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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A Natureza e os ínfimos pedantes

A Natureza é um gigante hiperlativo. Nós? Não temos a menor noção do nosso tamanho. Mas ela é um gigante gentil, porque nos atura. Nos criou e nos atura. E, até prove o contrário, ela é eterna em sua grandeza transformadora. Nós? Somos ínfimos pedantes, nossa eterna ignorância. Ainda estamos naquela hipocrisia de querer separar o lixo seco do lixo orgânico... e confundir os cestos certos.

Enquanto brincamos de assinar protoclos, de vez enquando ela torce o nariz e nos manda uns recados. Ué, com o tamanho que ela tem, os recados não podem mesmo ser pequenos. Pena que gente inocente acaba entrando na dança. Mas o dicionário diz que gente inocente é gente que ignora o mal.  Ninguém é totalmente ingênuo. Mas a natureza resiste, insiste. Até quando, ninguém sabe ao certo. Não vai ser rápido nem romântico, nem apocalíptico. Também não acredito que vamos criando guelras (ou branquias), mudando a pele. Vamos nos adaptando de forma mais sutil, mas terá um limite. Nosso organismo vai aceitando, não se sabe até quando. Veja filme - Mar de Fiji.

A natureza é mesmo fantástica! por matmarley2005 no Videolog.tv.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Columbine não é aqui

Mesmo que um ou mais de nós enlouqueça, a vida segue seu curso e as pessoas tomam seus rumos, bebem seus vinhos, todos os dias, na mesma calçada, na mesma padaria. A caravana segue o sol e mesmo que haja morte, massacre, milagre, ninguém se compadece por muito tempo. O dia e a noite serão os mesmos, as luzes, os ares, os bares e biroscas. As famílias vendo o jornal à mesa sempre serão as mesmas e, passado o momento, ficam apenas as dores silenciosas de quem sofreu aquela perda, de súbito, inexplicável. Mas as filas andam e logo outras tragédias humanas serão "mais importantes" que a última da vez. O inexplicável se sublima com uma facilidade incrível, basta que a caravana siga em direção ao sol, até o próximo inverno, lançamento da moda ou carnaval.
Aqui não é a "Columbine", mas agora sabemos o que aquela gente sentiu. Será que aqui a coisa assume ares mais grotescos e emotivos porque somos latinos? Acho que não. Os fundamentalistas religiosos apoiam atos muito mais grotescos (se é que existem) que fuzilamento de crianças. É mais uma faceta perversa que nos ronda sem piedade. Será que o bulling tem alguma coisa a ver com isso? Difícil saber, mas pode ter a ver sim. Tudo o que a gente toma da natureza ela nos cobra de volta. A infância e a inocência das nossas crianças será sempre cobrada centavo por centavo, através do meio em que vivem e dos exemplos que são dados. Então a natureza vem dar o troco: parte de uma geração cresce rude, sem cidadania, limite  ou sanidade. E trava uma guerra particular contra inocentes. Nada mais surreal e mundano. Mas daqui a pouco ninguém mais se compadece.

sábado, 4 de dezembro de 2010

No fim de tudo, quero ser Kevin Costner

Kevin Costner - Baurú/SP (Brasil)
O tempo passa pra todo mundo...
Na cidade de Baurú, distante 330km da cidade de São Paulo (Brasil), um “Guarda Costas” parou o Festival SP Onlive  (novembro 2010) – Kevin Costner e sua banda, a Modern West. No final das contas, o que interessa é chegar na reta final fazendo aquilo que dá prazer. Assistia a uns lances desse Show, quando me ocorreu que não tem a menor graça ficar com a mocinha só no final do “filme” - aproveitar a vida é pra hoje. 
Belíssima a forma como as 35 mil pessoas que estavam em Baurú na noite do Show receberam o ator-cantor simpático, bonachão e cujo desleixo dos anos não lembrava em nada o par da Whitney Houston.  Kevin Costner já teve no topo e no chão, fez de tudo. Foi estrelado com Oscar e alvejado com vários “Framboesa de Ouro” (prêmio de pior ator). Foi galã e tirano, fracassado sucessivas vezes. Chega um momento em que o saco enche. Se tocar uns folks e rocks alegres na guitarra e ser ovacionado pelo público daquele jeito for o reflexo desse momento, um dia, quero ser Kevin Costner.
Abaixo uma versão bem despretensiosa de “Mr.Tambourine Man” (Bob Dilan) – com vocês, Kavin Costner e a sua Modern West.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sobre xícaras, cafés e pessoas...

O texto abaixo foi um presente do meu amigo Mário França Neto, de Delaware (EUA).
Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade. Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo. Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras - de porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas; dizendo a todos para se servirem. Quando todos os estudantes estavam de xícaras em punho, o professor disse:
- Se vocês repararem, pegaram todas as xícaras bonitas e caras, e deixaram as simples e baratas para trás. Uma vez que não é nada anormal que vocês queiram o melhor para si, isto é a fonte dos seus problemas e estresse. Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo. O que todos vocês realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras... E então ficaram todos de olho nas xícaras uns dos outros. 
Agora pensem nisso: 
A vida e as pessoas que amamos são o café. E os empregos, dinheiro e posição social são as xícaras. Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a vida. E o tipo de xícara que temos não define, nem altera a qualidade de vida que vivemos. Às vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear o café, que é o que realmente importa. Saboreie seu café! Viva intensamente a sua vida...(Mário Neto).

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Na arte como na vida real - conversa com Jorge Fernando

O Ator e Diretor de TV Jorge Fernando participava de um evento em uma empresa onde trabalhei há uns anos atrás. Falava sobre a rotina nos bastidores da TV Globo, mostrando que, fora a fantasia e a ilusão das pessoas, a Globo era uma empresa normal como outras e que fazer novela era tão complexo quanto gerenciar qualquer outro grande projeto. Se você estoura um budget, te cobram. Se um patrocinador não gosta de uma cena, tem que refazer tudo e rápido pra não perder o timming. E a escalação do elenco é como escolher os melhores para um projeto arrojado. Se uma novela que custou milhões não emplaca nos primeiros capítulos, rola a cabeça do diretor e de mais algumas pessoas ou, no mínimo, a vida desse mesmo diretor fica bem mais difícil em futuros projetos. Deu o exemplo do aperto que passou com o fracasso da novela "As Filhas da Mãe" (2002), segundo ele, "um trabalho cuja proposta o telespectador não entendeu". Seu pescoço foi salvo pelo trabalho seguinte, "Chocolate com Pimenta" (2004), esse sim um sucesso de público e de crítica. Enfim, nada diferente do mundo corporativo. O resto é história.

No café, fui me chegando. Até que ficamos próximos o suficiente, fui perguntar: “- Jorge, entre os atores, quem é a verdadeira estrela e quem é a que quer ser a estrela?” Jorge Fernando é daquelas pessoas cujos os olhos claros indefectíveis mesmerizam - olhou através de mim, mexeu o café por uns 3 segundos e tascou: “- Gente como o Tony Ramos, a Nicete Bruno, o Paulo José por exemplo, a gente reverencia e eles ainda ficam envergonhados. Na hora de filmar, se um ator novato treme na base, ajudam, dão apoio, tranquilizam. Não é lindo? São sábios, gênios humildes. Diferente de gente que consegue uma ponta numa minissérie adolescente e já quer BMW, chega e maltrata os maquiadores, tem chilique no set.”

Nunca esqueci dessa conversa. Nada diferente dos corredores da vida corporativa. Gente pequena querendo ser grande e pessoas imensas que se notabilizam com pequenos gestos. Saúde e vida longa ao Jorge Fernando.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Hora de Virar a página

Dia desses eu conversava com uma consultora de RH sobre qual era, na opinião dela, o momento mais decisivo na vida de executivos com os quais ela trabalhava. A resposta foi direta: saber o momento de mudar, de virar uma página. “Daniel, ilusão a sua, isso acontece em todos os níveis”.
O problema é que a grande maioria dos Executivos acha que virar páginas é a mesma coisa que arrancar folhas, quer seja por arrogância, insegurança, apego, vai saber. Em setembro de 2009, falei de Resiliência aqui no "SeEs!" (a sutil diferença entre Energia e Força - capacidade de tomar decisões considerando a pressão de um ambiente tenso à busca por um resultado importante). Vejo essa definição como extremamente útil tanto pelo aspecto da resistência como o da noção de limite.
capacidade de tomar decisões considerando a pressão de um ambiente tenso - O resiliente precisa ter noção de limite. Ambiente tenso e ambiente tóxico são coisas completamente diferentes e aí entra uma palavrinha chamada humildade – pra reconhecer que aquele é um lugar onde você não quer mais estar.
a busca por um resultado importante – pergunta: importante pra quem “cara pálida”? E que resultado? Resultado também pode ser a preservação da saúde, da serenidade, do senso de coletividade, capacidade de tomar decisões e tudo o mais. Virar a página te faz deixar coisas pelo caminho, mas aproxima e antecipa um monte de outras possibilidades. Uma competência adormecida, a motivação pra fazer perguntas incômodas sem ser mal interpretado, um negócio novo e que você nunca tinha feito antes.
Isso explica em parte porque muitos Executivos de sucesso falham - não sabem identificar o momento de mudar o rumo da bússola. Há uns anos atrás a Siamar, empresa desenvolvedora de vídeos de treinamento tinha um filme chamado "Ventos da Mudança". Filme antigo, nunca mais vi ser usado em nenhum treinamento (o que considero injusto) - o principal questionamento em torno do filme, um desenho animado divertidíssimo, era sobre dois grupos de pessoas: os que queriam mudar e os que seriam atropelados pela mudança. E desafiava o espectador perguntando a qual grupo afinal pertencia. Nunca mais esqueci aquele filme, fiz até uma cópia em VHS (nem tenho mais video cassete, preciso copiar em DVD).
Mudar, dá medo sim, é humano, mas também é se dar a oportunidade de viver o elemento surpresa de forma saudável, amparado pelo aprendizado. Por isso, não tem porquê rasgar as folhas - basta virar a página. Eu estou virando a minha...
fonte: Fontes: HSM Management jan-fev 2004

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A Lição do Figo Rosado (parte II)

Sábado cedo, acordei inspirado e fui ver a figueira. Eram 6 figos ensacados, para não trazer pássaros – perfeito. ROSATUS FIGUS LECIONITIS ONNIA VINCIT (como não sei dizer “A lição do figo rosado sempre vence" em latim, inventei), mas...como evitar que o vento leve os saquinhos? Tem sempre uns 3 ou 4 destes saquinhos espalhados pelo pátio. Capaz que eu vou amarrar “a perna do figo” como meu avô fazia. Ele tinha uma paciência tibetana, coisa bem rara nos dias de hoje, muito menos eu. Meu jardineiro, estimado Valcir, estava em volta. Respirei fundo e comecei a amarrar cuidadosamente o barbante no primeiro figo (eram mais 4 pra ensacar e amarrar). Com calma, levei os primeiros 3 nós cegos na esportiva. Tentei uma 4ª vez, suando, já tinha platéia. O Valcir me olhava complacente por uns 10 minutos: “O Senhor tem daqueles grampeador de escritório?”. Olhei pra ele e o que pensei, lógico, não falei - muita sinceridade força a amizade: “Claro, você precisa de um?” Ante o aceno dele, me levantei resignado e fui buscar – voltei e passei pra ele o grampeador. O Valcir fechou um saquinho em torno do figo e tascou: “O Senhor pega o grampeador, clica aqui desse lado e aqui desse outro lado e tá pronto, não precisa barbantinho não, sô.” Me senti uma besta. Mas a Lição do Figo Rosado Sempre Vence, com ou sem grampeador.

sábado, 12 de junho de 2010

A Lição do Figo Rosado

“Figo rosado traz a atenção dos pássaros, ensacai-vos”. Meu avô dizia sábio enquanto ensacava cada fruto com saquinhos daqueles pra acondicionar pipoca em festa de criança – feito o serviço, garroteava cada um com um barbante fino, para que o vento não levasse. Era pouco mais que um pitoco de gente quando presenciei o ensinamento. “Vô, esse cordão não vai prender a perna do figo?”. Meu vô era um sabio das coisas simples, como simples ele foi a vida inteira. Não era de complicar nada, com poucas palavras, falava tudo. Riu da expressão “perna do figo” e, terminado o serviço, sentou-se para ouvir Internacional e Juventude no radinho Evadin.
Isso me veio enquanto cuidava da nossa figueira. Ensacar os figos é um ritual. Uma homenagem silenciosa ao Seu Antônio - a lição do figo rosado cumpriu seu legado. Essa figueira me supreende, nunca fui de me dedicar à plantas. Comprei a muda porque vi na casa de um amigo e a achei surpreendentemente bonita, pelada e sem fruto algum (vai entender). Dizem que as plantas reagem à mão do dono. Ou enganei essa figueira ou tenho mais apreço por ela do que pensava – até agora, 24 figos, em 3 etapas. Os primeiros 2, não dei muita bola. Os passarinhos chegaram antes, deixando os restos mortais. Ví aquilo e, envergonhado, lembrei da lição do figo rosado.
Hoje, o ato solene de ensacar os figos teve o dobro do público habitual. Meu filho olhava atento. “Pai, pra quê ensacar os figos?”. Ao ouvir aquilo, me senti dono de um imenso legado. Impostei a voz, me preparei, enchi o peito e tasquei – “Filhão, figo rosado traz a atenção dos pássaros. Eles comem e aí a gente fica sem.” Obrigado vô, fique certo de que seu legado está preservado.

domingo, 9 de maio de 2010

Happy Mother's Day!

Generosidade, é o que as mães representam (ou, ao menos, devem representar) pra todos os filhos e filhas. Achei esse vídeo, fantástico. De uma espontaneidade sem igual. Espero que gostem e se divirtam como eu me diverti.
Um beijo a todas às mães e que elas estejam muito felizes por serem MÃES. Um beijo caseiro para a minha mãe, por todo o carinho e devoção, pela amizade e aprendizado também. Saúde! (Marci, there ain't no portuguese to catch the meaning of this article in my blog! It's for you too!).
fonte: Youtube

quinta-feira, 29 de abril de 2010

"ANALOTÁFORA"

Metáfora - é o uso de uma palavra ou ação em sentido figurado (um tropo linguístico – em grego, quer dizer “desvio”), transferindo o significado de uma coisa ou idéia para outra imagem (em Semiótica, segundo Lígia Cabus Nascimento, é justamente a transferência de significado).
Analogia – É a relação de semelhança estabelecida entre objetos e idéias diferentes, bem como a investigação do porque destas semelhanças (Dicionário Priberam).
ANALOTÁFORA– é a relação de semelhança entre idéias diferentes, com o objetivo de estabelecer transferência de significado, vinculando uma coisa e seu significado próprio para outra imagem! (Neologismo - Daniel Souza).
Ok, lindos conceitos da vida viajandona, um "daikiri", o sumo da gênese criativa (me poupe...). Vejam o filme abaixo e não precisa dizer mais nada. Aflição, foi o que eu senti. No dia a dia, fazemos isso o tempo todo em pequenas atitudes. Tem dúvida? Então use a ANALOTÁFORA e, com um mínimo esforço, você vai ver. Grande amigo Paulo Guido Araujo, obrigado por fornecer o vídeo. Saúde!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Minha Sogra é um doce. E a sua? É um saco?

Barulho de chuva no limpador de parabrisa. Duas opções: ou o cansaço me vence ou penso rápido em algo divertido pra não fazer bobagem - não quero mais multas pra coleção, preciso de AÇÃO. Pesquei no ar: porque a implicância histórica com as sogras? Ao chegar, pesquiso e não acredito no que leio: 28 de abril é o Dia da Sogra, coincidência ou não, táva lá. Além da data, diversas menções sobre ciúmes e falta de compreensão entre noras e sogras, nutrindo a cultura popular de tensão e até aversão. A meu ver, na maioria das vezes, essa tensão soa injustificada, porque empatia é um prato que se serve completo. Se a filha (ou filho) é “a metade da laranja” e o fruto não cai lá muito longe do pé, porque a sogra não haveria de ser uma pessoa do bem? Adoro a minha Sogra e meu Sogro, talvez por isso o tema me soe muito mais folclórico do que real.
Pensava numa sogra bahiana e ria sozinho: "Filha..........deixe pô a mão........não.....
E a sogra gaúcha? Como seria? Mas capaz que tu vais ficar de agarramento na minha sala! Espera teu pai saber! Claro que é tudo exagero da oposição.
Achei outra pérola, nem no nosso famoso Dicionário Informal estava: Penterofobia (do grego πεθερά = mãe; sogra; + Φοβία = medo) – MEDO DE SOGRA (não, você não leu errado, algum celerado inventou isso - a criatura desenvolve “una fobia por la SUEGRA”) - Me poupe. Mas tem mais: A arquidiosese da cidade de Udine (Friuli/Itália), optou pela linha didática – além do Curso de noivos, oferece um curso para Sogras. Sério, o curso existe e se chama "Famílias em diálogo, como ser pais eficientes com filhos que vivem a experiência de casal". O curso de 3 dias ensina basicamente a não meter o nariz na vida do casal e a como dar uma forcinha com os netos, sem estragá-los. Segundo o padre Giuseppe Faccin, organizador do curso, de 30 a 50% das relações desfeitas tem a ver com sogros e sogras, por isso o curso assume o papel tão importante na preparação dos noivos.
Ok, fica aqui uma sensação de vazio. Não consegui contar a mim mesmo e a você a razão histórica dessa implicância com as sogras. Mas não estou sozinho e tenho aliados de peso: o escritor gaúcho Juremir Machado da Silva reclama num de seus artigos a falta no mercado de um clássico da literatura: “História Universal da Sogra”. Não é que esteja em falta, é que não escreveram. Quem vai ser o genro abnegado? Saúde às sogras (às do bem, claro)!
Um amigo me mandou esse vídeo ontem. Quanta maldade....mas até que é divertido, mesmo as sogras vão gostar, tenho certeza. Se chama "acordando a sogra com carinho".
Fontes: JC Online website , Diário de Pernambuco, Espresso D’Oeste , Wikipédia, a enciclopédia livre.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

“Já aprendi tudo, agora é só pôr em prática que a coisa vai”

Eu vejo vários caras da minha geração que não dizem isso abertamente, mas se desse pra colocar um daqueles balõezinhos de estórias em quadrinho (aquela núvem de "estar pernsando"), tenho a impressão de que seria exatamente isso que eu leria: “já aprendi tudo, sou o cara”. É uma pena. Pena porque na real, aprender dá prazer e não tédio. Aprender é assumir uma sede infinita e não uma ignorância imatura. Estar sempre de ouvidos abertos é ter o coração sereno e não angustiado. A arrogância sim é um verniz de perna curta (e não a dúvida). Um sábio amigo meu um dia disse: “quando você realmente quizer passar credibilidade, diga um sonoro NÃO SEI. Todos vão te respeitar ainda mais.” Num mondo cane de respostas prontas e de comportamento previsível, tempo pra pensar é chique. Mas não o chique estético e sim o da honestidade, o legítimo, aquele que resolve, na hora certa. Quero dizer muitos desses “NÃO SEI” porque desejo que as pessoas tenham prazer em me ensinar algo todos os dias. E assim vamos trocando. Tenho mais de 40 anos e me sinto um “taxi de frota” – novinho mas bem rodado, motor tinindo, molas e freios na medida. E com muita sede de aprender coisas novas. Sigo acreditando naquela máxima antiga de que o que move todas as coisas não são somente respostas, mas sim (e principalmente) as perguntas.
Ah, já ia me esquecendo, hoje fiz 41 anos e sigo aprendendo. Obrigado aos amigos, que me crivaram de mensagens, mails, telefonemas. Eles são parte absurdamente grande disso tudo.

sábado, 3 de outubro de 2009

Mais do que "Much" eu quero muito "More"!


Estávamos lá, bem no Centro de uma Porto Alegre chuvosa e insistentemente fria, eu o Vice-Presidente da empresa e o Radinho (apelido: Eduardo, porque muita gente nem conhece ele por esse nome), visitando clientes. Radinho é um puro sangue pro trabalho, valente e contagiante. Ainda mais na chuva cinza do Centro dessa cidade.

(elevador descendo, os três olhando pro teto, derrepente...) “Much” em inglês é “mais”? - Não, Radinho, “Much” é “muito”. “Mais” é “more” - Tudo bem, então tá certo. Então, Daniel, pode dizer pra ele que eu quero “muito mais”!

E hoje ele queria. Ele queria dizer tudo, mostrar tudo ao mesmo tempo. Porque pro Radinho, menos é sempre mais – ele não economiza, maximiza. E, mesmo que eu pedisse a ele mais umas 10 vezes que me ajudasse, que fosse objetivo, (porque eu não tenho diploma de tradutor/interprete, mal consigo falar um inglês que defenda a honra da família) mais ele se entusiasmava na fala, mais ele contagiava. Nada passou despercebido, a expressão mais usada da tarde foi "Daniel, diz pra ele..." e eu dizia, porque cada vez que eu dizia, os olhos do Radinho (e, vez por outra, os do Presidente) brilhavam.

Contava pro Presidente como matava o concorrente, como fazia seus negócios, com riqueza de detalhes. As palavras vertiam e eu ali pegando as que caíam da mão, tentando traduzir tudo pra que o inglês pudesse minimamente compreender toda a energia, o carisma. Agora, o Presidente já sabia o que eu queria dizer quando brinquei em franco inglês capenga: “I’ll bet you don’t no his nick name: Radio”.

E o Radinho conseguiu. No final do dia, o grande chefe se vira pra mim entusiasmado e diz: “eu não entendo nada do que ele diz, mas eu sei o que ele quer dizer!” Eduardo, que "muito" seja sempre "mais" e que "much" seja sempre pouco pra tí.

Estamos juntos! Um forte abraço. E, Se Espirrar, Saúde!

domingo, 13 de setembro de 2009

Se Espirrar, Saúde


Assumi a bandeira da saúde. Não ria não, porque quem me conhece sabe como isso é complicado. Ví um pensamento dia desses e tive esta certeza: "Precisamos sofrer com uma destas duas dores: a dor da disciplina ou a dor do arrependimento." - Jim Rohn. Dá pra pensar um bocado, mas tem que agir (repetia eu o tempo todo). Ok, a idéia desse blog não é só falar de Saúde, mas TAMBÉM falar de coisas relacionadas com a saúde. Trabalho nessa área, isso assume dois terços dos meus dias, então é natural. Mas não é só isso, é bem mais que isso. Vou trazer temas que estejam vinculados ao mercado de Saúde e seus agregados - fatos e curiosodades que estão no nosso dia a dia, que veiculam displicentemente na imprensa (por exemplo) e que, acredito, precisam de um olhar mais atento (quanta pretensão). Vamos ver o que vem pela frente? Venha comigo? Daniel