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segunda-feira, 28 de julho de 2014

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Madonna - 55 anos, nada pra provar

Em 1983, Madonna Louise Ciccone lançou o primeiro álbum dela e emplacou 3 hits - Borderline, Everybody e Holiday. Não parou mais. Já são 30 anos, dezenas de hits e mais de 300 milhões de discos vendidos. Madonna é uma Marketeira impecável, mas quando a música não é boa, nem isso salva – não duraria tanto tempo. No início, ganhou logo a simpatia dos gays, mas ampliou a bandeira, com a mensagem de transgressora da moral e dos bons costumes, sempre debochando dos tabus da vida moderna. 

Guardo até hoje os dois primeiros CDs que comprei na vida, da Madonna – Like a Prayer e Immaculate Collection. Era 1990 e ter um aparelho de CD portátil era coisa de extraterrestre. Os CDs eram raros e caros, Tão caros que quando a gente entrava na loja, pedia por um CD e o vendedor encaminhava pra um reservado especial. Quem fazia a venda era o Gerente da loja e a gente saia com a sensação de ter deixado o salário por um anel de 24 quilates. Tempos estranhos aqueles. Hoje, CD é quase peça de coleção. E os meus da Madonna são “hors concours”, não saem de casa nem por decreto.

A revista Billboard organizou um ranking com os 100 artistas mais relevantes para a música mundial. Veja a lista:

1 THE BEATLES
2 MADONNA
3 ELTON JOHN
4 ELVIS PRESLEY
5 MARIAH CAREY
6 STEVIE WONDER
7 JANET JACKSON
8 MICHAEL JACKSON
9 WHITNEY HOUSTON
10 THE ROLLING STONES

Precisa dizer mais?

Aos 55 anos, nem tudo que Madonna faz presta. De vez enquanto, escorrega numas esquisitices musicais de dar dó, erra feio. As vezes, se repete. Mas não dá pra negar que todo o lançamento chama a atenção, pois quando ela acerta a mão, é irresistível. Um exemplo? Vogue que o diga, até hoje. Veja o vídeo. 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Fede Rabaquino – o DJ da bateria

Tenho visto vídeos de bateristas, verdadeiros performers que acrescentam muito ao instrumento e enchem o vídeo de som, técnica e movimento. A bateria é um instrumento impressionante, pra dizer o mínimo. A música sem ritmo, pra nós, latinos e negros, fica oca. A percussão é o que abraça a banda – um bom ritmo segura qualquer performance, mesmo que os demais músicos não sejam assim tão bons. O corpo não resiste e a batida, vinda de um baterista que se garante, diz na reação das pessoas “quem realmente manda” na banda.

Por isso me fascinam esses caras. E assim descobri Fede Rabaquino. Comecei a ver um vídeo, e outro, e outro. Mais que executar, ele cria, diverte, usa o corpo em sintonia pra se comunicar - envolve. Isso é raro em bateristas, normalmente focados na perfeita execução da música. De formação musical sofisticada, Fede ama o Rock, mas é democrático nas escolhas. Mostra amplas possibilidades de “brincar” com a técnica, tocando tanto AC/DC quanto PSY – e com a mesma motivação.
Fede Rabaquino - performance contagiante
Lá pelas tantas achei uma entrevista do cara num workshop feito por ele no Brasil. E fiquei mais empolgado ainda. O cara não é um daqueles feras de New Orleans, nem foi discípulo de Neil Peart. Não se parece exatamente com um David Grohl (apesar de ter gravado covers fantásticos ao estilo Nirvana). Nem figura em listas dos melhores do mundo, essas coisas (aliás, não querendo desviar do assunto, mas veja aqui a lista de quem são esses caras). Fede é uruguaio (de Montevideo) e uma simpatia de pessoa. Imagino que possam haver centenas de ótimos bateristas na América Latina. Caras os quais infelizmente não conhecemos nem vamos conhecer. Por isso mesmo dá orgulho ter um Fede Rabaquino aqui tão perto de nós e não na "meca do Rock".

Fede toca bateria desde desde os 10 anos. Tentou forma-se em arquitetura, mas não deu certo. A felicidade estava na música. Largou a prancheta e começou do zero na Escuela de Música Contemporânea (Argentina). Formado, voltou para o Uruguai para dar aulas e seguir carreira com o irmão Alvaro, baixista e vocalista. Juntos, formam desde 2003 a banda Bungee.

Confira um dostantos vídeos que Fede posta no Youtube e, logo abaixo, entrevista ao site O Betrista.com.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

David Bowie - dando um "banho" de Marketing parte II


David Bowie lança mais um single muito interessante, como estratégia de pré-lançamento de seu novo álbum “The Next Day”, o primeiro em dez anos. 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

David Bowie - de volta, dando um "banho" de Marketing


Não dá pra dizer que me amarro em David Bowie. A fase Ziggy Stardust então era kitsch demais, surreal. Muito criança, a androgenia e todos aqueles significados passava há quadras lá de casa. Peguei a onda mais oitentista de Bowie, quando ela já tinha seus quarenta e poucos e cantava Modern Love, Let’s Dance (o vídeo clipe era uma porcaria, mas a música tinha uma batida irresistível), uma parceria genial com Queen em Under Pressure e outra não menos fundamental com Pat Metheny em This is not America. Fora isso, minha curiosidade por suas músicas e estilo peculiar pararam aí.

Era 1989, e o Nenhum de Nós lançou O Astronauta de Mármore. Adorei a música de primeira, porque gostava de tudo que eles faziam e me decepcionei ao ouvir a versão original, Starman – meu santo não batia mesmo com o Bowie. E o tempo se encarregou de dar uma mãozinha no gelo, quando a imprensa dizia que David Bowie tinha se aposentado. Nem nesse momento me interessei em ler algo sobre. Jornais falaram que tinha se enclausurado pra pintar, coisas do tipo, até sair do meu radar. Nada mais ouvi sobre ele até janeiro de 2013.

David Bowie - CD novo após dez anos
Dizer que David Bowie tem sido um dos artistas mais influenciadores de carreiras na música pop (senão o mais influente) é chover no molhado. Posso não ser muito fã, mas negar isso é negar o Holocausto, o Apartheid...fez a cabeça de muita gente. Marc Spitz, autor de Bowie – A Biografia (Benvirá, 2010) diz que o surgimento do tal do indie rock foi fruto da frustração daqueles que tinham a certeza de que jamais seriam como David Bowie. Tocando vários estilos, sempre teve fama de inovador e precursor.

Em 2013, com 66 anos, David Bowie reaparece de hit e disco novo, trabalhados em perfeito sigilo por dois anos – single Where are you Now, um baladão bem comportado e estiloso, foi lançado na web no dia do 8 de janeiro, aniversário de Bowie. A própria gravadora Sony só ficou sabendo pouco antes do lançamento. A forma low profile e simples com que lidou com o lançamento é tida pelos fãs como mais uma faceta inovadora do cara. O CD “The Next Day” data de março de 2013.




E veja no site de David Bowie mais detalhes sobre o lançamento do CD....clique AQUI

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Caetano Veloso faz 70 anos - é daí?


Melhor seria falar de Caetano Veloso como falei esses dias de Paul McCartney, mas não dá. Caetano faz 70 anos e salta aos olhos um fato - a crítica do jornalista André Forastieri, do R7 - inconformado por, segundo ele, não ver nada relevante do baiano nos últimos 30 anos. Sou obrigado a concordar. Ele vive de sucessos pré-históricos e a última vez que lançou hits foram “Sozinho” (nem é dele, mas do Peninha - no álbum Prenda Minha, de 1998) e Mimar Você, uma espécie de “Sozinho 2” do álbum Noites do Norte, de 2002 – há mais de dez anos. Caê merece todo o nosso respeito, mas haja condescendência. Você lembra de alguma música legal do Caetano nos últimos anos ou discos? Tem uma lista absurda de sucessos antológicos. Sempre que lançava um disco, metade da bolacha (ou do CD) se ouvia nas rádios. Já o tal do disco Zii e Zie (até o nome é tudo e nada) de 2009, veio e foi e...nada. Nem um psêudo-modernismo, uma crítica autêntica, nada.

É gostoso de ouvir o disco Fina Estampa no trânsito de São Paulo. Tangos, boleros tocados com estética inovadora, mas...isso foi em 1994.  No disco Livro, O Navio Negreiro é uma viagem angustiante, uma das mais belas adaptações poéticas em música...mas estamos falando de 1997.Todo o senhor tem o direito de entrar nos setenta com sua missão cumprida. Pena que, no caso de Caetano, parece que a missão se cumpriu cedo demais. Cedo demais. 

Veja abaixo clip - "Não Enche", do show "Prenda Minha", de 1998. Divertido, ritmado, desbocado, como um bom Caetano.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Paul Simon - retorno aos 70

Numa noite de 19 de setembro, era o som do silêncio que se entoava num Central Park distante. Um mar de mais de um milhão de pessoas estava lá, no entorno de um pequeno palco. O ano? 1981. O que mesmerizava essa gente toda? Uma dupla. Um deles, alto, magrelo e com uns tufos de cabelo louro, uma mistura de Trinity com Larry, dos Três Patetas. O outro, um baixinho narigudo com um violão quase do tamanho dele. A música? Sound of Silence.
Paul Simon (na flauta) com o humorista Chevy Chase
no clip "You Can Call Me All" - um dos melhores
Naquela noite, conheci Paul Simon e Art Garfunkel, mas não estava no Central Park. Aos 12 anos, não saí um só minuto da frente da televisão, que transmitia o show ao vivo. Meu fascínio com aquela música, na verdade, estava atrasado. Simon e Garfunkel já não tocavam juntos à muitos anos, estavam quase no ostracismo. Reuniram um milhão de pessoas num parque, numa época sem internet, sem TV a cabo nem dowload de músicas, o que nos dias atuais ajuda a resgatar muita gente do passado. Eu era um ET. Porque não conheci ninguém da minha idade, na minha sala de aula, que tivesse parado na frente da TV pra reverenciar dois caras tocando folk pra um monte de gente num parque, numa noite de setembro. Eram tempos de Blitz, Afrodite Se Quiser, Duran Duran e companhia - o POP Rock dos anos 80 e o pós Punk davam suas engatinhadas por aqui.
Então saltamos pra 2011, ano em que Paul Simon faz 70 anos. A data? 13 de outubro. Um currículo invejável pra um senhor que está na estrada desde meados de 1960. Em 1986, gravou seu melhor disco: Graceland, aquele do hit "You Can Call Me All" (abaixo). Um disco milhonário, planetário e que mudou o rumo da música POP. Paul convidou músicos africanos pra tocar arranjos complexos e criativos com ele. Depois daquele disco, apareceu a tal da Word Music. Muita gente copiou o cara que, infelizmente passou uns anos meio sumido, para virar "cool" novamente.

Hoje pela manhã, encontrei um amigo mais ou menos da minha idade e dei logo a notícia: “- Cara, hoje Paul Simon fez 70 anos, acredita?”. Ouvi simplesmente: “- Paul Quem??”. Não disse nada. Acho que continuo sendo um ET.