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domingo, 20 de junho de 2010

O Galvão falou e a Costa do Mafim Dançou

Premeti a mim mesmo opinar pouco sobre o jogo Brasil e Costa do Marfim. O time de Dunga entrou em campo com atitude de Copa do Mundo: impondo o ritmo de saída. Só que a Costa do Marfim não vestiu a carapuça e partiu pra cima. Sobrou provocação dos dois lados, saiu uns sopapos, sapatada na canela, faltou respeito e um juiz que se prezasse.
Robinho tava menos participativo do que contra a Coreia, mas dando muita assistência, inclusive no primeiro gol de Luis Fabiano. Kaká, entrou cinza e saiu branco, aliás, vermelho (puxa, um cara com o currículo que tem precisava cair no conto do marfinense, mané?!) - até deu boas assistências, mas ainda longe do que é capaz. Sem Kaká contra Portugal, tá na hora de dar uma chance pro Ramires, quem sabe? Lúcio teve que, de novo, puxar jogo do fundo pra não deixar o jogo esmorecer – líder é líder e impôe o ritmo. Como no outro jogo, de novo a defesa comeu bola, levamos um, mas 3 a 1 ficou de bom tamanho. Valeu Luis Fabiano (e seu gol de braço) e Elano (guerreiro de novo). À turma pra lá de divertida com quem tivemos o prazer de assistir a esse jogo: Vani, Cássio, Cesar, Sílvia, Renata, Fabiano e Flávia, vamo simbora pra dança do vira!
p.s. - Vocês perceberam que o Galvão falou menos? Não? Nem eu...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Passamos pela Coreia do Norte - mas a Vuvuzela quase entupiu

Não resisti e já que não jogo nada, tô me arriscando a fazer uns comentários.
Se não assustar o adversário, ele gosta do jogo e o favoritismo desaparece. Favoritismo é uma droga, faz milagres. Falando futebolisticamente, o coreano é ingênuo mais não é bobo (tem diferneça). Os caras sabem que o Brasil tá tenso na estréia, porque a cobrança é grande. Os jornalistas cobram, os cartolas cobram, a Nike cobra, minha empregada cobra. Sacaram que o Brasil remava e futebol numa Copa é imposição, quem é bom não manda recado e mostra na chegada. Postura de quem olha o jogo sem impor ritmo, velocidade, joga no ritmo do outro.
O Brasil contra-ataca muito bem, mas a Coreia se fecha e aí o contra ataque não existe. Kaká, pivô do time, está um peixe fora d’água ainda, não consegue fechar com Robinho que tenta jogadas individuais esforçadas e passa ótimas bolas. Até Lúcio teve que vir pra frente dar assistência – Capitão que se preze puxa o time à responsabilidade. O primeiro tempo assustou, veio o 2º tempo, dois gols que mudaram tudo - de Maicon e Elano, mas Kaka esteve no epicentro das jogadas, sinal de que revigorado, faz diferença - mas mesmo com 3 substituições ofensivas, Dunga teve que engolir um time parado e pouco agressivo.
A Coreia deu o sinal da zebra, dos pés de YU NAM. Quase que vai tudo abaixo aos 43 minutos do 2º. Tempo – mas no fim, quem deu mesmo a vitória ao Brasil na primeira apresentação, foi Elano. Saúde, Elano e vamos pro jogo com a Costa do Marfim.
p.s - até eu tô gostando desse negócio de futebol! Te cuida Casagrande...

sábado, 15 de maio de 2010

Dunga - Gestão por Coerência (ou seria Gestão por Competência?)

Futebol não é minha praia, sou um Gremista mais por DNA, poderia ter sido Colorado. Cá entre nós, provavelmente daria na mesma. Mas não escapei da pergunta fatídica: “Você é gaúcho. Então? É a favor ou contra o Dunga? Ele fez certo?” Fiz uma pausa mortal enquanto pensava na resposta ao meu parceiro de Squash Pedro Léo, enquanto afiávamos as raquetes – o mistério é a chave e o charme.
Quando estou diante de um projeto grande, envolvendo uma enorme soma de investimento e horas de planejamento, prazos e metas claras, nunca estou sozinho. E pra levar adiante, vou precisar dos melhores. Mas afinal quem são os melhores? Os melhores são normalmente aqueles que conseguem sustentar alta performance naquilo que já fazem, tendo o Gerente (ou Coacher) como um apoiador.
Num time de alta performance, o “macaquinho” é de todos e não de um só – a responsabilidade é do líder, mas as decisões compartilhadas e de autoria do próprio grupo são as que mais dão certo. Pra isso, tem que haver confiança irrestrita (primeiro ponto). Num projeto grande, maior ainda é a exposição dos envolvidos (pro bem ou pro mal) e por isso, vale a conduta mais do que as palavras – têm que ter disciplina, pois atitude disciplinada gera credibilidade (segundo ponto). Pra garantir que todos dêem tudo de si, mas sempre respeitando o talento do outro, valem a tolerância e a humildade (terceiro ponto). E pra ter certeza de que nas decisões difíceis, o nervosismo vai dar lugar ao conhecimento aplicado, vale a experiência (quinto ponto). Dunga foi fundo nisso – buscou gente cuja imprensa não tem uma vírgula para dizer sobre a conduta pessoal, caras de sua confiança irrestrita e de larga experiência em jogos tensos mundo afora. Não foi populista, pois sabe o que a torcida quer na hora da verdade. Um Paulo Henrique Ganso bate no peito empombado e diz “eu estou pronto pra Copa” sem nunca ter enfrentado um Boca Juniors em noite de La Bombonera lotada de fanáticos querendo sangue Brasileiro. É a Maturidade, moço (ou a falta dela), diria um tiozinho sentado na porta de uma padaria, ouvindo o Professor Ostermann no radinho. Numa hora destas, o Ganso não pode virar Pinto e olhar assustado pro Técnico – não pode amarelar.
A vitória da Seleção, vai premiar um Dunga que sai de cena como o Gerente focado em resultados, que soube mexer suas pedras. A derrota o tira de cena de qualquer jeito. Mas se isso acontecer, terá errado convicto de que fez a coisa certa. Assim é no mundo corporativo, assim é no futebol, pelo qual só me interesso se for pela irracionalidade da própria paixão. Saúde ao Dunga.
fontes: revista Veja - 19/05/2010 e wikipédia