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sábado, 8 de maio de 2010

Se "PROCRASTINAR", não dirija!

Do Aurélio: PROCRASTINAR é: “adiar, delongar, demorar, espaçar”.
O Conselheiro do Banco Central e Professor Mário Simonsem Filho (obrigado, Professor Mário), levantou essa bola e fez aquela pergunta que nunca cala “e aí? Como você tem usado seu tempo?” Lí, pensei e comecei a montar o perfil dum bom procrastinador, um Robocop dos que conheci, que sempre procuram empurrar tudo com a barriga, aquela pessoa que deixa pra depois tudo o que pode ser feito já ou com prazo certo. Fiz uma listinha básica dos comportamentos mais comuns:
Tem medo de exposição, do que vão dizer ou pensar – por isso não diz “não” e aceita o que vem, depois avalia o que vai cumprir ou não.
Não consegue eleger o que é urgente e importante, seja separado ou junto. Na dúvida, tenta fazer tudo ou trava de vez e fica quietinho, até que alguém perceba - na hora da cobrança, prepara as justificativas.
Raramente anota a tarefa na agenda, ou se anota, é num local qualquer (normalmente num pedaço de papel que será perdido), mas esquece de atrelar a prazo.
Tem extrema dificuldade de trabalhar com Objetivos e Metas, pois normalmente tropeça no acaso, não consegue traçar um plano de vôo e cumprí-lo.
Sofre de falta de objetividade – por não lidar bem com metas claras, perde o foco, tende a divagar.
Tem extrema facilidade pra se justificar - Quando aceita um compromisso, sabe que provavelmente não vai atender no prazo e pra isso, já tem as desculpas, normalmente muito parecidas com outras anteriores.
Taí a minha resposta Professor Mário. E pra quem se enxergou na listinha, nem tudo tá perdido. Olhe-se no espelho e repita “Eu sou um Procrastinador” - esse é o primeiro passo, levanta-te e anda. Mas saiba que você nunca esteve sozinho - pesquisando o assunto, encontrei alguns ilustres candidatos a procrastinadores. Segundo Rodolfo Araújo (administradores.com), Da Vinci deixou diversos projetos inacabados (talvez pelo seu perfecciconismo) e Truman Capote levou mais de 20 anos pra acabar seu livro (e não acabou) Aswered Players. E acho melhor eu acabar esse post, senão fica comprido demais e procrastrinante demais...Saúde!
fontes: adminsitradores.com, dicionário Aurélio & wikipedia

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Questão de Iniciativa

INCIATIVA segundo o Aurélio - Ação daquele que é o primeiro a propor e/ou empreender uma coisa/ Qualidade daquele que sabe agir, que está disposto a empreender, ousar.

Quem receia as responsabilidades e auto-limita suas ambições às coisas fáceis, dificilmente arrasta os outros à atitude. Pra isso, precisa ter uma SENHORA crença em sí mesmo! Mas basta reparar em volta - atitudes do vizinho, de um sobrinho adolescente, amigos preocupados com seus empregos, um colega de trabalho. O normal são as pessoas esperarem iniciativas sempre dos outros (às vezes, me pego esperando isso também!). Eu acredito que iniciativa é um "Messias" que nunca vem, senão de dentro pra fora e não ao contrário.

Sou fã desse vídeo. Provavelmente alguns de vocês já viram na web, mas ele é tão rico que cada vez que for visto, é possivel perceber coisas novas em cena.

sábado, 3 de outubro de 2009

Mais do que "Much" eu quero muito "More"!


Estávamos lá, bem no Centro de uma Porto Alegre chuvosa e insistentemente fria, eu o Vice-Presidente da empresa e o Radinho (apelido: Eduardo, porque muita gente nem conhece ele por esse nome), visitando clientes. Radinho é um puro sangue pro trabalho, valente e contagiante. Ainda mais na chuva cinza do Centro dessa cidade.

(elevador descendo, os três olhando pro teto, derrepente...) “Much” em inglês é “mais”? - Não, Radinho, “Much” é “muito”. “Mais” é “more” - Tudo bem, então tá certo. Então, Daniel, pode dizer pra ele que eu quero “muito mais”!

E hoje ele queria. Ele queria dizer tudo, mostrar tudo ao mesmo tempo. Porque pro Radinho, menos é sempre mais – ele não economiza, maximiza. E, mesmo que eu pedisse a ele mais umas 10 vezes que me ajudasse, que fosse objetivo, (porque eu não tenho diploma de tradutor/interprete, mal consigo falar um inglês que defenda a honra da família) mais ele se entusiasmava na fala, mais ele contagiava. Nada passou despercebido, a expressão mais usada da tarde foi "Daniel, diz pra ele..." e eu dizia, porque cada vez que eu dizia, os olhos do Radinho (e, vez por outra, os do Presidente) brilhavam.

Contava pro Presidente como matava o concorrente, como fazia seus negócios, com riqueza de detalhes. As palavras vertiam e eu ali pegando as que caíam da mão, tentando traduzir tudo pra que o inglês pudesse minimamente compreender toda a energia, o carisma. Agora, o Presidente já sabia o que eu queria dizer quando brinquei em franco inglês capenga: “I’ll bet you don’t no his nick name: Radio”.

E o Radinho conseguiu. No final do dia, o grande chefe se vira pra mim entusiasmado e diz: “eu não entendo nada do que ele diz, mas eu sei o que ele quer dizer!” Eduardo, que "muito" seja sempre "mais" e que "much" seja sempre pouco pra tí.

Estamos juntos! Um forte abraço. E, Se Espirrar, Saúde!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Saúde à minha Equipe


Gerencio gente, trabalho delicado. Bem delicado. Estou falando de um sem número de sucetibilidades, cada um com suas circustâncias e bombinhas-relógios. Centenas de celulares se falando por dia, coisas boas e ruins acontecendo, gente se decepcionando com filhos, uma doença, o mundo se acabando, ou comemorando uma visita inesperada, uma herança, todo o dia é uma surpresa...E o meu trabalho lá, rolando (como se fosse possivel existir uma zona de fronteira...).

E no meio de tudo isso, tenho sempre a pretenção de que tudo é sabido e dominado e de que conheço e sei quem são e o que pensam as pessoas da minha equipe durante 24 horas do dia, afinal são meus colegas, minha equipe. Conheço nome dos filhos, das esposas, o que gostam, a música predileta. Tenho fotos do último Natal num restaurante, sei até a marca do vinho. Bobagem. Pura bobagem. A gente não tem a menor idéia de quanto impacta ou não na vida de outra pessoa, quanto um gesto ou uma palavra insuspeita tem seu preço - é a Empatia, moço, coisa de "lôco".

Segundo o Wikipédia, lá diz que Empatia é "espécie de inteligência emocional" e pode ser dividida em dois tipos: a cognitiva - relacionada à capacidade de compreender a perspectiva psicológica das outras pessoas; e a afetiva - relacionada à habilidade de experimentar reações emocionais por meio da observação da experiência alheia. Português simples: se pôr no sapato do outro, por uma fração de segundo que seja.

E em se tratando da equipe que você gerencia, o papo é outro, o buraco é mais embaixo. As vezes me pego com a cabeça nas núveis, achando que tenho tudo dominado, tudo planejado e que motivei todo mundo. Resultados ótimos, plano de ação, tudo na mão,...e basta uma pessoa da equipe te fazer uma pergunta mais franca que está sacramentado o silêncio – nuvem preta. É aquele “desmancha prazer”, que vem encomodar com detalhezinho bobo.

Só que muitas vezes é aquela pessoa que está trazendo franqueza à conversa. O único seguidor que temos de verdade só que não consigo enxergar por que a arrogância não sai da minha frente. É o fantasma da Empatia rondando - linda palavra, mas valor raro e caro. Quantas vezes tudo seria mais fácil se eu tivesse ouvido um pouco mais “o chato” e a todos “os chatos”, anjos da guarda com quem estou e estive ao longo dos anos. Poque tem momentos que alguém precisa fazer o papel do "chato", pô...trazer o cara pra terra. Alguém sempre fica com o serviço sujo.

Eles merecem essa “mea culpa” – e que continuem tendo muita paciência comigo, continuaremos aprendendo juntos! E, Se Espirrar, Saúde!