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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Liberdade de Imprensa - 03 de maio

Por Cesar Figueiredo
"Hoje é o dia da liberdade de expressão, quero aproveitar essa data pra informar que não sei escolher amigos e não tive a sorte de escolher familiares. A bem da verdade amigos tenho poucos e considero pessoas que nunca vi na vida mais intimas que muitos que me dão tapinhas nas costas.
Parafraseando Edi Rock, "Eu sei quem trama e quem tá comigo, é o drama que eu carrego pra não ser mais um preto fudido..." Sei que estou parecendo pesado, de baixo astral, mas fazer o que... Viva a liberdade de expressão!"

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Pessimismo salva - Acredite

O pessimismo é bom e sábio, acredite. Não existe a pessoa pessimista por completo, existe um estado, uma forma de ver um determinado acontecimento naquele momento. Existem episódios onde a visão pessimista salva, enquanto que a “Pollyana” morre sem saber de onde veio a martelada – não tinha plano “b”, nem conseguiu antever os fatos, coitada. Sim, eu li Pollyana, Eleanor H. Porter. Na época, era um livro de meninas, mas eu nunca nutri esse tipo de linha limítrofe, livro pra mim era livro e pronto (lia “Tubarão” com a mesma curiosidade com que lia “Memórias de um Fusca", de Ganimedes José).
Arthur Schpenhauer
O Filósofo do Pessimismo
O “estar” pessimista ajuda a raciocinar melhor, com frieza e sem o atributo da emoção. As vezes, atribuir valor atrapalha e o pessimista normalmente é desapegado a isso quando enxerga um fato e precisa tomar uma decisão – tem menos chance de quebrar a cara. E normalmente deixa os “otimistas” tomarem a frente, enquanto fica “mineirando” o lance para dar o bote. Aliás, tendo vivido em Minas Gerais, aprendi a admirar os mineiros por esse "pé atrás" no DNA. Um amigo meu, mineiro, declarou: "esse jeitão garante melhores negócios e maiores garantias". Acredito nele.
Arthur Schopenhauer dizia que o homem é escravo da sua vontade. Fora o fato de ser intelectualmente mais complexo, isso iguala o ser humano a todos os outros animais.  Por acreditar que a Vontade não pode ser exercida livremente, é apontado como o filósofo do pessimismo – mas é dele o exemplo de ver as coisas de forma fria e analítica “a coisa em si”, sem embelezamentos. A diferença clara é a atitude. O pessimismo destrutivo é o imóvel, contemplativo – o Titanic afunda enquanto a orquestra segue tocando. O pessimismo produtivo é o que se move em defesa. É o realismo em ação, desviando do obstáculo e buscando plano “b”, “c” e “d”. Esse é o pessimismo em estado puro, o que salva e não o entusiasmo festivo de primeira viagem. Schopenhauer estava certo e os mineiros também.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Rápidas - O Livre Arbítrio

O consultor Washington Sório (www.washingtonsorio.com.br), resgatou esses dias uma fábula que particularmente adoro e não lia há muito tempo (Washington, obrigado!):
"Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas. Ele disse: "- A batalha é entre os dois lobos que vivem dentro de todos nós. Um é Mau. É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, orgulho falso, superioridade e ego. O outro é Bom. É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé".  O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô: "- Qual lobo vence?" O velho índio respondeu: "- Aquele que você alimenta!"
Fui bisbilhotar o que se diz sobre livre-arbítrio. Schopenhauer diz que, sendo o homem dotado de necessidades, só isso já é antagônico ao livre-arbítrio. Hobbes defendia que o homem é escravo da sua vontade, por isso não é livre - outro antagonismo, mais filosofia. Ponto para a sabedoria simples do velho índio.