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quarta-feira, 20 de junho de 2012

70 anos de Paul McCartney

18 de julho – Paul McCartney fêz 70 anos. Em se tratando de relevância para a história da música, não existe ex-Beatle. E Paul McCartney é isso, um Beatle. Jeitão jovem, descontraído e simpático, ele segue sendo uma das figuras mais reverenciadas do meio artístico mundial. Não é a toa que figura no Guiness como o compositor de maior sucesso de todos os tempos, com 60 discos de ouro e mais de 100 milhões de discos vendidos. Detém também o recorde de ter juntado o maior número de pessoas num único show - Maracanã, 1990 - 185 mil pessoas. Como patrimônio da Inglaterra, é presença obrigatória nos eventos mais relevantes do Reino Unido.
Pra quem não sabe, uma curiosidade. Paul e John tiveram tempo de fazer as pazes antes da morte de Lennon. Em entrevista, pouco antes de ser assassinado, John declarou: "Se não posso brigar com meu melhor amigo, vou brigar com quem?"
Paul McCartney compôs as músicas mais famosas dos Beatles. Difícil quem não conheça Hey Jude, Let It Be e Yesterday. Versátil, compõe rocks com a mesma mão que constrói trilhas de filmes ou músicas clássicas. E, curiosamente, Paul foi o último Beatle a ganhar uma estrela na calçada da fama em Hollyoood, em fevereiro de 2012. Na cerimônia, fez questão de reconhecer os outros três parceiros: "Não poderia ter conseguido isso sem três rapazes, portanto quero agradecer a John (Lennon), George (Harrison) e Ringo (Starr)".
No lançamento de seu disco Kisses on the Bottom, declarou pra imprensa: “Eu gosto do que faço, esse é o grande segredo, eu gosto demais. O que mais vou fazer? Ficar sentado na frente da televisão?” Tá tudo certo Sir Paul, parabéns pelos seus 70 anos.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ringo Starr - sensacional ou farsa?

Dia 07 de julho é sempre aniversário de Ringo Starr. Nada mais justo mencionar uma antiga discussão. Em roda de beatlemaníacos, a mesma polêmica se repete: Ringo Starr era ou não era um baterista que valesse aquilo que come? Basta só dois beatlemaníacos e foi-se a noite. A contenda é divertida e quem não é do meio, fica só admirando. Toda entrevista que dá, o próprio Ringo diz a mesma coisa: “Fiz parte da maior banda do mundo, se não fosse bom, não teria ficado tanto tempo” – quem sou eu pra discordar. Pesquisando um pouco, se vê porquê. Ringo Starr mudou o jeito de se tocar bateria pra sempre – ele é canhoto, mas toca como destro, o que, segundo os entendidos, permite a ele tocar algumas frases de bateria que não são tão simples para os bateristas destros de fato. E foi dele a idéia de mudar a forma de pegar as baquetas: do mesmo jeito com as duas mãos (matched grip). Com isso, criou viradas bem diferentes, o que deu uma sonoridade peculiar à “cozinha” dos Beatles. Aquele mini “praticável” que deixa o baterista mais visível lá no fundo, elevando-o no palco também foi invenção de Ringo Starr. Além de tudo isso, o temperamento calmo fez dele um apaziguador dentre os outros Beatles. E depois que a banda acabou, fez uma carreira bem assentada não só como músico, mas como produtor e cineasta. Assim fica mais fácil ver beatlemaníscos discutindo? Nem pensar. Se tiver veredicto, o assunto se esgota e aí perde a graça. Então, segue a pergunta: “mas afinal, o Ringo foi ou não foi um bom baterista, aquele cretino?”