terça-feira, 20 de julho de 2010

O Home Office ameaçado por abuso

A vida moderna mostra suas garras quando as pessoas começam a perder o senso do limite. O home office (escritório em casa), está deixando de ser uma conveniente cultura que mistura custo baixo, com mobilidade e bem estar, para ser um exagero.
As administradoras de condomínio estão de olho nos excessos cometidos por alguns condôminos que, não bastasse o barulho da rotina de um escritório, violam estatutos permitindo um trânsito absurdo de estranhos pra lá e pra cá. Já é difícil garantir um mínimo de segurança considerando o movimento normal necessário para que os serviços básicos em um condomínio aconteçam. Outros, espertos, usam água e gás para fins comerciais próprios e tratam de “sociabilizar” a conta. E esse é só um dos exemplos.
A legislação dos condomínios vai ter que passar por alterações que considerem essa nova realidade ou não vai prestar. Isso que a maioria deve usar laptops, desktops, fax... já pensou se fossem as barulhentas máquinas de escrever e os nada silenciosos aparelhos de "telex"?
fonte: administradores.com

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Avon investe em Ambulatório de Mastologia

O Hospital Aristides Maltez de Salvador (foto), na Bahia, inaugurou o Ambulatório de Mastologia Instituto Avon. A ala recebeu investimento de R$ 1,7 milhão da Avon e deve beneficiar mais de 62 mil mulheres nos próximos 18 meses, sendo que cerca de 30 mil farão parte do rastreamento mamográfico, com unidade móvel.
O ambulatório conta com toda a estrutura para exames clínicos, mamografia, sala de ultrassonografia e biópsia para pacientes com patologias mamárias, visando reduzir o tempo entre o diagnóstico médico e o início do tratamento para 30 dias.
O Instituto Avon, que investiu nos últimos sete anos cerca de R$ 26 milhões em projetos nacionais de saúde mamária, já doou 22 aparelhos de ultrassom e oito unidades móveis, dentre outras ações que possibilitaram a realização de cerca de 300 mil mamografias e a detecção de mais de três mil casos.
fonte: matéria na íntegra - Saúdebusiness web

domingo, 18 de julho de 2010

Quer Ser um Líder? Comece sendo Saudável

A Consultora de Marekting Maria Ana Neves publicou um post no linkedin que dá o que pensar: Faltam Lideranças nas Empresas. O tema não é um primor de surpresa, longe disso. Mas incomoda, sem dúvida, pois se continuarmos tendo essa percepção anos a fio, fico imaginando quanto recurso se vai, quando dinheiro se perde porta afora por não dar especial atenção à formação de líderes nas corporações. O ponto da Ana está embasado em pesquisa da Kienbaum (veja aqui o post), publicado em portais e revistas especializadas, não se trata de um tema esparso nem de uma percepção intuitiva. Lendo a matéria, vejo que um tema incomodativo mas que não foi mencionado na diferença entre um chefe antigo e um líder moderno se chama cuidado com a Saúde. Esse tema é complexo: Eu tive um chefe uma vez que dizia pra Deus e todo mundo que era depressivo e o fazia com certo "orgulho", como se a depressão fosse um passaporte para o existencialismo, uma postura mais filosófica...Isso não pode ser normal, desculpem.
Faz parte de uma cultura de gestão mais retrógrada "não ter tempo de se cuidar em prol do trabalho". Que exemplo é esse que se dá pra uma equipe? Se minha equipe um dia lêsse em minha lápide "aqui jaz um homem que morreu por seu trabalho" eu sinceramente teria vergonha. Eles precisam de um líder, não de um mártir, dá um tempo...Colesterol alto não pode ser uma competência profissional, mas a realidade nesse ponto é triste. Uma pessoa que cuida da saúde, não raramente, é percebida nos corredores corporativos como "vaidosa demais" ou, como já ouvi um comentário maldoso de um dublê de líder, "como é que pode trabalhar e ter tempo pra malhar, aí tem gato...". Gato, leia-se, trapaça, pilantragem...
Gerente que não dorme, come hambúrger debruçado no excell, que passa mail as 5hs da manhã (e quer que a equipe leia), fuma maços e maços diariamente, não cuida da aparência, quer dar que recado ao seu time?? O blog fala de Saúde (ou coisas relacionadas). Fica aqui o recado aos pretensos líderes: comece dando um bom exemplo às pessoas e salve sua equipe. E só refletir não dá, tem que agir hoje, pois um dos itens que diferencia o antigo chefe do novo líder é ter um discurso igualzinho à prática e aí o buraco é mais embaixo...fácil? Ninguém disse que era, não é verdade?

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Na arte como na vida real - parte 2

Conheci um desses Gênios Humildes a que se referiu o Jorge Fernando (post anteiror). Tive esse privilégio. Mas não era um popstar, pelo contrário, era tímido e não gostava muito de palco. Uma vez conheci e trabalhei com Milton Fukujima (1954-2008), médico, Gerente de Marketing e de Treinamento. Na Indústria Farmacêutica brasileira, poucos homens foram (e são) tão respeitados quanto o Milton (foto).
Um dia, comendo um sushi, ele me fixou os olhos e mandou: “-Você está para aprovar um projeto numa concorrência e, do nada, chega na sua casa um relógio lindo, caro, presente de um fornecedor que está participando dessa concorrência. Você aceita ou não aceita?” Respondi um “não” sem muita convicção, querendo saber o porque daquela pergunta. Ele, sábio, percebendo meu aparente embaraço de novato, sentenciou: “-Se um dia te oferecerem qualquer coisa sobre a qual você teria vergonha de contar pra alguém o motivo do presente, seja pai, mãe, filho...não aceite. Esta é sutil diferença”.
O que mais dizer? ele definiu tudo com tintas tão simples...Me senti pequeno diante daquele oriental magro, testa longa, de fala mansa, mas firme. Milton: esteja você onde estiver, o infarto fulminante não levou o seu exemplo, acredite nisso.

Na arte como na vida real - conversa com Jorge Fernando

O Ator e Diretor de TV Jorge Fernando participava de um evento em uma empresa onde trabalhei há uns anos atrás. Falava sobre a rotina nos bastidores da TV Globo, mostrando que, fora a fantasia e a ilusão das pessoas, a Globo era uma empresa normal como outras e que fazer novela era tão complexo quanto gerenciar qualquer outro grande projeto. Se você estoura um budget, te cobram. Se um patrocinador não gosta de uma cena, tem que refazer tudo e rápido pra não perder o timming. E a escalação do elenco é como escolher os melhores para um projeto arrojado. Se uma novela que custou milhões não emplaca nos primeiros capítulos, rola a cabeça do diretor e de mais algumas pessoas ou, no mínimo, a vida desse mesmo diretor fica bem mais difícil em futuros projetos. Deu o exemplo do aperto que passou com o fracasso da novela "As Filhas da Mãe" (2002), segundo ele, "um trabalho cuja proposta o telespectador não entendeu". Seu pescoço foi salvo pelo trabalho seguinte, "Chocolate com Pimenta" (2004), esse sim um sucesso de público e de crítica. Enfim, nada diferente do mundo corporativo. O resto é história.

No café, fui me chegando. Até que ficamos próximos o suficiente, fui perguntar: “- Jorge, entre os atores, quem é a verdadeira estrela e quem é a que quer ser a estrela?” Jorge Fernando é daquelas pessoas cujos os olhos claros indefectíveis mesmerizam - olhou através de mim, mexeu o café por uns 3 segundos e tascou: “- Gente como o Tony Ramos, a Nicete Bruno, o Paulo José por exemplo, a gente reverencia e eles ainda ficam envergonhados. Na hora de filmar, se um ator novato treme na base, ajudam, dão apoio, tranquilizam. Não é lindo? São sábios, gênios humildes. Diferente de gente que consegue uma ponta numa minissérie adolescente e já quer BMW, chega e maltrata os maquiadores, tem chilique no set.”

Nunca esqueci dessa conversa. Nada diferente dos corredores da vida corporativa. Gente pequena querendo ser grande e pessoas imensas que se notabilizam com pequenos gestos. Saúde e vida longa ao Jorge Fernando.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Uma Vacina anti-HIV

Pelos números das Nações Unidas, cerca de 33 milhões de infectados pelo HIV (dados de 2007). Ao mesmo tempo, morreram 2 milhões de pessoas e outros 2,7 milhões foram infectadas. Nesse contexto, descobrir uma vacina anti-HIV tem sido um tema desafiador na mesa dos cientistas. Já foram testadas mais de 100 vacinas desde 1987, mas sem avanços significantes até a última novidade: Um grupo de cientistas americanos descobriu um par de anticorpos extremamente potentes, criando uma possibilidade real de se ter uma vacina contra o HIV. A descoberta foi anunciada num estudo no Jornal Science recentemente como o primeiro desse tipo em mais de 10 anos de busca. De hoje até se ter a vacina, o trabalho é longo. Falta descobrir como esses anticorpos se aderem ao HIV e como isso pode servir de base para a vacina. A partir daí, é possível fazer estudos em animais e humanos.
O U.S. National Institutes of Health, instituição que mais pesquisa uma vacina anti HIV, tem instigado novas abordagens, por exemplo, forçando os cientistas a olharem mais profundamente para a estrutura do HIV e identificar fragilidades que possam ser melhor observadas.
"Nós decidimos mudar o direcionamento, fazendo perguntas básicas sobre o virus,”, diz Anthony Fauci, diretor do National Institute of Allergy and Infectious Diseases, uma parte do NHI. “Essa recente descoberta”, completa, “é resultado desse direcionamento”.
Os anticorpos mais recentemente isolados (foto digital) foram de um homem africano, local onde existem altas taxas de infecção e onde a vacina é absurdamente necessária e aguardada. Os dois anticorpos são dez vezes mas potentes que os descobertos até então. “Mas”, o Dr Burton alerta, “não quer dizer que essa força se traduza em proteção para humanos”. Ok, para se fazer uma longa caminhada, há de se começar com um grande passo e, ao que parece, este foi dado.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Hora de Virar a página 2

Ir ao começo de tudo, inventariar, buscar razões escondidas e renovar perspectivas. Esse vídeo é sobre isso - Return to Innocence. Saúde ao retorno!

fonte: Youtube

Hora de Virar a página

Dia desses eu conversava com uma consultora de RH sobre qual era, na opinião dela, o momento mais decisivo na vida de executivos com os quais ela trabalhava. A resposta foi direta: saber o momento de mudar, de virar uma página. “Daniel, ilusão a sua, isso acontece em todos os níveis”.
O problema é que a grande maioria dos Executivos acha que virar páginas é a mesma coisa que arrancar folhas, quer seja por arrogância, insegurança, apego, vai saber. Em setembro de 2009, falei de Resiliência aqui no "SeEs!" (a sutil diferença entre Energia e Força - capacidade de tomar decisões considerando a pressão de um ambiente tenso à busca por um resultado importante). Vejo essa definição como extremamente útil tanto pelo aspecto da resistência como o da noção de limite.
capacidade de tomar decisões considerando a pressão de um ambiente tenso - O resiliente precisa ter noção de limite. Ambiente tenso e ambiente tóxico são coisas completamente diferentes e aí entra uma palavrinha chamada humildade – pra reconhecer que aquele é um lugar onde você não quer mais estar.
a busca por um resultado importante – pergunta: importante pra quem “cara pálida”? E que resultado? Resultado também pode ser a preservação da saúde, da serenidade, do senso de coletividade, capacidade de tomar decisões e tudo o mais. Virar a página te faz deixar coisas pelo caminho, mas aproxima e antecipa um monte de outras possibilidades. Uma competência adormecida, a motivação pra fazer perguntas incômodas sem ser mal interpretado, um negócio novo e que você nunca tinha feito antes.
Isso explica em parte porque muitos Executivos de sucesso falham - não sabem identificar o momento de mudar o rumo da bússola. Há uns anos atrás a Siamar, empresa desenvolvedora de vídeos de treinamento tinha um filme chamado "Ventos da Mudança". Filme antigo, nunca mais vi ser usado em nenhum treinamento (o que considero injusto) - o principal questionamento em torno do filme, um desenho animado divertidíssimo, era sobre dois grupos de pessoas: os que queriam mudar e os que seriam atropelados pela mudança. E desafiava o espectador perguntando a qual grupo afinal pertencia. Nunca mais esqueci aquele filme, fiz até uma cópia em VHS (nem tenho mais video cassete, preciso copiar em DVD).
Mudar, dá medo sim, é humano, mas também é se dar a oportunidade de viver o elemento surpresa de forma saudável, amparado pelo aprendizado. Por isso, não tem porquê rasgar as folhas - basta virar a página. Eu estou virando a minha...
fonte: Fontes: HSM Management jan-fev 2004

quinta-feira, 8 de julho de 2010

EUA e o H1N1 – Lá, também tem desperdício

No ano de 2009, diante do pavor iminente de uma pandemia de gripe, o Governo Americano comprou mais de 200 milhões de doses da vacina antivírus H1N1. Quem fez as contas no gabinete de Mr. Obama, trocou zeros, se atrapalhou e se deu mal. Parte do estoque venceu e outra parte ainda vai vencer – um desperdício correspondente a 43% desse estoque. O pessoal lá tá podendo, não? Um dia queima petróleo para evitar vazamentos, outro dia queima vacina. Parece fácil mandar 260 milhões de dólares pro forno. Saúde e sorte aos amercianos com um governo destes...
(fonte: Tribuna da Bahia, por Rogério Paiva).

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Vitor Araújo - Radio Head com cara de Beethoven

Vitor Araújo, 20 anos – pernambucano. Um “gurí” insuspeito - quem passa por ele na rua, confundiria com um estudante de 2º grau, com pinta de roqueiro descolado. O que ninguém conseguiria perceber é seu talento – a menos que lhe deixassem sentar em frente a um piano. Virtuose, Vitor resolveu subverter o referencial de música erudita. Pegou “Paranoid Android" (Radiohead) e fez um clássico. E pegou outros e mais outros, do rock, do jazz, o que vier, vira tema de concerto pra ele. Mas uma espécie de “Mash up” sem menor cerimônia. Declaração singela dele: "Meu objetivo é quebrar o preconceito de que música erudita é difícil".
Quem mistura, dá formas, cria coisas improváveis e, por isso mesmo, revolucionárias, incomoda. Esse pernambucaninho topetudo incomoda a música tradicional, assusta. Ele desconstrói, descomplica e por isso, ofende o status quo.O que você achava que era música clássica até então, não é mais. Não Youtube, fez poucas e boas, vale conferir. Agora, ouça isso (e boa semana!).



fonte: Youtube e O Globo (Cultura)

domingo, 4 de julho de 2010

Não dê refresco aos bullies - parte II

Participei de uma de várias reuniões para avaliação de pessoas ao estilo 360 graus em minha empresa. Processo novo, denso, desgastante, mas funciona mesmo. Saí de lá com a cabeça cheia de idéias (e dúvidas) sobre como as pessoas se percebem avaliadas e o impacto disso no comportamento delas – de saída, ninguém fica confortável sabendo que outra pessoa está te “dissecando” e que isso vai gerar uma percepção (legítima ou não, é uma percepção) e essa percepção traz conseqüências. O que “consequência” quer dizer? Depende da atitude de quem avalia. Boas atitudes geram bons feedbacks, que geram mudanças positivas (isso se o avaliado tiver a fim, claro).
Pós-reunião, entre um chope e outro com colegas, a conversa enveredou pro medo que as pessoas têm de expor “fraquezas”. Acredito mesmo que exista uma raiz mal resolvida na forma como se avaliam pessoas e isso vem desde a escola. Provas, testes, campeonatos, quizzes. Tudo técnico, conteudista, mas cadê a competência e os valores? A primeira vez que ouvi falar de avaliações PPA, por exemplo, foi quando fui avaliado em minha primeira empresa. Era como estar entrando num enorme tomógrafo.
Desconheço métodos de ensino formal que privilegiem um forte mapeamento comportamental por competências. Se tiver alguma escola que invista fundo nisso, merece um prêmio. Fico imaginando um filho trazendo pra casa junto com o boletim, um PPA ou coisa do gênero – no mesmo dia, a orientadora liga pra mãe do garoto pra marcar uma sessão de feedback e, a partir daí, definem juntos um plano de ação para ajudá-lo a enfrentar as dificuldades e potencializar aquilo em que ele é "the best". Tudo de forma muito positiva e engajada no que é melhor pra criança, sem apelar pra estereótipos de comportamento ou coisas do tipo. Será que não funcionaria? Duvido. Pessoal do ensino, isso poderia ser uma poderosa arma anti-bullies, anti assédio moral nas empresas, etc...

Os Mistérios que envolvem o efeito Placebo

Placebo em latim, significa “algo para agradar” – O Dr. Tor Wagner, professor de psicologia na Universidade do Colorado, desenvolve estudos sobre Efeito Placebo, um tema controverso - Isso porque estudá-lo significa mexer com aspectos e fatores emocionais diretamente relacionados à saúde das pessoas e neste caso, ainda não existem respostas para muitas perguntas. E também porque pertencemos à uma cultura halopata, onde “aquilo que não tem efeito”, não pode curar. Mas estamos falando de qual efeito afinal?
A expressão “agradar”, mencionada anteriormente, não exclui o fato de haver também um benefício real do placebo com pacientes, tanto que pesquias apontam que 96% dos médicos acadêmicos nos EUA acreditam no seu efeito. A utilização dos placebos em estudos clínicos randomizados mostra nitidamente que existe uma resposta diferenciada e comparável. Mas porque alguns asmáticos e depressivos, por exemplo, reagem melhor ao uso de placebos do que outros pacientes? Não se sabe ainda e esse tem sido um grande desafio para cientistas obstinados como o Dr. Wagner.
O fato é que desconsiderar a presença do efeito placebo no arsenal terapêutico disponível seria o mesmo que duvidar do efeito benéfico da simples interação do médico com seu paciente como um recurso terapêutico. Tema bom pra continuarmos desenvolvendo mais adiante....
fontes: International Journal of Psychiatry in Clinical Practice (2006) e Folha Online - Eric Vance, NY Times - jul/2010)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Não dê refresco aos bullies

Assunto do momento: O bullying“todo o ato de violência, seja física ou não, intencional e repetitiva contra alunos de uma escola, impossibilitados de fazer frente às agressões sofridas”, segundo Ana Beatriz Barbosa Silva, psiquiatra da UFRJ e autora do livro “Bullying - Mentes Perigosas nas Escolas". E o criminoso se chama bully (agressor).
Começando a pesquisar, percebi que o bullying sempre esteve lá, não é novo, só o nome. Uso óculos desde os quatro anos, sempre adorei livros e era muito tímido – combinação explosiva - onde eu ia, tinha confusão. Seria o kit bullying perfeito, se eu fosse um pré-adolescente de hoje. Se emprestasse a juros todo o dinheiro de lanche que me roubaram só por sacanagem, era um homem rico. Só usava cordas duplas nas calças do moleton, senão...vuupt, era calça arriada em público a toda a hora. Ninguém merece.
O repúdio ao diferente sempre existiu, como uma patrúlia dos padrões de comportamento, nem sempre silenciosa, mas certamente eficaz. Hoje nas empresas, quando vejo um executivo á cata de um estereótipo entre seus subordinados, por exemplo, consigo ver esse cara no pátio do colégio, com seus 13 anos, humilhando um “nerd” em público e instaurando a lei da mordaça (“abre a boca e te cubro de porrada! E se amarelar,..também”). É uma pena, fico pensando quanta gente de valor desaparceu atrás de uma máscara de baixa estima porque um descerebrado desses achava isso normal e prazeiroso. Uma criança perturbada é mais cruel que dez adultos empilhados – usam, com precisão cirúrgica, o assédio psicológico.
Lembro que um dia enchi o saco de ser saco de pancada e fui à luta. Fiz dos meus óculos meu sabre jedi e aprendí a tocar violão – bem na época, pra insuflar o ódio dos meus bullies, a sorte deu uma mãozinha: Herbert Vianna lança “Óculos” (porque você não olha pra mim, por trás dessas lentes tem um cara legaaal...). A partir dalí, passei a dar as cartas pacificamente na turma do colégio, era o ínicio do meu aprendizado de liderança, sempre respeitando as diferenças e os diferentes. Mas não vou dizer que não foi doído, foi sim, não dá pra esquecer.
Quem é pai tem que olhar pra isso com atenção, não deixar o bullying barato. Vá pra cima com tudo, pois pode significar o futuro do seu filho. A Saúde dele, com certeza, agradece (Por trás dessas lentes também bate um coraçãão....).
fonte: "Bullying - Mentes Perigosas nas Escolas (Ana Beatriz Barbosa Silva - ed. Fontanár/2009).

Cidade Fantasma 2

Brasil e Holanda. O cenário é uma Curitiba Fantasma. Quando cheguei, o termômetro marcava dez graus, mas a impressão é que o clima foi esquentando a medida que o relógio se aproximava das 11hs. Meu amigo (e leitor do blog) Léo acompanhava comigo as primeiras movimentações em campo. Rompi o silêncio: “A Holanda tem tradição em futebol?”. Léo disparou: “hoje a copa do mundo é um campeonato europeu com equipes re-aranjadas. Os países representam bairros de uma grande comunidade onde a turma de baixo se encontra pra jogar com a turma de cima”. Silencio de novo até o primeiro gol. Léo, de onde você tira essas idéias? Isso é futebol politizado, ideológico. Não é pra qualquer um, fantástico. Uma pérola destas só me deixa um pouco mais consciente do quanto sou bronco nesse universo.
As cornetas urram (aqui no Brasil ainda não tem a praga da Vuvuzela, pelo menos). Dá a impressão que o Juiz está demorando um pouco pra apitar as faltas. Será que é o delay da HD TV? (O Léo riu da piada. Por uns segundos, me sentí futebolisticamente politizado também). Silêncio de novo, tensão no ár. Última vez que perdemos pra Holanda foi na copa de 74."Quem tem menos de 35 anos nunca viu a Holanda ganhar do Brasil", vaticinou Léo. “Léo, e o Dunga?”. Novo diparo: “Daniel, se fôsse numa empresa, como o Dunga seria percebido? O cara entrega resultado e o pessoal mete o pau, não faz sentido”. Perfeito, Léo. Novo urro na Rua e um berro no corredor: “Ih Dani, é o zelador festejando! Foi gol?”. Não era – alarme falso, de novo o delay do HD TV pagando pau pro radinho Coby do zelador. Brasil com um a menos, mas quando o Lúcio subiu buscando jogo, era o sinal - a coisa tava mal...2 a 1 Holanda. Pior foi o Galvão perguntando pro Falcão: "Falcão, você que já passou por isso duas vezes..." (leia-se, "você que é um perdedor de carteirinha"). Ai, Galvão...mancada justo na despedida do Brasil? Saúde ao Brasil em 2014!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Squash na Associação dos Servidores Públicos Municipais em Santo André, no ABC Paulista.

No final de semana de 26 e 27 de junho, aconteceu a 3° Etapa do Campeonato Brasileiro Juvenil de Squash e a Etapa do Master Brasileiro de Squash na Associação dos Servidores Públicos Municipais em Santo André, no ABC Paulista.

Para variar um pouco, a família Berbel "matou a pau". Berbelzinho ganhou o SUB 11 e SUB 13 e o Berbelzão, para não ficar atrás e "não perder a viagem", ganhou o MASTER C (acima de 30 anos das categorias 5° e 6° classe). Os dois não perderam nenhum set nos 2 dias de jogos. Com essa performance, valeria àpena a 3M pensar em criar uma equipe de Squash – já começaria com um atleta estrelado no plantel, uma super oportunidade promocional! Saúde à essa dupla dinâmica (acima, foto do clã Berbel).