quarta-feira, 30 de junho de 2010

O mundo "entre aspas" 8


"A suspeita sempre persegue a consciência culpada; o ladrão vê em cada sombra um policial" (Willian Shakespeare)
"A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas" (Mário Quintana)
"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro" (Clarice Lispector - foto)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Rápidas II - Vuvuzelas

Sem mais comentários pelo 3 a 0 do Brasil no CHILE. O entusiasmo e o resultado são auto explicativos, né? Só insisto que com Kaká e sem Kaká tá dando tudo na mesma.
Ok, mas falando da tal da Vuvuzela, aquela corneta enorme e barulhenta, "musa" da Copa que faz parte da tradição futebolística africana (pelo menos é o que alardeiam os africanos): antes da Copa de 2010, provavelmente ninguém, a não ser os próprios africanos, sabia desse dito nome. No Brasil, versões menores (as quais chamamos de cornetas mesmo), já são velhas conhecidas. Curiosidade: 90% das vuvuzelas vendidas na Copa são...Chinesas. São feitas pela fábrica Ninghai Jiying plastics, em Ningbo, China (o site deles deve estar em mandarim, pois não achei nenhuma referência dessa empresa em inglês) – poucos meses antes da copa, a produção mensal passou de 10 mil para 250 mil vuvuzelas.
Essa enxurrada de cornetas teve um preço alto (além do ensurdecedor barulho) – muitos ambulantes encalharam com o estoque após a África do Sul ter sido eliminada da Copa. O preço unitário, que antes era de cerca de 9 dólares, despencou para menos de 5 dólares. Haja ouvido pra mais de 140 decibéis.
fontes: G1 website, wikipédia, BBC Brasil website.

domingo, 27 de junho de 2010

IPHONE 4 - Ligações Face to Face

A Apple lançou este mês nos EUA o IPhone 4. Com ele, pode-se conversar vendo a imagem de quem se fala e sendo visto também. A video chamada sempre foi um ícone do ideário futurista. Como esse ano a Apple totaliza mais de 100 milhões de Iphones comercializados, está feito o mercado para o Iphone 4. Agora um ponto curisoso: bancos de dados de imagens são muito mais pesados e caros de transmitir do que voice. Por isso, só será possivel fazer ligações de Iphone para Iphone e onde houver wi-fi – nesse sistema, a base para cobrança não considera volume de dados. Ok, é um detalhe que pode restringir um pouco o uso de saída, mas o lançamento do Iphone 4 abre uma enorma porta para que a concorrência busque melhorias. Na verdade, essa tecnologia já está disponível em aparelhos da Nokia, Motorola e Samsung, porém o desafio é justamente ter o serviço sem precisar pagar caríssimo por isso. Será que a empresa de Steve Jobs vai conseguir mudar esse eixo na definição dos planos de telefonia? No Brasil, Claro, Vivo e Oi afirmam terem sido pegas de surpresa pelo lançamento e não dão detalhes sobre possíveis planos para o Brasil.
Segundo a revista Isto é, outro ponto é a questão da privacidade, que nunca esteve tão ameaçada – o usuário sempre vai saber o que o outro está fazendo, o local de onde está falando. Mas isso não vai ser problema, pois assim como Steve Jobs, a criatividade do usário também não tem fronteiras.
Fonte: Isto È, junho 2010 e Apple website.

Inter e Grêmio - fascínio irracional

Clima de "Grenal", ânimos acirrados. Já falei aqui no SeEs! a respeito dessa coisa chamada Inter vs Grêmio, mas esse tema instiga, em todo e qualquer momento.
Conversava animadamente com dois jornalistas respeitados no Sul do Brasil (não vou falar os nomes em respeito a eles e para preservá-los, claro) sobre a irracionalidade da paixão despertada pelo futebol. Fato: os jornalistas evitam declarar para qual time torcem e isso no Sul é levado “na ponta da faca”, como diz a expressão máxima do gauchismo, principalmente em função da forte rivalidade Inter/Grêmio. E eles me contavam o porque disso  - pra um leigo como eu, uma bobagem, porém com consequências sérias pra quem é do meio.
Se um jornalista resolve declarar sua preferência, pode arrumar encrenca com o patrão (nesse caso, empresa jornalística), se esse for do time contrário – leia-se “o patrão” como sendo inclusive a empresa inteira, colegas, acionistas e outros jornalistas líderes de opinião (já viu o tamanho do problema). Aí o coitado sai do veículo e corre o risco de não arrumar mais emprego nos outros veículos cuja "orientação futebolística" seja também contrária ao do super sincero que resolveu “sair do armário”. Isso existe, isso é futebol (foto-tributo ao futebol e à Michael Jackson, assim já antecipo as homenagens).

Gerdau - Homem, Mito e uma poltrona apertadinha

Jorge Gerdau Johannpeter. Presidente do Conselho da Gerdau, um conglomerado de 16 empresas que fatura mais de 27,5 bilhões de reais, com 32 mil funcionários e presença em 9 países. Em 2009, foi considerado pela Revista Época um dos 100 homens mais influentes. Dá as cartas em importantes decisões político-econômicas do país, sendo uma voz frequente junto ao Presidente Lula ou representando o Brasil em fóruns internacionais com outros empresários de peso.
Pérai, aquele senhor sentado na 7C, num apertado vôo da Gol, indo de Porto Alegre pra Brasília bem que se passaria pelo Sr. Gerdau - e era ele. Se alguém foi escrever uma biografia não autorizada, anote: ele não usa um jato Gulfstream ou coisa que o valha, vai em aviões de carreira mesmo. E equilibra o laptop sobre a barrigona, desviando do encosto da poltrona 6C que um garoto literalmente jogou pra trás.
É tenso, energético, focadíssimo na leitura dos seus e-mails. Analisar aquele homem à meia distância dá uma sensação de soberba. Ele não tirou os olhos dos e-mails nem por decreto. Outro fato pra biografia: Jorge Gerdau levou pito da comissária e nem protestou – “desliguem laptops e telefones celulares, mesmo os com modo avião”. Um e-mail daqueles exonera um chefe de estado, mexe até com o horário de verão desse país, deixa o homem ler sossegado.
O mito sendo Ser Humano. E é engraçado, parece que só eu percebi sua presença, será que tem jornalista a bordo? Não - eu era o único “paparazzi” ali. Montei uma listinha rápida de inesperados que me dariam uns 15 minutos de fama nos jornais dia seguinte: lhe roubar o laptop e correr pro banheiro, deitar um copo de suco na camisa, um tapa na careca...e se for o derradeiro dia dele? Sai pra lá! Quando se espera uma decolagem a cabeça está meio desocupada - oficina do capeta.
Não, nada disso aconteceu. Chegando em Brasília, Jorge Gerdau desapareceu do mesmo jeito que chegou, rápido e discreto. O Jornalista gaúcho Adroaldo Streck uma vez contou em seu blog já ter encontrado Jorge Gerdau numa fila de vôos atrasados e perguntou porque ele não comprava um jatinho pra lhe facilitar a vida. A resposta: “porque os acionistas da minha empresa não gostariam”. Sem palavras. Saúde à Jorge Gerdau Johannpeter.

sábado, 26 de junho de 2010

Binge Drinking

Tomar um aperitivo é socialmente aceito, ninguém acha que seja um problema. Tão aceito que estranho é quando alguém numa festa ou happy hour não bebe - e certamente será o "pato" que vai levar o carro depois e carregar os manguaçados no final.
Você sabe o que é o “binge drinking”? É uma expressão que define o hábito de dedicar um tempo para tomar umas e outras com o firme propósito de ficar de pileque ou, no mínimo, alegre. A dosagem depende da cultura, dos costumes. No Brasil, o hábito recai mais comumente sobre os finais de semana.
Uma pesquisa feita em 2009 no Brasil com 54 mil pessoas foi divulgada pelo Ministério da Saúde e revela que 18,9% das pessoas exageram no consumo de álcool. Esse tem sido um tema considerado crítico e preocupante pelo Governo, pois boa parte dos acidentes de trânsito acontecem envolvendo pessoas embriagadas. Saúde aos que levam o carro no final da balada...
Fonte: wikipédia e Metro, o Maior Jornaldo Mundo

Farmacêutico quer receitar analgésico e remédio antigripal

Farmacêuticos querem ganhar, ainda neste ano, o poder de prescrever remédios vendidos sem receita, como analgésicos e antigripais. A medida está prevista em resolução prestes a ser votada pelo CFF (Conselho Federal de Farmácia). Se for aprovada, a resolução vai estabelecer que os profissionais receitem "tratamento de um transtorno menor", "não grave", sem relação com outras doenças ou uso de outros medicamentos.
A aprovação é "quase certa", diz o presidente do CFF, Jaldo de Souza Santos, e a medida passaria a valer imediatamente após publicação no "Diário Oficial da União" . Ele diz que a prescrição conteria dados do paciente, orientações sobre efeitos adversos, sobre o uso dos remédios e interações com alimentos e outras drogas. Ainda segundo o presidente do conselho, o consumidor não será obrigado a pedir a prescrição.
A proposta do CFF deve ser questionada na Justiça. No entendimento dos médicos, ela fere a legislação que estabelece a atribuição de diagnosticar e prescrever como exclusiva de sua profissão. O vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital, afirma que a iniciativa do CFF pode trazer riscos à saúde dos pacientes.
"Para prescrever, é preciso fazer um diagnóstico, e isso os outros profissionais de saúde [não médicos] não têm capacitação para fazer", diz. Ele questiona também o fato de a proposta estabelecer que o farmacêutico pode receitar em caso de "transtorno menor". "Não se pode ter tamanha subjetividade em uma norma", critica. O representante dos farmacêuticos nega querer invadir a função dos médicos. Santos diz que a "prescrição farmacêutica" tem dois objetivos. O primeiro é proteger o farmacêutico contra ações na Justiça: com o documento em mãos, ele poderia se defender de pacientes que reclamam terem sido orientados de maneira errada.
O outro objetivo, afirma, é dar mais segurança ao paciente, que receberia informações por escrito. De acordo com Santos, não está prevista a cobrança por esse serviço, mas isso poderia acontecer no futuro.
O presidente do Conselho Federal de Farmácia também nega que o novo serviço possa encarecer os remédios.
fontes: Folha Online 23/06/2010 - matéria na íntegra

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Cidade Fantasma

Portugal e Brasil, o jogo do sufoco. Robinho no banco, Kaka fora, depois daquela expulsão besta contra a Costa do Marfim, Portugal foi se defendendo no primeiro tempo e atacando muito no segundo. Não deixou barato, ficou em zero a zero.
A TV da recepção do hospital onde eu estava tinha fantasmas, hoje em dia um defeito fashion depois que inventaram a SKY, mal deu pra ver o que rolava em campo. Mas quase não assistí ao jogo, meus pouco mais de 45 minutos foram passados longe da Globo e dos estádios sul-africanos. Naquela hora, Porto Alegre era uma cidade fantasma. Perimetral, Oscar Pereira, Azenha, Parque da Redenção, João Pessoa. Só o som do motor, nem viva alma perambulando, como um cenário de "The Legend", com Will Smith - minha mochila era meu cachorro, meu capa-preta. Eu dirigia há quilômteros de uma televisão e isso me deixava estranhamente sozinho – ônibus eram raros, lotações sumiram, cenário de guerra – as pessoas estavam em casa, no trabalho, estocando futebol. Nenhum vendedor de bandeiras, nada.
Atravessei aquele portal e, chegando ao meu destino, fui acolhido pelo William, Eduardo, Correia, Ricardo e o João. A TV foi nossa fogueira, onde homens e mulheres se reuniram pra dançar e pedir a Deus, desejo isso, não esqueça daquilo (e Deus, ponha o Kaká em forma).
Ainda que a fogueira da antiguidade tenha sido substituída pela tela da Globo, é envolta da Sky HD que o calor humano impera. Ser humano é Ser humano e isso não muda.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Mercado Farmacêutico Brasileiro - o crescimento pela Sinergia

O Brasil do “Pibão” tá melhorando a renda do Brasileiro e o segmento que está rindo de orelha a orelha com isso é o farmacêutico. Segundo o IMS Health, empresa que audita o segmento, o mercado brasileiro já é o 9º no mundo e até 2011 vai ser o 8º. Um sintoma desse movimento são as fusões e aquisições ocorridas por aqui, pois são o termômetro importante do potencial de um mercado.
Em 2009, a Hypermarcas comprou a Luper farmacêutica e a Neoquímica. A Sanofi-Aventis assumiu o controle da Medley. A americana Valeant, com atuação tímida no país nos últimos 10 anos, comprou dois laboratórios: O Instituto Farmacêutico Delta e a Bunker farmacêutica. Para esse ano, essas movimentações tendem a continuar.
Por cultura, as companhias farmacêuticas crescem lançando novos produtos, uma prática cara, demorada e cujo resultado é de longo prazo. O jeito de encurtar o tempo para o avanço é comprando umas às outras.
Já a Eurofarma tem como estratégia reproduzir seu modelo de sucesso por toda a América Latina. Em 2009 comprou a argentina Quesada Farmacêutica e pra esse ano pretende entrar forte no Uruguai, além de aumentar sua presença no Chile, Colômbia e México. O plano é ser um dos maiores laboratórios do mercado brasileiro e marcar território em 90% do mercado latino americano até 2015. Dá pra duvidar disso?
fontes: ims heath website e Brasil Economia jun/10

Drogaria SP compra Drogão e cria maior rede farmacêutica do país

A Drogaria São Paulo anunciou nesta terça-feira a aquisição da rede Drogão, que conta com 72 lojas no Estado de São Paulo e tem forte presença em shopping centers.
O acordo, realizado por meio de troca de ações, dará origem à maior rede farmacêutica paulista e nacional, conforme comunicado enviado ao mercado pela Drogaria São Paulo. De acordo com o documento, as lojas da rede Drogão passarão a contar, gradativamente, com a bandeira da compradora. A Drogaria São Paulo informou ainda que prevê a abertura de 40 novas lojas este ano no Brasil.
Com o negócio anunciado nesta terça-feira, a empresa espera encerrar 2010 com mais de 360 lojas e faturamento de cerca de R$ 2,5 bilhões.
fonte: matéria na íntegra - Vivian Pereira, UOL Economia, 22/jun/2010 - reuters

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Livros digitais ou de papel? Dúvida cruel

Em maio, o post "Rápidas - Saraiva e os livros digitais" deu pano pra manga. Seja contra ou à favor, a discussão foi forte, com defesas unânimes sobre o irremediável futuro dos livros de papel. Pois em pesquisa realizada aqui no blog por 10 dias corridos (de 04 a 14 de maio/2010), ganhou o equilíbrio - 100% dos votantes apontaram que na verdade existe espaço tanto para livros digitais quanto para livros de papel.
Eu também acredito nisso - e creio que na verdade será o mesmo consumidor, adequando o formato à situação.
Saúde à diversidade de opções e Boa semana!

domingo, 20 de junho de 2010

O Galvão falou e a Costa do Mafim Dançou

Premeti a mim mesmo opinar pouco sobre o jogo Brasil e Costa do Marfim. O time de Dunga entrou em campo com atitude de Copa do Mundo: impondo o ritmo de saída. Só que a Costa do Marfim não vestiu a carapuça e partiu pra cima. Sobrou provocação dos dois lados, saiu uns sopapos, sapatada na canela, faltou respeito e um juiz que se prezasse.
Robinho tava menos participativo do que contra a Coreia, mas dando muita assistência, inclusive no primeiro gol de Luis Fabiano. Kaká, entrou cinza e saiu branco, aliás, vermelho (puxa, um cara com o currículo que tem precisava cair no conto do marfinense, mané?!) - até deu boas assistências, mas ainda longe do que é capaz. Sem Kaká contra Portugal, tá na hora de dar uma chance pro Ramires, quem sabe? Lúcio teve que, de novo, puxar jogo do fundo pra não deixar o jogo esmorecer – líder é líder e impôe o ritmo. Como no outro jogo, de novo a defesa comeu bola, levamos um, mas 3 a 1 ficou de bom tamanho. Valeu Luis Fabiano (e seu gol de braço) e Elano (guerreiro de novo). À turma pra lá de divertida com quem tivemos o prazer de assistir a esse jogo: Vani, Cássio, Cesar, Sílvia, Renata, Fabiano e Flávia, vamo simbora pra dança do vira!
p.s. - Vocês perceberam que o Galvão falou menos? Não? Nem eu...

sábado, 19 de junho de 2010

A cachaça e o remédio

Qual a relação que pode existir entre a cachaça Ypióca e um fitoterápico para câncer? Pois o mesmo grupo que produz a Ypióca está investigando uma molécula patenteada, em fase final de pesquisa clínica, para o combate ao câncer de mama e próstata – o aveloz, uma planta venenosa amazônica comumente usada como cerca viva.
Everardo Ferreira Telles, proprietário da Ypióca (e também da Naturágua) afirma que está perto de obter “uma droga revolucionária, capaz de combater o câncer sem gerar efeitos colaterais”. A Pesquisa é coordenada pela Kyolab (empresa de pesquisa farmacêutica) e pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein. Até o momento, os investimentos foram da ordem de mais de 40 milhões de reais.
A pesquisa do aveloz deve ser concluída em setembro de 2010. Durante o período de submissão à ANVISA (com a aprovação prevista para 2011), Telles vai definir como ele será produzido e comercializado. Considera 3 opções: buscar parcerias com laboratórios farmacêuticos, vender a patente ou levantar fundos via bolsa de valores para criar o próprio laboratório. De qualquer forma, a Ypióca fará a produção agrícola do aveloz, garantindo a matéria prima para a produção.
O principal negócio da Ypióca (com faturamento de cerca de 300 milhões), é a Ypióca Agroindustrial, com capacidade para 126 milhões de litros de cachaça e 20 milhões de litros de etanol. O grupo também engarrafa e distribui a água Naturágua, possui uma fábrica de embalagens plásticas em PET e PVC, a Yplastic, para atender à própria Ypióca e a Pecém Agroindustrial (embalagens feitas com bagaço de cana-de-açúcar e papelão reciclado). Não é pouca coisa...

Porque as Pessoas brigam tanto nas empresas?

O consultor Pablo Aversa (Senior Partner at Alliance Coaching) esses dias formulou uma pergunta irritante, uma vez que essa pergunta nunca quer calar: Porque as pessoas brigam tanto nas empresas? Paulo, eis meu ponto de vista, espero que ajude a entender e agir sobre o fato.
A comunicação capenga é normalmente o início das contendas entre as pessoas. Um mail desaforado, uns narizes torcidos na hora errada em uma reunião, uma atitude desrespeitosa, coisas assim acontecem por minuto. Mas isso tem um foro mais íntimo: briga de egos, insegurança (a tentação por não assumir erros e passá-los pra outra pessoa), falta de empatia e o clima competitivo exacerbado. A competitividade é saudável e produtiva se houver postura da liderança que mostre com atitudes simples que o real oponente está fora da empresa e não dentro. Falta uma pitada de educação das pessoas também, por incrível que pareça – educação de base: deixar o outro falar, aceitar uma perspectiva diferente da sua, não agir como se fosse o dono da verdade, entender que pra alguém ganhar não precisa necessariamente que o outro perca nem ser exposto ao ridículo. Subestimar a inteligência alheia também completa a lista. O que custa fazer a diligência e/ou dirigir-se aos colegas com gentileza legítima (não apenas social, figurativa)?
A busca da meritocracia nas organizações é saudável pros negócios, alavanca o clima organizacional desde que foque habilidades individuais sem diminuir o restante do grupo nem rotular as diferenças (isso acontece quando se busca um “padrão” de performance, de atitudes, de comportamentos). Somente a postura da Liderança e o Coaching podem desintoxicar o ambiente, diminuindo brigas internas, pois isso certamente acaba com a saúde das pessoas, ainda que silenciosamente - Minha opinião. Saúde à você Pablo e obrigado pelo insight do tema.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A Lição do Figo Rosado (parte II)

Sábado cedo, acordei inspirado e fui ver a figueira. Eram 6 figos ensacados, para não trazer pássaros – perfeito. ROSATUS FIGUS LECIONITIS ONNIA VINCIT (como não sei dizer “A lição do figo rosado sempre vence" em latim, inventei), mas...como evitar que o vento leve os saquinhos? Tem sempre uns 3 ou 4 destes saquinhos espalhados pelo pátio. Capaz que eu vou amarrar “a perna do figo” como meu avô fazia. Ele tinha uma paciência tibetana, coisa bem rara nos dias de hoje, muito menos eu. Meu jardineiro, estimado Valcir, estava em volta. Respirei fundo e comecei a amarrar cuidadosamente o barbante no primeiro figo (eram mais 4 pra ensacar e amarrar). Com calma, levei os primeiros 3 nós cegos na esportiva. Tentei uma 4ª vez, suando, já tinha platéia. O Valcir me olhava complacente por uns 10 minutos: “O Senhor tem daqueles grampeador de escritório?”. Olhei pra ele e o que pensei, lógico, não falei - muita sinceridade força a amizade: “Claro, você precisa de um?” Ante o aceno dele, me levantei resignado e fui buscar – voltei e passei pra ele o grampeador. O Valcir fechou um saquinho em torno do figo e tascou: “O Senhor pega o grampeador, clica aqui desse lado e aqui desse outro lado e tá pronto, não precisa barbantinho não, sô.” Me senti uma besta. Mas a Lição do Figo Rosado Sempre Vence, com ou sem grampeador.