segunda-feira, 19 de março de 2012

Abril de 2012 - reajuste de preço dos remédios no Brasil

Medicamentos ficam até 5,85% mais caros no final deste mês
O brasileiro passará a pagar até 5,85% a mais na hora de comprar remédios no final deste mês. Isso porque, medida publicada pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) na edição desta segunda-feira (19) do DOU (Diário Oficial da União) autoriza o reajuste dos preços de medicamentos a partir de 31 de março de 2012. De acordo com o texto da Resolução, o aumento será baseado em um modelo de teto de preços calculado com base, entre outras coisas, em um fator de produtividade e no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Reajuste
Os fabricantes poderão realizar o reajuste de até 5,85% para as classes terapêuticas com participação de genéricos em faturamento igual ou superior a 20%. Já um reajuste de até 2,80% poderá ser aplicado para as classes terapêuticas com participação dos genéricos entre 15% e 20% no faturamento. Os medicamentos com participação de genéricos no faturamento abaixo de 15%, contudo, sofrerão reajuste negativo de 0,25%.
Regras
Ainda conforme a Resolução de número 2 da Cmed, as empresas produtoras deverão dar ampla publicidade aos preços de seus medicamentos, por meio de publicações especializadas de grande circulação. Além disso, as unidades de comércio varejista deverão manter à disposição dos consumidores e dos órgãos de defesa do consumidor as listas dos preços de medicamentos atualizadas, calculados conforme as regras publicadas pelo órgão.

fonte: info money (matéria na íntegra)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Timothy Gallwey e o Coaching

Às vezes o universo conspira. Queria falar de Coaching, mas tudo tem seu momento. E o Professor Fábio me deu a deixa que eu queria. Citando o “Jogo Interior do Tênis” em seu ótimo post Olhe, Respire e Bata! (clique aqui para ler) nos trouxe Gallway. Segundo este autor, as pessoas possuem enormes potencialidades que ficam escondidas. Basta que alguém (nesse caso, o Coach) as descubra e revele ao mundo. Fez fortuna percorrendo o mundo em palestras pra grandes empresas e como consultor da Apple e da Coca-Cola. Escreveu outros livros com adaptações da prática esportiva para a vida corporativa (ski, golf e outros).
Timothy Gallway
A chave do sucesso - ensinar sem ensinar
Durante um período, Gallway parou de dar aulas na Universidade e foi "relaxar" dando aulas de tênis. Percebeu que, em determinadas situações, o hábito de encher o aluno com instruções atrapalhava. O rigor técnico às vezes travava o jogo. Percebeu então que os melhores jogadores enxergam a jogada e jogam. Resolveu mudar a tática – ensinar sem ensinar. Dar dicas, orientar o caminho de forma indireta, sem dar as soluções. Ao deixá-los em paz, os alunos começaram a aprender. E aprendiam cada vez mais rápido.”, diz Gallway em uma entrevista. “Batizei o desafio que esses alunos conseguiram vencer de jogo interno – um jogo em que o medo de perder, a dúvida, a falta de concentração e o estresse são os maiores oponentes. Vi milagres nas quadras com o novo método.”
Essa perspectiva reforça o entendimento sobre o trabalho de um Coach. Aliás a palavra Coach remonta o século XVIII, era o instrutor das crianças, mas o uso da expressão tendo como significado o treinador de atletas só apareceu no início do século XX. Muitas vezes, ao fazermos um balanço do nosso trabalho, é comum a sensação de que estamos andando em círculos. É possível canalizar atitudes de forma mais produtiva e realizadora. Isso bate diretamente na forma como nos relacionamos com projetos, chefes, colegas e todo o tipo de desafio imprevisto. O fato é que fazer mudanças na forma como nos comportamos ou reagimos ao ambiente podem ser grandes geradoras de sucesso e satisfação pessoal. Parece fácil, mas não é e nem todo mundo consegue fazer isso sem ajuda. Esse socorro pode vir do Coach, um profissional preparado para ajudar a identificar e desenvolver comportamentos que ajudem na realização dos objetivos de quem procura. O Coaching também ajuda a desmistificar a tendência que temos de assumir que uma atitude errada ou decisão mal tomada em nossa vida determina uma sucessão de desastres. É como se, após um fracasso, disséssemos a nós mesmos que dali pra frente “é ladeira abaixo, só pode dar errado”. De acordo com Gallway, colecionamos um número enorme de instruções baseadas no que pode dar errado – é o caminho mais curto para a auto-sabotagem.
Mas atenção na hora de procurar o seu Coach. A prática do Coaching é algo relativamente novo no Brasil. E como tudo que é novo, cheira a oportunidade. Aparecem candidatos a Coach de todos os lados, mas Gallway alerta sobre a escolha do Coach sério: Checar se o profissional integra a Federação Internacional de Coaches é uma opção, embora existam muitos coaches bons por aí que não sejam federados. Verificar as credenciais dele – onde estudou, que empresas ou pessoas já atendeu e quais cursos de especialização fez, também é um bom caminho.”
Fábio, obrigado pela "deixa". Graças a você, falaremos muito ainda de Coaching.

fonte: Revista Isto É e Globo Blog

segunda-feira, 12 de março de 2012

OLHE, RESPIRE E BATA!

O squash é um jogo de calma e paciência. Para executar os movimentos, tão exaustivamente realizados ao longo de uma partida, é de exímia importância que você esteja com a "cabeça vazia", livre de quaisquer pensamentos. Isso é difícil? Diga “SIM!”, claro que é, exige esforço e disciplina. Quer um exemplo? Pare agora mesmo, tente ficar sem pensar em nada........................... Difícil não?

Seja qual for o esporte, é da função dos técnicos a preocupação com a execução perfeita dos movimentos, sua precisão. Mas tem um aspecto que não pode ficar de fora de um torneio, sob o risco de colocar por água abaixo todo o investimento em treinos de precisão e aperfeiçoamento. Estamos falando da parte psicológica do jogo. Acredito que, juntamente com o Tênis, o Squash seja um dos esportes onde se exija alto índice de concentração. Buscando este conhecimento, cheguei num livro (que aconselho a todos) que serviu de base para este post: "O Jogo Interior do Tênis" (Timothy Gallwey). Um livro fabuloso, onde ele aborda um lado pouco trabalhado pelos técnicos de diversas modalidades – concentração.

Para se alcançar um alto estágio de concentração Gallwey nos dá algumas dicas das quais ponho em destaque duas delas:

1.      Sua mente ficará “livre” quando conseguir "prendê-la" a algo que acontece aqui e agora. Algo que te "prenda" no presente. Assim como sua respiração. Parece uma informação inútil, mas a respiração durante o jogo também é de fundamental importância para o desempenho. É claro que você não joga sem respirar, caso contrário cairia no meio do 4ª ou 5ª ponto sem oxigênio. A respiração a que me refiro durante o jogo é aquela profunda, para oxigenar, para encher os pulmões de ar. Serve para manter a concentração a todo vapor. A cada “quique” da bola, sincronize com a sua respiração. Inspire na preparação da batida e expire logo após golpear a bola. Se concentre na respiração para manter o foco no jogo. Assim como a respiração nos intervalos dos pontos, ou quando o saque é seu ou é do seu adversário. Assim como a Hortência, a lenda do basquete brasileiro, fazia antes de cada arremesso livre. Tudo para manter o foco e a concentração.

Fábio Milani - " A cada quique da bola
concentr-se na sua respiração".
2.      Outra maneira de se prender no aqui e no agora é o olhar para a bola. Se concentrando apenas nela, se esqueça dos problemas e pensamentos do mundo lá fora. Tente enxergar os pingos amarelos dela, espere o tempo certo, sua fase ascendente e descendente. Isso fará com que não disperse ao longo do jogo, sua única preocupação deve ser o olhar para a bola. Conforme começar a colocar isso em prática a impressão é que a bola fica maior e mais lenta, tudo flui mais fácil, ou seja, você se mantém mais concentrado.

"Entendemos por concentração o ato de focalizar a atenção. Quando se permite à mente focalizar um único objeto, ela se acalma. Mantendo-se a mente no presente, ela se aquieta. CONCENTRAR SIGNIFICA MANTER A MENTE NO AQUI E NO AGORA." (Gallwey Pg. 94).

Difícil? Fácil? Pode ser um ou outro, depende da nossa predisposição em tentar. Então TENTE e depois você me diz o que percebeu, ok? Boas raquetadas.

Fabio Milani 
Professor de Educação Física pela Universidade de Maringá. Pós Graduado em Atividade Física e Saúde pelo Centro Universitário de Maringá. Professor e Técnico da Equipe de Squash de Maringá e Londrina. Campeão paranaense 1ª classe de Squash - 2011

sábado, 10 de março de 2012

Câncer de Próstata - Além do Horizonte

Dr. Howard Scher
MDV3100 - promissora alternativa
para o CA de Próstata
Uma nova droga para tratamento do Câncer de Próstata está em fase três de estudos e com resultados surpreendentes. O MDV3100, como é conhecido, vem sendo desenvolvido em regime de parceria pelas empresas Medivation e Astellas Pharma e faz parte do estudo clínico AFFIRM – os resultados deste estudo foram apresentados no último Genitourinary Cancers Symposium em São Francisco (fevereiro 2012).
O estudo foi interrompido em novembro de 2011 após a constatação de redução em 37% do risco de morte dos pacientes que tomaram a droga, comparado com o placebo. Na prática, isso representa um ganho de cinco meses na vida de um paciente em estágio avançado da doença e com histórico de falha terapêutica com o quimioterápico Docetaxel. Também houve inibição do crescimento da célula tumoral em mais de 50% dos pacientes em tratamento com quimioterapia. Os pacientes também toleraram muito bem o MDV3100, o que representa um ganho revolucionário nesse tipo de tratamento. Um dos grandes obstáculos para o paciente é resistir aos efeitos colaterais, situação comum no tratamento de qualquer tipo de câncer.
Segundo o Dr. Howard I. Scher, (M.D.) Chefe do Serviço de Oncologia Geniturinária do Memorial-Sloan Kattering Cancer e um dos principais investigadores do estudo AFFIRM,  “Estes resultados, combinados com a facilidade da dose única diária, fazem do MDV3100 uma promissora alternativa para homens com câncer de próstata que vem sendo tratados a base de hormônio e quimioterapia”.
O câncer de próstata é o segundo mais comum no Brasil e o sexto no mundo, o que representa 10% dos casos de câncer na população mundial. O curioso é que sua incidência é seis vezes maior em países desenvolvidos (certamente tem a ver com a evolução dos métodos para o diagnóstico) e três quartos dos casos em pacientes acima de 65 anos. Alimentação saudável, exercícios regulares e check ups anuais ajudam na prevenção. O fator genético tem papel importante na probabilidade de se ter a doença. Ter pai ou irmão com Câncer de Próstata, pode aumentar de três a dez vezes o risco de aparecimento, se comparado com a população em geral. O exame preventivo feito por toque retal é abominado pela maioria dos homens de mais de 45 anos, mas é o jeito. Inevitável. A vergonha e a o sentimento de “invasão” não são nada comparado com o benefício clínico que proporciona. Já pro médico!
fonte: reuters.com, site do INCA e FAQs Próstata

quarta-feira, 7 de março de 2012

Mais um grande bloco farmacêutico no Brasil

Está em negociação a criação de uma segunda joint venture envolvendo os laboratórios nacionais Biolab, Cristália, Eurofarma e Libbs, com apoio financeiro do BNDES. O governo já está apoiando a criação da BioBrasil, empresa formada a partir da joint venture entre as farmacêuticas brasileiras Aché, EMS, União Química e a companhia Hypermarcas, conforme antecipou o Valor.
Os oito laboratórios chegaram a negociar uma joint venture única meses atrás, mas as negociações não foram levadas adiante. A BioBrasil está em fase mais adiantada. Essa nova farmacêutica, voltada para a produção de medicamentos biológicos, deverá ter aporte de capital de R$ 400 milhões e ter uma fábrica própria, cujo local ainda está em discussão. Os Estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Bahia estão no páreo.
Já a companhia que deverá ser formada por Biolab, Cristália Eurofarma e Libbs em está em fase inicial, afirmou ao Valor uma fonte que participa das negociações. "Ainda não temos uma nome para a nova empresa, que também apostará em biológicos e biossimilares. Estamos em fase negocial", disse. O aporte de capital dessa segunda superfarmacêutica ficará entre R$ 400 milhões a R$ 500 milhões. O BNDES deverá ser apenas financiador, afirmou essa fonte. Na BioBrasil, o BNDES estuda entrar como acionista, com uma participação entre 20% e 25%. O banco não comenta ambas operações.
Segundo essa mesma fonte, esse bloco decidiu se dividir porque não havia afinidades com as quatro empresas que decidiram criar a BioBrasil. "Temos uma vocação mais para pesquisa. Cristália e Eurofarma já possuem unidade de biotecnologia no país", afirmou. Biolab e Eurofarma já tinham juntado forças para a criação da Incrementha, empresa de pesquisa em inovação, em 2007. Neste ano, Cristália e Eurofarma formaram joint venture com a MSD (Merck &Co) na Supera RX.
Biolab, que faz parte do segundo bloco, e a União Química, que está no primeiro, também têm razões particulares para não estreitar laços. O controlador da União Química, Fernando de Castro Lima, negocia a compra da participação de seus irmãos, Cleiton e Paulo de Castro Marques, controladores da Biolab, na companhia. Fernando também é sócio da Biolab. Os três irmãos têm participação cruzada nos laboratórios União Química e Biolab. Cleiton e Paulo são controladores da Biolab.
Em 2006, a Eurofarma deu início a acordos com o governo cubano na área de biotecnologia. O laboratório foi o primeiro a lançar no mercado nacional anticorpo monoclonal (linfócito clonado, utilizado no combate a doenças degenerativas). Executivos da companhia participaram da última viagem da presidente Dilma Rousseff à Cuba, onde parcerias em biotecnologia foram discutidas.
O governo brasileiro tem incentivado a união entre as farmacêuticas para estimular a competir com as grandes multinacionais. O déficit na área da saúde gira em torno de US$ 11 milhões, dos quais 10% são com medicamentos biológicos.
Procurados, os executivos da Eurofarma, Biolab, Cristália e Libbs não foram encontrados para comentar o assunto. (MS)
fonte: Valor Econômico, matéria na íntegra

terça-feira, 6 de março de 2012

Esteiras - seja um hamster saudável

Passo pela área de serviço e vejo o trambolho me olhando. Cabide caro, ali parado, me desafiando. Seu silêncio me incomoda, é minha resignação. Já comecei e parei de correr em esteira ergométrica um sem- número de vezes. Subo nela e a sensação me abate: um hamster gordinho acelerado, em sua rodinha de gaiola. A gente muda mesmo com os anos e vejo que minha cegueira pro óbvio me custou três mil reais. DVD, som, ventilador, paisagem, tudo arquétipo, assim como a eterna esteira.

Mas a lá de casa já viu dias melhores. Não tenho paciência pra correr na rua, o esforço é maior, a direção do vento nem sempre ajuda. Não pretendo que meu corpo domine a biomecânica. Por isso não me interesso por saber se a relação entre a força da perna e a transferência dessa força para o vôo vão me dar mais desempenho e menos esforço, tô fora. E desde guri criei certa prevenção aos cachorros da vizinhança. É certo que se alguém esqueceu a tramela do portão aberta, minha perna está em risco. Eu sei, soa meio paranóico, mas dá mais trabalho tentar mudar isso do que pular na esteira vendo um DVD do Paul McCartney. E também vem a sensação de que peso menos e não é só impressão – quem entende do assunto diz que o impacto é reduzido em até 20%, se comparado com a rua. Passo os olhos na distância, velocidade, calorias, pulsação, sempre nessa mesma ordem anti-horária, controlo tudo. Já pensei em colocar um espelho na minha frente. Esteiras com espelho dão a sensação de disciplina - a gente fica se olhando, vê a passada, se a perna está arqueada ou se corre  curvado, corrige a postura. Mas cansa ficar se olhando tanto também. Meu Narciso Vigoréxico isso, então não tem espelho (ver artigo sobre a Vigorexia, clique aqui). Sempre me perguntei se gasta-se a mesma quantidade de calorias correndo na rua ou na esteira, mas a ciência do esporte não é muito clara com relação a isso e faltam estudos a respeito. O certo é que, tanto na rua quanto na esteira, um bom tênis pode prevenir lesões e garantir uma corrida menos desgastante (leia sobre o tênis certo aqui).
Gostar não gosto, mas preciso correr. O Squash exige pernas fortes e um bom condicionamento cardiovascular. Então a esteira é algo mais realista. Você pensa diferente? Que bom, não importa. Apenas calce seus tênis e boa corrida, seja na rua ou na esteira. Boa corrida.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Mulheres no Squash

Falo com gente do meio e vejo um fato: tem pouca mulher no Squash.

Até se vê meninas em quadras que são um anexo das academias de musculação e fitness, mas poderia ter bem mais. Nas academias só pra Squash o público feminino é minúsculo comparado ao público masculino. E um fato curioso: mencionar que tonifica pernas e glúteos deveria ser o suficiente para provocar um corre-corre rumo às quadras, mas isso não acontece. Comecei então a observar o ambiente das academias de Squash e escutar a mulherada que quer jogar – acho que descobri o porquê de não haver tantas mulheres em quadra.

Homem no meio de muita mulher se sente “o rei do pedaço”. Para as mulheres é um pouco diferente. Se elas chegam num ambiente tomado por homens, a maioria fica intimidada e com motivo. Nós homens afastamos as mulheres do Squash. É nossa culpa. Quando aparece uma corajosa para jogar no meio dos "cuecas" temos duas situações: Se for bonita pra maioria, será como “uma ovelha no meio das raposas”. Sobram olhares, surgem cantadas, deixando-as desconcertadas. E se a beleza não for consenso, daí ela tá perdida mesmo, vai ser jogada para escanteio. O pessoal se fecha nas "panelinhas" e ela vai pro fim da fila, sem jogar. Por isso as poucas guerreiras preferem fazer aulas em horários de baixo movimento e diversas vezes eu escuto pedidos de alunas para colocar cortinas nos vidros (pasmem). Não querem olho comprido nem passar pela vergonha de fazer feio no jogo. Mas também não treinam jogando com outras pessoas. Outra situação comum: mulheres que se acham incapazes de jogar Squash... sem ter nem tentado. Por experiência, posso assegurar que acontece com muitas mulheres. Coisas do tipo “não tenho coordenação!” são as afirmações mais comuns. E quando consigo convencê-las depois de muito esforço, percebem que podem e se saem muito bem. Se amarram principalmente por sentirem aquelas tão desejadas dorzinhas musculares. Sensação de dever cumprido. Nos torneios, vemos categorias femininas com poucas inscritas e são sempre as mesmas em quadra - mas este assunto fica pra num próximo post. Professores e proprietários das academias de Squash: invistam no público feminino. Tragam para experimentar o esporte e, mais a frente, trave outra "batalha" para elas participarem de torneios. Quem convive com as mulheres sabe muito bem que a grande maioria foge de competições. Façam ações voltadas para elas, repito, dêem espaço. Que tal uns cafés da manhã com Squash em um sábado de manhã só de Meninas Super Poderosas?

Fábio Milani: "O mundo mudou
também no Squash -
dêem mais espaço às mulheres."
O correto é que devemos repensar-nos e me refiro a nós homens - é cruel e pouco inteligente a atitude de não dar espaço a elas. Precisamos da presença e da competitividade feminina, é estimulante. Um ambiente misto fica mais agradável e dinâmico. Então meninas, vocês que ainda não experimentaram o Squash, por gentileza, venham! Esta é a minha singela solicitação às mulheres. E parabéns às que jogam Squash, só pelo fato de jogarem já são campeãs, pois sei bem o que vocês passam com a nem sempre dissimulada atitude masculina.

Fabio Milani 
Professor de Educação Física pela Universidade de Maringá. Pós Graduado em Atividade Física e Saúde pelo Centro Universitário de Maringá. Professor e Técnico da Equipe de Squash de Maringá e Londrina. Campeão paranaense 1ª classe de Squash - 2011

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Clip do Dia - My Sharona

The Knack – A banda de um super hit - de ontem, de hoje e de sempre
O roqueiro Doug Fieger, da banda americana The Knack era tão apaixonado por Sharona Alperin, que fez uma música pra ela. Ele já tinha  25 anos e a menina, 17. Namoraram, se separaram, mas a obsessão durou até a morte de Fieger em  2010, de câncer.  "My Sharona"  virou hit em 1979 e até hoje é uma das músicas mais criativas e dançantes do Mundo Rock. E até hoje a moça, já com mais de cinquenta, dá entrevistas pra contar sempre a mesma história: como a música mudou sua vida pra sempre. Com vocês,  o The Knack, com “My Sharona”.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Amigos do peito ou amigos-da-onça?

Wagner Sanches
Um provérbio escrito há mais de 2.700 anos, diz: Muitos são os que abrandam a face de um nobre, e todo o mundo é companheiro do homem que distribui dádivas”. E esse mesmo escritor também citou que “Aquele que é de poucos meios é objeto de ódio mesmo para o seu próximo, porém, muitos são os amigos do rico”. O fato é que pessoas ricas ou que ocupam altos postos podem facilmente fazer muitos “amigos”. Mas se aquele que tem muitos amigos perder a riqueza ou a posição, vai ter logo a impressão de que está quase que completamente sem pessoas à sua volta. Segundo Maria Abigail de Souza, especialista em saúde mental da Universidade de São Paulo, os fatores que levam a isso são a competição acirrada pelo mercado de trabalho, a luta para manter determinado padrão de vida e menos tempo para o lazer. (Fonte: Jornal O Globo – 2001). Até aqui, alguma novidade?

Mas outro fantasma arrasta correntes nos corredores corporativos – a vaidade. Redes de relacionamento mal formadas atraem vaidosos aos montes – e se merecem, pois normalmente selecionam menos as companhias. O target é simples: "quem me bajula, anda comigo". E se o CNPJ do sujeito, da noite para o dia, virar CPF, o vaidoso vai cair do salto. Certamente não ousamos sequer imaginar mudar a natureza humana, mas refletir. Refletir em nós mesmos e, se possível, influenciar outros (isso é uma coisa que podemos fazer). E nessa reflexão, cabe nos fazermos as seguintes perguntas:

1.      Como conseguir criar um network realmente sólido?
2.      Como, no meio corporativo, conseguir que eu seja valorizado e não “temido”?
3.      E como faço para identificar os verdadeiros amigos, aqueles que ficarão?
4.      Estou mais focado na minha meta ou em ser o centro das atenções?

As várias observações e pontos de vista daqueles que comentarem esse assunto, poderão incrementar nossas experiências e conhecimentos. Quem sabe, conseguimos também provar se o mesmo escritor do provérbio acima citado também tinha razão ao dizer: “... na multidão de conselheiros há consecução”.

Wagner Sanches
Consultor Estratégico e Executivo de Vendas

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Hepatite C - Mata mais que a AIDS, acredite

  
Estranho mundo moderno – hoje morre-se mais de Hepatite do que de AIDS. É o que diz um estudo americano recente, divulgado no Annals of Internal Medicine. A metodologia considerou a análise de atestados de óbito entre 1999 e 2007. Morreram 15,1 mil pessoas de Hepatite C contra 12,7 mil por conta do HIV nos Estados Unidos. Segundo a coordenadora do estudo, Dra. Kathleen Ly, muita gente morre sem saber que tinha hepatite C, o que aponta que os números podiam ser ainda maiores. Já no caso do HIV, durante os anos 90, as mortes eram de 50 mil/ano em média.

Pelo fato do vírus ser assintomático ou apresentar sintomas inespecíficos por período prolongado, a Dra. Ly afirma que as pessoas só procuram recurso quando os efeitos da doença já devastaram o organismo.
No Brasil, são identificados 70 mil casos de Hepatite C por ano contra quase 400 mil de HIV, porém os casos de Hepatite também são bastante subestimados em função de, assim como nos EUA, muitos pacientes evoluírem para cirrose ou câncer e morrerem sem saber da doença. No seu próximo check up, custa fazer o exame? Claro que não.
Fonte: Annals of Internal Medicine e Veja.com

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Relação entre Médicos e Indústria Farmacêutica

CFM assina acordo com demais entidades médicas e define novos parâmentros
Indústria Farmacêutica e Médicos
eterna polêmica
O CFM (Conselho Federal de Medicina) assinou um acordo com CREMESP (Conselho Regional de Medicina do estado de São Paulo), AMB (Associação Médica Brasileira e SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) que define certos limites na relação dos médicos com a indústria farmacêutica. Viagens patrocinadas devem ter o objetivo comprovado de aprimoramento científico – então resorts e navios de cruzeiro não valem. Também não será permitido o pagamento de despesas de parentes dos médicos. E os brindes ficam restritos a um terço do salário mínimo – 207 reais.
Sempre acreditei no dito “o que é acordado não é caro”. Quem trabalha ou trabalhou em atividades ligadas à saúde, sabe que a polêmica do “pode/não pode” sobre esses patrocínios sempre houve. E uma certa aura de hipocrisia também. Um bom exemplo são os Congressos Médicos - como é normal em qualquer segmento, são eventos caros e de estrutura complexa, cuja a realização fica inviável sem a participação de laboratórios farmacêuticos e empresas de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME).  Ou alguém acredita que seja possível fazer um congresso contando com doações, por exemplo, de entidades sem fins lucrativos?
A novidade é o Conselho Federal de Medicina vir a público dando um tom mais objetivo à conversa e, em caráter definitivo, deixar claro até onde a realção é aceitável e onde não é. A histórica falta de posicionamento claro é que abre o precedente pra exageros e constrangimentos. E parece que finalmente o CFM tomou sua posição.
Veja novas regras no site da Interfarma: clique aqui.
fonte: Interfarma website e veja.com

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Joshual Bell e o metrô - quando a ignorância não é uma bênção

Joshua Bell
o virtuose que ninguém viu
Cena comum em cidades como Washington DC, Nova Iorque ou, eventualmente, São Paulo. Um cara de jeans, camiseta e boné preto desce do metrô com sua caixa de violino. Pára próximo da porta mais movimentada, abre a caixa de jeito que fique fácil o passante alcançar um dinheiro. Saca um violino e manda ver um clássico de Bach. Um senhor já idoso desacelera, presta atenção, mas continua em seguida. Faz frio lá fora. E um cara de casaco pesado passa apressado, joga um dólar. Várias pessoas passam, desaceleram pra, em seguida apertar o passo, rumo aos afazeres. Só a criançada parava e olhava fascinadas, sempre apressada pelos pais. Foram 45 minutos e no final, apenas seis pessoas tinham parado. A “arrecadação”? 32 dólares. Terminado o serviço, fechou sua caixa e sumiu sem ser percebido.  
O cara? Joshua Bell, violinista virtuose americano. O violino? Um Stradivarius de 1713, avaliado em mais de três milhões de dólares. A peça de Bach? A 6ª sinfonia. Segundo os críticos, uma das mais complexas já executadas. Dois dias antes, ele tinha lotado um teatro em Boston, com ingressos a 100 dólares. O músico tocava no metrô a convite do Jornal americano Washington Post. O jornal queria provar o quanto as pessoas se deixam influcienciar apenas pelo que a mídia coloca em forte destaque. O gosto é decidido pela evidência massiva e ponto. Dependendo do contexto, a percepção de talento e qualidade é baixíssima, nesse caso, nula.

Conheço absurdamente menos música clássica do que admiro. O nome Joshua Bell, tinha lido em eventuais colunas de jornal ou na web. Me pergunto como reagiria se entrasse naquela estação, naquele momento: por uns cinco minutos, ficaria ali fascinado pelo som robusto e contagiante daquele violino. Acenaria um tímido “tank you”, como faço com todo o músico em lugares públicos (churrascarias, por exemplo. Tem que ser muito macho pra tocar enquanto os outros comem). Também daria uns dólares e seguiria meu caminho. Ótima sacada do jornal. Triste constatação pra nós, soberbos desimportantes. Veja clip abaixo.

fonte: terra.com e Washington Post

Nadal e Federer jogam Squash


Roger Federer
Squash ajudou a vencer
no Aberto da França
Fazia tempo que não falava de Squash por aqui. Nada melhor que retornar o tema com uma polêmica: É pecado um tenista jogar Squash? Já ouvi tenistas dizerem que jamais jogariam Squash porque isso estragaria o seu estilo no tênis. Fiquei inquieto com isso e fui pesquisar. Considerando o desempenho histórico de Roger Federer e Rafael Nadal em suas carreiras, isso parece não ter muito sentido. Tanto Nadal quanto Federer jogam e usam o squash para aperfeiçoar fundamentos e melhorar a pegada, por exemplo, no saque e no posicionamento em quadra. Longe de ser folclore, artigos de imprensa relatam que em 2006, na semi-final do Aberto da França, Roger Federer creditou seus pontos feitos de saque ao Squash, usando o que ele chamou de “wrist hinge shot” (em português, algo como efeito torção de pulso) para criar um saque mais matador.
Então? Você ainda duvida? Eu não. Tá dado o recado. Galera do Tenis, joguem Squash. Melhorem suas performances a longo prazo. O esporte agradece.

fontes: The Times e Racquet News.com

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Histórias de Carnaval


Aeroporto de São José do Rio Preto, 2002, uma sexta-feira muito próxima da semana do Carnaval. Eu, voltando pra casa depois de uma semana de trabalho intenso. Na noite anterior, tinha me dado de presente um exagero - fico sabendo no lobby do hotel que Ivete Sangalo estava com show no Rodeio da cidade. Não fosse a curiosidade imediata de ver como era um rodeio e um show da baiana (em 2002, ela estava em franca ascensão de carreira), jamais tiraria o nariz pra fora do hotel pra isso. O fato é que a moça levantava a massa, tinha empatia, era boa mesmo de palco como diziam - foi um showzaço, mesmo pra quem não curte axé. Mas a "balada" tinha um preço: eu estava um bagaço e nem tinha ficado pra ver o rodeio. Pensava nisso enquanto fazia o check in na TAM, quando um burburinho chamou a atenção. Justamente Ivete Sangalo entrava no saguão com secretária, segurança, músicos e o “irmão” empresário à tiracolo, Jesus Sangalo. Aspas no “irmão”, porque aquilo não era um irmão, era um armário de quase 200 quilos em seu esplendor. Antes de empresariar a irmã famosa, Jesus era vocalista de uma banda chamada Fera Gorda, uma espécie de Ratos do Porão com dendê.
Ivete e Jesus Sangalo
olha o tamanhinho da fera
Entramos pro portão de embarque, Ivete e o séquito entraram antes. Eu fui atrás de um cafezinho. No balcão, ela conversava com a recepcionista da TAM, uma fã quase sem fala. Só deu pra entender: “- Minha filha, o negócio é osso, viu...”  Era o inconfundível vozeirão da noite passada. Ivete contava algum causo equanto garranchava um autógrafo rápido pra menina. A grade do estacionamento do aeroporto dava pra pista de pouso – coisa de cidade pequena mesmo, ainda mais em 2002. Mais de 100 crianças esperavam ali pra poder ver a musa indo em direção ao airbus da TAM. Não precisaram esperar muito. Ivete viu aquilo e, sem pensar, deixou a menina do café, passou rápida pelo portão que dava pra pista e foi brincar com a criançada. Os três agentes da policia federal que estavam ali não gostaram. Consideraram uma infração e fecharam o portão que separava a sala da pista, deixando Ivete do lado de fora, com cara de quem não entendeu a história. Um trovão invadiu a sala de embarque:
- QUE PÔRRA É ESSA? TRATE DE ABRIR ESSA PORTA IMEDIATAMENTE OU LHE QUEBRO ESSA CARA!” Era Jesus Sangalo que vinha como um trem pra cima do policial que pedia calma.
- CALMA O QUÊ? ABRA AGORA MESMO ESSA PORTA!”. Jesus era segurado por três músicos, mas era pouco. O policial não quis levar a contenda adiante e abriu a porta. Ivete voltou e os ânimos se acalmaram.
Já dentro do avião, peguei minha poltrona e logo me dei conta  da companhia inesperada. Na mesma fileira da executiva estavam Ivete Sangalo e a secretária falando sem parar. Jesus entrou e se veio em minha direção, meigo como um urso polar que acabara de jantar. O corpão fazendo aquela sombra: “- Ô meu amigo, você se importa de trocar de banco comigo? Preciso ficar perto de Veveta pra resolver aqui umas pendências”. Nem pisquei. “- Claro que sim, fique a vontade. Não sou grande nem policial, você acha que eu vou discutir?”. Jesus sorriu amigavelmente: “-Esse pessoal acha que é Deus, meu amigo, os caras não me conhecem”. Nisso, Ivete levantou os olhos ágeis do que fazia, pra remediar: “-Não repare meu irmão. É Jesus, mas é meio sem noção às vezes.” E voltou no mesmo instante ao assunto da hora, que vi por cima dos “ombros” de Jesus, enquanto o avião taxiava na pista: a discussão sobre o set list pro circuito Barra Ondina daquele ano. Carnaval, esse eterno festival.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Amazon pode vender Kindle no Brasil por 199 reais

Com isso, o mercado de e-books em português tem potencial para crescer

A Amazon quer começar a vender o Kindle no Brasil ainda em 2012. A empresa americana, que inaugurou um escritório recentemente no Brasil, pensa na possibilidade de comercializar o e-reader a preços “populares”, cerca de 199 reais. Para comprar o dispositivo da Amazon, com tela de 6 polegadas E-Ink e com Wi-Fi, o consumidor brasileiro desembolsa R$ 550 (com impostos e frete). Este mesmo modelo custa nos Estados Unidos US$ 79. Ou seja, seria uma ótima jogada, para o brasileiro, a Amazon comercializar o Kindle. Com isso, o mercado de e-books em português tem potencial para crescer. Além do Brasil, segundo o The Next Web, o Japão ganhará sua versão do e-reader ainda em 2012. O consumidor brasileiro espera que isso ocorra aqui também.

Fizemos uma rápida pesquisa na redação da Geek e nas outras redações perto de nós, e à exceção de uma colega que já tem um Kindle, a resposta foi unânime: “por duzentinho? Compro mesmo!”.

Fonte: Yahoo notícias (jornalista Guilherme Abati – matéria na íntegra)