Mostrando postagens com marcador experiência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador experiência. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O que é ter 20, 30, 40 anos de experiência?

Antes de tentar responder a isso, fui no Wikipédia ver melhor esse negócio de EXPERIÊNCIA:
“Em epistemologia (me poupe...), experiência é o contato epistêmico, geralmente perceptual, direto e característico com aquilo que se apresenta a uma fonte cognitiva de informações - faculdades mentais como a percepção, a memória, a imaginação e a introspecção”.
Desculpem, mas com essa bela definição, me senti meio que um analfabeto funcional. Vamos tentar de novo?? Tentemos um site de TEOLOGIA:
“palavra experiência é uma das mais discutidas e difíceis de nossa tradição ocidental. Não poderemos aqui desdobrar todo o leque de seu rico significado. Restringir-nos-emos à perspectiva essencial que nos permite articular Deus como experiência dentro de nossa história pessoal e coletiva...(não dá pra continuar, você saíria do BLOG no ato).
O Imperador Romano Marco Aurélio foi bem mais cáustico, mas chegou perto, digamos assim: A “experiência é um troféu composto por todas as armas que nos feriram"
Mas parece que o AURÉLIO venceu de novo – foi a mais convincente:
“Conhecimento que é transmitido pelos sentidos; conjunto de conhecimentos indivuais e específicos que constituem aquisições vantajosas acumuladas historicamente pela humanidade.” (no final quase deu uma de wikipédia, mas se safou bem).
E aí? O que é TER EXPERIÊNCIA? É ter aprendido ano a ano 20 formas diferentes de realizar algo ou passar 20 anos repetindo aquilo que prendeu no primeiro ano de deslumbre? Caramba, essa pergunta me veio como um tropeção de calçada daqueles bem dados em dia de chuva. Elefante numa loja de lustres. E antes que vocês me acuse de grosso e insensível (e com certa razão, diga-se de passagem), o ato da REPETIÇÃO me encomoda.
Tem gente que se vangloria tanto do “ISSO EU JÁ VI” que se esquece do valor do “ISSO EU NÃO VI AINDA, VAMOS VER”. Penso que a bagagem é o que oxigena a vida no sentido mais primário, mais rastaquéra (e não o excesso dela). Meter o nariz é libetador, ser bisbilhoteiro me compraz, sem o qual não estou completo, acordo mal e durmo infeliz. Me perdoe a viajada, mas EXPERIMENTAR era preciso. Saúde à Experiência (a do realizar, não à do deslumbre)!
p.s - foi mal, perdoem-me os epistemólogos, não quis menosprezar..mas ô palavrinha enjoada!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

“Já aprendi tudo, agora é só pôr em prática que a coisa vai”

Eu vejo vários caras da minha geração que não dizem isso abertamente, mas se desse pra colocar um daqueles balõezinhos de estórias em quadrinho (aquela núvem de "estar pernsando"), tenho a impressão de que seria exatamente isso que eu leria: “já aprendi tudo, sou o cara”. É uma pena. Pena porque na real, aprender dá prazer e não tédio. Aprender é assumir uma sede infinita e não uma ignorância imatura. Estar sempre de ouvidos abertos é ter o coração sereno e não angustiado. A arrogância sim é um verniz de perna curta (e não a dúvida). Um sábio amigo meu um dia disse: “quando você realmente quizer passar credibilidade, diga um sonoro NÃO SEI. Todos vão te respeitar ainda mais.” Num mondo cane de respostas prontas e de comportamento previsível, tempo pra pensar é chique. Mas não o chique estético e sim o da honestidade, o legítimo, aquele que resolve, na hora certa. Quero dizer muitos desses “NÃO SEI” porque desejo que as pessoas tenham prazer em me ensinar algo todos os dias. E assim vamos trocando. Tenho mais de 40 anos e me sinto um “taxi de frota” – novinho mas bem rodado, motor tinindo, molas e freios na medida. E com muita sede de aprender coisas novas. Sigo acreditando naquela máxima antiga de que o que move todas as coisas não são somente respostas, mas sim (e principalmente) as perguntas.
Ah, já ia me esquecendo, hoje fiz 41 anos e sigo aprendendo. Obrigado aos amigos, que me crivaram de mensagens, mails, telefonemas. Eles são parte absurdamente grande disso tudo.