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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Rede Globo proíbe menção às Redes Sociais em sua programação

A entrada das redes sociais no dia a dia das pessoas trouxe mudanças de comportamento importantes e a ilusão de ter mais amigos, mais emoção, mais sabedoria, mais fuxico, mais tudo... Nada disso isenta o fato de que são negócios muito bem estabelecidos e com o único propósito de gerar clientes e mais negócios. O público leigo se esquece disso, se é que a maioria das pessoas sequer se dá conta. Partindo dessa premissa que a Rede Globo proibiu a menção do Facebook e do Twitter em sua programação. A Globo entende que a simples menção a estas redes gera exposição em seus veículos e deveria, assim, ser paga (merchandising). Faz todo o sentido. 

A partir de agora, ao invés de mencionar os nomes, “grande rede social” ou “rede social de mensagens curtas” será a menção não paga das referidas redes.

Essa coisa de encontrar amigos (os de verdade, que são poucos), afagar os conhecidos, ler a vida dos outros, mostrar um carrão dos sonhos, o filhote...tudo isso vale quanto e pra quem? A Globo com certeza sabe que não é de graça...e "nóis?"
fonte: exame.com

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Na arte como na vida real - conversa com Jorge Fernando

O Ator e Diretor de TV Jorge Fernando participava de um evento em uma empresa onde trabalhei há uns anos atrás. Falava sobre a rotina nos bastidores da TV Globo, mostrando que, fora a fantasia e a ilusão das pessoas, a Globo era uma empresa normal como outras e que fazer novela era tão complexo quanto gerenciar qualquer outro grande projeto. Se você estoura um budget, te cobram. Se um patrocinador não gosta de uma cena, tem que refazer tudo e rápido pra não perder o timming. E a escalação do elenco é como escolher os melhores para um projeto arrojado. Se uma novela que custou milhões não emplaca nos primeiros capítulos, rola a cabeça do diretor e de mais algumas pessoas ou, no mínimo, a vida desse mesmo diretor fica bem mais difícil em futuros projetos. Deu o exemplo do aperto que passou com o fracasso da novela "As Filhas da Mãe" (2002), segundo ele, "um trabalho cuja proposta o telespectador não entendeu". Seu pescoço foi salvo pelo trabalho seguinte, "Chocolate com Pimenta" (2004), esse sim um sucesso de público e de crítica. Enfim, nada diferente do mundo corporativo. O resto é história.

No café, fui me chegando. Até que ficamos próximos o suficiente, fui perguntar: “- Jorge, entre os atores, quem é a verdadeira estrela e quem é a que quer ser a estrela?” Jorge Fernando é daquelas pessoas cujos os olhos claros indefectíveis mesmerizam - olhou através de mim, mexeu o café por uns 3 segundos e tascou: “- Gente como o Tony Ramos, a Nicete Bruno, o Paulo José por exemplo, a gente reverencia e eles ainda ficam envergonhados. Na hora de filmar, se um ator novato treme na base, ajudam, dão apoio, tranquilizam. Não é lindo? São sábios, gênios humildes. Diferente de gente que consegue uma ponta numa minissérie adolescente e já quer BMW, chega e maltrata os maquiadores, tem chilique no set.”

Nunca esqueci dessa conversa. Nada diferente dos corredores da vida corporativa. Gente pequena querendo ser grande e pessoas imensas que se notabilizam com pequenos gestos. Saúde e vida longa ao Jorge Fernando.