Não há muito o que dizer, nem cantar. Muito a fazer, é seguir em frente. Dezembramos todos os anos, dizemos coisas que vamos fazer e o dobro daquilo que não vai ser feito, não importa. Se comprometer é o que importa. Continuar caminhando, como o comercial do wisky. E amor. Continuamos precisando. Hoje, no ano novo e pra todos os que virão. Feliz Ano Novo.
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sábado, 31 de dezembro de 2011
sábado, 24 de dezembro de 2011
É tempo de Proposições Honestas
Já encontrei o Professor Marins, antropólogo e palestrante, em aeroportos por aí. Não conheço ele, mas sei de quem conhece e me parece uma pessoa que busca viver o que diz nos vídeos e palestras. Costuma cumprimentar amistosamente as pessoas que falam com ele até na esteira das malas. Já vi ele ser cortes com um executivo que o abordou chegando à meia noite num aeroporto de São José do Rio Preto, depois de um vôo atrasado. Ninguém merece, mas o Professor Marins foi elegante, atencioso. Se fosse falsidade, não resistiria ao tempo.
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| Prof. Marins - até provem o contrário, a generosidade em pessoa |
1. Neste novo ano vou tentar conviver com o melhor de mim mesmo, fazendo algumas boas concessões em nome da qualidade de vida.
Gostei dessa - lembra a frase de um amigo: " mas tú queres ser feliz ou ter razão?"
2. Neste novo ano vou ter mais coragem de errar e permitir que as outras pessoas errem;
Também acho que essa dá pra encarar – até porque, por mais que essa coragem possa existir, ainda existe sofrimento e auto-cobrança. O “Nirvana” é rir de si mesmo e ajudar os outros sem se martirizar, aí é perfeito.
3. Neste novo ano vou praticar esportes e fazer longas e sadias caminhadas. Prometo dar mais atenção à minha saúde;
Eterna promessa cujo prazo de validade é renovável. É como esperar que as multas de trânsito façam um ano pra zerar os pontos na carteira. Mas, vá lá, preciso dar um bom exemplo ao meu filho, por isso vou ser persistente. Mas não prometo barrigas de tanquinho nem meias maratonas. Aí, é hipocrisia.
4. Neste novo ano vou praticar um hobby e dar tempo a ele;
Esse já está encaminhado e funciona. Mais que isso, se virar paixão, melhor ainda. Sem remédios nem terapia.
5. Neste novo ano vou tirar férias e vou viajar para aquele lugar que sempre desejei conhecer ou voltar;
Também vale investir. Não importa o tamanho das férias. Se for pra encontrar sua antiga turma de primário ou pra ver seu filho jogar com o time da cidade vizinha.
Também vale investir. Não importa o tamanho das férias. Se for pra encontrar sua antiga turma de primário ou pra ver seu filho jogar com o time da cidade vizinha.
Valem os comentários do item 2 e 3 – mais leveza na relação, menos intransigência. Mais namoro, menos disputa. Mais flerte, menos rusgas.
7. Neste novo ano vou confiar mais em minhas intuições, acreditar e pisar fundo;
Assim como a do hobby, funciona, apesar de não ser um exercício fácil. É se preocupar menos com o que os outros pensam. Ouvir menos os donos da verdade e da vaidade. Tem gente que acorda e dorme dando conselhos. Temos que fugir de gente assim.
8. Neste novo ano vou ter tempo para o que vale a pena;
Outra que me lembra o item 3, o dos esportes – o problema não é o tempo e sim saber eleger o que vale à pena. Tantos anos acertando e errando e me sinto tão calouro nisso...mas tenho que seguir insistindo.
9. Neste novo ano só vou me cercar de pessoas animadas, com alto astral, entusiasmadas e prometo me livrar dos "sugadores de energia" e dos "corvos";
Esse faz par com item 7. Não dá pra fazer da vida da gente uma rede social. Isso é pobre demais e ilusório demais. Pra estar bem acompanhado, precisamos de poucos e bons amigos, desde que o mundo é mundo. E amigos mesmo raramente fazem algum julgamento.
10. Neste novo ano vou viver, trabalhar, torcer pelo Brasil e fazer tudo com Entusiasmo e Renato Russo disse num de seus últimos shows: “quando eu era novo, queria mudar o mundo. Hoje, se conseguir mudar a mim mesmo, já está de bom tamanho.” Precisa dizer mais?
Tenha o Natal dentro de você e use como estoque pra 2012.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
2012 - O Mundo Não Vai Acabar. Não Mesmo.
Você já viu 2012? Não vou dizer para não perder tempo, porque quando peguei na locadora não criei grandes expectativas. Mas pra quem já fez Independence Day, aquele com Bill Pullman na pele do Presidente Americano piloto e canastrão, desta vez o diretor Roland Emmerich jogou bem baixo. O filme é uma sucessão de cenas aonde o fim do mundo vem em forma de um Nintendo Wii gigantesco e John Cusack corre de um lado pra outro. Desvia de prédios caindo, crateras abrindo, decola com aviões sendo perseguidos por rachaduras gigantescas, esses absurdos. Cusack, sempre atrasado, dava um bom coelho em Alice, com Johnny Depp. Seria perfeito. E, claro, o epicentro é sempre Los Angeles, depois Las Vegas, Washington e assim vai. O desabamento do Cristo no RJ e a cena da queda da Capela Cistina até convencem, mas realismo não é o forte do filme mesmo. A trama, inverossímil, se enrosca na busca de um lugar nas arcas super tecnológicas construídas para abrigar ricos que pagaram 1 bilhão de euros pra fugir do cataclismo e reabitar a terra. Mas...pagar pra quem e porque? O mundo não vai se acabar? O filme é cheio de clichês baratos e cansativos (pai fracassado vira herói e recupera família, gangster rico com namorada burra e amante que morre no final, presidente americano com crise de consciência que quer salvar o mundo e muitos outros). Girafas e elefantes voando de helicóptero, a Rainha-mãe embarcando na arca (juro que pensei ter visto um membro da família Sarney correndo para embarcar, decerto para perpetuar a raça).
Um Dia Depois do Amanhã, Guerra dos Mundos e até Armageddon, filmes realizados entre 5 e 10 anos, dão um banho. Parece que sobre ETs e o fim do mundo não existe muito mais o que dizer, apesar de ter um monte de gente disposta a pagar pra ver – segundo o IMDB, 2012 ficou em 30º. lugar na lista dos 100 filmes mais vistos da história do cinema (a frente de coisas muito boas como Matrix Reloaded, Crônicas de Nárnia e ET, o Extra-Terrestre. Vai entender. Mas estou tranqüilo. Sem qualquer pretensão séria, era pra ser boa diversão - não foi. Se depender de Emmerich, o mundo não vai definitivamente acabar.
Um Dia Depois do Amanhã, Guerra dos Mundos e até Armageddon, filmes realizados entre 5 e 10 anos, dão um banho. Parece que sobre ETs e o fim do mundo não existe muito mais o que dizer, apesar de ter um monte de gente disposta a pagar pra ver – segundo o IMDB, 2012 ficou em 30º. lugar na lista dos 100 filmes mais vistos da história do cinema (a frente de coisas muito boas como Matrix Reloaded, Crônicas de Nárnia e ET, o Extra-Terrestre. Vai entender. Mas estou tranqüilo. Sem qualquer pretensão séria, era pra ser boa diversão - não foi. Se depender de Emmerich, o mundo não vai definitivamente acabar.
fontes: IMDB website, Omelete website, wikipedia - enciclopédia livre
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