terça-feira, 19 de outubro de 2010

Um Brasil de Tiriricas e Urnas Biométricas – parte II

Nunca mais uma eleição presidencial vai ser a mesma, sejam quais forem os resultados destas majoritárias no Brasil. Nunca mais vamos esquecer 2010. O fator internet mudou o referencial de jogo, mudou e vai continuar mudando o norte de tudo o que se diz e faz numa eleição, foi assim na disputa que elegeu Barack Obama nos EUA e vai ser assim daqui pra frente. Antes do Youtube, do Facebook e dos HDs de 1 terabyte, quem guardava recortes de jornais era considerado um expoente, preciosista e as pessoas podiam creditar escolhas erradas à memória curta, mas na era pós-internet, jamais.
Se por uma lado, as urnas biométricas mostram o futuro e as regras do jogo eleitoral ainda deixam o eleitor de saia justa, prestando contas com o passado, por outro lado, já não dá mais pra dizer “viu? eu avisei - passa o tempo, ninguém lembra mais”. Errado - só não lembra quem não quiser, bastará sempre 15 minutos de pesquisa na web, tá tudo lá, nada mais escapa – as gafes, as contradições, as declarações de hipocrisia, calúnia, as piadas de mau gosto. Está cada vez mais difícil desdizer o dito e afirmar que “não foi exatamente aquilo que queria dizer”. Quem não mantiver a coerência e a firmeza no discurso, dança. 
Fiz as pazes com o passado - ter um HD de 1 terabyte em casa ainda acho um pouco de exagero, mas comprei um de 500 gigabytes. Minha gaveta de recortes ficou vazia, mas minha memória, jamais vai ficar.  

Oportunidades no Mercado Brasileiro de Produtos e Equipamentos Médicos

O mercado de produtos e equipamentos médicos no Brasil, estimado em quase R$ 8 bilhões (US$ 4,5 bilhões), está em expansão. Depois de um crescimento de 6% em 2009, na comparação com 2008, deve aumentar mais 10% em 2010, segundo estimativas da ABIMO – Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios. O otimismo da indústria leva em conta as perspectivas de crescimento do País que deve ultrapassar 6% este ano. No mercado farmacêutico por exemplo, a expectativa é que haja um crescimento de 13% em 2010.
Os números da balança comercial do setor mostram que em 2009, as exportações somaram pouco mais de US$ 500 milhões, enquanto que as importações ultrapassaram US$ 2,7 bilhões; um déficit significativo. O setor público representou 21,5% das compras, o setor privado 68,6% e as exportações 8,8%. A constatação que o Brasil já é um importante ator ganha força no mercado internacional. No ano passado, efetivou negócios com compradores da Ucrânia, Polônia, Servia, Romênia e Moldávia e registrou mais de 3 mil contatos com representantes de 108 países na maior feira dirigida ao setor médico-hospitalar, que aconteceu na Alemanha. No entanto, os principais compradores são os Estados Unidos(25,8%), Argentina (8,1%) e México (6,9%). O Brasil possui cerca de 500 fabricantes de equipamentos médicos, hospitalares e odontológicos. As indústrias de médio porte representam 52,20% e as micro ou pequenas respondem por 25,7%.  
Os materiais de O.P.M.E – Órteses, Próteses e Materiais Especiais – utilizados em intervenções médicas, representam até 80% do total da conta hospitalar. O avanço tecnológico nessa área tem sido notável, principalmente em algumas especialidades como cirurgias de coluna, ortopédicas e cardiovasculares.Desde maio de 2010, todas as petições de solicitação de registro, revalidação e alterações pós-registro de produtos passaram a ter que apresentar protocolo de Certificação de Boas Práticas de Fabricação e Controle (CBPFC) emitidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Antes, a apresentação do certificado era restrita a medicamentos. É de competência da própria Agência avaliar o sistema de qualidade dos fabricantes de equipamentos e produtos médicos e conceder a sua certificação. Hoje cerca de 85% dos processos de registro de equipamentos médicos e  implantes ortopédicos não são aprovados na primeira solicitação; recebem pelo menos uma exigência por estarem mal-instruídos. Os motivos podem ser a ausência de um documento, de um teste ou até mesmo a falta de clareza na prestação das informações. A Anvisa no entanto, tenta acelerar os processos de concessão de registro, garantindo maior agilidade e competitividade entre as empresas.  
Segundo Glauco Santos, diretor da empresa de assuntos regulatórios Register Brasil: “Em virtude do grande crescimento deste setor no País, tanto os fabricantes nacionais quanto os internacionais estão cada vez mais interessados em expandir o seu crescimento, seja melhorando a qualidade da fabricação de seus produtos, seja analisando a possibilidade de possuir uma base de produção instalada no Brasil. Em um mercado que muitas vezes não possui uma concorrência no nível de qualidade e tecnologia necessária, as empresas estrangeiras estão cada vez mais ganhando espaço no mercado nacional.” 
É importante destacar que a resolução normativa da ANS (Agência Nacional de Saúde) – RN 211 de Janeiro de 2010 atualizou o rol de procedimentos e eventos que os planos de saúde estão obrigados a cobrir, incluindo os produtos de alto custo como os de OPME. Ela entrou em vigor em junho de 2010, com a inclusão de exames como a PET-scan (Tomografia por emissão de Positrons), a oxigenoterapia hiperbárica e a capilaroscopia periungueal. A RN 211, adicionou 54 procedimentos para os planos de saúde médico-hospitalares e 16 procedimentos para os planos odontológicos, totalizando um conjunto de mais de 3000 procedimentos. Isto obriga os hospitais e clínicas a se atualizarem e adequarem.  
No que tange a aquisição de produtos farmacêuticos, o Ministério da Saúde que baseia suas compras em menor preço, tem mudado a metodologia justamente para evitar comprar produtos de baixa qualidade oriundos especialmente de países em desenvolvimento asiáticos. O conteúdo local, tem se tornado cada vez mais importante nesta decisão. Tendência similar tem acontecido com o setor de equipamentos médicos. Os produtos fabricados no Brasil, passam por um controle de qualidade muito mais rigoroso, mas, por outro lado, evitam as elevadas tarifas de importação e aproveitam da maior proximidade com o mercado consumidor. Há um grande potencial para empresas internacionais, uma vez que muitos desses produtos ainda vêm de outros países.
fonte: Marcelo Sicoli e Thaise Mrad, consultores da Enter Brazil (matéria na íntegra)

domingo, 17 de outubro de 2010

Sobre Homens e Médicos

Meu trabalho sempre foi ligado à rotina médica. Tudo que fiz e faço tem sempre um profissional médico envolvido, diariamente. Aprendi a entender esse mundo, as mudanças, as crises, as expectativas, os conflitos. Como tudo que é profissão, na medicina existe o paraíso e o perverso, até aqui nada de novo. Fiz muitos amigos, profissionais médicos que ultrapassam em muito o sentido do próprio legado – seres muito humanos vestidos de médicos geniais. Com eles, aprendi muito (e continuo aprendendo) sobre suas práticas e sobre gente. Um exemplo? “Não faça nada com raiva. Na raiva, tomamos sempre as piores decisões.” – simples demais? Pense em quantas decisões tomou apenas por raiva (grato, Dr. Antonio Katsumi Kay pelo dia em que me passou essa lição). Outro exemplo? Num dos momentos de impasse na vida, recebi uma mensagem chamada “Encerrando Ciclos” a qual nunca esqueci e repassei a outros amigos pra que lessem (Dr. Geraldo Santana, sou grato até hoje por esse presente, tantos anos depois).
Dr. Antônio Issa, Dr. Marco Arthur Furlanetto, Dr. Sérgio Ribeiro, Dr. Luiz Carlos Adas, Dr. Mauro Knoll, Dr. Alfreli Arruda do Amaral, Dra. Tsukyo Kamoi, Dr. Levimar Araújo, Dra. Lígia Colucci, Dr. Flavio Quilici,Dr. Carlos Chone, Dr. Francis Gutierrez, Dr. Lee, Dr. Calixto, Dr. Carlos Eduardo, Dr. Aderbal...em vinte anos,  a lista é bem maior, não quero ser injusto. Grandes profissionais os quais admiro por excederem a profissão. Grey's Anatomy, House, E.R. geram fascínio e até divertem mas o dia a dia do médico é bem diferente. A eles e a você, profissional médico, desejo saúde e sucesso sempre, não só no 18 de outubro.

sábado, 16 de outubro de 2010

Cooperativas de Desconto - vieram para ficar

Se eu sei como funciona o Peixe Urbano? Como uma cooperativa de descontos - você se cadastra num site que te manda mensagens com mega descontos em serviços os quais você indicou que seriam do seu interesse. Esse é o propósito do Peixe Urbano e de outro, o Groupon. Como eles conseguem descontos tão inacreditáveis? Fecham com um fornecedor de uma determinada cidade um número mínimo de compradores garantidos em troca de um desconto bastante agressivo. Ao receber o mail, você mobiliza seus amigos para comprar também. Atingido aquele número de “reservas”, o desconto passa a valer. É como um “vôo charter”, baratinho, mas só sai do chão se as poltronas estiverem ocupadas. E onde o site ganha com isso? Fechado o grupo, eles levam uma comissão sobre o vendido. Caso o grupo mínimo de compradores para financiar a promoção não seja atingido, o site comunica o cliente por e-mail, a compra é cancelada e o dinheiro, devolvido.
O americano Groupon foi o pioneiro – surgiu em 2008 e já atraiu mais de 3 milhões de usuários só nos EUA. O modelo não é novo para produtos, mas em se tratando de serviços, tem atraído cada vez mais gente. Segundo Júlio Vasconcelos (dono do Peixe Urbano e representante do Facebook no Brasil), o Peixe Urbano, no ár desde março de 2010, procura oferecer o que tem de melhor nas cidades, o que atrai assinantes e satisfaz os anunciantes. É a extrapolação por trás da lógica das redes sociais, sem as quais esse processo coletivo talvez fosse improvável. Se o modelo vai dar certo? Só esse ano no Brasil já existem, no mínimo, 5 empresas concorrentes: Peixe Urbano, Groupon, Clickon, Citybest, We Go e Coletivar.
Não é segredo que nos últimos anos, a classe “C” tem sido o estrato da sociedade que mais tem aumentado seu poder de consumo. Pois nos últimos 3 anos, 45 milhões de pessoas pertencentes à classe “C” passaram a ter acesso à internet e a desfrutar das compras “on line”. Alguém ainda duvida que as cooperativas de descontos são e serão sucesso? Mas..o porque do nome “Peixe Urbano”? se alguém souber, comente, por gentileza.
Fonte: Readwrite website.& Revista Exame  

Quando Rosa é Azul

Se você olhar pro céu e enxergar um avião rosa se preparando pra pousar, não são os seus óculos, é rosa mesmo. A Azul (Companhia aérea brasileira) batizou de “Rosa & Azul” o modelo E-Jet 195 (matrícula PR-AYO), engajando-se na campanha de combate ao Câncer de Mama, uma parceria bonita com a Embraer e a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama - Femama. No discurso que fez na cerimômia de entrega do avião, Pedro Janot, Presidente da Azul, reforço a importância do engajamento na campanha, como forma de sensibilizar e incentivar o disgnóstico precoce. A tripulação do PR-AYO é toda feminina, elegantemente vestindo ROSA (foto) e assim permanecerá por tempo indeterminado.
Em carta aos funcionários, pede que conversem com parentes, amigos, conhecidos para ampliar a mensagem. Finaliza a carta dizendo: “a Azul é uma empresa feminina, com mais mulheres que homens a bordo. Ofereço esta homenagem a todas as mulheres da Azul, da Embraer e do Brasil”.
No comando do PR-AYO - só mulheres
Conversei sobre esse tema com um funcionário da Azul. Enquanto me relatava o ocorrido e me mostrava a carta, vi o fogo nos olhos dele. Não era um funcionário e sim um “militante” da Azul. “O Janot nos disse” – foi a referência por ele feita à carta. Precisa dizer mais?   
Aí está o “cabelo de Sansão” de uma companhia, a combinação explosiva – o fogo nos olhos de um “miltante” e a crença no líder. Começa pelo funcionário, passa para o dia a dia, no trato com os clientes e se transforma no sucesso de uma empresa.
Parabéns à Azul pela atitude ROSA, pela carta “do Janot”, pelo “comissário militante”.
Veja cobertura completa do evento, dia 07 de outubro de 2010 na Sede da Embraer clicando aqui: Evento “Rosa & Azul.
fontes: Carta aos funcionários da Azul Linhas Aéreas e FEMAMA website.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Remédios Falsos - ANVISA dá o primeiro passo contra a praga

Falsificação de remédios, há tempos, se tornou problema de Saúde Pública. Está difícil de comprar um medicamento e ter certeza do que se está comprando. No início de setembro, publicamos aqui o artigo “Remédios falsos – uma praga para ricos e pobres”, sobre países que sofrem com a leniência dos governos a respeito de medicamentos falsos. Pois a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recentemente determinou que a partir de 2011 as caixas de medicamentos sejam etiquetadas com um selo de autenticidade – já era tempo.
Toda a cadeia de comercialização terá um ano para se adaptar à nova lei, mais precisamente até 15 de janeiro de 2012 pra que todas as caixinhas estejam devidamente etiquetadas – assim, através de uma leitora ótica instalada pela Casa da Moeda em todo o estabelecimento credenciado pela ANVISA, o consumidor vai poder conferir se o que está levando é falso ou verdadeiro. Apesar do protesto de entidades representantes da indústria farmacêutica, alegando que a medida aumenta o preço dos medicamentos, o Vice-Presidente da ANVISA, Dirceu Raposo, afirma que o impacto financeiro da medida vai ter que ser absorvido pela cadeia produtiva. 
Segundo a Interpol , enquanto o narcotráfico movimenta cerca de 360 bilhões/ano no mundo, a pirataria bate nos 520 bilhões (dados de 2006). O Porcurador-Geral de Justiça do Paraná Olympio Sotto Maior, em entrevista ao Jornal Gazeta do Povo, afirma que “Viagra falso rende mais que cocaína e os criminosos sabem disso, tanto que estão migrando pra esse tipo de crime”.  Se a nova medida não for só “fogo de palha” eleitoreiro, parabéns à ANVISA. O futuro e os resultados práticos vão dizer se são parabéns merecidos ou não.
Fonte: G1, Gazeta do Povo, Hoje em Dia website

domingo, 10 de outubro de 2010

Tiririca & The Young Turks

The Young Turks. Isso diz alguma coisa? Pois pra mim, até ontem não dizia. The Young Turks é um famoso talk show americano transmitido via web, também pelo Youtube e pelo Sirius Satelite Radio (um modelo muito parecido com TV a Cabo, só que por rádio). Os vídeos são disponibilizados diariamente, como se fossem um podcast (ou videocast, no caso) e trazem entrevistas engraçadas falando de política, cultura, gente, moda, enfim de tudo um pouco. Mas de 18 milhões de pessoas acompanham o programa (e a gente acha que já conhece tudo por esse mundo).
Pois semana passada, o "TYT" veiculou um bloco especial sobre a eleição do palhaço Tiririca no Brasil. Isso mesmo. Marina Orlova, celebridade nacional na web, e Cenk Uygur, famoso comentarista de New Jersey, declaram ser fãs do Tiririca. Tirando qualquer conotação, foi a análise mais espontânea e realista que já ouvi sobre o assunto - mais próximo da vida real, o que mostra que desencanto com a forma de se fazer política num país há muito não tem sido um privilégio nosso, não mesmo. Vale à pena.

fontes: Youtube, TYT website & Wikipedia.

sábado, 9 de outubro de 2010

O tal de I ÊNE ÉSSE ÉSSE...

Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Qual a primeira coisa que te vem à cabeça? Aposentadoria, aviso dos tempos, impressionante o poder de um arquétipo. Pra um Executivo que lida com as mazelas da gestão de pessoas diretamente, isso é tema de discussão recorrente, sobre quem na empresa está para se aposentar ou não, quem já é aposentado, há quantos anos contribui.
Mazela – o Aurélio diz: Ferida, chaga, doença, enfermidade, moléstia, aquilo que aflige ou apoquenta; aborrecimento, desgosto.
Não deveria ser assim, mas a conotação é fato – nossa cultura trabalhista é herança européia, se aposenta quem para, sai de cena, deixa o mercado de trabalho. Nada mais falso – segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad-2005, do IBGE) de 2006, dos 10,5 milhões de aposentados do INSS por tempo de contribuição ou idade no Brasil, 7,7 milhões continuavam trabalhando. E, olhando a lei com atenção, quem ganha mais de um salário na ativa, no final, acaba ganhando menos. Só que, quem pensa que lá fora a grama do visinho é mais verde, nesse caso, pode ser – um funcionário público norte americano que se aposenta recebe 44% do valor do seu salário – nada de salário integral como aqui. Mas um americano “mortal” recebe em torno de 40% do seu ex-salário. Parece pouco? Então vamos pensar: quantos altos executivos brasileiros que recebiam 15 mil reais de salário, quando param,  passam a receber 6 mil de aposentadoria? Normalmente, bem menos que isso. No justo pelo justo, tudo é relativo.
E que tal “se aposentar” só com 70 anos? Pois segundo o colunista do New York Times e prêmio Nobel Paul Krugman, tem gente defendendo este teto na reforma do Social Security Americano. Mas temos algo em comum: tanto a previdência brasileira quanto a americana, não dão (nem darão) conta do progressivo aumento da população idosa – o futuro vai cobrar essa conta. Nada mais cultural (e romântico).
Fontes: Social Security online, Dicionário Aurélio & Notícias UOL online 

Olhem para o OUTUBRO ROSA o ano inteiro

Nunca tinha dado muita atenção ao Outubro Rosa, confesso. Até o dia em que comecei a me envolver com o tema detecção do câncer de mama e percebi que  tem um batalhão de gente que trabalha em silêncio por essa causa. Não dá pra deixar passar isso.
O Outubro Rosa surgiu nos EUA, em meados de 1990. Ações isoladas ocorridas em vários estados americanos motivaram o congresso a eleger o outubro como o mês  nacional da prevenção ao Câncer de Mama. As atenções se voltaram fortemente para a data quando aconteceu a Primeira Corrida da Cura em 1990, nos EUA, onde foi oficialmente lançado e distribuído o famoso laço cor de rosa.  Não se sabe ao certo quem criou e quando começou o ato de iluminar de rosa monumentos, pontes, prédios oficiais, mas essa passou a ser a “cara” do Outubro Rosa, tornando-se uma linguagem entendida em todo o mundo. No Brasil, as primeiras manifestações pelo Outubro Rosa aconteceram em 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera ficou rosa, em comemoração aos 70 anos da Revolução Constitucionalista. De lá para cá, diversos monumentos foram iluminados e realizaram-se diversos mutirões de mamografia através do envolvimento de governos estaduais e da iniciativa privada.  
Sobre a doença em si, informação na web é o que não falta e tem gente muito forte pra opinar e orientar a respeito, como o Doutor Dráuzio Varella em seu blog (clique sobre o nome dele). Então, me chamou a atenção a existência da FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), entidade criada em 2006 e que congrega as ONGs focadas na luta pela prevenção, detecção e tratamento do Câncer de Mama no Brasil. A FEMAMA está por trás das iniciativas envolvendo o Outubro Rosa, versão brasileira.  Mas eles fazem muito mais, desde trabalhar pelo acesso da população à mamografia, encurtar o período entre a detecção da doença e o tratamento e pleitear políticas públicas focadas no Câncer de Mama. Não é pouca coisa, pena que se veja tão pouca informação exposta a respeito. Pena mesmo. 


fontes: estadão.com, FEMAMA website & blog dr. Dráuzio Varella

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Bola de Cristal - Por Joelmir Beting

"Lembra-se do fim do mundo, lá na crise de 2008? Pois o relatório anual do FMI, divulgado nesta quarta-feira para a assembleia geral do fim de semana, projeta para a economia mundial, neste ano, expansão de 4,8%.Exatamente o torque de antes da crise. E o próprio FMI, no ano passado, também no relatório anual, havia projetado recessão global até 2012. 

Isso não é mais erro de previsão, é uma catástrofe. Até porque todo cenário pessimista é sempre levado a sério - "É isso mesmo". 
Cenário otimista, a bordo de reversão comprovada,é levado de nariz torcido, do tipo: "Só pode ser voo de galinha", e com a advertência: cuidado com o excesso de otimismo. Pois eu nunca vi, li ou ouvi alguém alertar: cuidado com o excesso de pessimismo. Não é surreal?" Blog Joelmir Beting - comentário na íntegra

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Joe Penna - de "guitarrista desconhecido" a celebridade

Segue a máxima de que os insights mais criativos, mais originais surgem de coisas muito simples e permanecem simples. Os vídeos de Joe Penna (Mister Guitarman), um brasileiro há mais de 10 anos nos Estados Unidos, só reforçam a tese. Ele largou a medicina pra se dedicar a fazer vídeos caseiros e não parou mais – seus vídeos já foram vistos mais de 95 milhões de vezes no Youtube. Só “Guitar Impossible” (abaixo), que junta música e muita edição em vídeo, hoje tem mais de 10 milhões visualizações – em julho de 2010, foi eleito um dos 20 diretores revelação do Festival de Publicidade de Cannes e mais recentemente assinou contratos de produção de comerciais para marcas como Coca-Cola e McDonald’s. Tá cada vez mais difícil encontrar conteúdo criativo no Youtube, que valha 3 minutos de atenção. Ele merece. 

fonte: folha online, Revista Galileu  e Youtube

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Um Brasil de Tiriricas e Urnas Biométricas

Eleição 2010 é passado. Segundo turno, futuro. Então se juntar passado com futuro, o que pode dar? Essa é a pergunta que me faço, respondendo a um mail que recebi – um leitor do blog perguntava se teria algum post sobre eleições. Não ia, mas reconsiderei. Vejo dois momentos claros nas eleições brasileiras – um passado e um futuro. Momento futuro – nesta eleição 2010, 60 cidades testaram as primeiras urnas biométricas – você põe o dedo na dita, ela faz a leitura de sua digital e pronto – não precisa qualquer documento. Mais de um milhão de pessoas votou desta forma. Ter o resultado de um pleito no mesmo dia já é história, inovação é mais que isso. Não gosto de tripudiar, mas não posso deixar de pensar nos coitados dos americanos naquela mal fadada eleição Bush vs Al Gore (lembra do caso da fraude na Flórida?). Lá, voto ainda é no papelzinho... Momento passado -  tudo tem o lado perverso.  À exceção do voto para o Presidente, no instante em que apertamos o ”confirma” de uma "ultra-moderna" urna eletrônica (moderna para os outros, abroad - pra nós brasileiros, elas estão aí desde 1996), não sabemos mais o que foi feito do nosso voto. Pra Senador e Deputado a regra do jogo é confusa e tendenciosa, deixando toda a responsabilidade sobre a cabeça do eleitor. Michel Temer se tornou deputado por causa das sobras de legenda na época e não pelo voto dos eleitores – periga virar Vice-Presidente. O palhaço Tiririca faturou mais de um milhão de votos por São Paulo e levou com ele mais três afortunados, cada um com menos de 100 mil votos (precisava mais de 300 mil para ser um Deputado legítimo). Inovação ajuda mas não faz milagre, quando o problema é cultural e ético. Será que dá pra criar uma urna biométrica que proteja o eleitor de um voto equivocado?
Fonte: estadão.com e talk show Lúcia Hipólito (rádio CBN). 

sábado, 2 de outubro de 2010

Eu e Fred Flintstone

Dublar um personagem famoso deve ser o céu e o inferno na vida de um dublador  – a estrela que não brilha, empresta o brilho.  Depois de personificar aquela voz, pegar uma caroninha na fama... e se mudam o dublador? é aposentadoria forçada, em se tratando de memória auditiva, rapidinho ninguém mais lembra.
Marthus Matias, ator e dublador (do Fred Flintstone) morreu em Campo Grande em 1995, de câncer – talvez desgostoso pelo ostracismo. Se o conheci pessoalmente? Mais ou menos. A Hanna-Barbera entrou em minha vida no fim dos anos 80. Desenhava e licenciava personagens “HB” quando desenvolvi para um cliente uma idéia: a Familia Flintstone ia desfilar por Porto Alegre no Dia da Criança. O evento não vinha sozinho, teria o suporte de comerciais de televisão, promoção em locais públicos, uma verdadeira festa.
No briefing pro cliente, precisava desesperadamente achar a voz do Fred. Queria usá-la no fechamento do contrato, nos comerciais, nos spots de rádio. Onde achá-lo? “Tá aqui o telefone dele, em Mococa, Interior de São Paulo”, disse por telefone Attiliano Martins, nosso Gerente de Marketing.
Peguei o telefone, respirei fundo e liguei – “Por gentileza, posso falar com o Sr. Marthus?” Uma voz feminina no fundo chamou “- Fred, é pra você!” – meu coração disparou.
- Alooou! Quem me procura?
Gelei do outro lado. Estava vivendo uma experiência – foi meio segundo enquanto eu não respirava e “Fred Flintstone”, em pessoa, me aguardava do outro lado do Brasil. Passado o susto, disse o quanto admirava a história dele, mas tudo o que eu dissesse não ia traduzir o que estava acontecendo. Contei o projeto – Marthus não acreditava que se abria possibilidade de voltar a dublar o Fred. Os 166 episódios antigos que se via na TV nunca mais deram chance ao guerreiro, não surgiu um comercial sequer onde pudesse voltar a brilhar – meu projeto acendeu a chama daquele senhor-lenda. Falamos por 30 minutos e todas as “gags” foram repetidas, os “yahbadahbadoos”, tudo ao vivo, ali mesmo. Combinamos falar para acertar tudo, mas dias depois, o plano Collor deixou o desfile do Flintstones na lembrança - eu e Fred Flintstone só voltamos a falar quando lhe dei a notícia. Fizemos um pacto de que um novo projeto surgiria, mas não pude realizar seu desejo. Pensei que ouviria aquela voz no longa metragem em 1994, mas não era ele. Nova decepção. 
Marthus, saúde e paz, esteja onde você estiver – nesses 50 anos de Flintstones, saiba que nunca esquecerei de você. Yahbadahbadooo!

"yabadabadoo" - 50 anos de "Os Flintstones"

Desenho animado já foi um passatempo mais romântico, mais inspirador. Correção: desenho animado já foi passatempo. E nesse assunto, sou saudosista sim, veja porque: 2010 (a.c!) é um ano especial na cidade de Bedrock. Fred Flintstone comprou uma gravata nova, desta vez não azul, mas laranja com bolas pretas. Wilma discute com Beth Rubble sobre qual vestido deve usar. Barney e Fred estão impacientes com o atraso das meninas e devoram um Brontoburguer com Cactus-Cola. Não é difícil imaginar essa cena – o carro de pedra vai lotado para a festa de comemoração dos 50 anos da família Flintstone. Esse desenho sempre fez e sempre vai fazer parte do inconsciente coletivo de muita gente – desculpem, mas Ben 10, Phineas e Ferb, Jimmy Neutron, Padrinhos Mágicos....são personagens feitos pra consumo rápido, não podem ser ídolos. Por isso, são e serão cada vez mais raros personagens infantis que podem se dar ao luxo de comemorar o seu 50ª aniversário. 
Os Flintstones
50 anos e mais de 300 milhões de espectadore
s
Existe uma diferença grande entre ver desenhos animados na TV e viver uma experiência. A experiência, mais do que diversão garantida, produz memória. E essa memória não morre, influencia comportamento e tem seus efeitos pro resto da vida – Os Flintstones, Scooby-doo, Penélope Charmosa, Space Gost, Mandachuva e Sua turma, capitão Caverna e uma lista enorme de “clássicos” da “Hanna-Barbera” (quem lembra desse nome?) preenchiam o recreio da criançada e essa criançada éramos nós. Detalhe: numa época sem TV a cabo, isso tem um peso e tanto.
Exagero? Em abril de 2010, o bombeiro de 34 anos Ed Robinson, e a mulher, Gayle Watson, de 29 (que nem eram nascidos quando Os Flintstones já brilhavam na telinha), fizeram da cerimônia do seu casamento uma verdadeira Bedrock, com direito a padrinhos vestidos de Barney e Beth e tudo o mais. Até o hospício da pequena cidade inglesa de Ilfracombe foi avisado. Tem louco pra tudo.
A Hanna-Barbera, produtora de todos esses desenhos, foi vendida em 2001 para o conglomerado Time-Warner (após a morte de um de seus fundadores, William Hanna) e virou o Cartoon Network Studios
E tem gente que prefere "A Vaca e o Frango" ou "Bob Esponja, Calça Quadrada"...
fonte: Wikipedia, R7 Notícias e O Estadão.com