quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ser filho único e o impacto na sociabilização da criança

Pra quem achava que ser filho único poderia ser um fator de desvantagem no aprendizado ou na sociabilização de uma criança, aí vai: Um estudo norte-americano com mais de 13.000 com jovens de idade entre 11 e 18 anos constatou que crescer sem irmãos não significa que uma criança terá poucas habilidades sociais ao longo da vida. O estudo foi apresentado no Encontro Anual do American Sociological Association. Não foram encontradas diferenças de comportamento significativas entre a galera que tinha irmãos das que não tinha, assim como o número de irmãos. Fatores como o status sócio econômico, raça, idade dos pais ou se eram separados não afetaram as conclusões.
Segundo Donna Zeher, Professora da Ohio State University e co-autora do estudo, as famílias em países industrializados estão diminuindo de tamanho cada vez mais. O impacto social disso tem merecido cada vez mais interesse por parte de Sociólogos e pesquisadores desta  área.
Sempre defendi que o fator determinante na sociabilização de uma criança é uma soma equilibrada entre a educação pelo exemplo, o ambiente familiar saudável e a atitude dos pais na imposição de limites – esse é um papel dos pais e, muito embora não sejam poucos os pais que teimam em delegar, é intransferível.  A escola tem um papel muito específico no pacote: instrução. Quer saber porque uma criança é do jeito que é? Observe os pais e terá a resposta. Rótulos como "mimada", "egocêntrica", "anti-social" e outras bobagens usadas para classificar a criança não tem outro endereçamento que não seja a intervenção (ou não) direta dos pais na educação do pimpolho. 
Fonte: Folha online

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Conversando sobre Squash – com Rafael Alarcon

Rafael Alarcon

O Squash é um esporte novo ainda no Brasil, pra se ter uma idéia, a Confederação Brasileira de Squash surgiu em 1985. E como tudo o que é novo, precisa de organização e tempo pra se popularizar. Mas o Squash brasileiro já tem seu ídolo: Rafael Alarcon, 33 anos, paulista, o número 1 do Brasil e o mais bem posicionado brasileiro no ranking mundial da PSA (Professional Squash Association) - 38º lugar. No dia 14 de agosto, durante o “Torneio 10 anos – Salles Tênis e Squash” na Academia Squash Jundiaí (SP), tive a oportunidade de um papo com Rafael sobre o momento do esporte no Brasil. Além de ser o melhor na sua profissão, Rafael tem uma qualidade importantíssima para um atleta de projeção: é extremamente gentil com seu público, pessoas de todas as idades, apaixonadas pelo Squash e que acompanham suas vitórias mundo a fora. Veja os trechos mais importantes dessa conversa: 
"SeES!" - O que falta pra que o Squash se torne um esporte olímpico?
Rafael - Vejo que é questão de tempo para que o Squash ganhe o espaço que merece. O Squash precisa competir com a pressão política de entidades esportivas que defendem o interesse de outras modalidades, como por exemplo, o Rugby de 7, uma modalidade que em tese não existia, existe sim o rugby convencional. O golf, por exemplo é pequeno no Brasil, mas existe uma estrutura de interesse fazendo com que tenha visibilidade,  inclusive com canal de TV próprio influenciando. Só que hoje quem tem tempo e dinheiro pra se dedicar ao Golf? Squash é rápido, dinâmico, a pontuação é rápida.  Hoje mesmo, tive uma entrevista de meia hora ao vivo na Band Esporte, no programa Magazine. As duas semi finais do torneio de Kuala Lumpur foram televisionadas, o que já é um grande avanço. Vejo muitas quadras de tênis sendo desapropriadas Brasil afora pra dar lugar a quadras de Squash. Podemos ver o esporte sendo mostrado no comercial da Chevrolet também, isso é bastante novo.
"SeES!" - Como é pra você estar entre os 40 maiores atletas do mundo e representando o Brasil?
Rafael - Pessoalmente é motivo de orgulho, pelo amor ao Squash, mas como brasileiro, representa pouco, pois não há incentivo. Os órgãos governamentais que lidam com esportes não demonstram interesse em olhar pro Squash e,  por não haver subsídio, os patrocínios não são fáceis. Para jogar fora do país tudo é um desafio e tanto, passagens são caras, a estrutura envolvida é bastante cara, é um esforço muito grande. E o reconhecimento também é raro, pois você ganha um torneio muito importante, mas no próprio país pessoas-chave das entidades responsáveis pelo esporte nem te ligam pra parabenizar, demonstrar algum respeito, essas coisas. Mas eu faço a minha parte. Vejo o quanto sou respeitado lá fora pelo que faço, quando indico pessoas mundo afora, por exemplo, as pessoas encontram portas abertas e isso me orgulha muito, é fruto de muito trabalho. 
"SeES!" - Qual o jogo dos sonhos ou o sonho que você gostaria de realizar no squash?
Rafael - Cada dia no nosso esporte é um jogo diferente, ou seja, uma história diferente...Acredito que o jogo dos sonhos será aquele que no dia ou nos minutos precedentes ao mesmo será o ultimo da carreira profissional...
"SeES!" - Em média, quantos dias por ano você viaja a serviço do Squash?
Rafael - Tirando os domingos, quando não estou nas finais de um campeonato, todo dia é uma viagem, saio de casa para ir treinar ou competir sempre focado no Squash, minha vida vem sendo dedicada a essa paixão há muitos anos e até hoje nada me abalou...claro que temos altos e baixos, mas isso é coisa da vida mesmo...
Falou o número 1 do Squash brasileiro, Rafael Alarcon, um Gladiador por excelência. Que continue servindo de exemplo para o futuro desse esporte no Brasil e no Mundo. Saúde, Rafael!

sábado, 14 de agosto de 2010

Rápidas sobre Eleições no Brasil...


(Aninha Paula Franke - obrigado pelo insight do Luis Fernando Veríssimo!)

LATAM - Nasce a maior Companhia Aérea da América Latina

TAM e LAN CHILE firmaram acordo para fundir suas operações. Com isso, cria-se a 18º companhia aérea do mundo e a maior da América Latina, com 40 mil funcionários. Ambas as marcas serão mantidas sob o “guarda-chuva” de uma nova empresa chamada LATAM Airlines, bem como suas operações. Com a notícia da assinatura do termo de intenções, ambas as empresas tiveram um “up” imediato em suas ações. As ações da TAM terminaram o dia com alta de 27,6% e as da LAN com 7,8%.
A nova empresa ganha poder de barganha na aquisição de aviões, trona-se mais competitiva na definição de preços de passagens e  passa a ter cerca de 17,5% de participação no mercado da América Latina. A Gol, 2ª colocada, ficaria com 9% desse mercado.
Maurício Amaro, Enrique Cueto, Maria Cláudia Amaro e Ignácio Cueto
O controle acionário da nova companhia vai ser compartilhado entre as famílias Amaro e Cueto, que ficarão com 29,3% dos papéis ordinários. O restante será pulverizado no mercado. A fusão será agora analisada por órgãos reguladores do Brasil e do Chile. Em 3 meses, deverá ser assinado o acordo definitivo.
Fonte: Estadão.com e Yahoo.com

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Redes Sociais - A Exposição pode lhe custar um Empregão

A consultoria Nielsen andou investigando hábitos de uso de redes sociais e detectou que 86% dos brasileiros usuários de internet transita em redes sociais e blogs. Só pra se ter uma idéia, os brasileiros somam 20% dos usuários do Twitter do mundo, não é pouca coisa. Pois uma coisa puxa a outra. A Robert Half, uma das maiores e mais respeitadas empresas de recrutamento e seleção em âmbito mundial realizou pesquisa com cerca de 2.800 executivos contratantes de diversos países. O Brasil lidera o ranking dos países cujas empresas,  no momento de uma contratação, pesquisam redes sociais para conhecer melhor os candidatos – 21% delas. Já no outro extremo, estão Bélgica e República Tcheca, com menos de 5%.
Dá pra entender a dimensão disso pra quem busca um espaço no mercado de trabalho? Pelo que tenho visto, infelizmente não. É só dar uma fuçada em algumas dezenas de perfis em redes como Facebook e Orkut, pra notarmos os absurdos que as pessoas colocam lá, depondo contra o próprio patrimônio. Hoje, aderir a comunidades como “eu odeio isso ou aquilo”, “durmo no emprego” e essas bobagens, já virou lugar comum,  a coisa é mais complexa que isso. A exposição inadequada pode assumir um caráter muito mais sutil e perverso: fotos estranhas ou inadequadas, excesso de intimidade, frases e textos mal escritos, diálogos sem fundamento ou com duplo sentido, tudo isso é “dar milho pro bode” fácil, fácil.  Vejo amigos meus, gente comum, distinta, dando um mole danado na frente do teclado, sem o menor sentido. E as redes estão se conversando, o que deixa tudo mais emocionante – hoje, se você está cadastrado no facebook, seu perfil é acessível no plaxo, por exemplo, basta clicar em um link. Aquela coisa de ter um perfil comportadinho numa rede e deixar rolar na outra, já foi - uma hora, a máscara cai.
Não fiz parte da pesquisa da Robert Half, mas certamente faço parte da extrapolação da amostra: para conhecer o candidato, mais que Currículum e bate papo, viajo mesmo nas redes pra saber quem é a pessoa. Se você é contratante ou candidato, faça o teste e navegue em perfis aleatórios – você vai tomar um susto. Sou a favor de redes sociais, estou em várias delas e pra mim é claro como respirar que esse é o futuro, a morte dos e-mails. Mas o primeiro mandamento pra usar isso de forma saudável e produtiva é entender a diferença entre a atitude virtual e a atitude real. No mundo real, o que você faz ou diz, uma, duas, talvez dez pessoas vejam e, com o tempo, esqueçam. Na web, nossos movimentos e atitude deixam uma marca, um rastro acessado por milhares de pessoas. E o que está lá, fica. Se Espirrar, Saúde!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

H1N1 - O Fim da Pandemia



"O mundo não está mais na fase 6 do alerta pandêmico de influenza. Estamos agora seguindo em direção ao período pós-pandêmico. O novo vírus H1N1 cumpriu, em grande parte, seu ciclo”.
Esta foi a declaração de Margaret Chan, diretora da OMS, no dia 10 de agosto de 2010, sobre o fim da Pandemia de Gripe Suina, iniciada há 1 ano a trás, quando a organização classificou o nível de alerta Pandêmico como 6. Segundo a OMS, estamos entrando num momento pós-pandêmico, no qual o H1N1 continuará circulando, assumindo a característica de uma gripe sazonal, com surtos localizados e de diferentes intensidades.
Segundo a Diretora da OMS, o surto pandêmico foi mais brando do que o esperado, porém a OMS continuará em estado de alerta, acompanhando a movimentação e a intensidade com que o H1N1 transita pelo mundo.
Fonte: Estadão.com

Flash Econômico 3 - Impacto (por Lourival Stange)

A Confiança do Consumidor vai para a Cama
Os 33 maiores varejistas do Brasil estão otimistas e investindo mais em 2010, com objetivos claros para 2011. O IPEA projeta PIB Brasileiro entre 5,5 e 6,5%, criando otimismo no mercado. Duas das maiores montadoras de pesados, Marcopolo e Randon, projetam faturamento recorde para 2010 e investimentos recordes em 2010, também com olhos em 2011. Um amigo, assim nem tão atualizado com os números da economia, me avisa: “estou abrindo mais um motel e investindo em outros três”. Perguntado sobre a razão do otimismo, se eram os números da economia e a confiança do consumidor, ele declara: “meu índice é a taxa de ocupação e o giro dos quartos”. Consumidor feliz, empregado, podendo comprar e pagar pelas suas contas vai mais a motel. Meu amigo, feliz com altas taxas de ocupação, com o aumento de giro (acreditem, uma média de 20 minutos), está também investindo para 2011 e, como todos os outros do início deste texto, pensando na copa de 2014. A economia vai bem, eu também estou otimista. Apenas 20 minutos e eu achando que era rapidinho demais. Estou, com este novo índice, mais feliz e mais otimista, também para 2011 e, espero, até a copa de 2014.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Livros ruins também podem fazer nascer "Monstros"

Se a criançada em casa vier com a orientação da escola de ler o “Quando Nasce um Monstro” - Sean Taylor e Nick Sharratt Ed. Salamandra (isso mesmo, o nome do livro é esse), questione a escola. Esse título já me desceu quadrado, mas fui à cata do tal livro, cuja capa sugere um humor leve, um monstrinho verde sorridente, dentro de um carrinho de bebê. A chamada na contra-capa também é curiosa: “Para quem ler este livro de monstro, existem duas possibilidades: ou a pessoa o lê à noite, e ri até cair da cama, ou... lê de dia, e ri até cair no chão... Mas de jeito nenhum vai escapar de dar monstruosas gargalhadas! Um livro cheio de possibilidades e de piadas!” Saí da loja e, enquanto lavava o carro, fui ler o livro pra ver as "piadas" – até agora estou me perguntando que livro é esse.
32 páginas de desenhos com, no máximo, 3 até 5 linhas de texto e com letras BEM garrafais, um belo presente à preguiça da garotada, mas tudo bem, vá lá. Mas o texto não ajuda – é pobre, pobre “de marré de si”. Criança fantasia tudo, mas tem limite - não sei como alguém pode engolir algo como: “Se o Monstro Come você, acabou a história. Mas se você o leva pra escola, existem duas possibilidades: ou ele senta quietinho, faz toda a lição e se torna o primeiro monstro a jogar no time da escola, ou...ele come a sua Professora”. Deixa eu esclarecer: aqui no caso, não existe nenhuma alusão maldosamente bi-transitiva no verbo “comer”. É um texto de puro mau gosto mesmo. E o texto viajandão continua: “Se o Monstro senta na praça, acabou a história. Mas se ele segue para as Florestas Distantes, existem duas possibilidades: ou ele encontra um Hotel Carésimo no caminho, e resolve dormir lá (uma nota minha: notem a vírgula antes do “e resolve” – Deus do Céu, ESTÁ NO LIVRO!), ou ele dá a volta no prédio, encontra um guarda-chuva velho e resolve dormir embaixo dele.”. Perguntei pro meu moleque o que ele achou do livro: “Pai, forçou a barra, muito ruim”Será que a professora que indicou essa pérola sabe o que é “O Pequeno Príncipe “(Saint-Exupery), ou mesmo “Flicts” e toda a ótima produção do Ziraldo? Me preocupa muito o que esse pessoal do ensino anda lendo lá na escola. Por isso, cuidado. Se esse livro bater à sua porta, afaste seus pequenos leitores dele e pergunte mesmo qual a orientação pedagógica da escola quando o assunto é leitura. Eu estou fazendo isso e aguardando uma resposta. O que será que vai vir? Existem duas possibilidades: se a orientadora aceitar minha queixa...

domingo, 8 de agosto de 2010

Obrigado, Pai (especial Dia dos Pais)

Esses dias recebi um mail perguntando se eu tinha alguma forte lembrança sobre “Dia dos Pais”. Parei, pensei...tenho sim. Lembro de uma noite muito fria de inverno, a cidade era Gramado/RS, o ano era por volta de 1988.  Não sabia dirigir. Um amigo e a namorada, bêbados, forçaram a barra pra que eu pegasse o carro. “Não sei dirigir”, disse. “Eu te ensino. Vai, pega logo”, veio  a resposta. O resultado: Um lindo fusca 86 jogado dentro do jardim de uma casa, depois de uma porrada com outro carro (que conseguiu fugir do local) num cruzamento qualquer de Gramado. Todos bem, sem polícia no meio (cidade pequena era assim, creio que ainda é), o susto passou, mas aquele final de semana estava acabado. “Porra, meu pai vai me matar”,  ouvi do meu “amigo” que com o susto, curou o porre. “Fica frio que vou pagar o prejuízo”, falei. O dublê de amigo, apesar de também ter culpa no cartório, aceitou de pronto.
Na volta pra Porto Alegre, não se ouvia uma mosca além do barulho do vento a bordo daquele fusca torto e com a porta amarrada por arame. Era aquele gosto amargo, a horrível sensação de derrota. Pensava: “Ok, vou pagar essa merda com a grana que guardei, mas...o que vou dizer pro meu pai?” Cheguei em casa, momento de dar a notícia, que foi dada sem rodeios, firme, de forma respeitosa. Meu pai ouviu atento, pensou e cortou o silêncio: “Filho, tu tens grana suficiente pra pagar isso?”. Fiz que “sim” com a cabeça. “Então filhão, agora tu entendes melhor do que ninguém o preço e o risco de pegar carro emprestado sejam quais sejam as circunstâncias, né?” Fiz outro “sim” com a cabeça, morto de vergonha. “Beleza, então levanta essa cabeça e vai em frente que acidentes acontecem e que bom que vocês estão bem, se precisar de alguma ajuda me fala.” Dito isso, foi cuidar dos discos dele, tranquilo e sereno. E eu, passei 4 meses pagando o conserto. E também fui fazer 40 aulas de auto-escola, porque o susto foi realmente grande (também nunca mais vi o tal “amigo”).
Bom, e sobre o que o Dia dos Pais me lembra? Valores. A história acima foi sobre como aprendi mais uma lição sobre valores. Eles são a base de um caráter e de uma atitude, algo que só um pai pode dar. Se tudo começasse pelos valores, a conversa sobre integridade, honestidade, cidadania e tudo o mais acabaria por aí. É o que salva uma sociedade inteira. Obrigado Pai. 

sábado, 7 de agosto de 2010

Rápidas sobre Patentes e Genéricos - Lipitor

300 milhõesisso é o que a Atorvastatina movimentou no Brasil em 2009. Não é à toa que, com o vencimento da patente no final de 2010, vários genéricos do Lipitor estão na boca do canhão de muitas empresas. O Lipitor é hoje o remédio mais usado no combate da hipercolesterolemia.     
A ANVISA já liberou Biosintética e EMS para o lançamento e ambas preparam a alça de mira. A conceituada escola de negócios Wharton realizou estudos que comprovam que genéricos ganham rapidamente quase 80% do mercado depois de expirada a patente do original. Então, certar esse mercado pode valer uns quase... 300 milhões. 

O Pró Genéricos, considera que feita a liberação do Viagra, Diovan e Lipitor serão movimentados no Brasil uns US$ 400 milhões, ou um crescimento de 7% de vendas. Vale ou não vale toda essa corrida? 
fontes: revista Exame jun/06 e ago/10 & Estadão.com

"Ouquêi, Dániel, let's speak english again..."

O post sobre aulas de inglês por Skype deu o que falar (Ouquêi, Dániel, let's speak english...). Foram dezenas de comentários no Linked In e, dentre eles, várias solicitações de referências sobre o curso. Então, com autorização do Darlington e a pedidos, aí vai:
Escola: Speakers Idiomas
Tutor: Darlington George – 011.9501.1768 (foto)
Reforço que, conforme a experiência nos mostra, quem faz uma parte da qualidade de um curso é o esforço individual do aluno, disposto ou não a se expor e falar. Mas um bom método e um professor preparado pode fazer a outra parte, com certeza. Vale à pena, depois vocês me contam, "ouquêi"??

Pequenos Expressionistas

Este final de semana, o mercado de obras de arte está aquecido, vai ter Modigliani, Portinari, Picasso à vontade. Um que outro Salvador Dali ou Van Gogh, também tem. São obras raras, porque têm um único ponto em comum:  vão sair da cabeça (e, porque não, do fígado e do coração) de milhares de artistas célebres cujo objetivo é um só - fazer o melhor desenho de todo o mundo pro papai. Por isso são trabalhos únicos, com traços únicos e com todo tempero expressionista o qual não se vê em obras dos grandes artistas (aliás, tem uns de Salvador Dali que, convenhamos, literalmente coisa de louco. E com aquele bigodinho, ninguém merece...). O Dia dos Pais faz milagres, a verdadeira multiplicação das artes – todas autênticas. Qual museu no mundo conseguiria reunir tantos cérebros e idéias? Taí um museu que ainda não foi inventado – “Museu do Papai”, para que todos os artistas possam expor suas obras e serem apreciados. Só a “vernissage” seria um arraso (única no mundo que não teria críticos). Prepare-se, se você tem um artista em casa, vai ganhar a sua tela. Eu já ganhei o meu Gauguin (foto).
fontes: wikipedia e história da arte wesite

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Flash Econômico 2 - Impacto (por Lourival Stange)

Ficha limpa, limpando a Economia
Joaquim Roriz acaba de ter seu registro de candidato (pelo PSC) ao Governo do DF negado, porque, como tantos políticos que se sabem culpados, renunciou ao mandato para não ser cassado por quebra de decoro parlamentar e, além disto, porque não pagou uma multa de cinco mil reais por propaganda antecipada. Todos nós sabemos o que decoro significa na realidade, são aqueles atos criminosos que os políticos cometem e diz-se que se conduziram de maneira não digna a um representante do povo. Lembremo-nos do mensalão, que virou apenas decoro. Coisa semelhante ocorreu no RS, onde a candidata Maria do Rosário também teve seu registro de candidata ao Senado negado, porque deve novecentos mil reais em contas não pagas de sua candidatura a prefeita da Cidade de Porto Alegre. Ela alega que a dívida é do partido (aqui o PT) e não dela e que não tem recursos pessoais para pagar, mas era ela, pela lei inclusive, a responsável pela administração da campanha. Mas e o que tem isto em relação à economia? Uma relação simples e direta. Se evitarmos que corruptos e maus administradores assumam cargos majoritários (governos) ou proporcionais (senadores, deputados e outros), estaremos reduzindo os gastos dos governos, todos eles, uma vez que os incapazes geram corrupção pela omissão e os capazes corruptos geram pela ação. Se retirarmos do mercado os políticos incapazes de fazer o bem para a sociedade, sobrará mais dinheiro dos impostos, estes podem ser reduzidos, sobrará, então, mais dinheiro no bolso do cidadão, este gastará mais, haverá mais produção, mais empregos, mais renda. Como vemos, a Lei da Ficha Limpa tem um impacto direto no processo econômico e no bem-estar da população.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

TAKEDA desembarca no Brasil, a menina dos olhos do mercado mundial farmacêutico

De acordo com o IMS Heath, empresa que audita o segmento farmacêutico, esse mercado no Brasil vai crescer até 2013 algo entre 8% e 13%, bem mais do que os 4% a 7% esperados por parte de países mais maduros como  EUA, Japão, França, Alemanha, entre outros. Claro que isso faz com que empresas muito bem sucedidas em seus países de origem e que até então viam o Brasil como um mercado distante, comecem a desembarcar por aqui.
É o caso da TAKEDA, o maior laboratório farmacêutico do Japão que, embora pouco conhecido por essas bandas, tem 227 anos e opera em diversos mercados importantes, como os EUA, China e a maior parte da Europa. A TAKEDA chegou ao Brasil no final do ano passado e está em processo de formação da sua estrutura operacional. A empresa vai importar sua linha de produtos, focada nas áreas cardiovascular, gastroenterologia e oncologia.
Segundo especialistas, por ser o Japão o segundo maior mercado mundial em medicamentos  (70 bilhões de dólares, 6 vezes maior que o do Brasil e perde apenas pros EUA) e pela a distância entre os 2 países, até o momento o Brasil não despertava grandes interesses por parte das companhias farmacêuticas. Como hoje, praticamente as 20 maiores companhias globais tem fortes operações no país (foto), certamente essa visão está mudando. 
fontes: IMS Heath website, Sáude business web

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

"Ouquêi, Dániel. Let's speak english..."

Já fiz zilhões de cursos de inglês. Privado, em sala de aula, curso caro, curso barato, bem ruins, muito bons, de todo o tipo. Por onde passei, testei no mínimo 3 escolas diferentes. Numa das tentativas, sentei em frente à “professora” e começamos a conversar – contei 22 palavras as quais ela não conhecia o significado e ficava toda envergonhada por não ter um dicionário a mão. Claro que não voltei mais. Numa outra vez, uma professora resolveu achar cármico eu tê-la escolhido pra me dar aulas. Minha esposa não gostou nada disso, não durou 2 aulas (e sinceramente, minha mulher tinha razão). Há 10 anos fui estudar 2 meses fora do Brasil. Foi inesquecível, mas com uma boa preparação antes da viagem teria aproveitado mais. Digo isso pra todo mundo que me pergunta – se prepare antes, ou vai ser o turismo mais caro que você já fez. O meu foi, mas não reclamo. Se permitir uma experiência destas não tem preço. E também digo mais: não crie falsa esperança de que o idioma de Shakespeare vai baixar como um exú sagrado e te fazer falar se você não brigar por isso – aulas não fazem milagre, tem que querer muito falar...e falar. Errado mesmo, mas falar.
Nesses últimos tempos, empenhei um novo desafio: aulas via Skype com meu professor e amigo Nigeriano. No início, Darlington (foto, canto superior) aceitou por ser um gentleman: “Ouquêi, Dániel, vamos fazer um teste por uns dias.” Mas na segunda aula eu mesmo já achava uma completa loucura. A conexão cai, a imagem congela e aquela impressão de que enxergando a pessoa via webcam vai ficar melhor foi pro espaço, fica só a voz. Mas logo parece que o ouvido se torna amigo do idioma, você relaxa. E começamos a ver uma enorme vantagem. Uma ligação de fora, por exemplo, deixou de ser aquele tabu, fiquei bastante abusado.  
Via Skype, o inesperado acontece. Afinal em qual curso eu teria um intensivo sobre a roubalheira dos políticos Nigerianos no caso Hallyburton e cairia na gargalhada no final?
A inconstância da web passou a ser um aprendizado também, pois ficou mais parecido com o mundo real, sua atenção fica mais aguçada. E o teste por uns dias? Até aqui, 5 meses e tudo bem, graças a Skype e ao Darlington, com sua imensa paciência tibetana e um senso de humor levemente cáustico. “Ouquêi, Daniel, see you on the next class!” Com certeza Darlington.