sábado, 31 de dezembro de 2011

All We Need Is Love

Não há muito o que dizer, nem cantar. Muito a fazer, é seguir em frente. Dezembramos todos os anos, dizemos coisas que vamos fazer e o dobro daquilo que não vai ser feito, não importa. Se comprometer é o que importa. Continuar caminhando, como o comercial do wisky. E amor. Continuamos precisando. Hoje, no ano novo e pra todos os que virão. Feliz Ano Novo.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Laboratório AMGEN avança contra o Colesterol Ruim


Anticorpos Monoclonais
Os anticorpos monoclonais (mAbs, em inglês) são proteínas geradas em laboratório e que tem a capacidade de se ligar a qualquer antígeno (um vírus, uma bactéria, um agente estranho ao organismo) para o qual sejam programados. É como um míssil teleguiado, que vai em busca do seu alvo de forma específica. É muito usado no tratamento de tumores, mas sua possibilidades estão sendo ampliadas. A Amgen está desenvolvendo uma injeção à base de um anticorpo monoclonal chamado AMG145 – esta anticorpo age inibindo o regulador de colesterol PCSK9. Essa substância interfere na capacidade do fígado de eliminar o colesterol ruim (LDL).
Na primeira fase de testes, 54 homens e duas mulheres entre 18 e 45 anos foram divididos em dois grupos: os que receberam o anticorpo e os que receberam placebo em cinco doses diárias. No grupo que recebeu o anticorpo, houve redução de 64% dos níveis de colesterol ruim. Os níveis de triglicérides e HDL não sofreram alterações significativas. O estudo foi apresentado no último encontro da Associação Americana do Coração, em 14 de dezembro de 2012.
colaboração - Alexsander Poubel
fontes:  Revista Istoé on line e G1 Online 

sábado, 24 de dezembro de 2011

Como fazer uma (quase) Boa Rabanada

Pegue umas fatias de pão dormido (que ficaram de um dia pro outro). Molhe numa tigela com dois dedos de leite – deixe o pão absorver um pouco do leite por uns 15 segundos. Então esprema um pouco cada fatia e imediatamente após, molhe numa tigela com dois dedos de ovos batidos. De um lado e de outro, pra banhar bem. No fogo brando, uma panela de ferro com óleo espera o repousar dessas fatias. Pegue um garfo de cabo bem comprido para colocar as fatias, uma a uma no óleo quente. Fique longe da panela, porque o óleo, ao contato com as fatias úmidas, é perverso. Pode saltar nos seus braços e até num olho. Deixe dourar bem cada lado. Prepare um prato com um papel-toalha de lado e deposite ali as fatias pra que todo aquele óleo possa escorrer e ficar no papel-toalha. Além das fatias ficarem mais sequinhas, suas artérias agradecem. Na ponta do processo, minha orientadora observava impávida, pro toque final: polvilhar as espécimes douradas com canela misturada com açucar e pronto. Está dada a receita de RABANADAS, caso alguém queira se aventurar.
Achei que fazer rabanadas pro Natal era difícil. É e não é. Neste Natal, fui aprendiz da minha avó na beira do fogão e cheguei confiante. Mas tem uma lei universal que não tem como contrariar  – o valor da mão de quem faz e a exata dimensão dos tempos em cada etapa. Logo vi que aquilo não era pra iniciantes. Experimente deixar o pão no leite alguns segundos a mais do que o aceitável e pronto, o pão se desmancha e essa fatia já não serve mais. Experimente deixar o pão menos tempo na fritura – doura por fora mas fica cru por dentro. E se deixar um pouco a mais, doura por dentro e queima por fora. Muito óleo na panela, o colesterol que se cuide. Pouco óleo, a rabanada ficar crua também. O negócio é tão simples que não tem como esconder a incompetência - ou sabe fazer ou não sabe, é mesmo pra profissional.
A rabanada é um prato português, tradicionalmente servido no Natal, acompanhado de um bom vinho. Aliás, pode ser também feita no vinho ao invés do leite, mas essa eu vou tentar quando me graduar. Prometi pra minha avó que ia ajudar pra não quebrar a tradição da família. Minha avó ostenta seus 85 anos frente a um fogão como ninguém. Mas já nessa altura da vida, o risco de encarar óleo fervendo não vale a ousadia quando se tem netos pra meter a mão. Missão dada, missão cumprida e o módulo avançado (rabanadas ao vinho e ao chocolate) é o próximo passo.
Feliz Natal a todos.  

É tempo de Proposições Honestas

Já encontrei o Professor Marins, antropólogo e palestrante, em aeroportos por aí. Não conheço ele, mas sei de quem conhece e  me parece uma pessoa que busca viver o que diz nos vídeos e palestras. Costuma cumprimentar amistosamente as pessoas que falam com ele até na esteira das malas. Já vi ele ser cortes com um executivo que o abordou chegando à meia noite num aeroporto de São José do Rio Preto, depois de um vôo atrasado. Ninguém merece, mas o Professor Marins foi elegante, atencioso. Se fosse falsidade, não resistiria ao tempo.

Prof. Marins - até provem o contrário,
a generosidade em pessoa
Pois procurava uma mensagem honesta pra postar e me deparei com essa do Professor Marins. Não queria proposições irreais. Chega de dizer coisas que não vai fazer. Que seja algo mais simples, mas que dê pra correr atrás e garantir alguma sinceridade. Veja:

1. Neste novo ano vou tentar conviver com o melhor de mim mesmo, fazendo algumas boas concessões em nome da qualidade de vida.
Gostei dessa - lembra a frase de um amigo: " mas tú queres ser feliz ou ter razão?"

2. Neste novo ano vou ter mais coragem de errar e permitir que as outras pessoas errem;
Também acho que essa dá pra encarar – até porque, por mais que essa coragem possa existir, ainda existe sofrimento e auto-cobrança. O “Nirvana” é rir de si mesmo e ajudar os outros sem se martirizar, aí é perfeito.

3. Neste novo ano vou praticar esportes e fazer longas e sadias caminhadas. Prometo dar mais atenção à minha saúde;
Eterna promessa cujo prazo de validade é renovável. É como esperar que as multas de trânsito façam um ano pra zerar os pontos na carteira. Mas, vá lá, preciso dar um bom exemplo ao meu filho, por isso vou ser persistente. Mas não prometo barrigas de tanquinho nem meias maratonas. Aí, é hipocrisia.

4. Neste novo ano vou praticar um hobby e dar tempo a ele;
Esse já está encaminhado e funciona. Mais que isso, se virar paixão, melhor ainda. Sem remédios nem terapia.

5. Neste novo ano vou tirar férias e vou viajar para aquele lugar que sempre desejei conhecer ou voltar;
Também vale investir. Não importa o tamanho das férias. Se for pra encontrar sua antiga turma de primário ou pra ver seu filho jogar com o time da cidade vizinha.


6. Neste novo ano vou sair mais, namorar mais, amar mais e fazer programas memoráveis com que amo;

Valem os comentários do item 2 e 3 – mais leveza na relação, menos intransigência. Mais namoro, menos disputa. Mais flerte, menos rusgas.

7. Neste novo ano vou confiar mais em minhas intuições, acreditar e pisar fundo;

Assim como a do hobby, funciona, apesar de não ser um exercício fácil. É se preocupar menos com o que os outros pensam. Ouvir menos os donos da verdade e da vaidade. Tem gente que acorda e dorme dando conselhos. Temos que fugir de gente assim.
8. Neste novo ano vou ter tempo para o que vale a pena;
Outra que me lembra o item 3, o dos esportes – o problema não é o tempo e sim saber eleger o que vale à pena. Tantos anos acertando e errando e me sinto tão calouro nisso...mas tenho que seguir insistindo.   

9. Neste novo ano só vou me cercar de pessoas animadas, com alto astral, entusiasmadas e prometo me livrar dos "sugadores de energia" e dos "corvos";
Esse faz par com item 7. Não dá pra fazer da vida da gente uma rede social. Isso é pobre demais e ilusório demais. Pra estar bem acompanhado, precisamos de poucos e bons amigos, desde que o mundo é mundo. E amigos mesmo raramente fazem algum julgamento.

10. Neste novo ano vou viver, trabalhar, torcer pelo Brasil e fazer tudo com Entusiasmo e Renato Russo disse num de seus últimos shows: “quando eu era novo, queria mudar o mundo. Hoje, se conseguir mudar a mim mesmo, já está de bom tamanho.” Precisa dizer mais?

Tenha o Natal dentro de você e use como estoque pra 2012.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Desintoxicações II

Em tempos de Lei Seca no Brasil, não mudar a forma de se relacionar com bebidas alcoólicas simplesmente não é mais aceitável. A quem um ser humano que vai a uma festa, “enche o latão” e depois sai dirigindo pra casa quer enganar? Alimento e estimulo a esperança que o álcool no Brasil (e, com toda a força do pensamento, quem sabe no mundo) encontre a mesma derrocada que hoje ronda o fumo.  E nesse particular não adianta aliviar a mão. Quem bebe e fuma demais não tem controle sobre o próprio senso – não dá pra culpar o doente, mas há que cortar-lhe o suprimento, lentamente. Ainda que esse suprimento venha em forma de garrote social, se é que me entendem. Mas sou otimista e digo isso sem medo de ser feliz – o mundo melhora devagar, mas melhora sempre. O mote da “cerveja sem álcool” não me parece totalmente verdadeiro e já falamos disso por aqui. Com o perdão da palavra, mas uma lei que diz que uma bebida com até 0,5% de álcool é considerada “sem álcool”, é uma lei cretina e de caráter, no mínimo, duvidoso. Não quero se repetitivo, veja esse link (aqui). Mas antes um "quase sem nenhum álcool" do que simplesmente não ter alternativa à altura.
Só que surge agora um novo artifício – o uísque sem álcool (sem álcool mesmo, segundo o fabricante). A americana Arkay Beverages garante ser “o primeiro uísque sem álcool do mundo. E, pra se defender das possíveis alusões tipo “uísque de araque”, adianta que o produto atende a todos os padrões de qualidade exigidos nos EUA e Europa. E é barato – cerca de 10 dólares a garrafa de um litro, comprada via web. Com ou sem reclamação, está fazendo sucesso. O site da empresa recomenda pra religiosos, grávidas e ex alcoólatras. No caso do alcoolismo, existem opiniões (e estudos) afirmando que bebidas sem álcool seriam facilitadores para ex alcoólatras retornarem ao vício. Não sou médico, não sei. Mas, vendo por outro prisma, se deixar o vicio significa passar por um momento de auto-engano usando uma destas bebidas, que assim seja...
fontess: arkay beverages website e revista istoé

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

50 mil Espirradas! Obrigado, leitores.

Obrigado a todos os amigos leitores do blog. Foram 50 mil visitas e mais de 70 mil páginas visitadas em dois anos. Ter o que dizer é tão bom quanto ter amigos interessados em escutar (ou ler). Isso só aumenta nossa responsabilidade e também o entusiasmo por buscar temas interessantes e instigantes.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Ouça Luciana Mello - seu ouvidos agradecem

 “Simples Desejo” – quando ouvi pela primeira vez achei a música singela demais. Era simples, como o título. Letra do Jairzinho Oliveira, um instrumental super requintado, uma voz muito melodiosa e versátil. Foi como eu conheci Luciana Mello. Quando me dei conta, botava no CD do carro quando ia ou pro escritório ou pro aeroporto, todos os dias – eram dias onde eu só precisava que o dia terminasse bem. “Hoje eu só quero que o dia termine bem” virou meu mantra nas remotas manhãs em Belo Horizonte. Estou falando de 2002 ou 2003, mais ou menos. A música já tinha dois anos de sucesso, mas eu andava meio alienado. Vendo uma performance dela com “É assim que se faz” num desses “Faustões” da vida, com dança e corpo de baile, a coisa não fechava. Luciana Mello era maior que aquilo. Aquele público não entendia o valor daquela música e não por culpa do público. É mais fácil gostar de Luan Santana do que de Luciana Mello (nada contra o Luan, mas é verdade). Não por coincidência, as aparições dela em programas de auditório foram se tornando raras.
Me envolvi tanto com o som de Luciana Mello, que botei na cabeça que queria contratar um show dela, um desafio pessoal. Missão cumprida. Em 2005, Teatro do Hotel Ouro Minas em Belo Horizonte, quase 500 pessoas assistiam essa pérola negra soltando a voz de pé engessado (um acidente domestico, ou coisa assim) em pleno dia dos namorados. O público? Casais onde no mínimo um dos dois era médico, senão os dois. O teatro veio abaixo, tinha gente sentada no chão, na ante-sala e uma fila de mais de 30 carros tentando uma vaga no estacionamento do hotel. Não dá pra esquecer um dia desses. Eu, envolvido demais com a organização como estava, consegui ver do back stage duas ou três músicas. Mas na hora do “Simples Desejo”, onde tudo aquilo começou, estava no estacionamento junto com a gerência do Hotel acalmando os ânimos de quem não conseguia entrar. Nada é perfeito. Vendo toda aquela gente entoando Simples Desejo, virei e comentei com meu amigo Saldanha: “Cara, conseguimos, você acredita?”.
Passado um tempo, Luciana Mello se tornou a imagem daquilo que dá orgulho no Brasil. Arte honesta, consistente, música popular moderna e de raiz – atemporal, como Jair Rodrigues (tem a quem puxar). E só tem 32 anos. Uma voz sofisticada e acessível, jamais vai ser POP, porque não é pra ser, mas quem se der ao direito de conhecer Luciana, é um caminho sem volta. Se dê a esse Simples Desejo.
Com o novo sucesso Tchau, que nem "Simples Desejo" ela fez aquilo de novo...tá no CD do carro. Veja o video.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A Natureza e os ínfimos pedantes

A Natureza é um gigante hiperlativo. Nós? Não temos a menor noção do nosso tamanho. Mas ela é um gigante gentil, porque nos atura. Nos criou e nos atura. E, até prove o contrário, ela é eterna em sua grandeza transformadora. Nós? Somos ínfimos pedantes, nossa eterna ignorância. Ainda estamos naquela hipocrisia de querer separar o lixo seco do lixo orgânico... e confundir os cestos certos.

Enquanto brincamos de assinar protoclos, de vez enquando ela torce o nariz e nos manda uns recados. Ué, com o tamanho que ela tem, os recados não podem mesmo ser pequenos. Pena que gente inocente acaba entrando na dança. Mas o dicionário diz que gente inocente é gente que ignora o mal.  Ninguém é totalmente ingênuo. Mas a natureza resiste, insiste. Até quando, ninguém sabe ao certo. Não vai ser rápido nem romântico, nem apocalíptico. Também não acredito que vamos criando guelras (ou branquias), mudando a pele. Vamos nos adaptando de forma mais sutil, mas terá um limite. Nosso organismo vai aceitando, não se sabe até quando. Veja filme - Mar de Fiji.

A natureza é mesmo fantástica! por matmarley2005 no Videolog.tv.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Fim aos Fumódromos no Brasil

Fumar ficou ainda mais difícil no Brasil. Presidente Dilma Rousseff sancionou lei que acaba com os fumódromos. Cigarro em ambiente fechado, ainda que reservado a fumantes, jamais.

E já tem data marcada o fim da propaganda de cigarros nos rótulos das embalagens aqui no Brasil. Os avisos sobre os projuizos causados pelo cigarro deverão ocupar 30% da parte frontal das embalagens a partir de 1º de janeiro de 2016. A propaganda de cigarros também fica restrita aos locais de venda apenas. Vai demorar um pouco mais, mas a Austrália é aqui...
fonte: estadao.com

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Guerra ao tabagismo à Australiana

Novo "Marketing" de cigarro nas prateleiras australianas
A derrota mais dura do tabagismo começou em 2011. A Austrália aprovou no Senado o que talvez seja a lei mais pesada sobre propaganda de cigarros. Maços de cigarro sem logomarca, ilustrações ou qualquer arquétipo de marketing que possa induzir o hábito de fumar. A lei aprovada passa pela Câmara baixa daquele país e, uma vez sentenciada, vigora a partir de dezembro de 2012. Claro que tanto a British Amarican Tobbacco quanto a Philip Morris vão tentar reverter na justiça, mas o Ministério da Saúde australiano já disse que não tem medo de ação judicial e que não tem volta. Os novos maços são de um verde oliva desanimador e com fotos ainda mais desanimadoras - essas, já circulando no Brasil e em outros países.

É sabido que parar de fumar é uma missão inglória pra um fumante. Mas é inegável que com um "estimulo" destes, dá pra, no mínimo, pensar em tentar. Quinze mil australianos morrem por ano por causa do vício do cigarro. 

Esse tipo de movimento só depende de um país considerado ético o suficiente pra começar uma tendência, questão de tempo. Galera que trabalha com Marketing de cigarros, não quero ser desmancha prazeres, mas se precisarem de uma ajuda com os curriculuns, contem comigo.

fonte: Revista Exame & Opinião e Notícia website

sábado, 10 de dezembro de 2011

Badoo - feito pra badalar

O Facebook reúne amigos, o Linked In lembra trabalho e os sites de encontro convencionais querem aproximar gente que busca juntar as escovas de dentes, o caso do ParPerfeito. O Badoo é outra coisa, vai além. Bilhetes em pára-brisas, guardanapos com telefone, a apresentação de um amigo, cantadas ensaiadas e muquiranas, a “deixa” na porta de um banheiro. O Badoo quer ser tudo isso hoje, mas com outra dinâmica. Um point de gente que quer conhecer gente não para compromisso, muito pelo contrário. Querem ser vistos e badalar, só. É pra paquerar, ficar em evidência. E a lógica do site leva a isso, estimula a conhecer pessoas interessantes. Você preenche seus dados e vai tendo acesso a informações de perfis também. O site rankeia fotos, pessoas e seus perfis conforme a popularidade. E quem quer ser mais visto tem que pagar. O crédito vai depender da vontade de aparecer e ser acessado.
Fundado em 2006 pelo empresário russo Andrey Andreev, em 2011 bateu na casa dos quase 130 milhões de usuários. Com aplicativos para smartphones, o Badoo pode aproximar pessoas totalmente desconhecidas que estejam a menos de um quilômetro de distância. “O que fazemos é acelerar experiências e vivências naturais das pessoas”, filosofa Lloyd Price, Diretor de Marketing do Badoo.  No Brasil, o site já conta com 15 milhões de pessoas.
fonte: Revista Exame

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O mito é tudo e é nada. Imagine.

Strawberrry Fields Memorial
a plaquinha é a mesma (ou não? será que é mito?)
Mitos. Explico porque não gosto de mitos - por vergonha. O mundo tem mitos em profusão. Toda esquina tem um herói anônimo, alguém cuja vida renderia fácil fácil uma candidatura a mito. Gente com história, gente real. Gente que nunca esteve na vida a passeio. E gente que jamais conhecerei. Então, um dia achei mais justo desdenhar dos que tem a simpatia dos holofotes, em respeito aos que nunca terão essa chance, mas mereceriam de todo o jeito.
Por isso, quando ouvi no rádio do carro que há 31 anos morreu John Lennon, resolvi não falar nele – o mito. Gosto de algumas músicas dele. Um dia, passei em frente ao Edificio Dakota, parecia que tinha entrado num dos filmes os quais o prédio já foi pano de fundo. Imponência sombria. Pedi que o porteiro me mostrasse onde Lennon tinha tombado - o cara era sisudo, como o prédio. Me mostrou o local com cara de velório. Perguntei se era ele quem estava lá no dia do tiro. Aí ele riu - "Não senhor, eu trabalho aqui no Dakota há apenas dois anos". Tirando onda de fã, fui até o Central Park, ficar ali olhando pro "Strawbarry Fields" no chão cheio de neve. Lembro que pensei "pena que tropeçou num maluco". Todo mundo tropeça em doidos todo o dia, mas afinal era John Lennon. Sobre a vida, a produção dele, as maluquices e tudo o mais, deixo pros “Beatle maníacos” e “Lennon maníacos”.  Graças a isso, Yoko Ono tem mais de 500 milhões de dólares em caixa – aliás, não menosprezando a quantia, mas pra um mito, achei que o espolio era bem maiorzinho...
Abaixo, vídeo que o Google fez em 2010 para homenagear os setenta anos de John Lennon, muito legal. O resto, é mito.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Aos sessenta e mirando o futuro

Recebi um texto de Tita Teixeira - OS SEXALESCENTES (um trocadilho com sexagenário-adolescentes, acho) . Gostei muito da reflexão, tentei achar a autora na web, mas deve ter umas dez Titas Teixeira. Uma pena, gostaria de entrar em contato. Recebi o texto do meu amigo Pietoso. Se você recebeu, leia porque esse vale à pena.
Chegar aos sessenta é entrar num novo estilo de ser e ver a vida o qual não sabemos como lidar. Num tempo nem tão distante assim, gente com sessenta anos era velha. Ter sessenta anos era sinônimo de pijamas e chinelos, INSS, etc. Essa noção de tempo se foi. Então surge uma população enorme com estilos de vida, visões de mundo, vitalidade, expectativas e necessidades as quais nada tem a ver com aquela antiga noção do que é envelhecer. Mas que, exatamente pelos mesmos paradoxos, gente novinha é que não é. E lidar com isso não é e vai ser simples tão cedo. As estruturas e relações de trabalho, os planos de saúde e as previdências sociais (pra ficar só nesses) não contavam e não contam com essa mudança e, pelo visto, não há solução imediata. Nem os filhos se prepararam pra isso. Pais joviais, humanos, com os mesmos dilemas, requisitam atenção e esbanjam vitalidade.  
A cultura da poupança visando o futuro não é exatamente uma prática no Brasil. Torramos tudo enquanto o braço é forte, o que já não ocorre em outras culturas, como no Canadá e nos EUA. Mas o problema previdenciário é mundial, não só brasileiro. Nos EUA, o montante acumulado como reserva previdenciária é equivalente a 120% do PIB - a população se prepara a vida inteira para a velhice – porém com a crise americana, o Escritório de Censo do país publicou uma pesquisa preocupante: existem hoje mais de 49 milhões de pobres no EUA e os idosos estão no grupo que mais empobreceu entre 2008 e 2010. Em países europeus, como Itália, França, Noruega e Grécia (muito parecidos com o Brasil nesse quesito), a concentração de reserva previdenciária é equivalente a menos de 10% do PIB. Não precisa ir longe pra perceber qual será o elo fraco com o impacto da crise européia.

Até 2050 teremos cerca de dois bilhões de idosos no mundo e não há Previdência que segure uma população como esta. Ok, então essa massa terá que continuar trabalhando para equilibrar a balança. Como está acontecendo em alguns países europeus, dentre algumas regras de aposentadoria que estão sendo revistas, a idade mínima para a aposentadoria está sendo revista pra cima. Mas como fazer pra continuar na ativa? Qual empresa tem em seu plano futuro o objetivo de abrigar mais pessoas com mais de 50 anos em seus quadros? O movimento tem sido juntamente o contrário. Num mercado pulsante, cheio de oportunidades, a experiência de guerra poderia ser o fiel de balança nas relações comerciais bem sucedidas. Mas não. O que se vê é gente mal saída da faculdade, analfabetos emocionais, cheios de Ipads e prepotência juvenil querendo tocar grandes negócios.
Em algum momento, a mídia de massa terá que dar uma mãozinha na mudança de perspectiva dos sexalescentes e empunhar a bandeira do "ser sessentão é "in". Alguém duvida do poder que a TV aberta tem sobre o comportamento das pessoas?  É só prestar atenção na forma como a homosexualidade está sendo abordada em combate ao preconceito. Enquanto isso não acontece, sugiro aos queridos sexalescentes dois passos pra trás e um pro lado – reduza seu passivo ao mínimo. Mude de paradigma – o apego à raiz é um veneno. Aquela casa dos sonhos, transforme tudo em reserva, vá para uma bem menor e tão confortável quanto, de preferência cujo aluguel seja menor do que o retorno de um bom investimento. Compre algo que possa virar renda extra – se foque nisso. Se seus filhos ainda dependem de você, chame pra conversa e anuncie o desmame, planeje isso com eles no curto prazo.  E, seja lá o que for fazer, use o capital intelectual. É um estoque que não acaba nem fica imobilizado. Capital empatado, jamais – só dá dor de cabeça. Faça isso, não espere ajuda de onde tão cedo não vai vir. Fique leve e aproveite. Isso vale bem mais que a casa dos sonhos. Como tudo na vida, isso dá trabalho, mas só existe uma certeza - vamos todos chegar nos sessenta, com grandes chance de ultrapassá-lo. Então porque não tentar de forma digna? Afinal, pra quem já trabalhou tanto, mais um pouco não vale? Claro que sim.
fontes: drprevidencia website e voce s/a website

sábado, 3 de dezembro de 2011

Doença de Chagas - Rochagan para crianças

A doença de Chagas é uma infecção causada pelo Trypanossoma, um parasita alojado no Barbeiro, inseto feio que mora em qualquer lugar onde tenha sangue pra se alimentar, seja gente, vaca, galinha, o que quer que seja. Vivem em zonas rurais e/ou em regiões onde morar não é nenhum paraíso, mas a arte da sobrevivência. São lentos e se alojam nas roupas dos homens, nas penas das aves, próximos de toras de lenha e outros cantos. Existem mais de cem tipos de barbeiros dispostos a ficar chupando o sangue enquanto a vítima dorme. Ele lança a sua tromba como uma agulha de injeção e enquanto suga, perversamente vai anestesiando o local. Fica ali uns 10 a 20 minutos vampirizando, depois se vai. No ano de 2010, em Belém do Pará, foram identificados cerca de 40 casos de Doença de Chagas (contaminação e morte) por ingestão de açaí contaminado com as fezes do Barbeiro.
O Barbeiro - feio e ameaçador, apesar de lento
A doença de Chagas causa cardiopatia severa e lesões tais como megaesôfago, além de inúmeras outras complicações. O tratamento é a base de benzonidasole (Rochagan®), um  remédio que não ajuda muito na fase crônica e com muitos efeitos colaterais. Uma das grandes barreiras históricas é o tratamento de crianças infectadas. Há 40 anos o Rochagan® é apresentado em comprimidos que, nesses casos, precisavam ser fracionados, sempre com grande risco de falha terapêutica. Pois a ANVISA aprovou uma apresentação pediátrica, em pós solúvel, produzido pelo LAFEPE – é a única apresentação desse tipo em tudo o mundo. Leve-se em conta que são cerca de 14 mil infectados recém nascidos/ ano e que  a detecção e tratamento no primeiro ano de vida garante cerca de 90% da eliminação do parasita. Dá pra perceber o quanto essa nova apresentação representa para a Saúde Pública.     
fontes: folha online, abc da saúde website, recanto das letras, fiocruz website e website e wikipedia.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Dusek, você é O Cara.

Eduardo Dusek escandalizou no final dos anos 70 cantando e tocando piano pra uma galera ensandecida. Vestia fraque e cuecão, cabeleira loura, absoluto. Cantava "Nostradamus", uma sátira de humor negro atual até hoje. Na época, muita gente não entendeu. Em 1980 eu era um frangote fascinado pela febre daquele Festival MPB Shell. Nunca esqueci aquela figura que, pouco tempo depois, na onda oitentista emplacaria Barrados no Baile, Cabelos Negros, Aventura, Rock da Cachorra e muito mais. Dusek tem menos espaço no cenário do showbiss brasileiro do que a sua estatura (não só a verdadeira, de quase dois metros). Uma pena. Verdadeiro gigante pela própria natureza, faz teatro, novela, canta, compoe, pinta, borda, tudo impecável, como prova seu novo DVD. O nível é altíssimo como só Eduardo Dusek sabe exigir dele mesmo. Dusek, você é o cara.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Cuidado com o Bafo de Onça

Cheiro é tatuagem, te acompanha mesmo quando você nem pensa mais nele. Cheiro de carro limpo, de cinema, de loja fashion, de Shopping Center. Mas memória olfativa pode ser a glória e a desgraça. Cheiro forte tira a graça. De banheiro, de Hospital, de trem lotado, mau hálito. Esse último é pesado, deixa marcas. Minha memória olfativa não trai. Lembro um por um, alguns amigos que falavam de perto. Me dê um nome pra quem tem mau hálito...azarado, porque não tem amigo. Verdade. Já tentei avisar e o resultado não foi bom, não caiu bem. Falei “tá com halitose forte, deve ser do aparelho”. Aceitou, acho que não perdi o amigo, mas percebi que não falava mais comigo de perto.
Halitose é uma m...principalmente aquele de acordar de manhã, depois de uma noite quase sem salivar. E não adianta escovar só os dentes, tem que escovar a língua, mesmo que dê ânsia de vômito, desagradável mal necessário. Essa é a halitose natural. O culpado é a saburra, aquela coisa esbranquiçada no meio da língua. A coisa complica quando existe uma cárie, uma ferida cirúrgica ou problemas de gengiva, tudo é colônia pra bactérias. 32% dos casos se enquadram nessa descrição. Já uma disfunção de causa sistêmica pode ter inúmeros motivos - pessoas com amigdalite, faringite, desvio de septo e qualquer problema que dificulte a respiração e a salivação terão que apelar pro chiclete. As úlceras, gastrites e outras “ites”, além de fumo, álcool e drogas também podem dar trabalho. A halitose é bem democrática na hora de achar um culpado.
Uma vez, me ensinaram um negócio nojento pra própria pessoa saber se está com halitose. Dar uma lambina no dorço da mão e encontar o dorço a uns 5 centímetros do nariz. O cheiro que sentir é o que os outros estão sentindo - funciona. O negócio é sério - relacionamentos e empregos estão em jogo por causa do famoso "bafo de onça". Ninguém merece e nessa hora não tem vítima nem algoz, só o bafo. Bom mesmo é procurar um dentista e fazer um bom diagnóstico. Vai que algum amigo te olha acanhado...”cara, tá complicado, sabe...”. Não dê de ombros, não finja que não sabe. Sabe sim.
fonte: steticlin website e terramagazine.com

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Heart Attack Grill - Vale à Pena Morrer por Gosto

A palavra caloria tem tradução: Comida gorda. Mas caloria é bem mais que isso. Essa unidade de medida serve pra tudo que contenha energia, ainda que na nossa vida prática pensar na energia potencial dos alimentos seja a remessa mais imediata. Um grama de carboidratos tem quatro calorias, um grama de proteína tem quatro calorias e um grama de gordura tem nove calorias.
"Doctor" Joe Basso - sem meias palavras
Tentava contar a um amigo esses dias sobre um restaurante americano que resolveu sincerizar o Marketing de seus “produtos” - sanduiches super gordos e extra generosos em tudo o que a turma do politicamente saudável mais abomina. Na hora não saiu, mas fui pesquisar e achei. Heart Attack Grill, em Chandler, Arizona. Não tem meio termo - servem coisas do tipo oito mil calorias, sem alface nem gergelim. Tomatinhos-cereja nem pensar. O nome da “criança” é Bypass Burger ou, em bom português, Hamburger Ponte de Safena. As opções varia de acordo com o número de andares de bife e vão do simples ao quádruplo.E quem pesa mais de 160 quilos come o quanto quiser.
O Marketing da casa é claro: "Taste worth dying for", algo como "Vale à Pena Morrer por Gosto". Tanta franqueza vale uma legião de super fãs e, na piada, eles levam isso a sério. Oito mil calorias?! Alguém pode me dizer pra onde vai tudo isso? Enquanto você pensa, cuidado. Joe Basso, o fundador, não queria franquias com medo de não conseguir manter a "qualidade" dos serviços. Mas repensou. Já tem uma filial no Texas e em breve terá outra em Las Vegas. Cada um é o que come e sabe o que faz. Mas deve ser bom paca... 
Veja o clip.

fontes: Heart Attack Grill website, Revista Superinteressante, The Bobs Well Show website e Papo de Gordo website.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Quimio - Porque o cabelo cai

Por que quimioterapia provoca queda de cabelos - A queda do cabelo durante o tratamento de câncer, por causa da quimioterapia, é o segundo impacto sentido pelo paciente no enfrentamento da doença, depois do diagnóstico, segundo a psicóloga Samantha Moreira, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira. "Significa perceber-se doente e perder a imagem corporal", afirma o oncologista João Paulo Lima, do Hospital de Câncer de Barretos. Esse efeito colateral abala mais as mulheres, que, sem os cabelos, podem sentir uma perda da feminilidade. Mas os homens também ressentem a perda de cabelo e barba. É o caso do bancário Leandro Ferreira, 26, que trata um câncer de testículo. Ao ver o cabelo cair em tufos e ficar cheio de falhas por causa da quimioterapia, ele preferiu raspar a cabeça para se antecipar ao efeito dos medicamentos.
"É dolorido, cheguei a chorar. Por mais que eu tivesse pouco cabelo, ele estava ali, e tirá-lo foi algo imposto, não foi uma opção minha." Uma dificuldade, conta Leandro, é enfrentar os olhares das pessoas na rua. "Acho que a careca de quem tem câncer é diferente. A pele fica mais fina. As pessoas olham, medem e pensam: 'Ele está com câncer'." Segundo Lima, o que mais preocupa os homens é a manutenção da independência e a impotência sexual.
João Marcelo Knabben, 26, faz tratamento contra um tumor que apareceu na língua e atingiu o olho esquerdo. Ele temia mais a náusea e a diarreia, também efeitos colaterais da químio, do que a queda dos cabelos. "Acho até que fiquei melhor com a cabeça raspada." A dermatologista do Inca (Instituto Nacional de Câncer) Fernanda Tolspoy afirma que a reação depende da vaidade de cada paciente. "Para muitos homens, a perda da barba que cultivam há anos é traumática."

POR QUE CAI - Os remédios usados contra câncer atacam as células que estão se dividindo mais rápido, característica das células do tumor. Mas as células que dão origem ao cabelo também se replicam em alta velocidade e, por isso mesmo, são mortas pelo tratamento por tabela. Na radioterapia, a queda dos cabelos é rara, mas a pele pode ficar envelhecida.

Na químio, o cabelo pode cair de forma mais rápida ou gradual, em forma de tufos. Para evitar as falhas, muitos raspam o cabelo. "É uma forma de encarar a doença de frente, dizer: 'É isso, estou com câncer'", diz Tolspoy. Foi assim que Rosimeire Venturini, 44, que se trata de um câncer de mama, encarou a perda dos cabelos. "Você tem de tomar decisões, e é preciso ter coragem para assumir que tem câncer e dizer: 'É hora de lutar'." Ela conta que, no início do tratamento, deixou o cabelo bem curto. Ao se olhar no espelho, teve uma crise de choro. "Agora que voltou a crescer, pensei: 'Estou chegando à fase final do tratamento, estou vencendo'."

fontes: folha.com - matéria na íntegra

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O Mundo "entre aspas" 22

Joseph Ross
"Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida". (Confusio).

"Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível". (Mahatma Gandhi)

"Leva tempo para alguém ser bem sucedido porque o êxito não é mais do que a recompensa natural pelo tempo gasto em fazer algo direito." (Joseph Ross - pensador americano)


terça-feira, 15 de novembro de 2011

O Fim do Download tem nome - Streaming

Há cinco anos, depois de muito resistir, comecei a baixar músicas pela internet. Me senti moderno, "I've got the Power!" - "agora sim estou conectado com as tendências". Qual nada. Rapidinho, fiquei velho de novo e não demorou muito.
Existe um ambiente imaginário chamado “nuvem” em algum lugar um pouco acima da terra, que nos permite resgatar o que nos dá prazer a hora que quisermos. O tom etéreo da frase é exagerado, mas é assim que vamos ouvir música. Vamos não, porque já estamos atrasados. Isso já existe no cotidiano de muita gente – é o Streaming. No Streaming, um catálogo enorme de músicas fica disponível num servidor de internet, em núvem. Mediante uma assinatura mensal, você pode ouvir quais músicas quiser sem a necessidade de baixá-las. Creio que a Last FM, uma empresa inglesa, foi uma das pioneiras – você criava a lista e podia ouvi-las quando quisesse. Eles se auto intitulam "um site de recomendações musicais". De inicio, o acesso podia ser “free” para um pacote sem limite de músicas, mas com navegação restrita. Outro pacote mais robusto, era pago (3 euros) e com acesso ilimitado. O legal da Last é que se encontra muita música nova, bandas as quais não seria possivel ter acesso não fosse por eles.  Mas a Last FM, seguindo a tendência do mercado, vem restringindo gradativamente o acesso – desde fevereiro de 2011 o usuário que quiser acessar por smart phones, por exemplo, tem que criar uma conta Premium e pagar.
Existem montes desses serviços fora do Brasil e que ainda não operam por aqui. No Brasil, estamos ainda engatinhando e o potencial é enorme. A Terra Sonora foi a pioneira brazuca. Disponibiliza um catálogo de mais de 12 milhões de músicas a um custo de R$ 9,90/mês. Como a cultura de ouvir música sem ter o arquivo é uma coisa nova, você tem duas opções: 10 dowloads/mês ou ouvir ilimitado sem baixar. Achei o site um pouco confuso, até pra mostrar claramente quanto pagar pelo serviço. Muito poluído. E eu ainda gosto de ter a músiquinha só pra mim, esse negócio de ouvir direto, sem baixar, não me arrebatou. Nossa internet no Brasil é muito ruim, o que contribui pra essa resistência. Lembro que, mesmo tendo pago, me retirei da Last FM por não conseguir ouvir uma música que não tivesse uns cinco travamentos enquanto carregava (assim como  Youtube).
Segundo o Jornal O Estado de São Paulo, o Streaming já participa com 8% de tudo que foi faturado no mercado de música online no mundo e deve quintuplicar até 2015. A tendência é que ocorra o mesmo com videos. Está sendo considerada a segunda revolução digital depois do Napster e mais um passo pra minimizar os estragos feitos pela pirataria no negócio mundial da música. Tomara que dê certo.  
Veja o video abaixo!

fonte: O Estado de São Paulo on line, Last FM website e Terra Sonora website

domingo, 13 de novembro de 2011

Os três "Ps" da Psique

Psiquiatra, Psicanalista, Psicólogo,... O jornalista Guilherme Genestreti escreve um artigo sobre o entendimento de cada um destes “psis” de uma forma que considero didática.
Jacques Lacan
Psiquiatra - formado em medicina, ele pode prescrever medicamentos e os usa pra tratar transtornos mentais de caráter patológico. Ou seja, quando envolve doença. Psicólogo – trata de transtornos, normalmente de caráter exógeno (determinado por algum evento externo) e não receita medicamentos. O psicólogo age como um anti-vírus para o nosso software. Vai identificando e ajudando a limpar o HD. Psicanalista - faz o mesmo que o psicólogo só que pelo modelo freudiano. O que dizia Freud? Que nossa vida consciente é determinada por um outro “eu” inconsciente. Sabendo interpretar o que se passa nesse inconsciente, o psicanalista chega ao problema do paciente. Também focava o centro dos problemas na relação de conflito entre filhos e seus pais. O sujeito sempre tinha uma rusga mal resolvida com a mãe ou com o pai – considerando a estrutura tradicional das famílias, onde pai e mãe tinham papéis “definidos”. O Dr. Lacan, seguidor mais famoso de Freud, adicionou a linguística a essa visão. Segundo ele, o inconsciente se estrutura como uma linguagem – mais do que aquilo que o paciente diz, pra Lacan importa o “como” ele diz. Também modificou a noção de tempo de uma sessão. Se antes, o que determinava o fim do papo era o relógio, agora o que determina é a situação do paciente e a arbitrariedade do analista.

O Dr. Jorge Forbes, psiquiatra brasileiro que trouxe a psicanálise Lacaniana pro Brasil (e foi aluno de Lacan), defende que o modelo do complexo de Édipo já não é suficiente para explicar as contradições da vida moderna. Hoje o sujeito tem que se responsabilizar por suas opções e não buscar explicações para as suas angústias e decisões apenas em fatores externos. Segundo ele, "O analista põe as cartas na mesa e faz o paciente a se responsabilizar pelas suas decisões."
fonte: Dr. Jorge Forbes website e folha online

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O Se Espirrar Saúde voltou, desculpe a nossa falha!

Sou inquieto. E se o assunto à o blog, mais ainda. Sempre estou fuçando nas configurações, buscando com gente escolada o que tem de novidade. Esse esforço de tentar manter o blog atual e interessante tem um preço. De vez enquanto, pego umas estradas "que ao findar, vai dar em nada". E fica pior quando a estrada não tem placas, as ruas são vazias e pouco iluminadas. Nem um cachorro, um andarilho pra dar uma dica. E você olha pra trás, a neblina te impede de voltar. Foi assim que me senti quando essa semana resolvi experimentar um aplicativo do blogger chamado "interactive views". Pareceu atraente,coisa nova. Só que o tal aplicativo é novo demais - ainda não existe no Brasil de "11/11/11' (brrrr...).  Travou a interface gráfica do blog, desespero total - o "Se Espirrar, Saúde!" estava fora do ar. Depois de muita busca (dois dias de briga como o Google), percebi que teria que trilhar o caminho sozinho, durasse o quanto durasse, custasse o que custasse. No fórum do Google, dois blogueiros desfiavam a mesma agonia. Com calma, fui navegando e descobri que o acesso às configurações do blog não estavam bloqueados. Foi a chance. Na parte de design, achei um botão dizendo "recuperar formato anterior ao "interactive views". Cliquei e foi como sair de dentro do mato para a civilização após três dias de agonia. O blog voltou a funcionar.

Então, amigos, quem achou estranho o "Se Espirrar, Saúde!" estar fora do àr, estamos de volta, desculpem. E. galera do Google, ATENÇÃO: está faltando orientação para conting|ências como esta. Só se fala de perda de senha e login. Alguns becos sem saida não são resolvidos só com fóruns de dúvidas e google groups.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Entre o Mito e o Homem, fico com o Tablet

"Moisés, te apresento Steve.
Ele vai dar uma melhroradinha nas suas táboas da lei"
Por três ou quatro vezes, fui questionado se não ia escrever nada sobre o finado Steve Jobs. Tenho agido de forma meio reticente quanto a escrever algo sobre ele. Tem coisa demais circulando sobre o Sr. Apple, então seria mais um artigo, só mais um. E sempre vão dizer coisas sobre ele, pra sempre. Mas também por um motivo simples: admiro os feitos de Steve Jobs, as histórias de criatividade e ousadia. O cidadão trabalhou uma vida inteira pra rentabilizar uma empresa quase falida e criar coisas que as pessoas nem sabiam que precisavam. Mas parou aí. Não entendo essa coisa mítica em torno de um homem com virtudes e defeitos como todo mundo. Mente genial e tudo o mais, buscava a paz no budismo, mas quando pisava no escritório humilhava qualquer cabeça menos brilhante que a dele próprio. Muita gente faz isso, parece ser o paradoxo dos que se acham mesmo geniais - não é uma crítica, é um fato já pesquisado. Nada mais humano.

Sempre tive dificuldade de ter gurus, sempre desconfiei deles. Nunca acreditei que o guru, naquele seu momento de solidão, fazendo aquilo que só ele podia fazer, fosse mais sublime e soberbo que eu ou o Seu Jonas, da farmácia aqui da esquina. A maioria deles tem um passado de sofrimento e várias contradições, mas quem não tem, além de suas próprias mazelas, no mínimo, um primo ou parente próximo com histórias parecidas? Talvez eu tenha crescido torto nesse sentido. Mesmo adolecente e amante de música, não me rasgava por nenhum astro pop. Curtia, admirava, mas não acamparia uma hora sequer em frente a um estádio pra garantir um espaço perto da cerca. Jamais. Minha cama e meu conforto em primeiríssimo lugar. 

Descanse em paz, Sr. Jobs. Obrigado pelo meu Iphone, mas minha cama, meu conforto e a minha paz em primeiro lugar. Sem jamais subjulgar o próximo.   

Cientista holandês premiado admite fraude em pesquisa

Psicólogo teria inventado dados e manipulado resultados de trabalhos. Revista Science publicou nota de preocupação sobre estudos.

Diederik Stapel
Dados forjados
Após ser alvo de uma investigação, o psicólogo Diederik Stapel, um dos mais proeminentes e premiados pesquisadores da Universidade de Tilburg, na Holanda, admitiu ter forjado dados em suas pesquisas. "Cometi erros, mas eu estava e estou honestamente preocupado com o campo da psicologia social. Lamento a dor que causei a outros”, disse o cientista em nota divulgada em holandês. Em abril deste ano, Stapel teve uma pesquisa publicada na respeitada revista Science, sobre o impacto da bagunça em um ambiente no estereótipo das pessoas. Embora não existam ainda provas de que esse trabalho em particular tenha tipo manipulação de resultados, o editor-chefe da publicação divulgou uma nota expressando “preocupação” sobre as conclusões divulgadas.
“O relatório inicial [da Universidade de Tilburg] (...) indica que a extensão da fraude de Stapel é grande. No aguardo de mais detalhes das descobertas do comitê de Tilburg, a Science publica esta Expressão Editorial de Preocupação para alertar nossos leitores de que sérias preocupações foram levantadas sobre a validade das descobertas desse trabalho”, diz a nota.
Segundo o líder das investigações contra Stapel, Pim Levelt, há pelo menos 30 trabalhos que certamente têm resultados falsos, e mais são esperados. Os erros foram detectados quando três alunos de Stapel detectaram irregularidades em dados publicados. Eles avisaram o chefe do departamento, que começou a investigação. Stapel foi suspenso da universidade e colaborou com as investigações inicialmente. Depois se disse “fisicamente e emocionalmente incapaz de continuar”. Os resultados finais da investigação ainda devem ser divulgados, mas o comitê ressalta que o cientista agiu sozinho e que seus coautores não sabiam do que estava acontecendo.
fontes: G1 Ciência e Saúde (matéria na íntegra)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Fórmula Um e Empatia - tudo a ver

Vettel e Schumaker - a pose já denuncia
Em 2011, teve gente que já não via uma corrida de fórmula um desde o tempo de Ayrton Senna e que voltou a levantar os olhos pra televisão. Isso tem um porquê: Sebastian Vettel. Com 24 anos, se tornou o mais novo bicampeão mundial da modalidade. Michael Schumaker foi 7 vezes campeão do mundo e não lembro desse alemão ter despertado tanto apreço mundo afora. Lembro que, sempre que vencia, Schumaker parecia rir dos mortais, quando ria. Sempre com aquele meio risinho no canto da boca, enfadado: “Ah... venci de novo, que coisa, não?”
A diferença entre os dois alemães tem um nome: empatia. Por mais que vencesse, Schumaker nunca conseguiu passar carisma. Dava raiva. Vettel, ao contrário, é simpático e também  empático. Agradece ao público, é educado com jornalistas, maduro com a situação. Mostra a tranquilidade dos malacos, coisa de quem sabe o que faz, só que sem aquela pose. A atitude é sempre humilde e serena. Não se vangloria e segue trabalhando, o que também não é comum na geração ‘Y”.
A empatia faz milagres. Nas pistas, nas empresas, nas familias. Nem Senna era tão empático, muito menos com 24 anos. Nesse ritmo, Schumaker perde o posto e não só na simpatia, mas na competência. E parece que não vai demorar muito. Sou do time que não acompanha Fórmula 1, mas não precisa. Vettel já tem a minha simpatia.

fonte: dicionário informal e folha online

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Halloween - Saci vs Jack

31 de outubro – eu e a TV frente a frente, coisa rara. E a campanhia toca. Parecia que toda a criançada da quadra tinha resolvido fazer protesto na minha porta. Não era protesto. Tinha uns três “Pânicos”, “dois diabos, três dráculas, um Zorro (?!) e apenas uma bruxa (curioso, normalmente tem mais). “Gostosuras ou Travessuras?”. Sempre ouvi isso em desenhos animados. Foi a senha proferida assim que abri a porta. E não saíram dali até que eu enchesse as mãos deles de balas.
Nunca entendi esse negócio de Dia das Bruxas no Brasil. O Halloween é comemorado nos países de origem inglesa. A festa veio pros EUA com os irlandeses celtas. Era a festa de Samhain, para marcar o final do verão e o Dia de todos os Santos (1 de novembro). O termo Halloween foi adaptado, vem de Hallow Evening (Dia Sagrado). A Igreja execrava a festa, taxando de pagã e coisa de Bruxas, daí a relação direta.  E a abóbora iluminada não era abóbora. Os Irlandeses escavavam um nabo. Reza a lenda que um homem chamado Jack, pão duro de carteirinha, foi proibido de entra no céu. Também o diabo não o queria no inferno, forçando o coitado a ficar vagando no escuro. Ele implorou por uma luz e o diabo lhe deu um pedaço de carvão incandescente. Pra proteger a sua “lanterna”, Jack colocou o carvão dentro de um nabo. Por isso ficou conhecido como “Jack The Lantern”. Nos EUA haviam nabos de menos e abóboras demais. Os imigrantes irlandeses não se fizeram de rogados. Usaram abóboras mesmo.
Continuei pesquisando pra achar quem foi o culpado de trazer isso pro Brasil. Achei: o crescimento dos Cursos de Inglês somado à proliferação das tranqueiras chinesas, deu no que deu. Nessa data as lojas ficam lotadas de mascaras, foices e outros badulaques. Mas o que já era estranho, sempre pode piorar. Um projeto de lei antigo foi desengavetado pelo Ministro Aldo Rebello querendo instituir no Brasil o “Dia do Saci”. O Saci-Pererê é um personagem surgido no Sul do Brasil, um negrinho de uma perna só e piléo vermelho. Vivia atasanando a vida dos outros com suas brincadeiras. Ficou famoso desde que começou a frequentar as histórias de Monteiro Lobato. Voltando ao projeto de lei, é de 2003 e um dos autores é Angela Guadagnin (aquela da dancinha da Pizza, lembra? veja abaixo). Pensava que o legado deixado por ela era só a dancinha? Mas Dia do Saci? Tentei não rir, não dá. Fico imaginando meus próximos 31 de outubro. Vou abrir a porta pra uns 15 “Sacizes” à caráter (só que com perna) pedindo pé de moleque, milho verde e curau. Me poupe...
Fontes: blog sobreisso, lexiophiles website, folha online, youtube
Angela Guadagnin
Co-autora do Projeto Pelo Dia do Saci

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Penso, logo roubarei sua idéia...

Sob a bandeira do ceticismo, o pensador francês Rene Descartes criou o Método Cartesiano. Queria disciplinar a ciência, como uma forma de fugir do campo da especulação. Pregava que deveria se duvidar de tudo que pudesse ser duvidado e jamais acreditar em qualquer coisa que não tivesse um fundamento – nada passaria sem uma boa evidência. É considerado o pai do pensamento metodológico.

Rene Descartes
Penso, logo existo

É bonito ser Cartesiano. A palavra “Cartesiano” soa como coisa que tem alicerces. A palavra é viril e soa firme, coisa de gente centrada, olhos de falcão. Coisa de quem joga xadrez - nos momentos tensos, não mexe um músculo, fica ali analisando o próximo do próximo do próximo lance. Tudo pode ser desfragmentado e racionalizado. O problema é quando o número de cartesianos por metro quadrado cresce em escala inversamente proporcional ao número de pessoas que sabem o que Descartes significa.  Pode ser bastante conveniente evocar o pai do Método. Se você simplesmente quiser boicotar o projeto de alguém é só evocar “Cara, não concordo. Gostaria que me desse mais provas. E por mais que a pessoa apresente seus argumentos, a desculpa pra evitar riscos é sempre a mesma. O pseudo cartesiano pode se utilizar até do mais reles e baixo absolutismo só pra que você não o convença de suas intenções – e acredite, se ele tiver poder e estiver desconfortável, vai fazê-lo. Cresças irracionais, montes delas, podem estar por trás do manto, ou melhor, do mantra “Desculpe, mas nessas horas tenho que ser Cartesiano, afinal são os recursos da empresa”.  

É mais do que justificado ter no entorno da mesa de reuniões uns Cartesianos (de verdade, não de araques) pra não deixar que a empresa se atire em qualquer projeto.  O mercado pune rápido quem se atira sem uma boa margem de certeza e um bom plano debaixo do braço. Mas cuidado com os vaidosos (e inseguros) de plantão. Evocam Descartes em vão, mas são mestres em virar as costas e usarem projetos que vetaram de outros. Ao bater o olho numa idéia que poderia bem ser surrupiada, são os primeiros a dizer: “Não vai dar, preciso de mais provas, deixe o hand out que olharei melhor. Perdão é que eu sou meio Cartesiano”.
fonte: web artigos, wikipedia