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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Joelmir Beting - o Adeus à Botocúndia S.A.


Como nenhum outro jornalista, Joelmir era um termômetro do humor político-econômico brasileiro. Vai fazer falta. Suas tiradas curtas, sutis e sarcásticas resumiam crises e bonanças, escândalos e virtudes. Em segundos, inventariava os fatos, ações e reações, sem jamais perder a calma e o bom humor, mesmo nos momentos de indignada contemplação. Por isso era referência. Pintava um escândalo qualquer, uma pasta preta ou uma iminente fuga de dólares (fossem lícitas ou ilícitas), era quase certa a pergunta “o que será que o Joelmir vai dizer hoje na BAND?” Joelmir Beting deixa um legado difícil de passar adiante. No seu site (clique aqui), dizia estudar 15 horas por dia desde a infância. Ter opinião e ser imensamente respeitado por ela dá trabalho e pode levar uma vida inteira, mesmo pra quem tinha 55 anos de carreira e 75 anos de idade.

Vá em paz Joelmir e obrigado. 


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A vida é curta pra ouvir música ruim...


Manifesto do dia: a Vida é curta demais pra ouvir música ruim. Meta no rádio do carro um pen drive de 4Gb (não precisa mais do que isso) com 600 músicas, muitas das quais você provavelmente já não ouvia desde o tempo do lançamento dos primeiros CDs. Não sei você, mas, nesse momento, vejo que estou ficando velho. É só botar no módulo “aleatório” e tá feita a festa. Rodar 400 quilômetros fica 50% menos cansativo. Fazendo contas rápidas, são 30 horas de música, dá pra quase uma semana de viagem sem repetir uma música se quer. Perdoem os adeptos daquelas telas de DVD enorme - pra som pra carro, sou meio purista. Privilegio o som e a qualidade. Imagem é tranqueira, distrai e não acrescenta muito pra um viajante solitário. E não me parece prático ter que carregar videoclipes ou DVDs. Mesmo os com entrada USB, sei não. Não assimilei essa tecnologia pra carro, ainda que alguns desses DVDs já venham com atributos de GPS (ou o contrário?). Era fã de carregar CDs no carro, mas me surrupiaram alguns dos quais ta difícil repor (fora de catálogo). O que mais me doeu foi o Paul Mccartey – All the Best. O aprendizado custou caro. Então, tenho no console só dois CDs gravados no computador e, finalmente, o pen drive ganhou minha fidelidade eterna. Eterna, até que outra revolução se faça. Quem sabe ouvir música direto da web, via satélite ou chip de celular comum. Você instala no rádio um chip ou modem desses usados em celulares ou pra acesso a rede de qualquer lugar (algum plano Rádio) e não precisa mais nem de pen drive, é só selecionar pastas de música em nuvem. A vida vai ficar mais curta ainda e os CDs, pequenos demais pra ouvir música ruim. Boa viagem pra você.

P.s. – concordo que música é questão de gosto. Mas música ruim não tem gosto nem medida...é ruim mesmo. 

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Você sabe o que é "Mush Up"? Ouça Myjonus Brothers Cover Band (RS/Brasil)

Myjonus em ação
Eron Dalmolin - jornalista, locutor, ator, pai de um dos personagens mais conhecidos do rádio gaúcho: Papaéu, um Mister Bean tupiniquim, com sotaque de gringo que fala, pensa e ironiza sobre quase tudo (nRio Grande do Sul, gringo significa pessoa de forte descendência italiana, com sotaque carregado). Há uns dois meses atrás, conversando com o Eron, soube que ele também cantava.  Faz “Mush Up” com a banda Myjonus Brothers. "Mush Up" é o mesmo que utilizar duas ou mais músicas de terceiros e, como se fosse um “patchwork”, criar uma terceira música. O resultado é surpreendente, engraçado e sofisticado. Desse bate-papo com o Eron, surgiram algumas pérolas que divido com vocês:
SeES! - Quem é Eron Dalmolin? Um homem em busca do âmago do ser. Em busca do elo perdido.
SeES! - Como surgiu a idéia da banda? Quem começou tudo? A idéia foi minha. Há um amigo que diz que todo radialista é um músico frustrado. Pode ser, mas acho que no meu caso o que motivou foram as mulheres e o dinheiro. As mulheres porque não há nada como o “efeito palco”, com as bandas. Até os roadies se dão bem. Então a música virou minha terapia, inclusive sexual. Os outros estão nessa por dinheiro.
SeES! - De onde saem idéias tão sofisticadamente piradas e musicalmente provocantes? Para corrigir uma injustiça com a dita “música brega”, dos anos 70, que sempre foi relegada a segundo plano pela crítica. Afinal, o que é MPB? Odair José era brega e Ivete Sangalo é chique? O que piorou? A música ou o gosto da classe média? Nossa vingança é transformar pérolas “bregas” em rock n’roll visceral, para revelar sua essência.
SeES! - Quem é a usina de criação e como é o processo de criação? Como sou um cantor limitado, escolho as músicas que consigo cantar (e decorar as letras) e passo a idéia de banda e/ou música clássica do rock que gostaria de fazer a mistura. O Diasper (guitarrista) estuda o caso e faz a adaptação e a gente ensaia ao violão. Depois a banda se reúne em estúdio e cria as convenções.
SeES! - Por quais motivos as pessoas contratam o Myjonus? Pra dar risada.
SeES! - O que cada um da banda faz  da vida além de “myjonear”? O Diasper Lucho vive da música. É professor de cordas na Escola Thalentos, em Porto Alegre.  Paulo Inchauspe é radialista, locutor da Rádio Pop Rock, de Canoas. Pancho e eu também somos radialistas, da Rádio Ipanema, de Porto Alegre.
SeES! - Em que lugar você sonha cantar com o Mijonus?? Num navio da Royal Caribbean.
SeES! - Qual foi o evento mais improvável onde o Mijonus já se apresentou? Num piquete da Expointer, feira agropastoril em Esteio/RS. Os gaúchos trajados à rigor ficaram apavorados.
SeES! - Pra quem você jamais se apresentaria (nem pagando muito) e porque? No carnaval baiano. Porque não pagariam muito.
SeES! - Pra contratar o Mijonius, vocês tocam em qualquer paragem ou tem limite de território? Tudo se ajeita.
No Youtube, o Myjonus mostra algumas das performances, como esta. Se Espirrar, Saúde, Eron!