Mostrando postagens com marcador genéricos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador genéricos. Mostrar todas as postagens

domingo, 7 de novembro de 2010

Biossimilares - próxima aposta no mercado farmacêutico

Remédios biotecnológicos são 1/5 do mercado de medicamentos no mundo e à medida que as patentes de produtos convencionais vão expirando, o investimento das empresas na produção de genéricos desse segmento fará esse mercado crescer ainda mais. Um exemplo? Pfizer fechou acordo com a Indiana Biocon para a produção e venda de insulina – Biocon produz e Pfizer vende. Mais gente prepara fortes acordos nesse sentido.
Entrar no mercado de Biossimilares parece ser o caminho natural no curso de empresas do segmento farmacêutico. Apesar da complexidade que envolve a produção destes medicamentos, as empresas de genéricos tem cada vez mais acesso à tecnologia de ponta. Permanece o desafio frente às agências reguladoras e ao médicos, uma vez que eventuais diferenças entre o original e a cópia podem significar risco para o paciente - neste caso, a vantagem natural é das empresas farmacêuticas tradicionais.
Apesar de muita gente meter o olho nesse mercado, a barreira de entrada vai ficar por conta das empresas já estabelecidas. Desta forma, poucas vão ser as eleitas, provavelmente mediante parcerias estratégicas (exemplo da Pfizer) – isso evita enorme desgaste com brigas judiciais e ninguém sairia ganhando muito com isso.
fonte: The Economist

sábado, 7 de agosto de 2010

Rápidas sobre Patentes e Genéricos - Lipitor

300 milhõesisso é o que a Atorvastatina movimentou no Brasil em 2009. Não é à toa que, com o vencimento da patente no final de 2010, vários genéricos do Lipitor estão na boca do canhão de muitas empresas. O Lipitor é hoje o remédio mais usado no combate da hipercolesterolemia.     
A ANVISA já liberou Biosintética e EMS para o lançamento e ambas preparam a alça de mira. A conceituada escola de negócios Wharton realizou estudos que comprovam que genéricos ganham rapidamente quase 80% do mercado depois de expirada a patente do original. Então, certar esse mercado pode valer uns quase... 300 milhões. 

O Pró Genéricos, considera que feita a liberação do Viagra, Diovan e Lipitor serão movimentados no Brasil uns US$ 400 milhões, ou um crescimento de 7% de vendas. Vale ou não vale toda essa corrida? 
fontes: revista Exame jun/06 e ago/10 & Estadão.com

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Aché investe R$ 120 milhões em Genéricos

O laboratório nacional Aché está investindo R$ 120 milhões para produzir medicamentos genéricos e similares que estão para perder a patente nos próximos meses. Entre 2010 e 2011, são cerca de 25 medicamentos de marcas que devem ter sua versão genérica no mercado interno. "Temos mais de 100 projetos em andamento, que deverão ser lançados nos próximos três anos", disse ao Valor José Ricardo Mendes da Silva, presidente da companhia.
Terceiro maior laboratório de genéricos do Brasil, com faturamento bruto de R$ 1,9 bilhão (dados preliminares de 2009), o Aché está acompanhando atento os medicamentos de marcas que terão a perda de patente entre este ano e 2011. Neste ano, serão cerca de 10 novos produtos entre genéricos e similares do Aché no mercado interno.
Segundo Mendes, a empresa também deve intensificar acordos para licenciar medicamentos no Brasil. A companhia busca parcerias de "mão dupla". Ou seja, o Aché licencia medicamentos de um laboratório internacional e também concede seus produtos para o mesmo fim para comercialização no país de origem da companhia parceira. Em 2007, a empresa fechou dois importantes acordos neste sentido. Um com a mexicana Silanes para levar medicamentos da linha cardiometabólica ao México e com a alemã Beiersdorf para trazer ao Brasil a linha de dermocosméticos Eucerin.
Neste ano, o laboratório planeja fazer o lançamento de sua própria linha de produtos dermatológicos, afirmou Mendes.
O grupo também já está investindo R$ 70 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de novos medicamentos. Mendes negou ao Valor que a companhia tenha virado alvo preferencial de possíveis aquisições por parte de outros laboratórios - embora tenha sido sondado diversas vezes nos últimos meses.
O executivo afirmou que vai negociar parceria com uma multinacional para medicamentos voltados para oncologia, mas não detalhou as negociações. A empresa tem entre seus principais medicamentos o Alenia (para asma), Artrolive (artrose), Betalor e Lotar (cardíacos).
Fundado em 1966, o Aché conta com dois complexos industriais, um em sua sede em Guarulhos (Grande São Paulo) e outro na capital paulista, no bairro Jurubatuba . O portfólio da empresa elenca 250 marcas em cerca de 600 apresentações de medicamentos sob prescrição, genéricos e MIP (isentos de prescrição). A companhia é controlada pelas famílias Dellape Baptista, Siaulys e Depieri.
Nos últimos anos, a empresa engrossou o movimento de consolidação no setor. Em 2003, o laboratório incorporou a farmacêutica alemã Asta Médica do Brasil. Dois anos depois, deu um importante passo com a compra da Biosintética Farmacêutica, que possibilitou à companhia entrar no segmento de genéricos - hoje os produtos são comercializados sob a marca comercial Genéricos Biosintética. Em 2008, a empresa firmou parceria com a americana RFI Ingredients, marcando a entrada do grupo no mercado americano e canadense com a comercialização do creme anti-inflamatório Acheflan. O Aché exporta seus produtos para 12 países.
( fonte: Valor Online - 28/01/2010)