 de Setembro, 77 - Vila Isabel Rio de Janeiro, RJ). Cada cirurgia dura em media 45 minutos e o paciente é liberado na manhã seguinte. Pacientes e familiares que residem em cidades vizinhas, receberão hospedagem, transporte e alimentação sem custo. O programa também fará o tratamento pós-operatório dos pacientes operados em 2009. A Abbott apoia as ações da Operação Sorriso em 51 países. Esta etapa brasileira é a primeira missão dos voluntários da Abbott Brasil, que colaboram com a triagem e organização geral do programa no Rio de Janeiro. Ainda este ano, a Operação Sorriso estará em Santarem (setembro) e Manaus (outubro). Estima-se que 1 bebê em cada 650 nascidos vivos apresente a doença. Hoje, estima-se que sejam 280.000 pacientes com a doença no Brasil. Fissura labiopalatina - O lábio fissurado, ou fenda palatina, é uma abertura no lábio, palato ou tecido mole da parte posterior da boca. Sua causa ainda é desconhecida, mas acontece numa etapa inicial do desenvolvimento do embrião. A fissura lábio-palatal pode causar problemas auditivos, infecções crônicas, má nutrição, má formação da dentição e dificuldades no desenvolvimento da fala, além de baixa autoestima e isolamento social. Operação Sorriso - Presente em mais de 54 países, a Operação Sorriso já atendeu mais de 135.000 crianças e adolescentes que sofrem com lábio leporino e/ou fenda palatina. No Brasil desde 1997 atua em 10 estados (a maioria do Norte e Nordeste) e já realizou mais de 3.500 cirurgias em crianças e jovens, nesse período. A Abbott é uma empresa global, diversificada da área da saúde, dedicada à descoberta, desenvolvimento, produção e comercialização de produtos farmacêuticos e médicos, incluindo nutricionais, equipamentos e diagnósticos. A empresa emprega cerca de 90.000 pessoas e comercializa seus produtos em mais de 130 países. A Abbott está no Brasil desde 1937 e, hoje, conta com cerca de 1.300 funcionários, distribuídos em suas duas unidades fabris, uma localizada em Taboão da Serra, SP e outra em Jacarepaguá, no Rio, e a sede administrativa em S.Paulo.
fonte: Rede Dikajob - matéria na integra.

sábado, 13 de agosto de 2011

Histórias de Pais e Filhos

Agosto, segundo domingo, sempre é dia dos pais no Brasil. Sentei pra ver vídeos sobre “Dia dos Pais” na web, tem aos montes. Tem pai pra todo o gosto fazendo as coisas mais estranhas. Vendo aquilo tudo, penso que à medida que me vejo perdendo o interesse por coisas que vão ficando pra trás, vejo meu filho despertando pros interesses dele e sem muita medida. O tempo nos torna seletivos, mas eles, ao contrário, querem tudo e muito. O humorista e ex-Casseta Hélio de la Penã diz: “Ser pai é saber a hora de ser brother e a hora de ser mala”. Entendi o que o Hélio diz, mas seria perfeito demais. Como filho não veio com manual, acho que passo mais tempo sendo o mala do que o brother. Meu consolo é olhar pro lado e ver que não estou sozinho. Tem gente que prefere colocar o pêndulo só pro lado do brother, o que também não é bom. Resolvi ser mais mala, porque percebo que é melhor dificultar e, com o tempo, ir soltando a guia. Encontrei a frase "Sofrimento constrói o caráter" numa tirinha do Calvin (personagem de Bill Watterson). O pai dele (foto) entoa esse mantra em todas as histórias e faz todo o sentido pra mim, por isso não facilito muito as coisas. Mas pra não ser um déspota, vou pelo caminho do exemplo, o que torna as coisas mais complicadas ainda – só posso mostrar o melhor caminho se trilhar exatamente a mesma estrada, senão nada feito. Por essa via, quero acertar mais do que errar. O brother ou o mala? Só o futuro vai dizer quem tem razão. Um abraço a todos os pais e filhos. E um abraço especial ao meu pai e ao meu filho.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Manoel Pereira conquista segundo lugar em campeonato mineiro de Squash


Manoel Pereira (de branco)
de olho no Panamericano de Squash

O jogador de squash ribeirãopretano, Manoel Pereira (foto), alcançou a segunda colocação na 4ª Etapa do Campeonato Mineiro de Squash Profissional 2011 realizada em Poços de Caldas (MG) de 29 a 31 de julho. Na semifinal, realizada no sábado (30/7), Manoel venceu o gaúcho Vinícius Costa por 3X2. Com isso, o jogador garantiu uma vaga para a seletiva dos Jogos Panamericanos. O Brasil levará para os Jogos Panamericanos, que acontece de 14 a 30 de outubro, em Guadalajara, no México, três integrantes para a equipe Brasileira de Squash.  Manoel Pereira disputa a terceira vaga com mais três jogadores. A seletiva acontece em Brasília (DF), de 12 a 14 de agosto. “Atuar pelo Brasil numa competição desse nível é algo maravilhoso, eu tenho treinado com muita dedicação, e estar na equipe brasileira é o meu objetivo. Vou manter o foco e a concentração para me superar e conquistar a vaga para o Pan”, comenta Manoel Pereira.

domingo, 7 de agosto de 2011

Quanto vale uma célula imortal?

por Luiz Souza Filho


Talvez o Dr. Christoph Lengauer, VP & Global Head of Oncology, Discovery Research da Sanofi-Aventis, uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo, possa responder. Ele e dezenas de cientistas que com ele trabalham, usam as que talvez sejam as mais famosas e polêmicas células do mundo da ciência comercial: as células HeLa. Elas pertenceram a Henrietta Lacks mais conhecida pelos cientistas com HeLa, pobre descendente de escravos, agricultora de tabaco no Sul dos Estados Unidos que morreu tomada pelo câncer em 04 de outubro de 1951. A expressão pertenceram talvez nunca tenha sido tão verdadeira como neste caso. Até 05 de fevereiro de 1951 realmente as células cancerosas de Henrietta eram dela. Depois se tornaram propriedade do mundo da ciência comercial. Isto porque, no dia seguinte, aquela negra americana inculta e descriminada, assinou sem ler um formulariozinho que dizia: “Através desta, autorizo o pessoal pessoal do   Hospital Johns Hopkins a realizar quaisquer procedimentos cirúrgicos sob qualquer anestesia, local ou geral, que possa considerar necessário ao cuidado cirúrgico e tratamento apropriado de Henrietta Lacks.
Rebbeca Skloot - dez anos pesquisando
a verdade sobre Henrietta Lacks
Nos minutos que se seguiram, o Dr. Lawrence Wharton Jr., sentado entre suas pernas diante de uma mesa de exames ginecológicos, sem informá-la que estava coletando amostras e nem perguntar se ela queria ser uma doadora, passou o bisturi e removeu do colo do útero da paciente, uma porção de tecido tumoral do tamanho de uma moeda. Nos USA, lá em 1951, assim como hoje, não existe nenhuma lei que exija o consentimento informado no armazenamento de tecidos para fins de pesquisas, bem como não existe uma exigência para que médicos informem aos doadores a intenção de fazer dinheiro com seus tecidos. O motivo alegado pela comunidade científica para não apoiar uma lei a respeito é que os valores que resultariam da autorização de uso travariam o desenvolvimento da pesquisa. O fato científico relevante neste caso, é que as células HeLa continuaram se reproduzindo in vitro, venderam toneladas mundo a fora, renderam bilhões de dólares par as indústrias que as exploraram a partir de então e nem Henrietta nem seus descendentes ganharam nem um penny com o negócio.   
O ocorrido com Henrietta Lacks é apenas um exemplo do submundo da ciência, fruto de 10 anos de pesquisa jornalística por Rebecca Skloot, autora do livro A VIDA IMORTAL DE HENRIETTA LACKS que acabei de ler. A autora também escreve para o The New York Times Magazine, Discover, Popular Science  e  The Best American Science Writing.
Mas quanto ao Dr. CRHISTOPH LENGAUER do primeiro parágrafo? É ler pra saber.  

sábado, 6 de agosto de 2011

Abelhas e seus perfumes

Combinação perigosa: um fascínio secular por perfumes e minha fobia obsessiva por abelhas (e assemelhados). E eu atraio, ao menos é o que parece. Compenetrado no meu prato de massa com almôndega, percebi o zumbido e ela se veio. Abelha me tira a graça e a razão com muita facilidade. Aquele papo de que “se não mexer com ela, ela não faz nada”, pra um fóbico, é pura conversa. 
- Ou é a Coca Cola ou o perfume – veio a voz por detrás do balcão. Era o dono do boteco, vendo meu salto da mesa. Ainda me esquivando, perguntei: - Como assim o perfume?
- O seu perfume, claro. É meio doce, não é? Tenho apiário há mais de trinta anos. Esses perfumes fortes. Tem alguns que elas adoram. Quem tem medo desses bicho, não pode usar perfume.
Notei naquele finzinho de frase uma zoada boa, mas tudo certo, ele tem razão. Pelas abelhas (ou pela ausência delas), largo os perfumes fácil, fácil. Tenho que fazer esse sacrifício e acho justo, afinal nós roubamos os perfumes da natureza e os aprisionamos. A vida ensina e a gente não aprende, mas é da natureza o direito de buscar o que lhe é devido. Ainda que seja pra alimentar minhas fobias, é por uma boa causa. 

Com os meus botões

Falo comigo. Muito e o tempo todo, não é alucinação auditiva. Fico muito ao telefone, com muita gente, o dia todo. Mas tem um único momento em que sou absoluta e brutalmente honesto e transparente: quando falo comigo mesmo. Não tem mentira nem omissão quando se trava um diálogo desses. Gosto de ouvir a minha voz dizendo coisas, programando alternativas. Ouço as sentenças, me avalio, pondero. Discordo de mim e revejo. Me faço perguntas e respeito as respostas. As vezes me ouço em silêncio, em respeito absoluto. Aprendi a não esperar respostas de bate-pronto, “cozinho o galo”. E a solução vem, ainda que nem sempre da forma como eu esperava. Aí, me conto uma piada e alivio o stress. Resiliência e pronto. Parece mais fácil exercitar tolerância quando o próximo é a gente mesmo. Há muito tempo, não lembro exatamente a partir de quando, mas adotei um exercício que muito tem me valido: converso comigo mesmo antes de verbalizar o que seja pra quem quer que seja. É uma forma de buscar ser melhor compreendido. Nem sempre consigo, porque em tempo real, não dá. Mas sigo tentando.
Nunca estranhei gente falando sozinha, nem quando era criança. Não relacionava com nada que pudesse ser anormal ou um problema mental. A criançada faz isso com naturalidade o tempo todo, é parte do desenvolvimento delas, mas e os adultos? Pensam alto, falam com os botões. Fazem esquemas mentais e verbalizam. Acho que é isso. Acho não – mais gente acha isso. Um estudo da Universidade de Toronto diz que falar sozinho ajuda a manter o auto-controle e diminui a impulsividade na tomada de decisões. Michael Inzlicht, líder do projeto, afirma que quem não têm a capacidade de ouvir "a voz interior” se mostra muito mais impulsivo e despreparado.
Gostei disso. Não me sinto um Yoda, mas gostei disso. Não raro, topo com gente que fala muito, de tudo ao mesmo tempo e muito pouco se aproveita. Um papinho entre o ouvido esquerdo e o direito podia resolver. Não sei , mas vou perguntar pros seus botões.
fonte: article in press, julho de 2010

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sagatiba vai virar "Sagapari"?

A Sagatiba, marca Premium de cachaça brasileira, foi vendida por 26 milhões de dólares para a Campari. A empresa italiana explica a aquisição como uma aposta no gradativo aumento do poder aquisitivo dos brasileiros. Um brasileiro ganhando mais bebe com mais qualidade, quer bebidas mais nobres. A Davide Campari-Milano já vinha distribuindo a cachaça no Brasil e na América Latina. Segundo a empresa, a compra faz parte do plano de firmar ainda mais presença no país. A empresa é considerada a 6ª maior empresa de bebida no mundo, com 40 rótulos e atuação em 190 países. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, foi liberado um comunicado da empresa explicando pra investidores o que é exatamente “cachaça” ("É um derivativo da cana de acucar e um ingrediente chave para a clássica caipirinha, a famosa bebida brasileira com limão e açúcar), capisce?
A bonança dos bolsos brasileiros tem feito mais entusiastas dispostos a apostar nesse nosso mercado beberrão. Recentemente, o grupo japonês Kirin, dono da famosa cerveja homônima, comprou metade da cervejaria brasileira Schincariol.

fonte: reuters.com e estadão.com

terça-feira, 2 de agosto de 2011

ANS amplia Rol de Procedimentos

A ANS (Agência Nacional de Saúde) ampliou a cobertura obrigatória por parte dos Planos de Saúde brasileiros em sessenta novos procedimentos, dos quais dez foram escolhidos pelo consumidor via internet (consulta pública de 36 dias). A Normativa 262, publicada no Diário Oficial, considera os planos contratados após 1º. De janeiro de 1999 e passa a valer a partir de 01 de janeiro de 2012.        
Cirurgia Bariátrica
por Videolaparoscopia
Procedimentos inovadores e menos invasivos, como a cirurgia bariátrica por videolaparoscopia e o implante coclear (ouvido biônico), fazem parte das 41 cirurgias aprovadas nesse novo rol. Aliás, em se tratando de videolaparoscopia, a lista é rica, por se tratarem de procedimentos cuja recuperação do paciente é mais rápida e menos traumática que os métodos cirúrgicos convencionais. Se considerarmos aí os desdobramentos, tais como internação, horas de uso de bloco cirúrgico e outras variáveis, os custos envolvidos também são enormes.                                     
Segundo site da ANS, o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde foi criado em 1998 pelo Conselho de Saúde Suplementar e sofreu outras duas modificações em 2001 e 2004. Resta saber qual será o impacto disso pro bolso do consumidor. No próximo reajuste dos planos, vamos saber. Veja lista de procedimentos aprovados (clique aqui).


fontes: globo wesite e ANS website