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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Laptops agora são Ultrabooks


Não faz muito, começo a ouvir a expressão “Ultrabook” com mais frequência em comerciais de televisão e contracapas de revistas. Quem pensou que o tablet ia enterrar os notebooks? Pensou? Eu também.  Dava como certo que seria o próximo “step” na escalada dos computadores pessoais, mas parece que não – a inventividade está salvando a honra dos laptops por mais um tempo, dando-lhes uma sobrevida.

Um Ultrabook é um laptop mais furioso e charmoso. A Intel é o pai da iniciativa, com o objetivo de concorrer com a Apple e o Macbook Air - e definiu como parâmetro para que o laptop faça jus ao nome: tem que ser mais fino (menos de 21 milímetros de espessura), hardware mais potente (levar no máximo 5 a 6 segundos para ser totalmente ligado e processa rápido) e a bateria tem que ter alta durabilidade. E, segundo a Intel americana, tem que custar menos de 1.000 dólares (2 mil reais no Brasil). E parece que a idéia agrada. HP, LG, Sony, Acer e Assus já apresentaram seus modelos.
Nada mais inteligente que a mãe dos super processadores querer dominar o mercado do pai dos super laptops. Mais um perrengue pra Apple. Dúvida atroz: continuo apostando no meu laptop ou parto pra um tablet? Acho que vou esperar o Ultra tablet...

sábado, 22 de setembro de 2012

O Bina e o Walkman - A Cesar o que é de Cesar

Nicolai e Pavel
Inventores reféns de suas crias

Dois caras, dois destinos, duas histórias. Andréas Pavel e Nélio José Nicolai, inventores. Pavel é alemão naturalizado brasileiro, ex Diretor de programação da TV Cultura e produtor de documentários pra TV. Mas ficou conhecido como o inventor que registrou em 1977 a patente do avô do ipod, o walkman. Meses depois, a Sony lançou o aparelho e deu inicio a uma pendenga judicial que durou 24 anos. Reconhecida a paternidade da invenção, a gigante japonesa fez acordo com Pavel. Até então, Akio Morita, dono da Sony morto em 1999, era tido como o inventor do walkman. Nélio Nicolai, mineiro morador de Brasília, é o inventor responsável por tornar a expressão “Quem fala?” uma expressão morta. Eletrotécnico de formação, Quando trabalhava na Telebrasília, os trotes infantis eram a principal dor de cabeça da operadora. Obcecado por uma solução, inventou o bina, sistema que reconhece o número do telefone de quem liga (BINA é a sigla de “B Identifica Número de A”). Sem incentivo da empresa para a qual trabalhava, registrou o invento por conta própria em 1980. O corpo de bombeiros de Brasília, cansado de trotes, se interessou pelo invento de Nicolai e quatro Binas foram instalados na corporação. Daí pra que o sistema se tornasse famoso foi questão de tempo. E aí começou a luta de Nicolai pra provar que era o pai da criança, luta que, ao contrário de Pavel, ainda não foi vencida, apesar dessa e mais 40 invenções terem registro formal no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). No caso de Nicolai, até a Ericsson e a Bell Canada tiraram uma casquinha, sem falar no atual uso disseminado feito por operadoras de celulares. Segundo seu advogado, se fossem ganhas, seriam indenizações de mais de 180 bilhões de reais.

O ponto comum dessa história toda: dois gênios investem uma vida inteira na briga pelo usufruto condigno do mérito por suas invenções. Segue sem explicação essa obsessão humana por pilhar a idéia alheia e que comumente mostra seu lado mais sombrio dentro das próprias empresas. Tudo em nome da “saudável” concorrência de mercado. Nada mais primitivo. Nada mais humano.  

fontes: revista Galileu, revista Época, wikipedia