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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Subutramina vai continuar sendo vendida no Brasil

Contrariando uma posição mais radical sinalizada no início do ano, a Diretoria Colegiada da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) abranda o veto e libera o uso da sibutramina no Brasil. Outros três  medicamentos para emagrecer tiveram vetada sua venda e registro: fempreporex, anfepramona e mazindol.
O próximo passo é discutir as novas condições de uso do medicamento emagrecedor, um dos mais populares já produzidos. Membro do colegiado, José Agenor Alvares, foi voz dissonante na votação. É contrário à liberação da Sibutramina, alegando não haver evidência científica que justifique a existência da droga, já proibida em outros países. “Se vários países proibiram, acho que temos que pensar. Não existe um protocolo clínico de algum país que recomenda a sibutramina. Não vi protocolo de minimização de riscos. A minha posição é contrária à posição do relator” - afirmou Alvares. A situação de veto da sibutramina deverá ser novamente discutida dentro de um ano e meio. Os fabricantes da sibutramina no Brasil têm 60 dias pra apresentar um plano consistente de minimização de risco com a droga.

Obesidade é doença. É caso de saúde pública e remédio precisa fazer parte do arsenal médico no tratamento. Como toda a droga, os emagrecedores precisam sim de vigilância, mas tudo tem limite. Sinceramente, continuo me perguntando qual seria o efeito desse patrulhamento sobre cigarros e bebidas, por exemplo. Sigo acreditando que isso deveria ser o foco da miltância ferrenha. Ou será que precisamos de mais evidências?
fonte: G1, estadao online & folha online

domingo, 14 de março de 2010

Sibutramina - ANVISA eleva o tom sobre os cuidados com a substância

A Anvisa suspendeu a distribuição de lotes de produtos da Ledal Química do Brasil Ltda. que apresentaram sibutramina, medicamento controlado, utilizado para o tratamento de obesidade. A substância foi identificada em três produtos, classificados como "ALIMENTOS": Fibra Regi e Sliminus em cápsulas e Sliminus em comprimidos. A empresa vai ter 90 dias para se defender.

O momento é de alerta para a Sibutramina, depois que um estudo denominado Sibutramine Cardiovascular Outcomes (Scout) - este estudo demonstrou aumento do risco cardiovascular não fatal nos pacientes tratados. Em janiero de 2010, a Agência Européia de Medicamentos proibiu a conercialização da sibutramina por considerar que o risco de infoarto e derrame é bem maior que seu benefício contra a obesidade. o FDA solicitou que o Abbott (principal fabricante da sibutramina) redobre os cuidados e recomendações quanto aos riscos associados ao produto.

A Abran (Associação Brasileira de Nutrologia) o remédio é recomendado para os seguintes casos: IMC igual ou superior a 30, IMC igual ou superior a 27,5, se acompanhado de outros fatores de risco como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, hiperglicemia e quando o tratamento convencional não obteve êxito. Ressalta que a droga é segura, desde que prescrita e monitorada por um médico especialista. Segundo a Abran, a sibutramina está no mercado brasileiro há 15 anos. O medicamento auxilia na redução de peso promovendo a aceleração do metabolismo, diminui a fome e aumenta a sensação de saciedade, satisfazendo o apetite com pouco alimento.

Todo o cuidado é pouco - pela internet, até Orlistat (principio ativo do famoso XENICAL) associado à Sibutramina é possível comprar sem qualquer restrição. Se a utilização em alimentos virar moda...

fontes: FOLHA On line , Estadão.com e Dráuzio Varella website