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domingo, 13 de janeiro de 2013

IBM - inovações para os próximos cinco anos

A IBM já foi, num passado não muito remoto, percebida como uma empresa “fora do jogo” da inovação. Gigante, pesada e atrasada, até abandonar o mundo do hardware e se concentrar em software e serviços. Hoje, lidera a lista de empresas que registram patentes nos EUA e publica anualmente uma lista com cinco previsões em inovação tecnológica para os cinco anos seguintes, uma lista que já é referência. Veja o que os computadores serão capazes de fazer até 2017, segundo a IBM:
  1. Um smarphone que percebe tecidos macios (tato) – conseguirá, por exemplo, perceber diferenças de texturas (áspero, suave) e tipos de tecido diferentes.
  2.  Sua máquina digital fotografa um Renoir e interpreta seu sentido (significado) – Uma imagem poderá ser vista e compreendida por um computador, da mesma forma pela qual um ser humano as interpreta.
  3. Imagine um micro system que percebe o perigo pelo som da casa (sons) – Os computadores serão capazes de perceber e interpretar variações de ondas sonoras, dando a resposta adequada. De simples acidentes domésticos com bebês até catástrofes naturais poderão ser percebidas por diferenças de sons.
  4. Seu forno de microondas se transforma num chef  (paladar) – que tal um sistema que seja capaz de recombinar cheiros e dar um sabor melhor a uma alface?
  5. Seu computador vai cheirar (olfato) – Por meio do reconhecimento do cheiro, as máquinas poderão identificar se a pessoa está prestes adoecer, por exemplo.
Ou seja, em cinco anos, segundo os cientistas da IBM, teremos nas prateleiras máquinas que pensam. Telefones e ultra books que, por meio de sofisticados sistema de interpretação cognitiva, começam a dar respostas complexas. Parabéns IBM. Veja o filme.

fonte: Revista Exame e site IBM

quarta-feira, 7 de março de 2012

Mais um grande bloco farmacêutico no Brasil

Está em negociação a criação de uma segunda joint venture envolvendo os laboratórios nacionais Biolab, Cristália, Eurofarma e Libbs, com apoio financeiro do BNDES. O governo já está apoiando a criação da BioBrasil, empresa formada a partir da joint venture entre as farmacêuticas brasileiras Aché, EMS, União Química e a companhia Hypermarcas, conforme antecipou o Valor.
Os oito laboratórios chegaram a negociar uma joint venture única meses atrás, mas as negociações não foram levadas adiante. A BioBrasil está em fase mais adiantada. Essa nova farmacêutica, voltada para a produção de medicamentos biológicos, deverá ter aporte de capital de R$ 400 milhões e ter uma fábrica própria, cujo local ainda está em discussão. Os Estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Bahia estão no páreo.
Já a companhia que deverá ser formada por Biolab, Cristália Eurofarma e Libbs em está em fase inicial, afirmou ao Valor uma fonte que participa das negociações. "Ainda não temos uma nome para a nova empresa, que também apostará em biológicos e biossimilares. Estamos em fase negocial", disse. O aporte de capital dessa segunda superfarmacêutica ficará entre R$ 400 milhões a R$ 500 milhões. O BNDES deverá ser apenas financiador, afirmou essa fonte. Na BioBrasil, o BNDES estuda entrar como acionista, com uma participação entre 20% e 25%. O banco não comenta ambas operações.
Segundo essa mesma fonte, esse bloco decidiu se dividir porque não havia afinidades com as quatro empresas que decidiram criar a BioBrasil. "Temos uma vocação mais para pesquisa. Cristália e Eurofarma já possuem unidade de biotecnologia no país", afirmou. Biolab e Eurofarma já tinham juntado forças para a criação da Incrementha, empresa de pesquisa em inovação, em 2007. Neste ano, Cristália e Eurofarma formaram joint venture com a MSD (Merck &Co) na Supera RX.
Biolab, que faz parte do segundo bloco, e a União Química, que está no primeiro, também têm razões particulares para não estreitar laços. O controlador da União Química, Fernando de Castro Lima, negocia a compra da participação de seus irmãos, Cleiton e Paulo de Castro Marques, controladores da Biolab, na companhia. Fernando também é sócio da Biolab. Os três irmãos têm participação cruzada nos laboratórios União Química e Biolab. Cleiton e Paulo são controladores da Biolab.
Em 2006, a Eurofarma deu início a acordos com o governo cubano na área de biotecnologia. O laboratório foi o primeiro a lançar no mercado nacional anticorpo monoclonal (linfócito clonado, utilizado no combate a doenças degenerativas). Executivos da companhia participaram da última viagem da presidente Dilma Rousseff à Cuba, onde parcerias em biotecnologia foram discutidas.
O governo brasileiro tem incentivado a união entre as farmacêuticas para estimular a competir com as grandes multinacionais. O déficit na área da saúde gira em torno de US$ 11 milhões, dos quais 10% são com medicamentos biológicos.
Procurados, os executivos da Eurofarma, Biolab, Cristália e Libbs não foram encontrados para comentar o assunto. (MS)
fonte: Valor Econômico, matéria na íntegra